sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vai mais uma cacholada na terça?



Pode ser que assim inchem mais um bocadinho...

Depois de nesta quinta-feira terem dado um mergulho na Piscina de Fígados (Liverpool, esperamos sinceramente que tenha sido o ensaio geral para mais uma derrota com o Sporting na próxima terça!!

Para quem ainda se interroga e fica perplexo com manifestações de anti-benfiquismo...mas querem o quê?

É TODA a imprensa, é o designio nacional de lhes oferecer o titulo, que é para ver se o povo esquece a crise, é a conversa á gobbels que são 6 milhões, é a conversa furada de tentar vender o estatuto de deuses na terra, epá não há paciência...quem não é só pode ficar cada vez mais anti!

Odeio o benfica convictamente, e já agora obrigado por mais esta alegria!

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O que faz falta?


O que faz falta é animar a malta!
O que faz falta é juntar a malta!

O QUE FAZ FALTA É ACORDAR A MALTA!!!

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Para os mais saudosistas III...


Em mais uma visita ao nosso baú de memórias, podemos apreciar a Torcida Verde, 26 anos de vida que premeiam uma regularidade no apoio e na defesa das nossas cores dignas de reconhecimento!

A Torcida Verde durante anos travou uma luta practicamente sozinha contra-corrente e contra o futebol negócio!

Imagens fabulosas, na defesa do verdadeiro ideal Sportinguista!

1906

Luta & Resiste!

Para os mais saudosistas II...


E continuando na onda de revisitar a história dos nossos grupos de adeptos, antes de mais um derby, focamos hoje a nossa atenção naquele que foi para mim o grupo mais inovador em Alvalade neste ínicio de século!

Imagens de Sportinguismo puro e leal...de arrepiar!

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Para os mais saudosistas...



Vi este video e pude rever pessoas, lugares e situações que já estavam há muito arrumadas nos buracos da memória...

Tão diferente do futebol pipoca que nos é servido actualmente!

Desde a banda sonora, á selecção das imagens...grande espírito...GRANDE SPORTING!!!

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mais uma voltinha...mais uma viagem!


Somos um país pequeno, e como todos os países pequenos temos esta característica peculiar de sentir que toda a gente conhece toda a gente, e quando estrala a bomba são quase sempre as mesmas figuras e figurões a aparecerem na fotografia.

Hoje falamos sobre a corrupção existente na compra de submarinos pelo estado português, interessante verificar os nomes que aparecem e os nexos de causalidade existentes segundo o Jornal de Negócios:

Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), de Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, de Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, e do advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros, como “tendo conhecimento das movimentações financeiras” envolvidas para facilitar o negócio.

Resaltam logo á partida as ligações familiares entre Luís, Miguel e o Carlos, este ultimo já focado várias vezes neste espaço devido a ter sido funcionário da SAD e administrador dos CTT, o advogado Vasco Vieira de Almeida já anteriormente associado ao caso Freeport e nesse âmbito alvo de buscas nos seus escritórios, obviamente e tendo funcionários do BES metidos neste esquema, todo o pagamento de luvas terá sido efectuado recorrendo a contas do BES, como não poderia deixar de ser!

Aparentemente nada disto tem a ver com o Sporting, ou que possa interessar aos Sportinguistas.
Apenas aparentemente uma vez que a maior parte destas figuras e figurões se passeia em dias de futebol pelos corredores de Alvalade. E mais uma vez chamamos á atenção que se sequestram o bem público, onde existe o crivo da comunicação social, e de uma serie de controlos, imagine-se os estragos que uma ave rara destas poderá fazer no bem privado e particular, como é o caso do Sporting Clube de Portugal, onde a propaganda provoca uma sonolência tal á esmagadora maioria dos sócios, fazendo-nos caminhar para o abismo, reelegendo sem grande oposição a geração da dívida, nos ultimos 14 anos!

Metáfora:
Após a metáfora usada por JEB acerca de ser o único nas ultimas eleições a ter carta de pesados, que alegadamente lhe daria condições para ser presidente do SCP, lembrámos-nos de uma outra:
O Sporting Clube de Portugal com esta gente e este conjunto de interesses ao leme é como um Submarino com atração pelos fundos, deixem-nos respirar, deixem-nos vir á tona!Vâo-se mas é embora, fazem tanta falta como a fome!

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Filme da época!



Filme de uma época desastrosa ao nível do futebol senior profissional, que começou na sua preparação ou não, por parte de funcionários de uma SAD, pagos exclusivamente para isso mesmo: prever, planear, ligação entre áreas.

E como a época foi preparada em cima do joelho, as emendas na abertura do mercado de inverno ainda tiveram aspectos positivos no que se refere a joão Pereira e a Pedro Mendes, mas uma tremenda desilusão no que toca aos 6,5 milhões de euros gastos em pongolle...

De tudo resulta uma imagem patética de amadorismo, de uma estrutura em que todos os Sportinguistas acreditavam ser profissional, tal como nos provam os relatórios de contas sobre o vencimento destes funcionários.

Mas admite-se este laxismo, esta vergonha?

Revisto parte do filme da época, o mais constragedor é verificar que o fundo pode ainda não ter sido descoberto, pois faltam 6 jornadas para o fim do campeonato e eis que o presidente do Sporting tenta colocar o cereja em cima do bolo pôdre que foi esta época, permitindo o adiamento do jogo com os coitadinhos, que é para estarem fresquinhos quando nos defrontarem a uma terça-feira á noite! Mas está tudo maluco?

Felizmente nem todos estão de acordo com estas extraviadas decisões, tomadas contra, o sentir fundamental do sócio comum!

A AAS manifestou a sua posição publica através de comunicado, que apoiamos e subescrevemos!

E o Sporting ainda é um Clube de sócios? Ou já não?

O Presidente lidera, o treinador treina, os jogadores jogam, o público apoia!

O Sporting é o único Clube no mundo em que que isto que é uma coisa que parece simples, esteve e está completamente baralhado...


1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Alguem sabe o que pode ser isto?


Quem está por trás?

No que é que consiste?

Actualmente apenas se encontra disponivel este intrigante link:

http://www.sportingshare.com


1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 8 de março de 2010

BES a face oculta


Grupo Espírito Santo já está em mais de 400 empresas - Economia - PUBLICO.PT

"O grupo emprega mais de 20 mil pessoas e vale mais do que as duas holdings criadas para concentrar parte dos activos financeiros e não financeiros, que valem mais de sete mil milhões de euros: cerca de cinco por cento do PIB português.

Apesar de Ricardo Salgado não ser o líder do GES, presidindo apenas ao BES, ele é a figura de proa, considerado o artífice de uma estratégia sustentada numa rede empresarial, que abrange mais de 20 países. E que tem extensões a centenas de sociedades que nascem de holdings sediadas na Suíça e no Luxemburgo e que, pelo facto de não estarem dentro do perímetro de consolidação, têm facilidade em realizar operações cruzadas. Este foi, aliás, um dos pontos, entre vários, que o Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) procurou regulamentar no Código do Bom Governo das Sociedades. A iniciativa foi chumbada o mês passado pelas empresas que integram o PSI20, num movimento aparentemente liderado por Ricardo Salgado.

Entre as prioridades do grupo estão investimentos não só em Portugal, mas ainda Espanha, Brasil e Angola. No centro desta estratégia de expansão está o BES, o que reforça a capacidade de endividamento das empresas do universo do grupo e permite estender os seus interesses a todo o lado, por vezes em aliança com o sector público. É vasto o conjunto de negócios que se cruzam com o Estado, como o turismo, imobiliário, agro-pecuária, saúde, defesa, passando ainda pelas utilities, sectores cuja acção depende de decisões governamentais.

Em declarações ao PÚBLICO, os ex-ministros Luís Mira Amaral e Jacinto Nunes elogiam a estratégia do grupo que tem resultado num crescente poder na economia e sociedade portuguesa. Os dois ex-ministros salientam ainda o facto de a importância do BES ter saído reforçada com a queda de Jardim Gonçalves no BCP e a luta de poder no maior banco privado.

Os problemas com a justiça

À medida que os interesses da família se expandem, maiores são as dores de cabeça. Nos últimos anos as instalações do banco e de empresas do grupo, assim como casas de dirigentes, foram alvo de buscas policiais, com o nome de empresas do GES e o próprio banco a aparecerem associados a investigações em Portugal, Espanha, Brasil e EUA. Em Portugal, além do caso Portucale e das averiguações às contrapartidas com submarinos, o BES (BCP, BPN e Finibanco) surge no centro da Operação Furacão, a maior investigação de sempre à criminalidade económica em Portugal. Em causa estão eventuais crimes fiscais, baseados num esquema de fuga ao fisco, desenhado pelo banco. Américo Amorim é um dos clientes do BES ouvido pelas autoridades, a quem explicou que possui "contactos de muitos anos com o BES e outra empresa do grupo, a Erger", especializada em planeamento fiscal.

Em Espanha, o juiz Garzon ordenou buscas às instalações do BES em Madrid, no quadro de uma investigação que envolvia clientes do banco que eram figuras de topo da sociedade espanhola. Mas o processo foi arquivado. No Brasil, o BES surge mencionado nos inquéritos parlamentares ao caso mensalão. Ricardo Salgado foi ouvido pela justiça como testemunha a pedido das autoridades judiciais brasileiras, mas negou ter sido contactado para financiar o PT de Lula da Silva. Outros nomes que são referidos são os de António Mexia, convocado enquanto ex-ministro das Obras Públicas, e do antigo chairman da PT Miguel Horta e Costa, actual vice-presidente do BESI.Nos EUA a comissão do Senado norte-americano que investiga as contas-fantasma de Augusto Pinochet, divulgou que o ditador chileno tinha uma conta aberta no BES Florida. O PÚBLICO não conseguiu obter uma reacção formal por parte dos responsáveis do Grupo."

In jornal O Público

Actualização

Obviamente o poder da família Espírito Santo na esfera política não é recente, pelo que em seguida publicamos, uma breve descrição da convivência de Ricardo Salgado com Salazar, que saiu na revista Sábado:

"SALAZAR E OS MILIONÁRIOS

Prólogo

Os encontros de domingo à noite
Primeira metade da década de 50. Oito da noite de domingo. Era esse habitualmente o momento reservado para os dois homens mais poderosos do país discutirem grande parte do destino de Portugal. No Palácio de São Bento ou no Forte do Estoril, António de Oliveira Salazar, então à beira dos 60 anos e a meio dos seus 40 anos no poder, recebia Ricardo Espírito Santo, onze anos mais novo.

Além de dirigir o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL), o banqueiro liderava a petrolífera Sacor, que esteve na origem da Galp, e controlava a seguradora Tranquilidade e as Sociedades Agrícolas do Cassequel e do Incomati, em Angola e Moçambique. As suas várias áreas de influência ajudam a explicar como se transformou num conselheiro especial de Salazar para todos os assuntos relacionados com economia, política, diplomacia e artes — e acabou por se tornar também um dos melhores amigos do presidente do Conselho.
Era muitas vezes Maria da Conceição, a protegida a que Salazar deu a alcunha de Micas, que abria a porta de São Bento a Ricardo Espírito Santo: «Tenho hora marcada», dizia-lhe ao entrar, como se precisasse de justificar a sua presença.

O presidente do banco cumprimentava Micas com um beijinho e oferecia-lhe com muita frequência bonecas, chocolates e até amêndoas na Páscoa. Ricardo Espírito Santo estacionava o carro no parque da residência oficial, pendurava o sobretudo no bengaleiro junto à porta de entrada e, se Salazar ainda estivesse ocupado, aguardava na pequena biblioteca junto ao gabinete do presidente do Conselho, no rés-do-chão. Mas raramente tinha de esperar. As conversas entre os dois podiam decorrer no gabinete ou enquanto passeavam pelos jardins de São Bento. Quando terminavam, o ditador acompanhava o amigo até à saída.

Estes encontros semanais entre os dois homens ficaram registados no diário que Salazar mantinha: um livro de capa vermelha e letras douradas onde resumia a sua rotina e indicava os principais assuntos abordados em cada audiência. A 14 de Maio de 1950, por exemplo, recebeu Ricardo Espírito Santo entre as 20h e as 20h45 e anotou à frente:
«Sua viagem e férias, saúde, alguma coisa de negócios».
Salazar só saiu de Portugal três vezes — foi a Paris na juventude e deslocou-se duas vezes à fronteira para se encontrar com Francisco Franco, o ditador espanhol. Aproveitava por isso os relatos das deslocações dos outros para satisfazer a sua curiosidade sobre o mundo. E Ricardo Espírito Santo todos os anos fazia longas viagens para tratar de negócios (do banco ou da empresa de petróleos), por motivos de saúde (frequentava termas), de férias (era praticante habitual de esqui e golfe) ou em busca de peças de arte nos antiquários e nos leilões. Foi esse o principal tópico que Salazar fixou no dia 17 de Dezembro de 1950, depois do encontro de uma hora e meia, das 19h30 às 21h00: «Dr. Ric. Espírito Santo - compras que fez em Roma de objectos de arte».

A situação da Sacor, criada pelo Estado em 1938 para intervir no mercado dos combustíveis, era discutida na maior parte dos encontros.
As entradas nas agendas de 1953 e 1954 revelam que falaram de «vencimentos dos administradores», de «conversas com ministro da Economia sobre terrenos de que a Sacor precisa» e de «como distribuir 37 500 contos a colocar entre portugueses [num aumento de capital]».

As relações com o romeno Martin Sain, o principal accionista da empresa de petróleo, eram alvo de grande atenção do presidente do Conselho. Além de abordarem os temas importantes da Economia como o plano de fomento ou o estado do mercado de capitais, é difícil encontrar um grande investimento que não tenha sido escrutinado e, mais do que isso, aprovado, nestes encontros rotineiros de domingo à noite. Analisaram a criação da TAP em 1953, a lapidagem de diamantes em Portugal, o apoio à empresa de Siderurgia, que António Champalimaud começou a negociar com o Governo em 1952, e a fundação da sociedade de milionários que iria financiar aquilo a que Salazar chamava «o novo grande hotel de Lisboa» — o Ritz, que só seria inaugurado em 1959, quatro anos depois da morte do banqueiro.

A folha de 3 de Março de 1953 revela que Salazar recebeu Ricardo Espírito Santo e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Cunha, às sete e meia da tarde e que discutiram a prenda que o governante deveria oferecer a Franco, no encontro seguinte com o generalíssimo espanhol. Uma hora depois, o ministro saiu mas o banqueiro ficou. Durante mais uma hora, até às 21h30, relatou a Salazar os bastidores da inauguração do seu museu de artes decorativas, cuja cerimónia decorrera nessa semana, intencionalmente a 28 de Abril, para homenagear o presidente do Conselho no seu dia de aniversário.

O costume estava tão enraizado que quando o ditador cancelou um dos encontros semanais, em 1951, Ricardo Espírito Santo manifestou por carta a sua grande tristeza. «Tenho muita pena de não ir aí hoje, a nossa conversa dominical é para mim o maior prazer da semana, mas obedeço na esperança de que serei compensado.» E, em Abril do ano seguinte, quando, por estar na Suíça, foi o empresário a não poder comparecer, enviou outra mensagem. Sugeria que Salazar recebesse Mário de Sousa, administrador do Banco Fonsecas, Santos & Viana, para discutir novas medidas relacionadas com as exportações, mas frisava a importância que atribuía a estes encontros: «Eu agradeço (e não lhe levo a mal!) se lhe dispensar meia horazita de um fim de tarde de domingo, desses fins de tarde que eu tanto aprecio e que quase sempre são o melhor prémio para mim, de uma semana de trabalho! Como vê nem de longe o deixo em paz!

Despediu-se com um post-scriptum que comprovava a sua intimidade com António Ferro, embaixador em Berna e antigo responsável pelos serviços de propaganda nacional, e com as duas mulheres que viviam na casa do ditador — a governanta e a pupila: «P.S. — Peço o favor [de] dar minhas lembranças a dona Maria, e Maria Antónia. O Ferro gostou muito da carta de vossa excelência.»



Quando estava fora do país, o banqueiro esforçava-se por manter a comunicação de domingo com o governante, que anotava estas chamadas no diário com igual deferência: «Pelo telefone, vários e dr. Ric. Esp. Santo».
Em 1954, Ricardo Espírito Santo acompanhou o presidente da República, Craveiro Lopes, numa viagem de barco a Angola e São Tomé e Príncipe. Esteve fora sete domingos: apenas num não conseguiu enviar telegramas dirigidos a «sua excelência o presidente do Conselho» e assinados, simplesmente, Ricardo. Nos seis que enviou, a falta que sentia dos encontros com o ditador foi sempre manifestada de forma crescente: «Sigo bem mas com saudades», escreveu no segundo, a 31 de Maio; a 20 de Junho, manifestava-se «cheio de saudades»; na mensagem do domingo seguinte lia-se: «As saudades são cada vez mais maiores»; e no último notava-se o alívio por estar quase a regressar: «Vou mais contente a pensar que se os deuses nos forem propícios estarei aí no próximo domingo e poderei matar as saudades que já pesam no meu coração. Gostei muito de o ouvir e espero que este já o encontrará no forte.»

Neste telegrama, Salazar anotou a azul a instrução: «Saber quando chega o barco». Um funcionário responderia a lápis: «Chega domingo, dia 11 [de Julho], ao meio-dia». E foi nesse domingo às 19h15 que se reencontraram, no forte de Santo António, no Estoril. Até às 21h00, Salazar recolheu informações sobre o negócio do açúcar e «outros assuntos de África», e, claro, quis saber tudo sobre o que ficou descrito no diário como uma «viagem formidável»."

In revista Sábado



O banqueiro Ricardo Espírito Santo, avô do actual presidente do BES Ricardo Salgado, teve nos anos 40 várias intervenções no universo da espionagem, expressas nas cartas que escreveu a Salazar – as principais são divulgadas pela SÁBADO esta quinta-feira na edição impressa.
A 30 de Dezembro de 1944, já perto do fim da II Guerra Mundial, o banqueiro desejou feliz ano novo ao ditador com um pedido misterioso: “Cumprindo as ordens de Vossa Excelência, junto remeto uma nota com o nome da pessoa que está ausente na sua pátria e cujo regresso conviria impedir”. Um pequeno envelope à parte contém um cartão com o nome Nassenstein, escrito a azul, em maiúsculas e sublinhado.

Cecil Nassenstein era um agente alemão da Gestapo também conhecido por Adolf Nogenstein. Foi colocado em Lisboa em 1942 como diplomata, mas a sua missão era vigiar os espiões americanos e ingleses e decifrar os seus códigos. Sabia falar pelo menos dez línguas (inglês, alemão, francês, português, espanhol, russo, italiano, grego, latim e servo-croata), contou à SÁBADO a neta do espião - Stéphanie Nassenstein, 37 anos, é actualmente uma das responsáveis pelos programas do Forum Económico Mundial, que reúne todos os anos os líderes do Mundo em Davos.
Os relatórios dos serviços secretos britânicos divulgados pelos arquivos nacionais daquele país descrevem-no como um elemento-chave da Gestapo em Portugal. Pode ler uma síntese desses documentos clicando aqui
O pedido de Ricardo Espírito Santo não teve sucesso e o espião conseguiu reentrar em Portugal, onde viveu clandestinamente até 1947, quando foi capturado pela PIDE numa casa da António Augusto Aguiar, em Lisboa.
Estava armado, tal como o agente Herbert Wissmann, que se suicidou com cianeto antes de ser capturado. Nassenstein também tentou matar-se várias vezes, mas foi enviado para Inglaterra durante dois anos, e depois para um campo alemão.
Antes de morrer em 1981, dirigiu uma empresa de plásticos para enchidos e teve um último contacto com o universo da espionagem em 1972: a pedido do governo e com ajuda da Cruz Vermelha, organizou uma troca de espiões em Berlim: devolveum um russo para receber um alemão, que era seu parente afastado e morreu pouco depois de atravessar a ponte.

O banqueiro era um agente alemão para o MI6
Aquela carta de Ricardo Espírito Santo não foi um acaso. Em Abril de 1945, o banqueiro enviou a Salazar quatro relatórios secretos (dois em inglês e dois em francês) sobre “o problema alemão em Portugal após a guerra”, onde se desvenda a presença de 10 agentes da Gestapo no país, que poderiam liderar um movimento clandestino. Os documentos revelam também os planos alemães para organizar a resistência após a derrota na II Guerra.
No livro “Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial”, Irene Pimentel escreve que o banqueiro era um germanófilo: “O MI6 considerava ‘holy ghost’ (espírito santo, em inglês), um agente alemão”. E há registo de um telegrama do embaixador alemão em Madrid enviado ao ministro dos Estrangeiros, que refere o banqueiro português como confidente dos alemães.
Ricardo Espírito Santo já tinha tido um papel importante em 1940 ao acolher os duques de Windsor a pedido do governo português, numa altura em que os alemães chegaram a preparar uma operação para os raptar da casa do banqueiro no Estoril. O plano não se concretizou e os duques embarcaram para as Bahamas, tal como desejava o líder britânico Winston Churchill.



Banco Espírito Santo na lista negra
Durante a II Guerra o Banco Espírito Santo foi posto na lista negra dos aliados por negociar com os alemães. Já depois do conflito, Ricardo Espírito Santo mandou a Salazar um relatório sobre a importância da radiodifusão na II guerra mundial assinado por Humberto Breisky, um nome muito parecido com o de Hubert Von Breisky, encarregado de negócios da Embaixada da Alemanha em Lisboa. (Hubert Von Breisky era o pai do barão Stephan Von Breisky, que ficou conhecido por aparecer nas revistas sociais ao lado de Elsa Raposo). Seguiram-se vários relatórios, não assinados, sobre o que diziam as várias emissoras internacionais sobre Portugal.
Para ajudar a explicar a quantidade de informações confidenciais a que tinha acesso, fonte próxima da família recorda que Ricardo Espírito Santo era um frequentador assíduo das várias embaixadas e cultivava relações de proximidade com diplomatas de vários países, do lado alemão e do lado dos aliados. Segundo o livro “O banco espírito santo, uma dinastia financeira portuguesa”, de Carlos Alberto Damas e Augusto Ataíde, o banqueiro falava sete línguas e foi até convidado em 1950 para ser embaixador de Portugal no Vaticano, mas recusou.

In revista Sábado



1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Invasão Madrid



O Sporting já colocou no site oficial do Clube os vários programas para estar presente em Madrid e apoiar a equipa no jogo com o Atlético.

Citando o site a viagem é organizada pela Sporting Chek In "os sportinguistas terão a oportunidade única de viajarem no mesmo avião da equipa por um valor de 299€. Este programa de dois dias (10 e 11 de Março) inclui estadia e transporte em autocarro privativo para as deslocações entre aeroporto, hotel e estádio.

Como alternativa, os sócios e adeptos leoninos poderão optar por um programa, de ida e regresso no mesmo dia, de avião pelo valor de 190€ ou de autocarro por 60€.

A estes três programas acresce o preço dos bilhetes, o qual varia entre 30€ e 50€."


Recordamos que esta Sporting Check In resulta de uma parceria entre o Sporting CP e a Cosmos dos irmãos Oliveirinha, com sede instalada no estádio do Dragão, e que tem a originalidade de pelo menos no que diz respeito ás viagens de avião o seguro de viagem ser feito através de uma empresa chamada Porto Seguros??!??

Incompetência? Subalternização? Demência?

Se acha que tudo isto cheira mal, quer estar presente em Madrid ao preço mais em conta possivel, a AAS teve uma iniciativa que passamos a divulgar neste espaço, chama-se A REDE, e permite que qualquer Sportinguista de qualquer ponto do País que pretenda estar presente em Madrid, para o jogo com o Atlético, o possa fazer ao preço mais conveniente para a sua bolsa, tal como é explicado aqui!

ACTUALIZAÇÃO

Recebemos do nosso leitor Sérgio Bastos informação sobre as viagens low-cost para Madrid, podem consultar este link:

Quais os voos mais baratos para ir ver o Atlético Madrid – Sporting?
http://lowcostportugal.net/companhias-aereas/quais-os-voos-mais-baratos-para-ir-ver-o-atletico-madrid-%e2%80%93-sporting/2010/03/

http://www.sergiobastos.net
http://www.lowcostportugal.net
http://www.ebookportugal.net


De qualquer modo não interessa a maneira como se vai...o que interessa é estar presente e ajudar a equipa a ultrapassar mais este obstáculo!

Força Sporting

VENCE POR NÓS!!!!

1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quando a honestidade se sobrepõe á batota!


Crónica para SportingApoio

"Antes do mais devo informar os sportinguistas que o meu clube do coração é e sempre foi, o Boavista. Sei que há muita gente que não consegue distinguir o sentido lato de um trabalho profissional e não foi por acaso que escolhi contar esta história na minha primeira intervenção neste site.

Estávamos na época 2001/2002, na qual o Sporting fez uma tripla (campeão nacional, Taça de Portugal e Super Taça). Trabalhava eu no Sporting há mais de um ano. A minha missão era a de alertar o presidente das armadilhas que iam colocando no caminho do Sporting e encontrar forma para as combater. Quando fui contratado tive o cuidado de informar que tudo o que pudesse vir a fazer seria dentro da legalidade. Ou seja, provar que com honestidade era possível combater a verdadeira Máfia que governava o futebol português.

O Sporting estava na frente do campeonato nas últimas jornadas e o Boavista tinha sido campeão na época anterior. Boavista e Porto seguiam-nos com uma proximidade perigosa e salvo erro, a 3 jornadas do final do campeonato, o Boavista visitou Alvalade. O jogo era importantíssimo e podia definir o título. Como conhecia demasiado bem o “Sistema”, sabia que iam tentar tramar o Sporting nesse jogo. 15 dias antes soube que o árbitro já estava nomeado quando isso só devia acontecer na semana seguinte .

Fiquei atento, fui falando com várias pessoas e na semana que antecipou o jogo soube que Valentim Loureiro, tinha telefonado ao árbitro e jantado com ele num restaurante da cidade do Porto, facto que viria a ser confirmado, muito mais tarde, através das escutas do processo Apito Dourado.

Fiz um relatório de detalhado para Dias da Cunha contando-lhe tudo o que se estava a preparar para aquele jogo. Depois de ler o meu relatório, o presidente ficou em pânico e sem saber como poderia combater aquela situação. Não havia provas e o regulamento da Liga proibia que se pressionasse a equipa de arbitragem antes de um jogo. A situação não era fácil de resolver porque, para além do mais, o presidente da Liga estava envolvido no problema.

Estudei o assunto e arranjei a solução: Manolo Vidal era o director desportivo do Sporting e antes do jogo tinha de levar as fichas dos jogadores ao árbitro. Ficou então combinado que quando Manolo Vidal fosse à cabine do árbitro diria ao juiz da partida amavelmente: “Então o jantar de terça-feira correu bem?” E ficava à espera da resposta.

Soube depois, que o árbitro, quando ouviu a pergunta de Manolo Vidal ficou lívido e fez de conta que não a ouviu. Foi o bastante para dar a entender ao árbitro que o Sporting sabia o que tinha acontecido e em caso de roubalheira as coisas podiam-se complicar para o seu lado, até porque ele não sabia se tínhamos provas ou não.

O Sporting ganhou e até foi beneficiado num ou noutro lance. Manteve a liderança e conquistou o título. Sem barulho e com honestidade foi vencido um grande problema.

Marinho Neves"

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Á procura de petroleo...


"Inspectores ligados ao sector do crime económico da Judiciária acompanham homólogos belgas nas diligências no Dragão. Estão desde a manhã cedo de hoje, quarta-feira, nas instalações do clube portista e mantém-se em operação de busca e apreensão de documentos e elementos informáticos.

Ao que apurou o JN, procuram documentos relacionados com o empresário Luciano D' Onofrio. O caso tem a ver com transferências de jogadores, alvo de investigação judicial na bélgica.

O F. C. Porto já notificou a Comissão de Mercado e Valores Mobiliários das diligências. "Hoje, pelas 10 horas, elementos da polícia judiciária portuguesa e belga visitaram as instalações do F. C. Porto, em cumprimento de uma carta rogatória oriunda da justiça belga", lê-se no comunciado, colocado online às 15.48 horas

"Nesse sentido, solicitaram diversos elementos relacionados com a empresa International Agency for Marketing que, depois de certificados, lhes foram entregues", informou o F. C. Porto, pode ler-se no site da CMVM."


1906

Luta & Resiste!

Porquinhos ou mais manobras de encobrimento...


Texto retirado do jornal Diário de Notícias

"A defesa de três arguidos do processo No Name Boys pediu hoje a nulidade de parte da acusação, alegando que a investigação do crime de associação criminosa é da competência da Polícia Judiciária e não da PSP.

Elementos do núcleo duro da claque não legalizada do Benfica No Name Boys começaram hoje a ser julgados por associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas e ofensa à integridade física, furto, roubo e outros crimes.

A advogada Ligia Borbinha apresentou um requerimento ao tribunal alegando que a investigação do crime de associação criminosa, imputado pelo Ministério Público a alguns dos 38 arguidos, é da "competência exclusiva da Polícia Judiciária".

A sustentação da causídica assenta na Lei 49/2008 de investigação criminal.

Os actos de violência do núcleo duro dos No Name Boys foram investigados pela 3.ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP a partir de 2008.

O colectivo de juízes da 5.ª Vara Criminal de Lisboa começou por afirmar que foram imputados mais crimes a cinco dos arguidos dos que inicialmente constavam na acusação.

Os arguidos hoje ouvidos, muitos dos quais não quiseram prestar depoimento, negaram todos os factos, nomeadamente que a claque do Benfica tinha "líderes" e que eram o "braço armado" do clube.

Todos afirmaram que a missão da claque era apenas "apoiar e acompanhar o Benfica", que não tinham instalações no clube e que não recebiam bilhetes a preços mais baixos para depois os revenderem.

Sobre a relação com as claques de clubes adversários, nomeadamente Sporting e FC Porto, os arguidos garantiram que os confrontos eram espontâneos, não planeados e muitas vezes eram ameaçados através de sites da Internet.

Miguel Claro, um dos detidos, garantiu que as 100 gramas de haxixe encontradas eram para consumo próprio e que as armas que lhe foram apreendidas (soqueira, taco, pistola) eram para "defesa pessoal".

Segundo a acusação, os acusados praticaram crimes "minuciosamente planeados e executados com superioridade numérica e mediante a utilização de meios especialmente perigosos".

Para o Ministério Público (MP), os No Name Boys agiam "motivados por ódio e intuitos de destruição, sem motivação relevante, contra elementos das claques" do Sporting e do FC Porto.

Os principais arguidos são acusados de acções violentas contra elementos afectos à claque do Sporting Juve Leo, tendo um sofrido "socos, pontapés e facadas" e ainda sido queimado "com uma tocha". Todas estas acusações foram negadas pelos arguidos que hoje prestaram declarações.

O julgamento prossegue quarta feira no Campus de Justiça de Lisboa."



Entretanto e para que se assegure um branqueamento total a todos estes crimes prepertrados por esta cáfila, já surgiram noticias que um dos juizes até é sócio do FCPorto, como se pode ver aqui.

Perfis de três dos arguidos do processo No Name Boys

Miguel Claro

- 28 anos
- ajudante de carpintaria

António Miguel Claro, mais conhecido por "Gordo da Brandoa" ou "Brandoas", vivia, antes de ser preso, com a companheira - também arguida no processo -, com quem tem um filho de seis anos. É ajudante de carpintaria e ganha 30 euros por dia. A PSP já o tinha referenciado por tráfico de droga. É acusado de revenda de ingressos, tráfico de droga, posse ilegal de arma, cinco agressões, vários crimes de roubo e de dano com violência. É referenciado em quase todos os episódios de violência descritos na acusação. Já tinha cadastro por tráfico de droga.


José Pité

- 28 anos
- técnico de informática

Nasceu no Porto, mas é adepto do Benfica desde 1994, altura em que entrou para os No Name. Conhecido por "XL", disse em tribunal que já levou uma tocha para um estádio, mas deixou de o fazer depois do episódio da morte com um very light (apesar de o caso ter acontecido quando ele tinha apenas 12 anos). Um irmão seu é também arguido. "XL" diz que os No Name são apenas um grupo de amigos. É acusado de associação criminosa, distribuição irregular de bilhetes, posse de arma proibida, tráfico de droga, quatro crimes de agressão, roubo, dois de incêndio e três de dano.


Hugo Caturna

- 34 anos
- trabalha num armazém

Ingressou nos No Name em 1992, chegou a frequentar uma licenciatura em Psicologia do Trabalho, mas hoje trabalha num armazém onde ganha 600 euros por mês. Tem um filho de dois anos. Em tribunal, disse que estava a dormir à hora que o acusam de ter agredido um membro de uma claque sportinguista (a Juve Leo). E que foi apanhado com muito dinheiro porque no seu âmbito do seu trabalho é frequente levar grandes quantias em dinheiro para depositar. É acusado de associação criminosa, tráfico, agressões, incêndio e arremesso de objectos.

1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Figo & as escutas

Retirado do jornal SOL


"MARCOS PERESTRELLO – O teu superior hierárquico [Rui Pedro Soares] foi para Barcelona ou Milão...
PAULO PENEDOS – Não, está no Algarve. Não foi para um sítio, nem para outro.

M.P. – Mas depois vai, acho eu.
P.P. – Vai para Milão, segunda-feira. Vai-se lá encontrar com o Figo, para com ele celebrar uma coisa um bocado pornográfica, mas pronto.
M.P. – Que é o quê?
P.P. – Eh pá … só te posso dizer se tu não disseres a ninguém. Se disseres, não te posso dizer.
M.P. – Se quiseres dizer, dizes! Se disseres que não é para dizer a ninguém eu não digo.
P.P. – Não, não digas que é uma coisa… Ele há dias disse-me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apoiasse o Sócrates e eu disse ‘boa e tal’, claro que é importante. E hoje ligou-me a pedir que eu lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros por ano.
M.P. – Pois, imagino…
P.P. – Ah?
M.P. – Claro, claro. E isso, aliás, vale muitos votos! Essa m... em subsídios de desemprego…
P.P. – Ah?
M.P. – Isso em subsídios de desemprego…"

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

“José Eduardo Bettencourt” – Crónica de Zé Diogo Quintela


"Quando chegou do Brasil e lhe perguntaram se tinha acompanhado o Sporting, o presidente Bettencourt disse: «Infelizmente, estou a par». Já somos dois. Recapitulemos alguns factos.

Na campanha eleitoral recusa-se a debater com o outro candidato. Depois, diz «Paulo Bento forever», ficando refém de um treinador. Já eleito, dispensa Derlei e prefere ir buscar Caicedo.

Como primeiro presidente remunerado do Sporting, diz que vai ganhar menos que o Abel. Uma declaração deselegante para com um jogador do Sporting.

Quando Paulo Bento sai, diz que os sócios ainda vão ter saudades dele, pondo desde logo em xeque o próximo treinador.

Ao mesmo tempo, depois de se ter batido para aumentar o número de sócios, chegando aos 100 mil (uma óptima medida), menospreza um sócio por ser o 90 e tal mil. Menospreza e quer bater.

Depois de não ter força para trazer Villas Boas da Académica, não consegue esconder esse facto e Carvalhal fica desde logo diminuído por se perceber que foi segunda escolha e por não ser apresentado à comunicação social, sendo antes apresentado on-line. O Sporting comunica mais com a CMVM do que com os sócios.

No mercado de Inverno não consegue o regresso de André Santos, porque no contrato de empréstimo o departamento jurídico do Sporting se esqueceu de colocar uma cláusula de resgate. Uma incompetência que devia ser o suficiente para o administrador responsável devolver o prémio. Descobre-se que o direito de preferência sobre Carlão se resume a um acordo verbal entre Pedro Barbosa e alguém do Leiria. Não vale nada, portanto.

Compra João Pereira. Boa contratação. Mas que entra mal no clube ao ser apresentado, não aos sócios e através da comunicação social, mas num jantar de uma claque. Pongolle, esse, custa 6,5 milhões. Não é dito onde estava esse dinheiro no Verão, quando, por exemplo, Nené saiu do Nacional por 5,5.

Sá Pinto anda à bulha com Liedson. Uma das razões para o incidente é a falta de autoridade que Sá Pinto tinha, porque a estrutura não lha conferiu. O incidente é posto imediatamente nos jornais e ainda não se sabe quem é o bufo.

O presidente vai de férias, sem se pronunciar sobre o sucedido.

São publicadas escutas do Apito Dourado. Numa delas, Bettencourt e o Paulinho são injuriados por Pinto da Costa. Ninguém do Sporting diz nada.

O Sporting perde três jogos importantes seguidos. Bettencourt continua de férias.

Antes do jogo com o Benfica, Luís Filipe Vieira (LFV) acusa o presidente do Sporting de faltar à palavra. Não se defende.

A primeira vez que fala nos últimos tempos não é para se referir convenientemente ao caso Sá Pinto e ao bufo, às pesadas derrotas, às referências insultuosas nas escutas ou à acusação de falta de palavra de LFV. Não, é para dizer que Carvalhal depende dos resultados. Exige a este treinador o que nunca exigiu a Bento. Ou o que é que José Eduardo Bettencourt acha que «forever» quer dizer? Volta a desprezar o treinador quando diz que com Bento é que faria uma boa dupla. Portanto, dá este voto de confiança a Carvalhal no dia em que se vai tentar pôr fim a quatro derrotas consecutivas.

Mas não é só isso que JEB diz. Diz também que quer implementar um modelo à Porto, porque o Porto há 30 anos que é o melhor. JEB esquece que o modelo do Porto, escarrapachado nas escutas, assenta em fruta e cafezinhos e que muito tem lesado o Sporting. É que no Porto, em altura de crise, não é o presidente que mandam para o Brasil. É o árbitro.

Percebe-se porque é que o presidente ganha menos do que o Abel: é que o Abel tem de ficar cá a assistir ao descalabro, não se pode pisgar para o Brasil. De onde, se é para dizer estas coisas, JEB mais valia não ter voltado.

Oque é que será preciso acontecer mais para ficarmos todos a par? «Em que é que João Pereira estava a pensar?» É o que muita gente se pergunta. Eu sei a resposta. Estava a pensar no Benfica–Nacional, também para a Taça da Liga, também apitado por Olegário Benquerença, em que uma agressão de Luisão foi punida apenas com um amarelo. O João Pereira achou que as regras são iguais para todos. Achou mal.

Mas justificar a derrota com a arbitragem é tapar o sol com a peneira. Perdemos porque o Benfica foi melhor. Aliás, o erro de arbitragem mais grave não foi o fora-de-jogo mal assinalado, em que o Sporting, no momento em que podia equilibrar a partida, foi cirurgicamente impedido de o fazer. (Até parecia um jogo do Porto, daqueles em que ganha 3-0, mas enquanto está 0-0 há um go-lo mal anulado ao adversário). Não, o maior erro de arbitragem nem foi do árbitro. Foi nosso. Se o Javi García tinha um amarelo, era pôr o Matías perto dele, tentando arrancar o segundo. Nem isso soubemos fazer.

Aliás, Javi nem devia ter jogado, devia estar suspenso pela agressão no Benfica–Guimarães. Esse caso é um bom exemplo para explicar o benfiquismo, principalmente nesta época. E não é pelo argumento «o árbitro viu, mas quis beneficiar-nos», uma admissão descarada do Benfica, usada para anular o sumaríssimo.

Antes disso, no Dia Seguinte, Sílvio Cervan desvalorizou a agressão, dizendo que, na altura, ninguém do Vitória se tinha queixado. Já há três semanas, no Trio de Ataque, um dos argumentos para António-Pedro Vasconcelos dizer que Falcao marcou com a mão foi o facto de um jogador do Paços de Ferreira refilar, a apontar para a mão. Porque para os benfiquistas, quem refila mais, tem mais razão.

O que não é verdade. Basta ver que, em matéria de mãos na bola, na época passada, apesar de o Di María ter refilado muito a pedir mão, não foi por isso que cresceram dedos no peito do Pedro Silva. Mas é um facto que, sendo em maior número, os benfiquistas fazem mais barulho a refilar. Se uma árvore cair numa floresta, sem ninguém ao pé, fará barulho? É indiferente: se as outras árvores forem benfiquistas, o barulho delas abafa o som da queda.

Se Marc Zoro fosse jogador emprestado pelo Porto ao Setúbal e, durante um jogo entre as duas equipas, no último minuto fizesse um penalty daquela maneira, o barulho dos benfiquistas ia ser ensurdecedor. Até já estou a ver a manchete: Zoro sob azul! Como foi com o Benfica, houve silêncio.

O pior é que há quem, estando em posição de decidir, se deixa influenciar e acha que, por haver mais ruído benfiquista, beneficia o Benfica. O barulho é um grande complemento às simulações do Aimar, Saviola e Di María. Com barulho, a agressão do Luisão é menos grave que a do João Pereira.

Para os benfiquistas, quem aponta estas evidências é um anti-benfiquista e, queixam-se eles, o País está pejado de anti-benfiquistas. O que acaba por ser caricato. Depois de dizerem que são 15 milhões. De dizerem que o Benfica é Portugal. Depois de avisarem que vão negociar sozinhos as transmissões dos seus jogos, pois têm mais peso negocial, devido à maioria de espectadores que gostam de ver o Benfica. Depois de dizerem que é normal que a Sagres lhes pague mais, pois têm mais consumidores simpatizantes. Depois de dizerem que é óbvio que compensa ao Estoril fazer um jogo decisivo no Algarve, pois os benfiquistas enchem o estádio, aumentando a receita. Depois disto e quando se sabe que a maioria da imprensa desportiva é benfiquista e que uma cobertura favorável ao Benfica vende jornais e dá audiências, ainda se queixam que estão todos contra o Benfica. Todos? Todos, quem?"

1906

Luta & Resiste!