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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Intimidação, coacção, dogmas e verdades absolutas, eis a AG do Sporting Clube de Portugal


A minha prespectiva do que aconteceu nesta AG do Sporting Clube de Portugal:

1.Ambiente de clara intimidação e coacção junto a elementos que publicamente tem uma opinião divergente da Direcção, prepretada por elementos ligados á claque Juventude Leonina, antes do começo dos trabalhos desta AG, á entrada do pavilhão!

2.Dentro do recinto da AG, estiveram presentes não sócios, facto que não é permitido á luz dos estatutos do Clube, desde agentes da Prossegur, seguranças( Os srs. encostados á parede de casaco azul e auricular no ouvido), agentes de polícia fardados, e outros á paisana, spotters, e ainda pessoas que teoricamente seriam sócias, mas de facto não possuem esse estatuto!

3.Ambiente de cumplicidade entre gente com responsabilidades no Clube como são Mário Patricio e Marcelo Rebanda com alguns dos intervenientes nos desacatos, Mário Patrício então chegou mesmo e já cá fora com a cumplicidade dos elementos de segurança e spotters, que mantiveram imobilizado um elemento com opinião contrária, de maneira a que este sr. Mário Patrício melhor o pudesse agredir de forma cobarde e impune!

4.Tudo terá começado quando no ponto fora de ordem de trabalhos a intervenção do Sócio Luis Magalhães Pereira, que explica aqui como tudo aconteceu, foi interrompida com imprompérios por parte do sócio Ricardo Casal Ribeiro, que explica aqui a sua visão dos acontecimentos.

5.Acontece que houve um sócio que estava por perto e ouvindo a maneira desabrida como o consósio Cazal-Ribeiro interrompeu o uso da palavra do consócio Magalhães Pereira, envolveu-se em acesa discussão com o primeiro assistindo-se aí a intervenção de seguranças, policias, elementos de claques e ainda do Director Mário Patricio!

6.Sobre o tema dos incidentes ver a muito oportuna intervenção de Rui Santos sobre o tema no seu programa Tempo Extra:



7.No que decorreu da Assembleia Geral em si, o blogue o Sangue Leonino fez um exelente resumo do que por lá se passou e foi dito, ver aqui.

8.Os temas abordados foram como não podia deixar de ser o passivo e a situação asfixiante de tesouraria ao mesmo tempo que eram lembrados os casos Moutinho e Izmailov, e de uma forma mais abrangente a irregularidade do futebol senior do Clube.
Temas importantes que foram abordados igualmente foi a contagem de espingardas em que foi tornada a corrida ao poder na federação, com o Sporting a constituir-se apenas como um espectador atento.
Foi ainda levantada a questão dos direitos televisivos e a sua negociação.
Questionada ainda que de forma indirecta a politica interna de comunicação, que permitiu alguns desvarios comunicacionais a este elenco directivo, que continua a miar para fora (embora, de forma muito atenta), e a rugir para dentro (a julgar pelo aparato que envolveu esta AG).

9.Totalmente incrivel a maneira como esta AG foi tratada na comunicação social hipervalorizando os tumultos, mas nem uma palavra sobre a presença de não sócios nesta AG.
Numa visão parcial primeiro tentou-se passar a ideia que foi a minoria do costume, depois como os factos não colavam, tudo não tinha passado de uma desavença entre 2 sócios...
Miserável, parcial e proteccionista dos interesses instalados é o minimo que se pode dizer de tudo o que foi visto e lido, chegando ao ponto de na altura em que Menezes Rodrigues todo pimpão se afadiga a dizer que não aconteceu nada, é quando rebenta um petardo! E os jornalistas ninguem se interroga, ninguem acha estranho, ninguem faz perguntas(ver aqui)? Ou isto é tudo normal, e existe apenas uma rapaziada que se excita?


Nós não desistimos!

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AG 13 de Outubro de 2010



Dia 13 de Outubro de 2010 Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal!

Todos os Sportinguistas que ainda não se resignaram, devem comparecer!

Ainda acerca da AG, a AAS, fez um um pedido ao PMAG, que publicou no seu site e em seguida passamos a reproduzir:

"Caro Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal,
Tomando conhecimento, via jornal "Sporting" da convocatória para a Assembleia Geral do Clube para o dia 13 de Outubro com vista a deliberar sobre o Relatório & Contas do Sporting Clube de Portugal, vimos na qualidade de associados do clube e membros do Conselho Leonino solicitar que seja adicionado à ordem de trabalhos o seguinte ponto:
"2. Estado da Nação e Projecto de Futuro para o Sporting Clube de Portugal"
Desta forma, garante-se a superior organização de temas da Assembleia Geral (uma vez ser previsivel que tal tema seja abordado pelos participantes) e permite-se que o Presidente do Conselho Directivo espelhe, perante os sócios, a sua visão para o clube e a estratégia que prevê implementar.
Solicitamos igualmente a publicação da convocatória no sítio oficial da internet do clube, enquanto veículo de comunicação institucional com os sócios.
Com os melhores cumprimentos, subscrevemo-nos com elevada estima e consideração,

Pedro Faleiro Silva
Nuno Manaia Costa
Luis Silva Pires

Conselheiro Leoninos, em nome da Associação de Adeptos Sportinguistas."


1906

Luta & Resiste

sexta-feira, 21 de maio de 2010

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O PLANO DO PLANO – A AG PARA TERMINAR COM TODAS AS AG’S



Retirado do Blog A Norte de Alvalade, um exelente texto por parte do user JL, que passamos a transcrever na íntegra:

"Sportinguistas,

É com coração pesado que escrevo este post, numa altura em que se sabe já o desfecho da AG de 13 de Outubro de 2009, dia que, de tão mau agoiro ameaça ser, bem podia ter sido Sexta-Feira.

Começo por agradecer aos Caríssimos editores do blogue o simpático convite para vir deixar neste salutar espaço de debate Sportinguista a minha visão do que foi, podia ter sido e, creio, será o SCP.

É importante que se tenha em consideração que a Assembleia Geral de dia 13 de Outubro (“AG”) foi das mais importantes de sempre da história do Clube.

Nela decidiu-se o direito a usar o nome Sporting Clube de Portugal deve ser do Sporting Clube de Portugal ou não.

Nela decidiu-se se a SAD deve ser, de uma vez por todas, um veículo societário ao serviço dum Clube centenário ou se o Clube centenário deve suportar até gota de sangue não lhe restar os caprichos comerciais duma sua empresa.

Numa escala maior, decidiu-se o a prioridade de sobrevivência das instituições: Se for preciso sacrificar uma para salvar a outra, qual sobrevive?

A este respeito, cumpre salientar que é inaudito na história da prática comercial Portuguesa uma entidade detentora assumir a posssibilidade de se descapitalizar até ao osso e fazer perigar a sua existência para sustentar uma sua participada.

Dirão os mais objectivos que apenas se decidiu a passagem de um activo do Clube para a SAD.

Na minha modesta opinião, esta AG pintou um retrato preocupante daquilo que é a nossa realidade hoje, senão vejamos:

Decidiu-se muito mais. Decidiu-se o futuro. Mais concretamente, decidiu-se não ter futuro.

E tudo em nome do Plano de Reestruturação Financeira (“Plano”).

Antes de entrarmos na discussão do Plano, urge fazer duas notas:

a) Para não tornar o post ainda mais insuportavelmente longo do que é, por Plano deve-se entender a parte do Plano que foi aprovada na AG, i.e., a passagem da Sporting Comércio e Serviços para a SAD; e

b) De “numerologia” já estaremos todos saturados, e essa acaba por ser irrelevante, até porque do prisma financeiro, o Plano equivale a, na prática, urinar para um fogo florestal na esperança de assim o apagar.

Dito isto, venho hoje discutir as condições “climatéricas” por detrás da AG e em que medida estas revelam a convicção e conhecimento dos Sócios quanto à aprovação do mesmo.

O Plano enfermou desde nascença de vários males que sempre deveriam ter minado a sua credibilidade e deveriam ter ditado um “Não”, nem que fosse em nome dum “Sim” posterior, senão vejamos:


1. O Plano enquanto Monólito

O Plano foi, desde que surgiu nas bocas da nação Sportinguista com aura sebastiânica, uma inevitabilidade.

“É o único Plano”; “Não há vida para além do Plano”; “Se não aprovarem o Plano, seremos devorados pela besta negra da Banca”.

Estas e outras aleivosias assumiram, ao melhor estilo de Goebbels, o carácter de mentira que, tantas vezes repetida, se tornou verdade.

É preciso ter presente que o Plano nasce duma recusa assumida pelo anterior Presidente em renegociar com a Banca ou em procurar outra instituição bancária com que negociar a compra da dívida em condições mais vantajosas.

Assim, o Plano passa de monólito, de única tábua de salvação da SAD e do Clube num capricho do “menino” Soares Franco, que não quer afrontar os amigos, até porque, conforme afirmou a respeito de outros diferendos: “não tenho feitio para discutir”.

Dirão os mais críticos: “mas ninguém apareceu com outra solução!” O problema é que isso não corresponde à verdade.

Da renegociação com os bancos com que o SCP trabalha até à procura de outros bancos para trabalhar, passando pela titularização da dívida, várias outras opções surgiram.

Mas todas esbarraram em argumentos como “Pois, mas este Plano está pronto e se não agimos depressa, os Bancos levam tudo” ou “Pois, mas o Plano é melhor”.

Aos defensores mais empedernidos do Plano, pergunto sem sofisma: Quando é que o Plano foi debatido com abertura a alternativas a ele próprio?

A este respeito, cumpre salientar que se assistiram a melhoras. Do despeitado Franco que, confrontado com o chumbo do Plano, vociferou: “E eu é que tenho que mudar o Plano?!” passámos ao cândido Bettencourt que sempre afirma: “Há outras soluções, mas esta é a que está disponível a curto prazo”.

Se o Presidente admite que o Plano não é a via única, porquê tomá-lo como tal? E se o tomamos como tal por ser o único disponível AGORA, porque não se contemplaram outros desde início?

Aprovado que está o Plano, a pergunta cai para o academicismo.


2. O Plano enquanto “Cheque em Branco”

É importante manter presente que a SAD é uma sociedade comercial cotada em Bolsa, e que, como tal deve, ou devia, ser pautada por valores de rigor, transparência, responsabilidade e responsabilização dos seus orgãos dirigentes.

O Plano é a mais recente paragem na “via dolorosa” que tem sido a passagem de património do Clube para a SAD. Muito património foi passado, a pretexto da sustentabilidade da SAD e do Sporting Europeu, que ganha 3 campeonatos em cada 5, conforme vaticinou o pai de todo o “monstro”, José Roquette.

Sucede porém que, em 2009, a SAD apresenta um passivo gargantuesco sem contrapartidas ou resultados desportivos que o justifiquem. O património, esse, esfumou-se, perdido entre resmas de papel, e o seu produto anda ausente em parte incerta, com a única certeza a ser que não serviu para engrandecer o Clube conforme foi prometido.

Assim, chegados a 2009, temos que encarar o facto de que o buraco financeiro foi feito por pessoas. De melhor ou pior fé, mais ou menos competentes (na generalidade menos), mas pessoas.

Temos ainda que encarar que as mesmas pessoas que cavaram este buraco são as que nos pediram o sangue do Clube novamente na AG.

Pergunto eu: não se devia exigir uma sindicância da actuação destas pessoas ANTES de lhes dar mais património?

Não se trata de caçar bruxas, não se trata de apontar dedos. Trata-se de “corporate governance”, de garantir aos Sócios que o risco de má gestão futura deste activo é mínimo, por não ter existido má gestão passada dos outros.

A este respeito, Bettencourt é lapidar. Não se audita nada. O passado não interessa, e se erros houve, são para varrer para debaixo do tapete e não mais pensar neles.

É uma questão de fé, de confiança, dirão alguns. Face aos resultados da SAD e olhando para o património de que esta já dispôs, pergunto eu: como se pode ter confiança?

Mais, se não há motivos para desconfiar, não seria uma auditoria um poderoso instrumento pacificador, um lavacro purificador de onde JEB e a DIrecção sairiam ultra-legitimados sob a bandeira da transparência?

Aprovado que está o Plano, a pergunta cai para o academicismo.

3. O Plano Que nos foi Apresentado

O Plano foi vendido aos Sócios antes da AG como a última hipótese de sonhar com competitividade, estabilidade, e, a julgar pelo miserabilismo do Presidente, dignidade.

O Plano foi, sem papas na língua, apresentado sem valores. A generalidade dos Sócios ignora por que valores foi a SCS passada para a SAD, ignorando consequentemente QUANTO saiu da esfera patrimonial do Clube com esta passagem.

Esta não é a maneira de apresentar um Plano desta magnitude. Ocultando valores, apelando à necessidade basista de correr atrás dos outros, prometendo aumentos de investimento no futebol, depois subsequentemente mitigados ou desmentidos no dia da AG, i.e., já formadas as convicções, arvorando o caos como desfecho inevitável caso o Plano não seja investido na condição de salvador da pátria.

Um Plano destes apresenta-se com verdade, com números, com implicações práticas e concretas nas manifestações do SCP que os Sócios vivem, sentem e com que vibram.

Não tenho dúvidas que se Bettencourt tivesse, atempadamente, avisado do impacto apenas marginal do Plano no e.g., futebol, outro galo facilmente cantaria. Acho que ninguém tem. Um Plano que prometa craques é popular e passa. Um que não…não.

Assim, o Plano foi apresentado aos Sócios, que entraram para a AG para sobre ele decidirem, como um Finisterra medieval: dentro dele, a salvação. Para além dele, o abismo.

Convenhamos que não são pressupostos que encorajem o debate, e que, pelo contrário, predispõem à aprovação.

4. A Assembleia Geral do Plano

Se até aqui usei de alguma contenção, é aqui que ela se esgota. Porque, franqueadas as portas da AG, a lógica ficou à porta e só resta espaço para a pressão de parte a parte, o insulto, e um dos maiores exercícios de futilidade que alguma vez vi, ao ponto de me perguntar até que ponto o modelo de AG do SCP tem alguma semelhança com o associativismo.

Os Sócios estão divididos em guerra fractricida. De um lado, os situacionistas, que arvoram os 90% que elegeram Bettencourt como uma panaceia para todos os males que, na sua convicção, tudo desculpa, tudo perdoa, tudo permite. Para os situacionistas, a minoria deve acabar. Por ser minoria, é uma “quantité negligéable” que se deve subsumir ao juízo maioritário.

Os situacionistas assumem hoje a posição: “como vocês são menos, não vos temos que ouvir”.

Do outro, os oposicionistas, fartos de tudo. Fartos da incompetência, da falta de controle sobre a gestão da SAD, de terem que vir a AGs passar património porque a SAD só perde e não ganha, fartos do mau futebol, de ficarem em segundo, e, acima de tudo, fartos de estarem fartos de tanta coisa.

E este é um status quo que temo ser insanável. Ache Bettencourt e os 90% o que acharem, esta Direcção não é consensual. Sendo legítima, não é representativa. Tem 90% dos votos, o que representa sensivelmente 8.000 pessoas. O SCP é bem mais e que une 8.000 pessoas não pode pretender ter unido todos os Sportinguistas.

Não discuto que só votou quem votou e é esse o universo a ter em conta. Mas, se são só 10.000 os que votam, são bem mais os que se revoltam.

E foi neste clima que se iniciaram os trabalhos da AG: guerra surda.

Não pretendo fazer um relato exaustivo da AG, por isso, deixo apenas os pontos que, para mim, merecem nota. Quem esperar imparcialidade no registo, deverá passar à frente.

Num contexto em que se desconhecem os contornos fácticos do Plano, acho inenarrável o Presidente ter perdido tempos infindáveis a listar o seu currículo. Quem foi votar não sabe dos méritos do Plano, mas sabe dos do Presidente. O motivo é lapidar: “Não se preocupem se o Plano é bom. Eu sou bom, é o que vos interessa”. Não é bem assim, Sr. Presidente.

Acho inacreditável ouvir justificações de voto como “com isto temos mais dinheiro para o futebol” ou “se eles acham que é preciso…”

No geral, a AG do Plano mostrou ser pouco em torno do Plano e mais em torno dos seus fautores.

Por tudo isto, pela falta de informação, discussão, tolerância e conhecimento das matérias, a AG do Plano merece entrar para os livros como um exemplo claro de como NÃO fazer uma AG, da AG que não se deseja nem para decidir a cor das paredes das casas de banho do Estádio.

Para decidir, é preciso conhecer. E, digo-o sem reservas, quem decidiu não conheceu. E não conheceu porque não lhe foi dado a conhecer, o que não serve de desculpa, porque nestas coisas, ensinam os pais às crianças: se não se sabe de onde veio e por onde andou, não se mexe. Sejam cães, doces ou Planos.

Friso: a questão é menos se o Plano é bom ou mau. A questão é que ninguém sabe o que é o Plano. E, na dúvida, seguiu-se a irresponsabilidade de o aprovar.

5. E Depois do Plano?

Agora que o Plano está aprovado, é o momento de para ele olhar desapaixonadamente:

O Plano representa, em traços largos, a assunção pela SAD de que anda nua.

Assim, apanhada nua na rua, a SAD vai ao já vazio estendal do Clube buscar roupa com que tapar as partes pudendas e poder caminhar novamente pela rua sem despautério.

O problema é que a SAD tem uma tendência relapsa para perder a roupa que tem no corpo, tendência essa que tem sido suportada pelo estendal do Clube.

Atenta a nudez despudorada da SAD, é de temer que brevemente esta desfile nua pela rua, desta feita de braço dado com o Clube, levado também ele à nudez.

Assim, é de prever que a SAD depois de vestir a SCS, queira vestir a Academia. E depois de vestir a Academia, queira vestir Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (“VMOCs”). E depois de vestir VMOCs, queira vestir o Estádio.

Durante este percurso, nem uma vez a SAD foi instada a arranjar a sua própria roupa. E o Clube, que passou 103 anos a fazer enxoval, acaba também ele nu.

Porque um dia, a roupa acaba-se.

Bettencourt já avisou que o Plano “é fundamental, mas não suficiente”. Trocado por miúdos, quer isto dizer que a SAD quererá mais património, mais roupa, mais tudo.

A juntar a isto, a Direcção já faz saber, numa sandice situada algures entre a má-fé e o desconhecimento, que a passagem da Academia para a SAD e a emissão de VMOC foram já aprovadas, pese embora não terem reunido a necessária maioria estatutária e legal de aprovação. Aparentemente, a Direcção decidiu levar a sério a tese dos “omnipotentes 90%” sufragada pelos seus arrogantes acólitos.

Tudo somado, a vida depois do Plano afigura-se sombria para o SCP, que corre o sério risco de deixar de existir como o conhecemos e como um dia o sonhou o seu fundador.

Depois do Plano, teremos mais “um cheirinho” de dinheiro para investir no futebol, mas apenas na próxima época, pelo que esta deverá ser já para esquecer, o que aliás a realidade indicia de forma clara e dolorosa.

No meio de tudo isto, umas últimas perguntas académicas:

E o Sporting Clube de Portugal, que ganhou com o Plano?

Que ganhou com anos de gestão incerta de património?

Como é possível termos saído de casa para passear a SAD pela trela e voltarmos a casa pela trela da SAD?

É que por mais que me digam que é tudo igual, eu sou é do Sporting Clube de Portugal. E esse, depois da AG, ficou mais pobre, mais vazio, mais pequeno, mais dependente. E em nome ninguém sabe bem de quem ou de quê.


6. Conclusões e Nota Pessoal

4 meses volvidos sobre a eleição do pseudo-pacificador Bettencourt, o Sporting está pior. Mais pobre, mais dividido, mais desconfiado de si e dos seus, com o Estádio despido como sinal funesto da nudez generalizada e atroz que metaforizo em cima, a equipa de futebol um espelho do desalento da massa adepta, o treinador um espelho do autismo da Direcção, a Direcção um espelho de nós próprios: fria, desapaixonada, pouco exigente, acomodada, e esquecida do que um dia fomos e pouco empenhada em que o possamos voltar a ser.

Bettencourt chegou sob a égide na mudança na continuidade, seja isso o que for. Nada mudou. As pessoas as mesmas. A incompetência e o laxismo, os mesmos. Os resultados práticos são piores.

Prometeu plantel fechado a tempo horas. Não cumpriu.

Prometeu reforços para entusiasmar. Não cumpriu.

Prometeu emagrecer a estrutura directiva. Criou mais dois orgãos em 4 meses.

Prometeu ser o Presidente de todos os Sportinguistas. Mas se discordarem dele e não tiverem as quotas em dia, contem com a farpa na imprensa. Mesmo que isso seja ilegal.

Prometeu o fim do discurso do coitadinho. Não cumpriu.

Cumpriu uma: traz mais Sócios, geralmente à Segunda-Feira. Mas quando um desses Sócios assina um mês depois pelo arqui-inimigo de Carnide, dá que pensar até que ponto é que a única promessa cumprida por Bettencourt não passa duma operação cosmética.

Como ponto final, Bettencourt não é a fonte de todos os males. Já lá andava há anos e já sabíamos ao que íamos.

A fonte de todos os males somos nós. Por darmos sem pedirmos nada em troca. Por darmos tempo quando o futuro é hoje. Por darmos dinheiro sem perguntarmos o que se faz com ele. Por aceitarmos que um grupo de amigos governe há anos um Clube que é nosso.

Eu tenho culpa no Sporting que temos hoje. Assumo-a. Não dei por ele que chegue, não dei alternativas, não remei com força suficiente contra esta voragem, vi mais tarde embustes que devia ter visto mais cedo.

E agora, é tarde. A AG foi a AG para acabar com todas as AG’s. Entrando-se num rumo de inexorabilidade de transmissão do património do Clube para a SAD, quebra-se a possibilidade dos Sócios intervirem activamente na política do Clube, que é determinada necessariamente pelo dinheiro. Essa subiu ao éter da AG de accionistas da SAD. Os Sócios tornaram-se, depois da AG, um bocadinho mais dispensáveis na vida do Clube e o Clube é um bocadinho menos composto pela universalidade dos seus associados, conforme rezam os estatutos.

Vamos ver onde vai acabar. Só o amor me impede ver que vai acabar mal. E depressa.

Um abraço a todos, com o desejo sincero de que não se perca o que nos une: o Sporting Clube de Portugal.

JL"

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Assembleia Geral 13 Outubro - Comentário da AAS


Recebemos da AAS, um conjunto de crónicas e reflexões, por parte de alguns dos seus membros dos orgãos sociais, sobre a próxima AG de dia 13 de Outubro, pelo que as passamos a transcrever na íntegra:

"12 de Outubro de 2009

"A próxima Assembleia Geral: A Geração da Dívida" por Pedro Faleiro Silva
Aproxima-se mais um momento decisivo para o Sporting Clube de Portugal.

A medida ora apresentada no ponto 2 da convocatória da Assembleia Geral, já anteriormente chumbada em AG de 2008 não teve, obviamente, a resposta esperada por esta geração de dirigentes – A “Geração da Dívida”.

Foi a “Geração da Dívida” que catapultou o passivo do Sporting Clube de Portugal de 30 M€ para 370 M€! Um passivo alicerçado em constantes pedidos de confiança aos sócios, aos anónimos mas realmente notáveis, que foram, ano após ano, anuindo áqueles. Sempre em nome de uma futura equipa competitiva, mas também de um clube auto sustentável, sem passivo bancário, inovador. Tudo em nome da modernização...

Simultaneamente, àqueles que pomposamente surgem como “notáveis”, nada é pedido. Aos sportinguistas com peso na vida económica, social e política de Portugal, nada é exigido ainda que as suas responsabilidades sejam enormes! Não basta aparecer nos jornais ou nas "tribunas" quando o Sporting Clube de Portugal vence. É exigível o orgulho em serem sportinguistas e ajudarem, com a força da sua influência, o clube de todos nós. Seja pela via política ou económica. Seja Presidente de uma Câmara, seja Presidente de um Banco.

Recordamo-nos de, em 2005, ser aprovada a venda de património não desportivo como a panaceia para todos os problemas económicos do clube. Em nome de quê? De uma equipa mais competitiva. Hoje, propõe-se nova aspirina financeira com os mesmos argumentos. Gostaria de saber para quando a apresentação de um antibiótico de combate definitivo a este vírus.

José Eduardo Bettencourt, em campanha, dizia querer unir o clube e as várias sensibilidades. Então porque razão é submetida novamente a mesma proposta que já foi anteriormente chumbada pelos sócios, há cerca de um ano?

Como confiar na “Geração da Dívida” que nos empurrou para este enlameado financeiro, onde a dívida não é dúvida, mas sim certeza?

Como acreditar que a "Geração da Dívida", sendo responsável por tais desideratos é quem nos consegue retirar desta situação, quando, com periodicidade relativa, somos chamados a votar medidas sempre extremas e únicas para o futuro do clube?

Como analisar a próxima negociação de direitos televisivos quando temos Joaquim Oliveira como accionista da SAD e igualmente como principal interessado em adquirir aqueles? O actual contrato termina a 2012/2013.

É esta falta de confiança não individualizada que, infelizmente, sinto que me leva a votar “Não”.

É esta falta de confiança na “Geração da Dívida” que me leva a crer ser crucial para o futuro do Sporting Clube de Portugal o aparecimento de uma nova geração – a “Geração da Responsabilização”.

Ontem, hoje, amanhã...mas sobretudo dia 13, pratiquem o Sportinguismo!

Pedro Faleiro Silva
Conselheiro Leonino e Presidente do Comité Executivo da Associação de Adeptos Sportinguistas




11 de Outubro de 2009

"A próxima Assembleia Geral: A Mudança" por Nuno Manaia Costa
A mudança…que não se vê !

Para estabelecermos mudanças eficazes no nosso dia a dia, precisamos reconhecer o que Somos, o Valor que possuímos, o Poder que temos para mudar, o pensamento daqueles que nos rodeiam.

Já de alguns anos a esta parte ,que no Sporting os seus sócios ,teem sido chamados para votarem processos evolutivos(supostamente!), e que serviriam sempre para nos tornar mais fortes e coesos.

Reparem a quantidade de vezes que nos reunimos em assembleias magnas ,nos últimos anos,sempre para votar acções cruciais para a sobrevievencia do clube,e sem as quais o Sporting poderia ter dificuldade em sobreviver.

Terça feira ,vem aí mais uma… Quase me arriscaria a dizer que para o ano haverá outra, e daqui a 2 anos, uma outra e assim sucessivamente.

Os tempos que vivemos hoje são muito difíceis… Sempre por culpa de papão chamado passivo que desde o inicio do projecto Roquette, cresceu até aos 360 milhões de euros(!!!)… Sempre por culpa de uma serie de medidas que seriam salvadoras,mas foram arrasadoras,Sempre por culpa de uma equipa de futebol que apresenta índices exibicionais nunca antes vistos! E é por aqui que quero ir… Acho que uma coisa não pode ser dissociada da outra!

Que garantias tenho eu que aprovando mais uma engenharia financeira ,no próximo dia 13 de Outubro, o Sporting se tornará mais forte? Os executantes de tudo aquilo que tem corrido mal no Sporting,são mais uma vez os mesmos… E querem que eu confie!

O Sporting vem de um acto eleitoral , que de novo trouxe um Presidente… E SÓ! Porque mais nada mudou! Nada! Eventualmente até terá mudado alguma coisa,como por exemplo a dinâmica de crescimento do numero de associados! A verdade é que por cada 10 novos que se inscrevem , haverá 100 que no Domingo seguinte se vão embora!

Parece que assisto á obra de José Saramago , “Ensaio sobre a cegueira”,de cada vez que vou a Alvalade!

Por mais que nos queiram por a votar sobre mais uma engenharia financeira,nada terá sucesso enquanto não se assumir a falência de toda uma estrutura do futebol que inclui obviamente o seu Treinador.

O Sporting e a sua história não podem continuar a ser humilhados por esses estádios fora. E esta falta de capacidade para reconhecer aquilo que está á vista de todos ,mais uma vez volta-me a dizer que não devo confiar!

O Sporting ,como qualquer organização, como qualquer clube necessita afastar todo o tipo de resistências à MUDANÇA!

A verdade é que só nesta época, reuniões de diagnostico, foram mais que muitas, acções essas nem ve-las! Se não há capacidade para perceber a miséria que é o nosso futebol, se não capacidade para perceber a forma como esta época se iniciou e a forma como ela decorrerá, se não há capacidade para entender as bancadas vazias de Alvalade…

Venham de lá as medidas que vierem ,que tudo não passará de simples analgésicos... que podem suavizar a dor… mas não impedem a continuação do nosso declínio!

Sem mudança…Jamais voltaremos a ter confiança!

Nuno Manaia Costa
Conselheiro Leonino e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Adeptos Sportinguistas




10 de Outubro de 2009

A próxima Assembleia Geral: Confiança! por Luís Pires
Confiança!

O sucesso de uma organização seja ela qual for, ou que dimensão tenha, mede-se pelo sucesso que obtém no ramo em que opera, e pela confiança que estabelece e induz nos vários agentes com que lida na sua actividade diária.

Numa primeira análise temos de perceber como é que medimos o sucesso da nossa organização, neste caso, no Sporting Clube de Portugal, como é que definimos o sucesso, pelos títulos obtidos? Pela transparência de processos? Pelo rigor orçamental ? Pelo lucro?

Sou da opinião que todas estas condições são necessárias, mas no final o que mede o sucesso da nossa organização é a obtenção de títulos! A transparência de processos, o rigor orçamental, o lucro são importantes na medida em que cumprindo ou mesmo superando estes parâmetros será mais fácil a obtenção de títulos! E deve ser esse o foco que devemos ter, e não transformar os “meios para” num fim em si mesmos.

O sucesso é assente em 3 vectores fundamentais: Liderança, Visão estratégica e motivação. Houve alturas no Sporting Clube de Portugal em que havia liderança, mas não havia visão estratégica, depois havia visão estratégica mas não havia liderança ou motivação, houve sempre algo que falhou ao longo dos últimos 30 anos…

E eis que chegámos aos últimos 13 anos em que nos foi apresentado um projecto de raiz, O projecto, transpirava o pioneirismo de pela primeira vez conseguirmos cumprir estas 3 condições essenciais para a obtenção do sucesso, e a miragem do sucesso, impediu o descortinar de bastantes erros de casting nos executantes do projecto, a começar pelo seu próprio mentor, e com a falha das promessas que ficaram por cumprir, sobreveio um novo factor a falta de confiança!

Falta de confiança quando o mentor do projecto prometeu em 1999 que estádio e Academia seriam construídos sem endividamento, falta de confiança quando o ex-presidente Soares Franco promete em 2005, que a venda do património iria baixar o passivo para 150M de Euros e que permitiria ter uma equipa competitiva para a Europa, quando em 2009, a Direcção, em que apenas muda o presidente e cujas as caras são as mesmas há uma serie de anos, nos pede para aprovar a passagem de um activo do Clube para a SAD, qual será o sentimento gerado nos sócios e adeptos? Confiança ou falta dela?

A solução passa pela mobilização de TODA a massa adepta, traçando metas ambiciosas e unindo-a em torno de uma mesma visão do Clube como entidade una, não passa de todo pela motivação do adepto das bases, que se limita a pagar cotas e a sofrer para que a bola entre. A solução passa de facto por motivar a participação dos notáveis, das forças do Clube. O Sporting tem de facto muita gente de qualidade com visibilidade e preponderância na sociedade, empresas, bancos, política, que na altura de poderem ajudar o Clube, assobiam para o lado e fingem não ser nada com eles, se somos de facto assim tão diferente, provem-no com acções e não com intenções!

Que ninguém se demita das suas responsabilidades!!

O Sporting Clube de Portugal precisa de todos, todos somos necessários!

Luís Pires
Conselheiro Leonino e membro dos Órgãos Sociais da Associação de Adeptos Sportinguistas



9 de Outubro de 2009

"A próxima Assembleia Geral" por Nuno Caetano
Aborreça-me Senhor Presidente!

Durante a campanha para as últimas eleições, o Presidente do Conselho Directivo do Sporting disse, numa entrevista televisiva e a propósito do passivo do Sporting, que não ia “aborrecer os sportinguistas com números”.

Acrescentou ainda José Eduardo Bettencourt que é "preciso descobrir fórmulas de resolver o assunto e voltar a atrair e seduzir os sócios. A ouvir falar de passivo ninguém se diverte". Como também não me divirto a ver jogar o “Sporting 2009/2010”, cheguei à conclusão que, mal por mal, prefiro ser aborrecido com números e lanço um apelo: “Por favor, aborreça-me Dr. Bettencourt”.

Aborreça-me e explique-me porque valor o Conselho Directivo propõe transmitir a posição social que detém na Sporting Comércio e Serviços, S.A. para a Sporting SAD.

Aborreça-me e explique-me porque razão se escolheu esta altura da vida do clube, já tão conturbada, para votar esta medida.

Aborreça-me e explique-me se ela faz parte da revisão do plano de reestruturação financeira timidamente anunciado num jornal generalista em dia de feriado nacional.

Aborreça-me e faça com que fique mais esclarecido para poder votar em consciência na próxima Assembleia Geral.

E, já agora, aborreça-me mais um pouco, Senhor Presidente, e explique-me porque razão no Sporting se reage e não se age e que, por causa disso, o local da realização da Assembleia Geral já foi alterado em virtude do auditório não comportar o número de pessoas que se espera que esteja presente nesta Assembleia, após alertas de muitos e variados sportinguistas?

É que já aborrece…!

Mas fique tranquilo, Senhor Presidente, que, mesmo que me responda a estas perguntas, nunca me aborrecerá tanto como me tenho aborrecido nos últimos fins-de-semana desde que a presente temporada começou…

Nuno Caetano
Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Associação de Adeptos Sportinguistas
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1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O império contra-ataca!


E com a AG marcada para o dia 13 de Outubro, vamos a caminho da 3ª vez que é apresentado aos sócios um plano de reestrutaração finaceira para o Sporting Clube de Portugal!

Depois de 2 chumbos, no mandato de Soares Franco, eis que surge JEB, novamente á carga com mais do mesmo.
Avançamos com mais do mesmo, porque até agora nada foi apresentado aos sócios que permita a verificação deste plano e o estudo de alternativas.
Decidiu-se portanto avançar, desta vez, optaram por dividir as propostas, esperando que os sócios não percebam o que lhes está a ser apresentado é o desmantelamento faseado do Clube.

Para isso faz-se a convocatória para o auditório de Alvalade em que cabem menos de 200 pessoas, e até lá mantem-se com o modo silencioso activado.
Não há perguntas, não há reboliço, não há informação, no dia da AG aparecem os 40 do costume, JEB recita a equipa que ganhou a taça em 1964, os poucos presentes abrem a boca de espanto e admiração por terem um presidente tão adepto, tão como eles, e é em estado catatónico que levantam o voto a favor do 1º passo rumo á implosão final!

O seu estado catatónico apenas é interrompido quando o PMAG Dias Ferreira, numa tentativa de encontrar os bufos, pergunta se todos os sócios conhecem o pai ou andam á procura da mãe.
Nessa altura gera-se um burburinho, sócios fazem o pedido á mesa para que se repita a votação, mas Dias Ferreira, num passe de mágica antecipa-se a tudo e todos, pois já tinha acabado de aceitar o nome de 5 sócios que pretendiam usar da palavra, e que por razões insuspeitas, tinham igualmente nesse mesmo momento abdicado de falar a favor de Dias Ferreira.

Dias Ferreira depois de agradecer, gesto tão amável dos sócios, começou por contar a sua história do natal Sportinguista passado em familia em 1962, em como a sua actividade juridica lhe chega e sobra e que os 1650 euros/programa que recebe pela sua participação televisiva são peanuts, depois começou por se recordar de como á vinda de Viena, convenceu Sousa Cintra a despedir Boby Robson, apesar de recentemente ter apoiado JEB em que o despedimento de Boby Robson tinha sido um erro histórico, depois tudo fez para que contratasse Queiroz, recordou ainda em como defendeu Queiroz em litígio com o Clube!

Não ficaram por aqui as recordações do nosso querido PMAG, que deixou todos com a lágrima no canto do olho, quando recordou em como zurzia Soares Franco como o presidente que ia acabar com o Clube, que era mau, que era SÁDico, até a um dia em que miraculosamente...começou a ver a luz, curou-se! E apartir dessa altura passou para o lado negro da força e tornou-se num SÁDico fiel!
Ou de como a certa altura preparava-se para dar nomes aos bois, candidatando-se numa lista própria ás eleições no Clube, até que se deu nova desgraça: caiu das escadas! E pasme-se a lista que ele ia desafiar, teve tanta pena que convidou-o para PMAG!
E ali estava ele! Tudo lhe parecia um grande milagre: Ser do Sporting, ainda respirar, falar na televisão, estar ali como PMAG, a fazer uso da palavra através de um conjunto de sócios que reconheceram nele características inatas para a função!
A AG acabou com todos de mãos dadas a cantar o pop/chula KUMBAYA!!

Os bons, os maus e o filão!

Estes não são melhores do que os que estavam antes até porque na sua esmagadoura maioria são os mesmos!
A questão não se encontra em JEB, está nos dejectos humanos que gravitam em Alvalade á uma serie de anos, que acabam por entropiar qualquer movimento ou acção, que permita avanço!
Nesta história não existem meninos bons, o que existe é um enorme filão a ser explorado até á carcaça, eles vendem, eles emprestam, eles comissionam, eles Vmocão, 30 por uma linha, até ao dia em que os sócios despertem do seu estado de sono profundo, induzido pelos flautistas que tem passado em Alvalade nos últimos anos!


1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

AG Tudo o que ficámos a saber...



Na AG de dia 17 de Abril de 2009 ficámos a saber que:

a)Esta AG foi marcada apenas para aprovar o método como iria ser aprovada a AG da reestruturação financeira.

b)Muitas pessoas pensavam que estava apenas a ser votado o método de aprovação da AG de reestruturação financeira.

c)Roquette apesar de já ter sido nomeado como o coveiro do Clube, inclusive por Soares Franco, conseguiu ser aplaudido de pé por parte dos sócios, enquanto outra parte o vaiava e apupava.

d)Grande parte das intervenções foram direccionadas para o NÃO.

e)Grande parte dos sócios que intervieram tiveram a mesma leitura que nós, esta medida não visava dar mais poder aos sócios, mas sim retirar, privando de debate e contraditório uma questão fracturante e de extrema importância no futuro a todos os prazos do Sporting Clube de Portugal.

f)Ao contrário do que era supôr os comportamentos mais irracionais, desrespeitadores por quem estava a falar, vieram dos elementos afectos ao sim, que procuraram de uma forma básica e infeliz compensar a sua falta de argumentos na defesa do seu sentido de voto.

g)Esta direcção quando acossada de forma maquinal, como demonstrou o consócio Tito, ilustre membro do CFiscal, numa reacção intempestiva a uma critica fundamentada feita ao funcionamento do congresso pelo consócio J.Mineiro.

h)Apesar de toda a máquina de propaganda montada para o efeito, o resultado da sondagem feita pelo jornal Ojogo (Sondagem continua a soar a Rui Oliveira e Costa, Ojogo continua a soar a voz oficial do sistema), os autocarros e as excursões organizadas com pessoas dos núcleos, os jantares pagos, a carta enviada para cada sócio com a mensagem subrepticia a apelar o voto no sim, os jantares de apoio a Soares Franco, o espaço audiovisual ocupado seja na televisão, seja na rádio e nos jornais sempre com o mesmo sentido de voto, a entrevista com roquette no próprio dia da AG, toda a campanha montada de vitimização e chantagem emocional (não temos condições para renovar com o Liedson foi a pérola)tudo isso foi em vão...PERDERAM!

i)E como prova de que esta AG não se destinava apenas a aprovar o método de aprovação, o CD decidiu suspender todas as outras AG previstas e antecipar eleições,
Apesar de ter reclamado para si uma estrondosa vitória!

j)Factualmente podemos referir que perder para uma oposição que não tem cara nem projecto (Como defende Franco) é uma derrota em toda a linha, Soares Franco fez a leitura ímplicita que se impunha e só por isso anulou as AG e vai agora antecipar eleições.Apenas ficamos á espera que seja publicado no site do Sporting o programa eleitoral para provar que NUNCA TINHA PROMETIDO CONSTRUIR UM PAVILHÃO!

l)Uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade, a oposição não tem ideias e projecto, então o programa em www.sersporting.org é o quê? Não é uma alternativa? Não são novas ideias?
Ainda não apareceu ninguem a dar a cara e a apresentar e defender as suas ideias, Pinto Souto, Sousa Morais, P.Pereira Cristovão, Carlos Barbosa são o quê?
Na linha da continuidade o que existe é um não projecto para o Clube, apenas uma hipotética solução financeira destinada a reduzir o passivo e apresentado como ou é isto ou o caos. Agora quanto a projecto do Clube nada x nada, Modalidades? Sócios? Futebol? Património? Pavilhão (ahahahahha!)? Objectivos a curto, médio e a longo prazo? Visão do Clube? O que interessa mesmo é passar tudo para dentro da SAD, de forma a que os accionistas coitaditos começem a ter dividendos....obviamente pelo meio, lembrar aos sócios que esta a única, a melhor e a mais espectacular decisão que eles podiam tomar, e eles lá foram acarneiradamente, quase dando o seu aval a toda esta palhaçada!
Quanto a caras até agora, este não projecto é tão bom ou tão mau, que apenas conseguiu arrebatar o coraçãozinho do pequenito Menezes que foi o ÚNICO, que se mostrou disponível até agora, para avançar pela continuidade.

m) Vão brincar aos clubes e aos reizinhos num lugar onde não provoquem estragos. As mentiras tem perna curta e mais tarde ou mais cedo, vai ser feita justiça pelo que andaram a fazer nos últimos 13 anos!


1906

Luta e Resiste!