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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Bola tal como é




Artigo retirado do blog Em Jogo!

Fechou o mercado de transferências (até Janeiro) e agora as águas turvas do mundo do futebol vão acalmar por uns tempos. Foi uma azáfama, uma corrida contra o relógio até à meia noite que deixou alguns negócios surpresas e muitas, muitas dúvidas (ou certezas) sobre como anda o desporto-rei. Começa a ser cada vez mais evidente que a total liberalização do mercado de transferências abriu caminho a um amplio submundo de dinheiro negro, sujo, escondido que o grande público não vê por detrás de negócios hilariantes e sem nenhum sentido desportivo. Portugal continua a ser um exemplo perfeito de como mexer no mercado por todos os motivos, menos pelo jogo em si, mas não é caso único. Sob a inoperância das grandes organizações directivas poucos se atrevem a dizer que... o rei vai nu!


Sempre houve negócios sujos e estranhos nos mercados de transferência, com luvas por debaixo da mesa e comissões por declarar.

Mas o que se viveu este Verão, e nos últimos porque isto vai in crescendo, reforça a teoria de muitos de que o mundo do futebol é cada vez mais um mundo tão perigoso e suspeito como o de qualquer actividade ilegal perseguida e vigiada pelas autoridades policiais. No livro Pay as Yoy Play, um grupo de estudiosos ingleses analisa as contratações nos últimos 20 anos da Premier League e chega a essa conclusão: hoje, uma transferência, é cada vez menos um negócio desportivo e, cada vez mais, uma forma hábil de lavar dinheiro, pagar favores e ganhar influência.

Portugal continua a ser um paraíso de corruptos, seguindo a tradição mediterrânica que se estende por Itália, Grécia, Turquia e Espanha, e como paraíso de corruptos que é, de Norte a Sul, o futebol continua a ser uma arena perfeita para negociar por debaixo da mesa o que ainda é ilegal às claras. Só isso pode explicar mais de uma dúzia de negócios realizados à última hora por parte dos grandes clubes lusos - os pequenos limitam-se a copiar, em menor escala, o que vêm funcionar nos graúdos - que encontraram em agentes FIFA - nomeadamente o todo poderoso Jorge Mendes - e em clubes aliados por essa Europa fora, parceiros idóneos para maquilhar contas, pagar velhos favores, ganhar novos amigos e, sobretudo, agradar a quem realmente manda hoje em dia no mundo do futebol: os empresários desportivos.

Granada, Zaragoza e Atlético Madrid representam em Espanha o que de pior se pode imaginar nesse submundo de trocas e baldrocas desportivas, tão putrefacto que nem as autoridades se atrevem realmente a investigar. Não surpreende, portanto, que tenham sido os parceiros perfeitos para os negócios mais surpreendentes dos clubes lusos que têm realmente algo que ganhar com este mercado de três meses que muitos suplicam que se reduza a um e termine a 1 de Agosto esquecendo-se de que isso é tirar o pão da boca a quem paga o desporto, os milionários que movem o dinheiro e os agentes que lhes servem de intermediários.



FC Porto, Sporting CP e SL Benfica continuam a ser clubes com gestões pouco transparentes e, sobretudo, repletas de manchas no que ao Fair Play desportivo implica, pelo menos segundo os critérios da UEFA que continua a lavar as mãos e a olhar para o lado enquanto assiste, impassível, a este mercadilho.

Não é assim em todo o lado. Em Itália há uma velha tradição de co-propriedade que permite a dois clubes partilhar o passe de um jogador num prazo máximo de dois anos até que um dos clubes, finalmente, compra a percentagem restante. Uma situação muito mais limpa e transparente que dá pouca margem de manobra para negócios surpresa de última hora (um clube estrangeiro tem de comprar os 50% a ambos os clubes para ficar com a totalidade do passe do jogador). Em Inglaterra houve muita agitação e, salvo o caso de Joe Cole (emprestado ao Lille), muitos negócios entre clubes da Liga. Mas tudo às claras, sem comissões escondidas e, sobretudo, sem fundos porque a Premier não permite que um passe seja detido por alguém que não seja um clube, algo que vem dos dias de Tevez e Mascherano. Mas também é certo que a Premier foi a primeira liga a abrir a borbulha e a permitir a chegada dos milhões do petróleo e gás, que encontraram em clubes de futebol a forma perfeita de lavar o dinheiro ilegal que iam ganhando nos seus países de origem. O caso dos argentinos levou a FA e a Premier a acordar a tempo para a nova realidade negocial e a travar - juntamente com a velha exigência de que os jogadores tenham um minimo de internacionalizações pelo seu país - esta derrapagem financeira. Mas esse negócio abriu precedentes.

Como os de Alex Sandro e Danilo, novos jogadores do FC Porto. Os azuis voltaram a romper o mercado graças a Falcao (e recusaram propostas por Alvaro, Fernando e Moutinho até ao fim) mas acabaram por investir pouco do dinheiro ganho (12 milhões em Defour e Mangala e alguns trocos entre Kelvin, Iturbe e percentagens de passes adquiridos). Essencialmente porque os quase 20 milhões que custam os dois brasileiros são cortesia do fundo que comprou ambos os jogadores e que pretende utilizar o clube das Antas como plataforma na Europa. Os jogadores actuam no FC Porto até que uma proposta maior permita aumentar a rentabilidade do investimento e ninguém se surpreenderá se daqui a um ano nenhum dos dois atletas fique na Invicta. Um negócio obscuro que não é nada novo nas manobras de Pinto da Costa no mercado sul-americano que começou há uns anos com a compra de percentagens de passes (algo que em Inglaterra é ilegal, por exemplo) e nos negócios com empresários de reputação duvidosa que utilizavam os seus próprios clubes plataforma, criados ou reestruturados para potenciar jogadores, para sacar o seu lucro. O negócio mais chamativo dos dragões inclui a venda de Falcao por 45 ao Atlético. Uma surpresa porque ambos os clubes estavam de relações cortadas com o caso Paulo Assunção (que chegou até à UEFA) mas que se explica porque nenhum outro clube estava disposto a pagar tanto pelo colombiano. E porque Jorge Mendes estava envolvido na transferência.

O agente FIFA, que fez de Madrid a sua casa (os seis jogadores que tem no Real Madrid, incluindo um desconhecido Pedro Mendes que já se estreou no troféu Bernabeu para rentabilizar um passe que pertence ao próprio empresário), incluiu Ruben Micael no negócio por valores que vão de zero a cinco milhões, dependendo das versões. Um jogador que o Atlético não queria e que acabou no Zaragoza, clube que está em concurso de credores, mas que pode vender e comprar jogadores porque a lei espanhola é assim, uma lei sem lei. O Deportivo que bem se queixou do trato preferencial dado ao clube aragonês já ameaçou denunciar os "maños" à FIFA e com razão. Um clube sem dinheiro, com dividas astronómicas, que acabou por ser o rei do mercado nos últimos dias graças ao dedo miraculoso de Mendes. Um clube que comprou por uns meros 500 mil euros o passe de Helder Postiga, o avançado titular do Sporting. Um clube que adquiriu o jovem Juan Carlos, promessa da cantera do Real Madrid que foi comprado pelo Braga (com ajuda de Mendes) para acabar junto ao Ebro. Isto claro sem falar do negócio Roberto com o Benfica que levou o clube das águias a justificar à CMVM que a venda de 8 milhões de um guarda-redes que custara...8 milhões (num ano em que o seu passo desportivamente se desvalorizou de forma absoluta e inequivoca aos olhos do Mundo) se devia a que Roberto tinha sido adquirido por um fundo (onde também está Mendes) e que o Zaragoza tinha pago umas migalhas. Zaragoza, clube que adquiriu mais 10 jogadores (entre vários internacionais se inclui Fernando Meira) e que vendeu um dos seus dianteiros, Uche, ao Villareal curiosamente pelo mesmo valor que era devido ao Getafe, o clube da sua procedência. Claro que Uche não vai jogar no Villareal mas sim no Granada, outro clube desta trilogia à espanhola envolvido intimamente com o futebol português. Detido por investidores italianos, onde se inclui o dono da Udinese, o Granada estreitou ligações com o Benfica, obtendo Jara, Yebda, Júlio César e Carlos Martins por empréstimo. Zaragoza e Granada, clubes sem dinheiro, com um estádio novo por construir, terrenos por alienar e amigos influentes no mundo da construção civil que se tornam alvos apetecíveis para tubarões de águas profundas.


Mas até históricos caem nesta rede de dinheiro que se move à velocidade da luz, aparece e desaparece, e permite a máquina continuar a funcionar. O Atlético de Madrid é o exemplo perfeito nas mãos de Gil Marin, filho do polémico Gil y Gil, e com a colaboração de Mendes. A chegada de Falcao é um exemplo perfeito mas mais interessantes são os casos do esquadrão bracarense e de Julio Alves. O irmão mais novo de Bruno Alves, que apenas jogou na Liga Sagres pelo Rio Ave, foi contratado para ser imediatamente emprestado ao Bessiktas onde, curiosamente (ou não), já jogam Simão, Manuel Fernandes, Bebé, Quaresma e Hugo Almeida. Todos "homens Mendes"!

De Braga chegou Silvio e um contrato de preferência sobre Pizzi, revelação no Paços, que acabou por aterrar no Calderon por um valor que pode chegar aos...15 milhões de euros, impensável para um jogador sem mercado, mais o empréstimo de Fran Merida, revelação espanhola por confirmar desde os dias do Arsenal. Mas se no Manzanares entram jogadores a preço de saldo, tal como sucedeu com Roberto - o Atlético também tem um novo estádio a ser preparado, relembro - saem jogadores com preços de mercado inflacionados. É o caso de Elias, descartado, raramente utilizado desde a sua chegada em Janeiro, que aterra em Alvalade pelos 8,5 milhões que custou. O Sporting, que mudou por completo o plantel de um ano para o outro, gastou pouco em muitos jogadores. Em Elias gastou mais do que arrecadou com todas as vendas e começam a voltar as suspeitas sobre a real saúde das finanças leoninas.



Casos graves que passam ao lado de investigações policiais sérias e independentes.

Mas que não são exclusivos de clubes lusos ou pequenas plataformas espanholas. Até um clube como o Real Madrid hoje depende dos empresários para confeccionar o seu plantel. Vejam o caso de Altintop. Um jogador livre, dispensado pelo Bayern Munchen, com uma grave lesão nas costas que acaba no Real Madrid de forma surpreendente. Para muitos talvez o que surpreenda é que o turco provavelmente nunca jogue com os merengues já que está prevista a sua venda ao Galatasaray no próximo Verão depois de um empréstimo de seis meses a começar em Dezembro. E porque chegou Altintop ao Real Madrid?

Porque o seu empresário é o mesmo de Nuri Sahin, a grande promessa turca que o clube merengue contratou ao Dortmund. Uma exigência do empresário (e do jogador, que é o "protegido" do capitão da selecção turca) foi sempre de chegar a Madrid acompanhado por Altintop para valorizar o seu passe de forma a que este pudesse voltar à Turquia sem problemas, já curado da sua lesão que, garantidamente, iria impedir a sua colocação durante o Verão em qualquer clube. O Real Madrid lutou contra a situação mas rendeu-se à evidência. E hoje oficialmente, Altintop é jogador merengue. Como Bebé foi jogador do Manchester United - sem o clube o ter visto sequer jogar - ou como Tevez ainda se move por Inglaterra sem saber-se realmente bem a quem pertence o seu passe.

Essa ditadura dos empresários, aliada à sagacidade de alguns dirigentes, tem condicionado por completo um mercado enlouquecido.

Na maioria dos casos os jogadores são conscientes do circulo vicioso em que entram. Aceitam contratos chorudos para paliar o mínimo impacto desportivo nas suas carreiras mas muitos deles voltam rapidamente ao ponto de origem, como virgens arrependidas. Outros deixam-se levar pela conversa de empresários e dirigentes e perdem-se completamente para o futebol, entregues aos excessos do dinheiro e ao mínimo controlo que o clube receptor exerce na sua carreira. A maioria dos casos são jogadores sem futuro a quem lhes custa muito recuperar. O caso de Ricardo Quaresma é, sem dúvida, o mais gritante. Negócio Mendes a três niveis, passou do FC Porto ao Inter, do Inter ao Chelsea por empréstimo e daí para o Bessiktas, desaparecendo a pouco e pouco o destelho de arte que o converteu numa das grandes promessas do futebol mundial. O mesmo se pode dizer de mil e um atletas, carne para canhão neste mundo de milhões que transformam presidentes de clubes em milionários, empresários em semi-deuses e treinadores em cúmplices de projectos desportivos que se desfazem. Manzano, Vitor Pereira, Jorge Jesus, Domingos Paciência, Javier Aguirre ou Leonardo Jardim são treinadores que viram os seus planteis aumentar e diminuir de forma descontrolada durante o último mês, sem saber realmente com quem contavam para trabalhar. Domingos ficou com um plantel praticamente novo. Jesus desmontou, quase definitivamente, a sua equipa campeã. Vitor Pereira ficou sem opções para zonas do terreno onde o FC Porto vive órfão e Leonardo Jardim limitou-se a acenar que sim quando António Salvador apareceu com o dinheiro no bolso. Realidades que os adeptos não entendem e que se estendem em clubes menores com compras em paquetes express a clubes sem expressão ou com o regresso de futebolistas perdidos em ligas como a romena, cipriota, grega, russa ou ucraniana e que tentam recomeçar do zero depois de terem sido abandonados, como cordeiros no altar, ao sacrifício do Dom Dinheiro.




O futebol continua a caminhar perigosamente para um túnel sem saída. O dinheiro que se move é cada vez maior e, sobretudo, cada vez mais oculto. Não se pagaram mais de 50 milhões por um jogador - como sucedeu nas últimas épocas - mas pagou-se muito dinheiro que ficou por declarar e justificar tendo em conta o rendimento de mais de um atleta. Projectos como o do Zaragoza sobrevivem com a cumplicidade da legislação, já de si construida para beneficiar quem mais tem a ganhar com ela. Clubes como o Benfica e Sporting entregam-se a negócios obscuros que dificilmente poderiam justificar e entidades como o FC Porto ou Atlético de Madrid continuam a utilizar os empresários e os misteriosos fundos para manter-se na ribalta quando financeiramente vivem na corda bamba do resultadismo. No caso dos portugueses, na constante presença na Champions League, no caso dos espanhóis nos empréstimos bancários e na borbulha imobiliária que definiu a vida de muitos clubes de futebol no país vizinho na última década. Olhando para estes nomes, números, para estas coincidências que não o são, para tantas suspeitas por justificar, é irónico ouvir a UEFA falar de fair play e as autoridades policiais a assobiar para o lado quando um negócio como o futebol, talvez uma das indústrias mais poderosas da actualidade, continua a ser pasto para corruptos e corruptores passearem à vontade sabendo que o risco é minimo e o lucro gigantesco. À medida que esses jogadores se movem, ocupando lugares em plantéis onde muitas vezes nem contam, os clubes abandonam a formação, a aposta em jogadores da casa ou em negócios desportivos realmente relevantes, ideias que se tornaram, na mente dos directivos de SADs quimeras quixotescas quando existe a possibilidade de ganhar milhões. Enquanto o mundo do futebol continuar a vier neste limbo muitos Julio Alves e Bebés acabarão na Turquia depois de sonhar com a glória da Liga Espanhola ou da Premier e muitos veículos desportivos, viagens de luxo, terrenos em zonas privilegiadas ou negócios bem mais perigosos passarão pelas mãos de quem realmente tem a bola debaixo do braço.

Artigo retirado do blog Em Jogo!


1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Á procura de petroleo...


"Inspectores ligados ao sector do crime económico da Judiciária acompanham homólogos belgas nas diligências no Dragão. Estão desde a manhã cedo de hoje, quarta-feira, nas instalações do clube portista e mantém-se em operação de busca e apreensão de documentos e elementos informáticos.

Ao que apurou o JN, procuram documentos relacionados com o empresário Luciano D' Onofrio. O caso tem a ver com transferências de jogadores, alvo de investigação judicial na bélgica.

O F. C. Porto já notificou a Comissão de Mercado e Valores Mobiliários das diligências. "Hoje, pelas 10 horas, elementos da polícia judiciária portuguesa e belga visitaram as instalações do F. C. Porto, em cumprimento de uma carta rogatória oriunda da justiça belga", lê-se no comunciado, colocado online às 15.48 horas

"Nesse sentido, solicitaram diversos elementos relacionados com a empresa International Agency for Marketing que, depois de certificados, lhes foram entregues", informou o F. C. Porto, pode ler-se no site da CMVM."


1906

Luta & Resiste!

Porquinhos ou mais manobras de encobrimento...


Texto retirado do jornal Diário de Notícias

"A defesa de três arguidos do processo No Name Boys pediu hoje a nulidade de parte da acusação, alegando que a investigação do crime de associação criminosa é da competência da Polícia Judiciária e não da PSP.

Elementos do núcleo duro da claque não legalizada do Benfica No Name Boys começaram hoje a ser julgados por associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas e ofensa à integridade física, furto, roubo e outros crimes.

A advogada Ligia Borbinha apresentou um requerimento ao tribunal alegando que a investigação do crime de associação criminosa, imputado pelo Ministério Público a alguns dos 38 arguidos, é da "competência exclusiva da Polícia Judiciária".

A sustentação da causídica assenta na Lei 49/2008 de investigação criminal.

Os actos de violência do núcleo duro dos No Name Boys foram investigados pela 3.ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP a partir de 2008.

O colectivo de juízes da 5.ª Vara Criminal de Lisboa começou por afirmar que foram imputados mais crimes a cinco dos arguidos dos que inicialmente constavam na acusação.

Os arguidos hoje ouvidos, muitos dos quais não quiseram prestar depoimento, negaram todos os factos, nomeadamente que a claque do Benfica tinha "líderes" e que eram o "braço armado" do clube.

Todos afirmaram que a missão da claque era apenas "apoiar e acompanhar o Benfica", que não tinham instalações no clube e que não recebiam bilhetes a preços mais baixos para depois os revenderem.

Sobre a relação com as claques de clubes adversários, nomeadamente Sporting e FC Porto, os arguidos garantiram que os confrontos eram espontâneos, não planeados e muitas vezes eram ameaçados através de sites da Internet.

Miguel Claro, um dos detidos, garantiu que as 100 gramas de haxixe encontradas eram para consumo próprio e que as armas que lhe foram apreendidas (soqueira, taco, pistola) eram para "defesa pessoal".

Segundo a acusação, os acusados praticaram crimes "minuciosamente planeados e executados com superioridade numérica e mediante a utilização de meios especialmente perigosos".

Para o Ministério Público (MP), os No Name Boys agiam "motivados por ódio e intuitos de destruição, sem motivação relevante, contra elementos das claques" do Sporting e do FC Porto.

Os principais arguidos são acusados de acções violentas contra elementos afectos à claque do Sporting Juve Leo, tendo um sofrido "socos, pontapés e facadas" e ainda sido queimado "com uma tocha". Todas estas acusações foram negadas pelos arguidos que hoje prestaram declarações.

O julgamento prossegue quarta feira no Campus de Justiça de Lisboa."



Entretanto e para que se assegure um branqueamento total a todos estes crimes prepertrados por esta cáfila, já surgiram noticias que um dos juizes até é sócio do FCPorto, como se pode ver aqui.

Perfis de três dos arguidos do processo No Name Boys

Miguel Claro

- 28 anos
- ajudante de carpintaria

António Miguel Claro, mais conhecido por "Gordo da Brandoa" ou "Brandoas", vivia, antes de ser preso, com a companheira - também arguida no processo -, com quem tem um filho de seis anos. É ajudante de carpintaria e ganha 30 euros por dia. A PSP já o tinha referenciado por tráfico de droga. É acusado de revenda de ingressos, tráfico de droga, posse ilegal de arma, cinco agressões, vários crimes de roubo e de dano com violência. É referenciado em quase todos os episódios de violência descritos na acusação. Já tinha cadastro por tráfico de droga.


José Pité

- 28 anos
- técnico de informática

Nasceu no Porto, mas é adepto do Benfica desde 1994, altura em que entrou para os No Name. Conhecido por "XL", disse em tribunal que já levou uma tocha para um estádio, mas deixou de o fazer depois do episódio da morte com um very light (apesar de o caso ter acontecido quando ele tinha apenas 12 anos). Um irmão seu é também arguido. "XL" diz que os No Name são apenas um grupo de amigos. É acusado de associação criminosa, distribuição irregular de bilhetes, posse de arma proibida, tráfico de droga, quatro crimes de agressão, roubo, dois de incêndio e três de dano.


Hugo Caturna

- 34 anos
- trabalha num armazém

Ingressou nos No Name em 1992, chegou a frequentar uma licenciatura em Psicologia do Trabalho, mas hoje trabalha num armazém onde ganha 600 euros por mês. Tem um filho de dois anos. Em tribunal, disse que estava a dormir à hora que o acusam de ter agredido um membro de uma claque sportinguista (a Juve Leo). E que foi apanhado com muito dinheiro porque no seu âmbito do seu trabalho é frequente levar grandes quantias em dinheiro para depositar. É acusado de associação criminosa, tráfico, agressões, incêndio e arremesso de objectos.

1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Figo & as escutas

Retirado do jornal SOL


"MARCOS PERESTRELLO – O teu superior hierárquico [Rui Pedro Soares] foi para Barcelona ou Milão...
PAULO PENEDOS – Não, está no Algarve. Não foi para um sítio, nem para outro.

M.P. – Mas depois vai, acho eu.
P.P. – Vai para Milão, segunda-feira. Vai-se lá encontrar com o Figo, para com ele celebrar uma coisa um bocado pornográfica, mas pronto.
M.P. – Que é o quê?
P.P. – Eh pá … só te posso dizer se tu não disseres a ninguém. Se disseres, não te posso dizer.
M.P. – Se quiseres dizer, dizes! Se disseres que não é para dizer a ninguém eu não digo.
P.P. – Não, não digas que é uma coisa… Ele há dias disse-me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apoiasse o Sócrates e eu disse ‘boa e tal’, claro que é importante. E hoje ligou-me a pedir que eu lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros por ano.
M.P. – Pois, imagino…
P.P. – Ah?
M.P. – Claro, claro. E isso, aliás, vale muitos votos! Essa m... em subsídios de desemprego…
P.P. – Ah?
M.P. – Isso em subsídios de desemprego…"

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

GUERRA!


Não podemos correr o risco de cruzar os braços e não fazer nada, quanto a mais este ultraje típico do futebol nacional como foram estas nomeações para a última jornada.
Como tal todos os autores deste blog concordaram em fazer chegar o mais rápido possível a todos os Sportinguistas uma carta tipo, em que cada um apenas tinha de escrever os seus dados identificativos, para depois a fazer seguir para as instâncias que tutelam o futebol a nível nacional e internacional, quando mandarem endereçadas á liga ou á federação enviem com conhecimento cc para autoridades judiciais, e desportivas internacionais como FIFA E UEFA, aqui fica a nossa proposta:

Caros, Eu__________________________________________________________________, portador do BI nº____________________
venho por este meio apresentar o meu protesto pelas nomeações feitas para a última jornada do campeonato nacional de futebol profissional, também conhecido como Liga Bwin.
As nomeações para esta jornada final, assumem contornos de escândalo.
Então para o jogo que pode decidir o campeonato FC Porto vs Desportivo das Aves foi nomeado Olegário Benquerença, um árbitro marcado por várias decisões polémicas sempre no sentido de protecção ao FC Porto.

Para um jogo em que igualmente pode decidir o titulo o SC Portugal vs CF Belenenses foi nomeado um árbitro oriundo da cidade do Porto, ora, isto não é proteger o jogo e a verdade desportiva e levanta suspeição as motivações para uma nomeação deste tipo.

Para o jogo SL Benfica vs Académica Coimbra foi nomeado João Ferreira oriundo da cidade de Setúbal, árbitro que entre outros apitou :
O jogo SC Portugal vs Paços de Ferreira , jogo que resultou na derrota do SC Portugal com um golo marcado ostensivamente com a mão.

Tendo em conta todos estes elementos a minha previsão para a classificação final do campeonato é a seguinte:
1º FC Porto
2º SL Benfica
3º SC Portugal

Grato pela atenção dispensada, apresento os meus melhores cumprimentos


(Assinatura)

"

Todos não somos demais, colaborem, escrevam e denunciem!

Sporting!

1906

Luta & Resiste

terça-feira, 15 de maio de 2007

Estamos alerta....

Como era de esperar o sistema mais uma vez não deixou que fosse a competição desportiva a única escrutinar o vencedor da competição.
É incrível como no meu último post ainda punha a hípotese de o SC Portugal poder vir a ser campeão, deixei-me levar pela emoção, esqueci-me do que a casa gasta, queiram desculpar, um gajo passa por ingénuo sem necessidade nenhuma.
Através de nomeações habilidosas consegue de forma remota, caso as coisas se comecem a complicar, desequilibrar para o seu lado foram estas as nomeações para a última jornada do campeonato:

SC Portugal - CF Belenenses Jorge Sousa (Porto)
sl benfica - Académica João Ferreira (Setúbal)
fc porto - Desportivo Aves Olegário Benquerença (da puta que o pariu)

Ora bem, tenho a clara impressão que com estas nomeações vai ficar mais fácil a todos fazer o totobola.
Vitor Pereira temos de pagar os favorzinhos a quem nos dá de comer, não é? A quem nos deu poleiro e acesso aos tais 15 minutinhos de fama, és uma vergonha!
Quem te nomeou tem infelizmente base de apoio e alguns cavalos de Troia no nosso Sporting é por isso, que apesar destas nomeações não espero grandes sinais de revolta, nem convocações dos sócios para manifestações.
O SC Portugal, para quem ainda não consegiu advinhar vai acabar em 3º (terceiro) e nínguem vai tugir nem mungir.
Quem cala consente, e os nossos dirigentes quando as coisas se complicam, e são esperadas reacções e decisões tomam Lexotans, por isso e reafirmo novamente, deles não espero nada!
Na justiça desportiva o recurso de leiria é julgado sexta-feira, mas como pode colocar o esperado campeão em risco de não vencer, o SC PORTUGAL deve ver negada a pretensão de repetir o jogo com o Leiria.
Gostava de ver o sócio comum insurgir-se contra tudo isto, que deixassem de ser carneiros e que realmente se manifestassem contra quem prejudica este Clube centenário.
Utilizem os recursos que este blog põe á vossa disposição, escrevam e denunciem, pois quantas mais queixas todas estas entidades receberem, mais cedo percebem que ainda existe muita gente que não se deixa levar com 2 cantigas.
Estas acções tem timings e não é depois de acontecer que se vai protestar, deixo aqui o alerta...

1906
Luta & Resiste