segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Explicar a crise a tótós...

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Porque para alem de todas as cortinas de fumo que são levantadas, as explicações que estão por detrás da crise que hoje vivemos são relativamente simples...

E as pessoas definitavamente ou percebem o que está em causa, e fazem alguma coisa por si próprios, ou deixam-se enredar nesta teia e apaticamente aceitam o destino que lhes foi atribuído.

Nessa altura, não vai haver futebol para entreter, sem pão nem circo, as pessoas vão começar a abrir os olhos para o que realmente os encarcera na sua vida diária.

Os sinais estão cá todos, vamos continuar a assobiar para o lado?

1906

Luta & Resiste!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Braga vs Sporting

As batalhas costumam ganhar-se antes do combate!

Hoje quando a equipa entrou no relvado trouxe consigo o peso, para alem de todos os factores, das más opções do treinador.

Tambem o treinador tem direito a um dia mau, mas não nos podemos esquecer que o Braga tem tambem um treinador novo, uma equipa nova e acima de tudo um orçamento e história inferiores ao Sporting!

Este jogo tinha de ser ganho na atitude com que se encarava a partida e o adversário!

Hoje mais uma vez o inconformismo, o empenhamento na defesa das cores, a atitude apareceram tarde!

O Sporting tem de obrigatoriamente ser mais do que aquilo que se viu em Braga!

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os Salvadores do Sporting!



" EU SALVEI O SPORTING"
" É um bocado sobranceria minha, mas sinto que se não tivesse vindo
para cá, se não tivesse a equipa que tenho, se não tivesse feito o
investimento que fiz, o Sporting tinha acabado. É o que eu acho."
Godinho Lopes, Dezembro 2011



" SALVÁMOS O SPORTING"
"O que importa ressalvar é que quando eu e Dias da Cunha assumimos o
clube, ele estava na bancarrota e na insolvência efectiva."
José Roquette, Março 2011










"SALVEI O SPORTING"
"Vou fechar um ciclo eleitoral daqui a seis meses e não posso deixar
de dizer que tive o maior prazer de ter sido presidente do Sporting

durante estes anos e que estou orgulhoso da equipa que comigo
trabalhou arduamente para, permitam-me que o diga com toda a
imodéstia, salvar o Sporting. Tenho a consciência de que salvei o
Sporting e que esta equipa salvou o Sporting."
Filipe Soares Franco, Dezembro 2008






Perguntarão os mais ingénuos o que andarão a beber todos estes
auto-proclamados "salvadores"?
Todos estes membros da mesma quadrilha, que está instalada desde
1995, depois de terem destruído irreversivelmente o Sporting vêm agora
numa atitude trágico-cómica e com um descaramento inclassificável
intitular-se de salvadores, quando na realidade se tratam dos
verdadeiros coveiros do Clube.

Mas afinal, como estava o Sporting antes destes trambiqueiros terem
tomado o Clube de assalto em 1995?
Deixo-vos aqui um mapa publicado na altura para que possam apreciar o
"mal" que o Sporting estava em 1995, compararem com os anos 1996 e
1997 onde desde logo se verificou o perfume destes meliantes, e como
se sabe, o "bem" que está agora.




Depois de terem sido cometidas as maiores atrocidades, depois de se
ter passado dum passivo de cerca de 25 milhões de euros para um
passivo de cerca de 400 milhões, depois de se ter perdido todo o
património, depois de se ter passado de cerca de 70.000 sócios
efectivos com as quotas em dia para cerca de 20.000, depois de se ter
perdido toda a identidade do Clube, depois de terem catapultado o
Sporting para a sua extinção, como pode arvorar-se esta matilha de
mabecos em "salvadores"?

Perguntarão outra vez os mais ingénuos:
Mas afinal são salvadores ou salteadores?

E perguntarão também como tudo isto foi (e continua a ser) possível?

Porque razão esta gente descobriu o seu pseudo-sportinguismo por
meados dos anos 90?

Quem terá sido o mestre que os impulsionou, que lhes deu coragem, que
os orientou?

Quem terá sido o grande Guru desta Dinastia Roquetteira?

Vejamos:


"SALVEI O BENFICA"
"Não se esqueça que nós herdámos o clube em situação de ruptura total,
completamente desmoralizado, completamente endividado e que podia
fechar as portas ao fim de uma semana. O Benfica facturava cinco
milhões de contos e tinha de passivo a 30 dias nove milhões e
seiscentos mil contos! Com um passivo global de 15 milhões de contos!
Perante uma situação destas, qualquer gestor ou financeiro do mundo
diria que não havia outra alternativa a não ser fechar as portas e que
a Instituição estava falida. Houve necessidade de tomar medidas
dolorosas e daí algumas críticas. Passei por momentos dificílimos. No
final de Dezembro de 97 pensei sinceramente que o clube fechava!

- Nessa altura teve de começar a injectar dinheiro no clube. Onde o foi buscar?

- A questão de fundo na altura era precisamente esta: "Vale a pena
injectar dinheiro? Vale a pena assumir responsabilidades e avales?
Isto não irá de qualquer maneira para o fundo?" A minha decisão de
tentar recuperar o clube foi um enorme risco, até pessoal. Passámos
uma situação dramática. Lembro-me que num jogo da Taça de Portugal, em
Barcelos, com o Gil Vicente, faltei ao almoço e cheguei atrasado ao
jogo, porque fui no carro todo o caminho a telefonar e a resolver
problemas. Nesse dia o clube esteve à beira de fechar. A ruptura era
gravíssima. Resolvi a situação "in extremis", dois ou três minutos
antes de chegar ao estádio.

- Como conseguiu dar a volta à situação? Onde foi buscar o dinheiro?

- Consegui resolver com os meus conhecimentos no mundo financeiro, a
credibilidade que tenho e a ajuda de bons amigos."

Vale e Azevedo Junho de 1999



Cada um que tire as suas conclusões e que continue ou não a assistir
vergonhosamente e de forma bovídea ao fim do Sporting Clube de
Portugal.

Nunca a Refundação esteve tão perto.

Ler mais: http://www.forumscp.com/index.php?topic=42529.0#ixzz1iPNi6zRq

1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Maritimo 2 Carnide 1

Obrigado nobre gente insular que luta por um país limpo!

Nem com milagres de S.Penalty!!

Estou agora a ir para carnide com uma lata de salsichas...há que aproveitar parece que a pocilga está novamente em brasas!!!


1906

Luta e Resiste

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os nervos dos Rapazes da Luz



Recebemos da AAS o comunicado que passamos a publicar na íntegra:

"Tem sido reveladora a postura acintosa dos dirigentes do SLBenfica, no período pósderby.
Após a inesperada denúncia dos atropelos a regras de segurança e conforto
no sector visitante, por parte de dirigentes do Sporting Clube de Portugal, e
igualmente o repúdio público, por parte do clube, do incêndio naquele sector, o
nervosismo assentou arraiais na Luz.
Os “Rapazes da Luz” rapidamente esqueceram outros episódios onde o seu recémdescoberto carácter, se encontrava na altura desvanecido. Mas nós recordamos e em jeito de síntese:

1. Assassínio de um adepto Sportinguista no Estádio e a recusa em adiar o jogo
por tal motivo, tal como proposto pelo então capitão do Sporting Clube de
Portugal;

2. Incêndio nas bancadas do Estádio José Alvalade, ainda que em muito
menores proporções do que o do fim de semana passado;

3. Incêndio nas instalações do Sporting Clube de Portugal e igualmente sede da
Juventude Leonina;

4. Incêndio a autocarro das claques portistas;

5. Bárbara e cobarde agressão a um hóquista do FC Porto por ocasião de um
jogo de hóquei entre as duas equipas;

6. Invasão e agressão a árbitro assistente durante um jogo no Estádio da Luz;

7. Apoio a Claques não legalizadas – no mínimo ao nível de infra-estruturas e
entradas de material de apoio no estádio. Algo que não é permitido por lei. O
“Rapaz da Luz” Dr. Gomes da Silva – admnistrador da SAD - falou ontem
recorrentemente em “claques”, o que significa que as reconhece enquanto tal

8. Constante repúdio às escutas do Apito Dourado excepto naquelas onde têm
participação – o facto de não terem sido condenados não faz daqueles
telefonemas falsos...

Esquecem-se os “Rapazes da Luz” que a luta pela verdade desportiva foi iniciada
pelo Dr. Dias da Cunha, na altura Presidente do Sporting Clube de Portugal.
Esquecem-se que o aproveitamento vermelho pelo espaço deixado, ingenuamente,
pelo Sporting CP não branqueia actos gravados e muito menos lhes dará moral para
levar a cabo tal luta.

A luta pela verdade desportiva, em Portugal, é verde e branca.
E sem túneis, sem fruta ou cafés, sem apagões, sem malas, sem corrupção e sem
tráfico de influências em Portugal, o Sporting Clube de Portugal será, com toda a
certeza, um grande candidato ao título em Portugal.

A luta pela verdade desportiva não é uma luta da Direcção do Sporting. É uma luta
de todos os sportinguistas em nome do desporto rei.
Os “Rapazes da Luz” que retomem o seu descanso que tantos nervos ainda em
Novembro não augura nada de bom para Maio quando tiverem que reconhecer o
novo campeão...

Com os melhores cumprimentos,
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas"

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Visitantes em segurança!


Visitantes em segurança Crónica no Sporting Apoio por Pedro Faleiro Silva


"A polémica criada em torno da criação do sector visitante no Estádio da Luz tem sido, a meu ver e de certa forma, limitada quanto à real extensão do problema.

Não vou sequer comparar realidades utilizada na argumentação vermelha quanto à normalidade de tal medida. Também eu estive em diversos estádios europeus onde os sectores visitantes são, de facto, inconvenientes - cercados por acrílico e rede por cima de forma a evitar o arremesso de objectos. Mas também não deixa de ser igualmente verdade que a realidade desses países é outra, com níveis de violência por parte dos adeptos nunca vistos em Portugal. Dou como exemplo a Holanda e os seus adeptos. Nestas circunstâncias tal delimitação do sector visitante serve igualmente para auxiliar as forças de segurança a separar os adeptos dos dois clubes por forma a evitar o confronto de parte a parte.

Agora vamos a Portugal.

A maioria lembrar-se-á dos estádios pré-Euro2004 em Portugal. Todos com o relvado cercado por redes altas e algumas até com protecções extra no topo por forma a evitar invasões de campo por parte dos adeptos. Aquando do Euro 2004, e sob o mote “We Love Football” foram construídos novos estádios e reconstruídos outros tantos debaixo de novo paradigma de segurança. Tal tinha por base a realidade cultural dos adeptos portugueses serem tradicionalmente calmos e civilizados nos estádios ainda que as claques pudessem, pontualmente, criar alguma instabilidade. Nunca a segurança do espectáculo esteve em risco. Perante tal realidade, decidiu-se que os novos estádios não necessitariam de vedação a separar as bancadas do relvado, tal como se comprova em qualquer estádio da Primeira Liga. Nessa altura, já existiam as claques que hoje existem há largos anos.

Cerca de 7 anos volvidos, estamos perante nova realidade. Aparentemente os adeptos de futebol voltaram a ser indivíduos perigosos na sua generalidade e precisam de redes e barreiras a separá-los e a impôr-lhes os seus limites. Dizem que são as claques…A mim parece-me que aparentemente deixámos de “amar o futebol”…Ou será que o bonito slogan do Euro 2004 era afinal “We Love Football, BUT…” e ninguém se terá apercebido do lapso?

Não deixa de ser curioso que, na era do futebol moderno, regressem os mitos do futebol “pré-moderno”. Mitos esses que não passam de “teorias de terror” que beneficiam muitos – os gratificados – mas prejudicam muitos mais. Torna-se difícil perceber se existe, de facto, um rumo para o futebol português quanto à cultura de adepto que pretendem estimular. Prosseguir neste caminho poderá não ser o rumo mais acertado. Gostaria muito, enquanto adepto, de perceber a Liga de Clubes, as entidades relacionadas com a segurança no futebol e desporto e o Governo.

Talvez um dia o consiga…

Estando tudo devidamente contextualizado em termos nacionais, naturalmente não acredito em coincidências e tenho a certeza que este sector visitante teria de estar pronto aquando do primeiro jogo grande disputado na Luz para a Liga. Calhou ser o Sporting CP mas poderia igualmente ser o FC Porto. Mas tenho mais certezas. Tenho a certeza que é no Estádio da Luz que se invade o relvado para agredir assistentes dos árbitros, tenho a certeza que é no Estádio da Luz onde os seguranças do túnel de acesso se dedicam a agredir e/ou provocar outros agentes desportivos, tenho a certeza que é no Estádio da Luz que se “dá guarida a alguns criminosos que andam a monte” e que vão para os estádios disparar very lights contra as “bancadas adversárias”.

Tenho por isso a certeza que este sector visitante não é mais do que o aceitar desta realidade por parte da Direcção do SLB e assim proteger os adeptos visitantes – tipicamente pessoas civilizadas – de outros que não sabem viver em sociedade, respeitar as regras do fair-play e cumprir com os requisitos mínimos da socialização. Será sempre mais barato criar uma área de segurança para 4000 adeptos do que uma área de exclusão para cinquenta mil.

Compreende-se assim a posição da Direcção do Sporting CP em se instalar no mesmo sector dos demais sportinguistas. Estarão em casa, em segurança e acompanhados pela sua família verde e branca.

E termino com a última certeza. Este sector visitante, com tal dimensão e posicionado tão perto da cobertura, irá facilitar a já habitual tarefa dos sportinguistas aquando das suas visitas à Luz: silenciar o estádio para que possam ouvir os nossos cânticos.

Os mais de quatro mil sportinguistas na Luz encarregar-se-ão de tal demonstração de superioridade.

Sporting Sempre!

Saudações leoninas,
Pedro Faleiro Silva "

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O que é que cada um de nós pode fazer?



Na sociedade em geral e na politica e futebol em particular, combater esta cáfila, expôr esta pandilha, para que aos próximos não lhes passe sequer pela cabeça ter o mesmo género de tentações!!

E a estes que ousaram a infâmia, que sejam punidos exemplarmente, sem qualquer tipo de pinças ou pruridos!!!

Que se faça justiça...que se cumpra Portugal!

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tentar perceber as causas da crise actual...



Quem é Jonh Perkins?
Perfil: Em 1970, ao actuar no Corpo de Paz, no Equador, conhece um alto executivo da empresa de consultoria internacional MAIN, que é também um agente de alto escalão da Agência de Segurança Nacional. É convidado a entrar para a MAIN, o que faz em 1971, após se submeter, segundo alega, a um treinamento clandestino para tornar-se um assassino económico.

Faz carreira meteórica na MAIN , tornando-se sócio em 1975. É encarregado de missões na Indonésia, Panamá, Equador e Arábia Saudita, para os quais elabora, segundo alega, estudos económicos falsos, de sorte a fazer esses países tomarem empréstimos que se revelarão impagáveis no futuro e, assim, se tornariam economicamente dependentes dos países e corporações credores.

Com a morte, em condições suspeitas, dos presidentes Jaime Roldós, do Equador, e Omar Torrijos, do Panamá, decide em 1981 deixar a MAIN e denunciar em livro as actividades da empresa.

No entanto, por conta de supostos subornos e ameaças, adia por anos este projecto e o livro só começa a ser escrito sob o impacto dos atentados de 11 de setembro de 2001. Confissões de um Assassino Económico é publicado em 2004 e ganha traduções em diversas línguas, inclusive o português.


Como é que Perkins actuava?
A consultoria internacional MAIN, que seria um braço da Agência de Segurança Nacional, possuía um quadro de peritos, todos com vistosos currículos, que conferiam credibilidade a seus projectos económicos.

Perkins foi contratado inicialmente para fazer previsões de carga energética, ou seja, determinar quanto uma instalação de determinadas dimensão e localização geraria de energia eléctrica no futuro e qual seria seu lucro em razão da venda da energia produzida. Esses números eram sobredimensionados de forma a fazer com que os países tomassem empréstimos na expectativa de pagá-los com os lucros a serem auferidos no futuro. Como esses lucros não se concretizavam, os países se tornavam devedores de empréstimos impagáveis.

Estudos semelhantes eram feitos com ferrovias e rodovias, por exemplo, em que o volume estimado de carga transportada no futuro acabava por ficar aquém da realidade.


O que faz actualmente Jonh Perkins?

Em 1982, cria uma empresa de energia eléctrica que se utiliza de fontes não agressivas ao meio ambiente e passa a se interessar por culturas indígenas e xamanismo. Visita frequentemente a Amazónia equatoriana e escreve livros sobre esses temas.

É casado pela segunda vez e tem uma filha, nascida em 1982.

Videos de interesse:

Confissões de um assassino económico 1/2

Confissões de um assassino económico 2/2

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bruno Paixão

Abaixo segue a morada onde se oculta este malfeitor!

Caso pretendam servir-lhe o jantar ou apenas enviar postais, é neste local onde devem ser entregues as oferendas!


Bruno Paixão
Av Mestre Manuel Santos Cabanas, nº6 5Direito
Quinta dos Fidalguinhos
2835-308 Lavradio


1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A crise explicada sem economês!



...porque as palavras são bolinhas de sabão!

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A história do Ismero por Chirola


A propósito deste presidente ilegítimo e cooptado pela Corja, de evidências versus negação das evidências e da cegueira de quem os protege, deixo-vos aqui uma história que tem muito a ver com tudo o que se está a passar.

Andava eu no liceu no antigo 3º ano e havia um colega de turma que era o número 11(foi assim até ao 5º ano) que se chamava Ismero.

É certo que o nome não ajuda, mas era na realidade uma figura detestável.
Gordinho, de óculinhos fundo de garrafa, sempre muito aprumadinho, de cabelito cortado à tijela e sempre muito senhor do seu nariz.

O Ismero era bom aluno, tinha boas notas, fazia sempre os trabalhos de casa e o seu caderno era um exemplo. O seu comportamento era irrepreensível, isto, claro está, na visão dos professores dos directores de ciclo, da reitoria e até dos contínuos.
Por alturas do Natal e da Páscoa nunca faltavam as caixinhas com bolinhos e chocolatinhos para distribuir por todo aquele exército de educadores e responsáveis.

Já na visão dos colegas, era execrável. Era o tipo de gajo que nos recreios, ou ficava nos corredores à espera do toque para ser sempre o primeiro a entrar na sala de aula, ou quando vinha para o recreio, vinha sempre atrelado a um livro para se pôr a ler à sombra duma árvore.
Na Educação Física era um zero, eu diria mesmo, uma autêntica negação, e evitava participar em todos os desportos com bola. Quando começava o bom tempo e o professor organizava idas à praia, arranjava sempre maneira de estar adoentado.
Nos pontos nunca deixava copiar e quando havia situações extremas em que os colegas previamente lhe imploravam para ele ajudar, no rascunho escrevia as respostas erradas.

É claro que já todos perceberam e como não poderia deixar de ser, que o Ismero era o bombo da festa. Levava merecidamente bolachadas todos os dias e só não levava mais porque andava permanentemente a denunciar e a fazer queixinhas dos colegas aos contínuos, a puxar a aba do casaco aos professores e a chorar na saia das professoras.

Raramente entrava em casa da mesma maneira como saiu.
Ou lhe faltavam as canetas Rotring e os compassos Kern que lavava para a disciplina de Desenho, ou regressava com os discos de vinil de 33 rotações do Elton John que levava para Educação Musical todos partidos, ou quando ia à pasta à procura do belo lanchinho, este já tinha marchado. Isto para não falar dos óculos constantemente escalavrados e da roupa que servia para o pessoal limpar as botas cheias de lama quando se vinha das futeboladas à chuva.

Como dentro dos muros do Liceu, já se tornava complicado arriar com fé naquela espécie de gente, lá fora também não era fácil.
É que o Ismero estudou as normas e as regras do estabelecimento e descobriu que num perímetro de não sei quantos metros, também não se podia fazer-lhe ver que ele estava a seguir o caminho errado e que a sua maneira de ser e de estar era a todos os títulos condenável. Isto, claro, ao ritmo dumas cartuchadas valentes para não se esquecer da matéria que estava a ser dada.

Mas a verdade, é que o Ismero não arrepiava caminho. Por mais que lhe explicassem ou que lhe tentassem fazer ver que estava errado, que com o seu comportamento aberrante prejudicava toda a gente e que assim não ia longe, ele fazia ouvidos moucos e não queria saber.
É claro, no meio disto tudo, era raro o colega que não andava à nora com problemas de participações e suspensões.

O Ismero, como é bom de ver, também tinha alcunha. Tinha que ter.
E talvez, também por causa do seu nome, a alcunha encontrada foi Calimero. Pela sua vitimização permanente, pelo seu choradinho constante. Mas tinha ainda outra. Por ser um queixinhas, por ser um chora na saia, por ser um babaca, por ser um xoninhas. Mariconero.
Assentavam-lhe ambas como uma luva.
Mas não se pense que isso o incomodava muito. A única coisa que o incomodava realmente, era, como cobardolas e sacaninha assumido, levar umas murraças e ter de conviver com a indignação e revolta dos colegas.

A maneira obstinada e doentia como defendia o indefensável e a forma suja como negava as evidências, prejudicando o meio em que se integrava, perseguiu-o a vida toda.

Os anos passaram, e o Ismero que até era avesso a namoricos e ao relacionamento com as raparigas, dado o seu carácter mesquinho, picuinhas e mui certinho, casou.

Soubémos mais tarde, que tinha casado com uma rapariga que também tinha estudado connosco, que era a filha do chefe dos contínuos e que como não podia deixar de ser, era o maior camafeu que havia no Liceu.
De tal modo era assim, e embora a vontade de estudar não fosse muita, lembro-me que quando acidentalmente nos cruzávamos com ela nos corredores, a indignação e a repulsa era de tal ordem, que alguns chegavam mesmo a atirar os livros para o chão e a gritar que assim era impossível ir às aulas.
E lá íamos todos jogar à bola para o campo nº 3.

Mesmo assim, aconteceu aquilo que era inevitável. O Ismero foi corno.

É verdade. É certo que tinha tudo para o ser, mas que diabo... com a Carla Piedade? Aquela que para abreviar, todos chamávamos a Calamidade?

Bom, a coisa era de tal ordem, que no bairro era conhecida pela Molaflex, ou seja, o colchão da rapaziada.
Como sempre, só o Ismero não acreditava. Negava tudo.

Dizia que era tudo mentira. Que ela era impoluta. Imaculada. Que era uma Santa. Que eram todos uns detractores. Que ninguém tinha provas.

Até que um dia, após mais uma semana de trabalho como caixeiro viajante, o Ismero regressou a casa.
Encontrou apenas as paredes esburacadas e em cima da bancada da cozinha, contas para pagar. Muitas.
A conta bancária a zeros e dívidas. Só dívidas.
Não tinha nada. Sentiu-se mal. Em estado de choque dirigiu-se à casa de banho.

Em cima do tampo da retrete tinha um bilhete.
ADEUS PANHONHA!
Assinado, Calamidade.


Hoje quem quiser ver o Ismero, pode visitá-lo no asilo de loucos do Pisão.

Todos os dias se passeia com uma beca pelos ombros e grita para quem o quer ouvir:

EU SOU JUÍZ DO SUPREMO TRIBUNAL! EU SOU JUÍZ DO SUPREMO TRIBUNAL!

P.S. Qualquer semelhança com alguma coincidência é pura realidade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Bola tal como é




Artigo retirado do blog Em Jogo!

Fechou o mercado de transferências (até Janeiro) e agora as águas turvas do mundo do futebol vão acalmar por uns tempos. Foi uma azáfama, uma corrida contra o relógio até à meia noite que deixou alguns negócios surpresas e muitas, muitas dúvidas (ou certezas) sobre como anda o desporto-rei. Começa a ser cada vez mais evidente que a total liberalização do mercado de transferências abriu caminho a um amplio submundo de dinheiro negro, sujo, escondido que o grande público não vê por detrás de negócios hilariantes e sem nenhum sentido desportivo. Portugal continua a ser um exemplo perfeito de como mexer no mercado por todos os motivos, menos pelo jogo em si, mas não é caso único. Sob a inoperância das grandes organizações directivas poucos se atrevem a dizer que... o rei vai nu!


Sempre houve negócios sujos e estranhos nos mercados de transferência, com luvas por debaixo da mesa e comissões por declarar.

Mas o que se viveu este Verão, e nos últimos porque isto vai in crescendo, reforça a teoria de muitos de que o mundo do futebol é cada vez mais um mundo tão perigoso e suspeito como o de qualquer actividade ilegal perseguida e vigiada pelas autoridades policiais. No livro Pay as Yoy Play, um grupo de estudiosos ingleses analisa as contratações nos últimos 20 anos da Premier League e chega a essa conclusão: hoje, uma transferência, é cada vez menos um negócio desportivo e, cada vez mais, uma forma hábil de lavar dinheiro, pagar favores e ganhar influência.

Portugal continua a ser um paraíso de corruptos, seguindo a tradição mediterrânica que se estende por Itália, Grécia, Turquia e Espanha, e como paraíso de corruptos que é, de Norte a Sul, o futebol continua a ser uma arena perfeita para negociar por debaixo da mesa o que ainda é ilegal às claras. Só isso pode explicar mais de uma dúzia de negócios realizados à última hora por parte dos grandes clubes lusos - os pequenos limitam-se a copiar, em menor escala, o que vêm funcionar nos graúdos - que encontraram em agentes FIFA - nomeadamente o todo poderoso Jorge Mendes - e em clubes aliados por essa Europa fora, parceiros idóneos para maquilhar contas, pagar velhos favores, ganhar novos amigos e, sobretudo, agradar a quem realmente manda hoje em dia no mundo do futebol: os empresários desportivos.

Granada, Zaragoza e Atlético Madrid representam em Espanha o que de pior se pode imaginar nesse submundo de trocas e baldrocas desportivas, tão putrefacto que nem as autoridades se atrevem realmente a investigar. Não surpreende, portanto, que tenham sido os parceiros perfeitos para os negócios mais surpreendentes dos clubes lusos que têm realmente algo que ganhar com este mercado de três meses que muitos suplicam que se reduza a um e termine a 1 de Agosto esquecendo-se de que isso é tirar o pão da boca a quem paga o desporto, os milionários que movem o dinheiro e os agentes que lhes servem de intermediários.



FC Porto, Sporting CP e SL Benfica continuam a ser clubes com gestões pouco transparentes e, sobretudo, repletas de manchas no que ao Fair Play desportivo implica, pelo menos segundo os critérios da UEFA que continua a lavar as mãos e a olhar para o lado enquanto assiste, impassível, a este mercadilho.

Não é assim em todo o lado. Em Itália há uma velha tradição de co-propriedade que permite a dois clubes partilhar o passe de um jogador num prazo máximo de dois anos até que um dos clubes, finalmente, compra a percentagem restante. Uma situação muito mais limpa e transparente que dá pouca margem de manobra para negócios surpresa de última hora (um clube estrangeiro tem de comprar os 50% a ambos os clubes para ficar com a totalidade do passe do jogador). Em Inglaterra houve muita agitação e, salvo o caso de Joe Cole (emprestado ao Lille), muitos negócios entre clubes da Liga. Mas tudo às claras, sem comissões escondidas e, sobretudo, sem fundos porque a Premier não permite que um passe seja detido por alguém que não seja um clube, algo que vem dos dias de Tevez e Mascherano. Mas também é certo que a Premier foi a primeira liga a abrir a borbulha e a permitir a chegada dos milhões do petróleo e gás, que encontraram em clubes de futebol a forma perfeita de lavar o dinheiro ilegal que iam ganhando nos seus países de origem. O caso dos argentinos levou a FA e a Premier a acordar a tempo para a nova realidade negocial e a travar - juntamente com a velha exigência de que os jogadores tenham um minimo de internacionalizações pelo seu país - esta derrapagem financeira. Mas esse negócio abriu precedentes.

Como os de Alex Sandro e Danilo, novos jogadores do FC Porto. Os azuis voltaram a romper o mercado graças a Falcao (e recusaram propostas por Alvaro, Fernando e Moutinho até ao fim) mas acabaram por investir pouco do dinheiro ganho (12 milhões em Defour e Mangala e alguns trocos entre Kelvin, Iturbe e percentagens de passes adquiridos). Essencialmente porque os quase 20 milhões que custam os dois brasileiros são cortesia do fundo que comprou ambos os jogadores e que pretende utilizar o clube das Antas como plataforma na Europa. Os jogadores actuam no FC Porto até que uma proposta maior permita aumentar a rentabilidade do investimento e ninguém se surpreenderá se daqui a um ano nenhum dos dois atletas fique na Invicta. Um negócio obscuro que não é nada novo nas manobras de Pinto da Costa no mercado sul-americano que começou há uns anos com a compra de percentagens de passes (algo que em Inglaterra é ilegal, por exemplo) e nos negócios com empresários de reputação duvidosa que utilizavam os seus próprios clubes plataforma, criados ou reestruturados para potenciar jogadores, para sacar o seu lucro. O negócio mais chamativo dos dragões inclui a venda de Falcao por 45 ao Atlético. Uma surpresa porque ambos os clubes estavam de relações cortadas com o caso Paulo Assunção (que chegou até à UEFA) mas que se explica porque nenhum outro clube estava disposto a pagar tanto pelo colombiano. E porque Jorge Mendes estava envolvido na transferência.

O agente FIFA, que fez de Madrid a sua casa (os seis jogadores que tem no Real Madrid, incluindo um desconhecido Pedro Mendes que já se estreou no troféu Bernabeu para rentabilizar um passe que pertence ao próprio empresário), incluiu Ruben Micael no negócio por valores que vão de zero a cinco milhões, dependendo das versões. Um jogador que o Atlético não queria e que acabou no Zaragoza, clube que está em concurso de credores, mas que pode vender e comprar jogadores porque a lei espanhola é assim, uma lei sem lei. O Deportivo que bem se queixou do trato preferencial dado ao clube aragonês já ameaçou denunciar os "maños" à FIFA e com razão. Um clube sem dinheiro, com dividas astronómicas, que acabou por ser o rei do mercado nos últimos dias graças ao dedo miraculoso de Mendes. Um clube que comprou por uns meros 500 mil euros o passe de Helder Postiga, o avançado titular do Sporting. Um clube que adquiriu o jovem Juan Carlos, promessa da cantera do Real Madrid que foi comprado pelo Braga (com ajuda de Mendes) para acabar junto ao Ebro. Isto claro sem falar do negócio Roberto com o Benfica que levou o clube das águias a justificar à CMVM que a venda de 8 milhões de um guarda-redes que custara...8 milhões (num ano em que o seu passo desportivamente se desvalorizou de forma absoluta e inequivoca aos olhos do Mundo) se devia a que Roberto tinha sido adquirido por um fundo (onde também está Mendes) e que o Zaragoza tinha pago umas migalhas. Zaragoza, clube que adquiriu mais 10 jogadores (entre vários internacionais se inclui Fernando Meira) e que vendeu um dos seus dianteiros, Uche, ao Villareal curiosamente pelo mesmo valor que era devido ao Getafe, o clube da sua procedência. Claro que Uche não vai jogar no Villareal mas sim no Granada, outro clube desta trilogia à espanhola envolvido intimamente com o futebol português. Detido por investidores italianos, onde se inclui o dono da Udinese, o Granada estreitou ligações com o Benfica, obtendo Jara, Yebda, Júlio César e Carlos Martins por empréstimo. Zaragoza e Granada, clubes sem dinheiro, com um estádio novo por construir, terrenos por alienar e amigos influentes no mundo da construção civil que se tornam alvos apetecíveis para tubarões de águas profundas.


Mas até históricos caem nesta rede de dinheiro que se move à velocidade da luz, aparece e desaparece, e permite a máquina continuar a funcionar. O Atlético de Madrid é o exemplo perfeito nas mãos de Gil Marin, filho do polémico Gil y Gil, e com a colaboração de Mendes. A chegada de Falcao é um exemplo perfeito mas mais interessantes são os casos do esquadrão bracarense e de Julio Alves. O irmão mais novo de Bruno Alves, que apenas jogou na Liga Sagres pelo Rio Ave, foi contratado para ser imediatamente emprestado ao Bessiktas onde, curiosamente (ou não), já jogam Simão, Manuel Fernandes, Bebé, Quaresma e Hugo Almeida. Todos "homens Mendes"!

De Braga chegou Silvio e um contrato de preferência sobre Pizzi, revelação no Paços, que acabou por aterrar no Calderon por um valor que pode chegar aos...15 milhões de euros, impensável para um jogador sem mercado, mais o empréstimo de Fran Merida, revelação espanhola por confirmar desde os dias do Arsenal. Mas se no Manzanares entram jogadores a preço de saldo, tal como sucedeu com Roberto - o Atlético também tem um novo estádio a ser preparado, relembro - saem jogadores com preços de mercado inflacionados. É o caso de Elias, descartado, raramente utilizado desde a sua chegada em Janeiro, que aterra em Alvalade pelos 8,5 milhões que custou. O Sporting, que mudou por completo o plantel de um ano para o outro, gastou pouco em muitos jogadores. Em Elias gastou mais do que arrecadou com todas as vendas e começam a voltar as suspeitas sobre a real saúde das finanças leoninas.



Casos graves que passam ao lado de investigações policiais sérias e independentes.

Mas que não são exclusivos de clubes lusos ou pequenas plataformas espanholas. Até um clube como o Real Madrid hoje depende dos empresários para confeccionar o seu plantel. Vejam o caso de Altintop. Um jogador livre, dispensado pelo Bayern Munchen, com uma grave lesão nas costas que acaba no Real Madrid de forma surpreendente. Para muitos talvez o que surpreenda é que o turco provavelmente nunca jogue com os merengues já que está prevista a sua venda ao Galatasaray no próximo Verão depois de um empréstimo de seis meses a começar em Dezembro. E porque chegou Altintop ao Real Madrid?

Porque o seu empresário é o mesmo de Nuri Sahin, a grande promessa turca que o clube merengue contratou ao Dortmund. Uma exigência do empresário (e do jogador, que é o "protegido" do capitão da selecção turca) foi sempre de chegar a Madrid acompanhado por Altintop para valorizar o seu passe de forma a que este pudesse voltar à Turquia sem problemas, já curado da sua lesão que, garantidamente, iria impedir a sua colocação durante o Verão em qualquer clube. O Real Madrid lutou contra a situação mas rendeu-se à evidência. E hoje oficialmente, Altintop é jogador merengue. Como Bebé foi jogador do Manchester United - sem o clube o ter visto sequer jogar - ou como Tevez ainda se move por Inglaterra sem saber-se realmente bem a quem pertence o seu passe.

Essa ditadura dos empresários, aliada à sagacidade de alguns dirigentes, tem condicionado por completo um mercado enlouquecido.

Na maioria dos casos os jogadores são conscientes do circulo vicioso em que entram. Aceitam contratos chorudos para paliar o mínimo impacto desportivo nas suas carreiras mas muitos deles voltam rapidamente ao ponto de origem, como virgens arrependidas. Outros deixam-se levar pela conversa de empresários e dirigentes e perdem-se completamente para o futebol, entregues aos excessos do dinheiro e ao mínimo controlo que o clube receptor exerce na sua carreira. A maioria dos casos são jogadores sem futuro a quem lhes custa muito recuperar. O caso de Ricardo Quaresma é, sem dúvida, o mais gritante. Negócio Mendes a três niveis, passou do FC Porto ao Inter, do Inter ao Chelsea por empréstimo e daí para o Bessiktas, desaparecendo a pouco e pouco o destelho de arte que o converteu numa das grandes promessas do futebol mundial. O mesmo se pode dizer de mil e um atletas, carne para canhão neste mundo de milhões que transformam presidentes de clubes em milionários, empresários em semi-deuses e treinadores em cúmplices de projectos desportivos que se desfazem. Manzano, Vitor Pereira, Jorge Jesus, Domingos Paciência, Javier Aguirre ou Leonardo Jardim são treinadores que viram os seus planteis aumentar e diminuir de forma descontrolada durante o último mês, sem saber realmente com quem contavam para trabalhar. Domingos ficou com um plantel praticamente novo. Jesus desmontou, quase definitivamente, a sua equipa campeã. Vitor Pereira ficou sem opções para zonas do terreno onde o FC Porto vive órfão e Leonardo Jardim limitou-se a acenar que sim quando António Salvador apareceu com o dinheiro no bolso. Realidades que os adeptos não entendem e que se estendem em clubes menores com compras em paquetes express a clubes sem expressão ou com o regresso de futebolistas perdidos em ligas como a romena, cipriota, grega, russa ou ucraniana e que tentam recomeçar do zero depois de terem sido abandonados, como cordeiros no altar, ao sacrifício do Dom Dinheiro.




O futebol continua a caminhar perigosamente para um túnel sem saída. O dinheiro que se move é cada vez maior e, sobretudo, cada vez mais oculto. Não se pagaram mais de 50 milhões por um jogador - como sucedeu nas últimas épocas - mas pagou-se muito dinheiro que ficou por declarar e justificar tendo em conta o rendimento de mais de um atleta. Projectos como o do Zaragoza sobrevivem com a cumplicidade da legislação, já de si construida para beneficiar quem mais tem a ganhar com ela. Clubes como o Benfica e Sporting entregam-se a negócios obscuros que dificilmente poderiam justificar e entidades como o FC Porto ou Atlético de Madrid continuam a utilizar os empresários e os misteriosos fundos para manter-se na ribalta quando financeiramente vivem na corda bamba do resultadismo. No caso dos portugueses, na constante presença na Champions League, no caso dos espanhóis nos empréstimos bancários e na borbulha imobiliária que definiu a vida de muitos clubes de futebol no país vizinho na última década. Olhando para estes nomes, números, para estas coincidências que não o são, para tantas suspeitas por justificar, é irónico ouvir a UEFA falar de fair play e as autoridades policiais a assobiar para o lado quando um negócio como o futebol, talvez uma das indústrias mais poderosas da actualidade, continua a ser pasto para corruptos e corruptores passearem à vontade sabendo que o risco é minimo e o lucro gigantesco. À medida que esses jogadores se movem, ocupando lugares em plantéis onde muitas vezes nem contam, os clubes abandonam a formação, a aposta em jogadores da casa ou em negócios desportivos realmente relevantes, ideias que se tornaram, na mente dos directivos de SADs quimeras quixotescas quando existe a possibilidade de ganhar milhões. Enquanto o mundo do futebol continuar a vier neste limbo muitos Julio Alves e Bebés acabarão na Turquia depois de sonhar com a glória da Liga Espanhola ou da Premier e muitos veículos desportivos, viagens de luxo, terrenos em zonas privilegiadas ou negócios bem mais perigosos passarão pelas mãos de quem realmente tem a bola debaixo do braço.

Artigo retirado do blog Em Jogo!


1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Campanha Sportinguista "JÁ ERA" a favor da ISENÇÃO E VERDADE DESPORTIVA NO FUTEBOL PORTUGUÊS


Em (http://www.facebook.com/pages/J%C3%81-ERA-Campanha-Sportinguista-a-favor-da-Verdade-Desportiva/137529103007462?sk=info)


Vitimas da nossa performance desportiva que esperamos ver melhorar já neste domingo mas, agora com maior clarividência perante todos, vítimas de um vil e cobarde ataque por parte de um determinado sector da arbitragem que entende ter mais força que o Sporting Clube de Portugal!

Há mais de dez anos que vêm brincando e “gozando” com o clube e com os sportinguistas, coadjuvados com a tradicional postura institucional expressa no "somos diferentes".

Esqueceram-se, porém, dos quatro milhões de adeptos do Sporting Clube de Portugal...da força e do contributo deste clube centenário no desenvolvimento desportivo do país. Da importância deste clube na vida desportiva de cada português. Na luta que todos os sportinguistas se revêem e acreditam na prossecução da verdade desportiva, da isenção, da competência e responsabilização.

Equivocaram-se quando não contemplaram a realidade dos quatro milhões de adeptos do Sporting Clube de Portugal serem igualmente consumidores de diversos produtos e serviços no seu quotidiano.
Produtos e serviços, que alguns patrocinadores da Liga oferecem...

É importante a clareza de solidariedade entre todos os sportinguistas este momento crucial. A capacidade de reacção e pró-actividade de cada sportinguista colocada ao serviço do clube, de forma aglutinadora e sentida.

Nesta luta pela verdade que colocará de cócoras, não o Sporting Clube de Portugal, mas todos aqueles que têm, e tiveram, a veleidade de nos afrontar.

O tempo do leão adormecido...JÁ ERA!
O tempo do conformismo em Alvalade...JÁ ERA!
O tempo de respeitar quem não nos respeita, em Alvalade...JÁ ERA!
O tempo da vida facilitada em Alvalade para árbitros e adversários...JÁ ERA!

O tempo das cadeiras vazias em Alvalade...Já ERA!

Este Domingo tem uma cadeira à sua espera em Alvalade! Solidarize-se apoiando a equipa e corra para ocupar o seu lugar no Estádio!
Se perder muito tempo...Já ERA!

Sporting SEMPRE!


Associação de Adeptos Sportinguistas


1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Comunicado AAS - Os custos da Verdade!

"Sem confundir aquilo que é a performance desportiva da equipa do Sporting Clube de Portugal com a situação na arbitragem em Portugal, queremos relembrar todos os agentes desportivos dos seguintes factos:

1. A distinção do conceito de “Solidariedade” do de “Corporativismo” é essencial para a análise factual que este documento apresenta. Não terá sido Vitor Pereira o maior prejudicado desta confusão de conceitos, pelos seus próprios subordinados?

2. Segundo notícias veículadas no jornal “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, “Expresso” e pela rádio “TSF” em Maio de 2010i, árbitros do futebol nacional e as suas famílias eram semanalmente ameaçados por sms, em números com origem em países europeus. Tais ameaças surgiam sempre na véspera de jogos onde o SL Benfica entrava. Do inquérito então aberto pela Polícia Judiciária não existem grandes detalhes, para além da constituição como arguidos de “adeptos benfiquistas”. No entanto,
nenhum dos árbitros se recusou a apitar. Nessa altura, não havia nem “Solidariedade nem Corporativismo”;

3. O corporativismo dos árbitros da Primeira Liga, com a patrocínio do assumidamente benfiquista Guilherme da APAF, deu-se, pela segunda vez nos campeonatos nacionais precisamente em jogos do Sporting Clube de Portugal. Os árbitros têm de ter estofo e humildade para saberem e reconhecerem que más arbitragens deturpam a verdade, causam danos a terceiros e afectam a credibilidade das competições. Não é possível afirmar com certeza que há intenção de prejudicar ou de beneficiar tal como não é possível afirmar que muitos árbitros, por cobardia e em função de ambientes pesados, de histórias que se contam, de “mitos urbanos”, cedem, claudicam, baixam a testa e fingem que não vêem o que se passa em determinados campos. Por isso, que não cause surpresa ou espanto, quando simpática e benevolentemente se qualificam certas arbitragens de “incompetentes”;

4. A incapacidade de organização de um jogo pela Liga, designadamente ao nível da nomeação de um árbitro para o jogo Beira-Mar vs Sporting Clube de Portugal, foi gritante. Saíram prejudicados os clubes, a Liga e sobretudo os adeptos que pretendiam assistir à partida como o presidente da Liga, Dr.Fernando Gomes, terá comprovado in loco. Daí se devem retirar conclusões;

5. Pactuando com a verdade, defendendo a isenção e competência, denunciando as fragilidades, ambiguidades e disparidades na arbitragem. Foi esse o caminho seguido pelo Sporting Clube de Portugal há muitos anos. Numa postura digna de realce mas sempre incompreendida face à tradicional posição dos clubes portugueses perante tais factores. Foi sempre mais fácil pegar no telefone do que defender a verdade desportiva e exemplos de tal não faltam no Youtube (onde constam várias referências aos outros dois grandes – FCPorto e SLBenfica)ii. Estão lá – online – para quem sabe ouvir e ver, e mesmo que a posteriori, tenham aparecido – surpreendentemente – pareceres, entendimentos, opiniões, decisões a tentar dar a entender aos portugueses e ao Mundo de que as escutas, juridicamente, “de nada valiam”, isso não significa que a verdade possa ser apagada... corrigida ou adaptada.

Repetimos: quem vê e ouve (e felizmente são muitos os que vêem e ouvem e apenas poucos os que não o fazem) sabe o que aconteceu em Portugal e pode, livre e legitimamente, adivinhar o que continua a acontecer no Futebol Português;

Perante o sucedido, consideramos que:

A) Vitor Pereira cumprirá, hoje, os seus últimos dias enquanto Presidente do Conselho de Arbitragem. Não conseguir nomear um árbitro para um jogo, numa competição profissional englobada numa indústria de milhões é um erro demasiadamente grave para ser escamoteado, branqueado ou desculpado. Deverá demitir-se ou, em última instância, não ser reconduzido no cargo aquando da passagem da Arbitragem nacional para a dependência directa da FPF;

B) Ao Sporting Clube de Portugal não nos parece restar outra hipótese que não seja o de abrir processo disciplinar interno ao sócio Vitor Pereira, por infracção do artigo 21º, alínea a) e g) dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal;

C) A bem da verdade e da responsabilidade, deverão ser confirmados, pela Liga, pela APAF ou pelo próprio Sporting Clube de Portugal quais os árbitros que se recusaram a arbitrar um jogo deste clube (iii). Estes árbitros, para além de nunca merecerem a hipótese futura de passarem a profissionais, deverão ser excluídos de arbitrarem qualquer jogo do Sporting Clube de Portugal até ao fim das suas carreiras. Vetados pela Comissão de Arbitragem da Liga pelos prejuízos causados à imagem da Organização e igualmente pelo Sporting;

D) Perante tal cenário, deverá ser considerada, no imediato, a requisição de árbitros estrangeiros para os jogos do Sporting Clube de Portugal até a situação da arbitragem, em Portugal, estar devidamente organizada e estabilizada assim como todos os seus agentes cientes da importância que desempenham no futebol nacional e da sua relevância para a implementação da verdade desportiva no desporto;

E) Sendo o sucedido um facto relevante no Desporto em Portugal, não deve ser de excluir a intervenção de Secretaria de Estado do Desporto e Juventude no sentido de focar todos os agentes desportivos na sua real missão - Organização dos campeonatos nacionais e pugnar pela verdade desportiva;

Infelizmente, parece que o facto de qualquer dirigente sportinguista não ter sido "apanhado" nas famosas escutas tem os seus custos...

No final de toda esta novela, perde o futebol e perdem os seus adeptos.

E a nós, que gostamos de futebol de qualidade e de ver a nossa equipa jogar com as mesmas regras do adversário, quem nos indemniza pelos danos que nos causam semanalmente? (bilhetes, viagens, alimentação).

Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas

i
Diário de Notícias: http://www.dn.pt/desporto/interior.aspx?content_id=1452164 com referência a João Ferreira
Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1575013
Jornal Expresso: http://aeiou.expresso.pt/arbitros-jorge-...santos-foram-dois-dos-ameacados-demorte=
f584060
TSF: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=1574886
ii

Novas Escutas do Apito Dourado 1/6
http://www.youtube.com/watch?v=N5dqcs1pFE&feature=related;
Novas Escutas do Apito Dourado 3/6
Novas Escutas do Apito Dourado 4/6
Novas Escutas do Apito Dourado 5/6
Novas Escutas do Apito Dourado 6/6

iii
Segundo a edição online do Diário de Notícias do dia 22 de Agosto de 2011
(http://www.dn.pt/desporto/sporting/interior.aspx?content_id=1957546) os árbitros que se recusaram a apitar o jogo"