terça-feira, 9 de setembro de 2008

Até a Barack Obama!


Mais uma polémica no futebol Português em que se tudo corresse de acordo com os regulamentos, seria suposto o fcPorto ser punido com a perda de pontos.

A época ainda vai na 2ª jornada e já tivemos um bocadinho de tudo como na farmácia, penalty contra o SC Portugal assinalado a 3 mts da grande área, um adepto aparentemente benfiquista (Tinha barba e cornos) entra no terreno de jogo e agride o árbitro assistente, Vieira (aparentemente suspenso) pede desculpas oficiais ao árbitro agredido sem quais queres consequências para o clube, Luisão dá uma cotovelada a um jogador adversário, a liga decreta um castigo sumaríssimo, Vieira recorre para o CJ da federação, que uma vez que foi disolvido não pode produzir qualquer julgamento, acabando por em termos prácticos anular o castigo imposto por conduta violenta, Pinto da Costa (supostamente suspenso) sentado na tribuna de honra no jogo para a supertaça lado a lado com responsáveis federativos e da liga que produziram esse mesmo castigo.
A direcção do SCPortugal continua a participar na direcção da liga dando implicitamente o seu aval a toda esta palhaçada.

Esta é apenas a última:
Em 5 meses (15 de Março a 21 de Agosto) Hulk jogou por 3 clubes e esteve inscrito em 4 clubes!!


A 15 de Março Hulk jogou pelo Kawasaki Fontale

A partir de 6 de Abril, Hulk passou a jogar pelo Tokyo Verdy

A 25 de Julho, Hulk foi contratado pelo Porto ao Club Atlético Rentistas

A 24 de Agosto, Hulk jogou pelo Porto no jogo contra o Belenenses.


Tendo em conta que o caso "Mateus", o caso "Meyong", e o mais recente caso "Edimar" do Sporting de Braga, então neste caso Hulk poderá estar a infringir as normas.


É preciso lembrar que Hulk já jogou por 2 jogos oficiais na Super Liga, o que poderá representar 6 pontos de penalização pelo facto de jogar em 2 jogos de forma irregular, além de o Porto perder os pontos alcançados contra Belenenses e Benfica. Neste caso, será que o Porto irá perder 10 pontos na Super Liga?

Por exemplo a FPF aceitou a inscrição do Meyong tal como permitiu a inscrição do Hulk. O problema é que a FPF defendeu que o clube tinha a responsabilidade de analisar se Meyong poderia jogar ou não.

Neste caso Hulk jogou, e todos os indícios levam a considerar que existem irregularidades ao nível dos clubes inscritos. Mesmo no caso dos clubes representados, a opinião da FPF no Caso Edimar, a aplicar-se ao Caso Hulk, poderá também representar uma irregularidade.

Se no Caso "Leandro Lima", a responsabilidade da falsificação do passaporte foi dada ao jogador, neste caso a haver irregularidade esta é, sem margem para dúvidas, da responsabilidade do clube.

Será "Hulk" um novo caso "Mateus"?

Caso Edimar:
"Tendo jogado em 2008 em dois clubes, a Federação Portuguesa de Futebol diz que não é possível actuar num terceiro. A Confederação Brasileira de Futebol tem um entendimento contrário, razão pela qual a SAD do Sp. Braga consultou a FIFA. Edimar pertence aos quadros do Cruzeiro desde Maio de 2007 e tem vindo a ser emprestado. O último acordo de cedência foi celebrado com o Sp. Braga no início de Julho e já está registado na Confederação Brasileira de Futebol. Na mesma altura, vinculou-se ao Cruzeiro até Maio de 2011."


"Afinal Hulk veio do Rentistas

Já é habitual Juan Figger, agente FIFA uruguaio, usar o Rentistas como uma espécie de "barriga de aluguer", onde os jogadores são inscritos e imediatamente vendidos a clubes de outras paragens, sem sequer experimentarem os relvados uruguaios." In Dn


Nota: Agradeçemos a quem alertou para esta situação, e para o debate que já estava a decorrer sobre o assunto em determinadas comunidades online.

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Anexo:

FPF: Art. 5º. 2 "A inscrição de um jogador na FPF implica a sua aceitação das normas constantes dos respectivos estatutos e da regulamentação desportiva nacional e INTERNACIONAL" (Pag. 4)

FIFA: Artº5 . 3 "Players may be registered with a maximum of three clubs during one season. During this period, the player is only eligible to play official matches for two clubs. As an exception to this rule, a player moving between two clubs belonging to associations with overlapping seasons (i.e. start of the season in summer/autumn as opposed to winter/spring) may be eligible to play in offi cial matches for a third club during the relevant season, provided he has fully complied with his contractual obligations towards his previous clubs. Equally, the provisions relating to the registration periods (article 6) as well as to the minimum length of a contract (article 18 paragraph 2) must be respected." (Pag 9)

- Um jogador só pode ser inscrito em 3 clubes na mesma época.

- Um jogador só pode jogar por 2 clubes na mesma época.
- Se existir uma transferência entre países com calendários diferentes é possivel que o jogador possa jogar por um 3º clube.
- Hulk foi inscrito por 4 clubes (Kawasaki Fontale; Tokyo Verdy; Club Atlético Rentistas; Porto) na mesma época. A época no Japão ainda nem sequer chegou ao fim.

1906

Luta & Resiste!

Atribuição do Prémio - Sintonia Total!


E o prémio para melhor Post de Verão na categoria “Sintonia Total” vai para o resistente Blog - Leão de Verdade com o Post que a seguir passamos a transcrever:

"No passado dia 22 de Julho teve lugar uma reunião destinada a preparar a realização da Assembleia Geral Extraordinária , na qual participaram o Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral e os Senhores Frederico Abreu e Pedro Cunha Ferreira, membros do Movimento Leão de Verdade e primeiros subscritores do requerimento.

Entre os assuntos debatidos, realçamos, pela sua relevância, os seguintes:

- Data de realização da Assembleia: Tendo em conta que se considera útil a realização da Assembleia antes do Congresso Leonino (agendado para 12 de Outubro, mas cujo adiamento se começa agora a perspectivar), os requerentes avançaram com a data pretendida de 13 de Setembro. Tratando-se de um Sábado, em fim de semana no qual não se realizam jogos da Liga Sagres, afigura-se-nos ser esta a data indicada, ao que o Senhor Presidente não levantou qualquer objecção.

- Local de realização da Assembleia: Os requerentes solicitaram a avaliação de todas as hipóteses de espaços gratuitos, seja o próprio Estádio José Alvalade, seja outro local a ceder por terceiros. Compreendendo a necessidade de não onerar uma iniciativa desta natureza com valores que, por absolutamente incomportáveis, esvaziariam o mecanismo estatutário de convocação de Assembleia Geral Extraordinária, o Senhor Presidente manifestou disponibilidade para as soluções apontadas, assim as mesmas reúnam os requisitos necessários ao bom funcionamento da Assembleia.

- Representação de sócios ausentes: Contrariando o que expressara em carta anterior, o Senhor Presidente negou a possibilidade de os sócios que não possam comparecer na Assembleia se fazerem representar por meio de procuração.

Na mesma reunião, foi discutida a posição do Conselho Directivo sobre a requerida Assembleia Geral Extraordinária. Segundo o transmitido pelo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o órgão executivo do Sporting Clube de Portugal não encara favoravelmente a possibilidade de vir a ser forçado a realizar uma auditoria com contas consolidadas, o que considera prejudicial à imagem do Grupo e à sua relação com os seus parceiros e o mercado.

Assim, e também dando corpo ao princípio consagrado numa anunciada proposta de revisão estatutária que pretende apresentar, o Conselho Directivo estará na disposição de realizar voluntariamente a referida auditoria, assim se tornando desnecessária a realização da Assembleia Geral Extraordinária.

O requerimento para convocação de Assembleia Geral Extraordinária corresponde ao exercício conjunto de um direito individual de cada associado. O juízo sobre a pertinência da Assembleia Geral, caso a auditoria venha a ser realizada voluntariamente, pertence pois a cada um dos subscritores, pelo que desde já se solicita o contributo de todos - seja para nosso e-mail, comentário neste espaço ou através da nossa morada disponível aqui - com a sua posição sobre a possibilidade aventada pelo Senhor Presidente da Assembleia Geral.

No que ao Movimento Leão de Verdade diz respeito, os seus membros consideram que a Assembleia Geral constitui um instrumento para alcançar o objectivo de uma efectiva clarificação sobre a situação económico-financeira do Grupo Sporting, com foco nas questões que compõem a ordem de trabalhos proposta. Clarificação que consideramos indispensável à tomada de decisões sobre o rumo do Clube e que, em primeira linha, sempre deveria ter partido dos órgãos sociais ao longo dos últimos anos, em lugar de ser exigida pela mobilização dos sócios.

Encontrando-se já em avançada preparação uma proposta de auditoria, destinada a apresentar em Assembleia Geral pelos sócios que integram o Movimento Leão de Verdade, decidiram estes adaptar a referida proposta, de modo a que a mesma passe a contemplar, nos termos julgados adequados, a análise da restante matéria da ordem de trabalhos.

Caso a referida proposta de auditoria seja aceite, mediante compromisso formal do Conselho Directivo, o Movimento Leão de Verdade considerará alcançado o objectivo primordial da Assembleia Geral, o que permitirá, no imediato, uma maior transparência na análise da situação do Clube e, no futuro, uma mais profícua discussão sobre o rumo que o mesmo deverá seguir.

Até lá, o processo de organização da Assembleia Geral deverá continuar a sua marcha e, tendo o Senhor Presidente da Mesa solicitado aos serviços do Sporting Clube de Portugal a avaliação da viabilidade de realização de uma Assembleia Geral nas instalações do Clube, e bem assim a quantificação dos custos remanescentes a suportar pelos requerentes, até à presente data o Movimento Leão de Verdade ainda não foi notificado do resultado das referidas diligências."

ps: Todos os créditos para o movimento Leão de Verdade que contra tudo e todos os obstáculos que lhes foram colocados estão a conseguir através dos mecanismos que supostamente estão ao dispôr dos sócios possam discutir o Clube, contribuindo e sendo parte activa para um futuro mais auspicioso para todos os Sportinguistas. Serviço Público?

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Atribuição do Prémio - Em Pratos Limpos!


E o prémio para melhor Post de Verão na categoria “Em pratos limpos” vai para o exelente Blog -A Última Roulote com o Post que a seguir passamos a transcrever:


As maravilhas do e-mail ou rentistas
Chegou a seguinte mensagem por e-mail, tal qual a podem encontrar em baixo.

Como é que é possível que numa semana um jogador, com nome de super-herói, esteja quase a ser transferido de um clube japonês para um francês por 4 milhões de euros (pela totalidade do seu passe) e na semana seguinte um clube assumidamente corrupto pague 5,5 milhões de euros por 50% do seu passe a um clube da segunda divisão do Uruguai, para o qual ele nunca jogou?

Esse mesmo clube uruguaio foi o mesmo a quem o Sporting pagou a transferência (pelo que sei muito inflacionada) de Rodrigo Tiuí apesar de ele ter vindo do Fluminense. Será que alguém sabe a verdadeira razão destas golpadas? Eu explico!
Se bem se recordam, os senhores azuis e os verdes, tinham uns fundos muito engraçados com uma empresa chamada First Portuguese Football Players Fund, S.A.
No Outono constou que a UEFA andava a investigar esses fundos e quem é que os detinha, por isso os dois clubes foram bem rápidos a recomprar as percentagens dos passes que eram propriedades dos dois fundos.

A venda foi rápida mas não livre de esquemas. O Sporting trocou acções pela parte dos passes (sendo que o valor das acções eram o dobro do que a parte dos passes tinha sido avaliada, e o Porto pagou em dinheiro.

Mas como um dos principais investidores nestes fundos era um senhor chamado Juan Figger algo mais teve que ser negociado, pois este empresário além de ganhar dinheiro paga comissões a muita gente.

Logo após fechar o seu fundo, o Sporting comprou 50% do passe de Rodrigo Tiuí por 650 mil euros a Juan Figger (que usa o Atlético Rentista para estes esquemas), após este ter pago pevides pela totalidade do passe ao Fluminense. Além do mais no futuro se o rapaz for vendido ainda fica com 50% da transferência. Um belo favor.

Se no caso do Sporting não foi muito dinheiro, pois os valores da recompra da parte dos passes já tinham sido exagerados (o valor das acções era o dobro do que o Sporting tinha avaliado no seu relatório e contas a participação do fundo), no caso do clube corrupto assumido já se teve que fazer as coisas de forma diferente.

O Fundo detinha 9% do passe de Quaresma (além de 16,7 dos passes de Ivanildo, Paulo Machado e Vieirinha). E esses 9% poderiam valer bem mais (pelo menos é a teoria dos corruptos, do que os tais 1,7 milhões pagos. Ora quando o seu presidente Corruptamente Flatuente diz que o Quaresma só sai por 40, os tais 9% valeriam 3,6 milhões... mais do dobro do que o que foi pago.

Mas na altura, o dinheiro na SAD corrupta não era muito (era preciso comprar 50% do passe de Lisandro!) e o acordo foi feito da mesma forma que tinha sido feito com o Sporting. Comprar um Jogador a Figger pelo tal clube Uruguaio. O Figger comprava por 3 ou 4 milhões, vendia metade do passe por 5 ou 6 e o negócio estava concluido. Figger ganhava o seu, e algumas contas nas Cayman e nas Antilhas Holandesas também!

E assim aconteceu, com a chegada do Super-Hulk!

Mais uma história com final feliz... e com bolsos cheios.”


Mais informação:

Hulk
http://www.record.pt/noticia.asp?id=796773&idCanal=17

http://diario.iol.pt/desporto/hulk-fc-porto-figer-uruguai-rentistas/975475-4062.html


1906

Luta & Resiste!

AAS - Pioneirismo Sportinguista na Europa!


Apesar da aparente ausência pudemos acompanhar através do site da Associação de Adeptos Sportinguistas, a mais uma iniciativa da AAS que visa alertar para a degradação da organização do futebol em Portugal e simultaneamente contribuir e lançar alternativas de viabilização dessas mesmas organizações que o tutelam.


Retirado do site : http://vinteequatrodemaio.blogspot.com/

"Durante o almoço, dirigentes da Supporters Direct contactaram a AAS no sentido da AAS fazer uma apresentação sobre a situação em Portugal e no Sporting Clube de Portugal. Apesar de algo inesperado, o convite foi aceite e ficou marcada a apresentação logo a seguir à nossa reunião com a UEFA, que teve lugar após o almoço.

A UEFA, representada por Alex Phillips – Head of Professional Football Services, está de facto profundamente preocupada com esta problemática – a crescente insatisfação dos adeptos, algo que este Congresso demonstrou ser generalizado dada a sua afluência massiva.

A AAS apresentou a sua visão sobre o futebol internacional em diversos temas:
- UEFA como entidade reguladora do futebol europeu deve ter poder ao nivel nacional, via Federações, funcionando como uma espécie de UE para o futebol
- Estabelecer tectos máximos para preço de bilhetes e valor de transferências e salários para os clubes tendo em conta um ranking nacional que inclua a ponderação de factores como Salário Minimo Nacional, Orçamento anual do clube, Orçamento Médio dos clubes da I Divisão.
- Redefinição da distribuição de receitas das competições europeias e direitos televisivos de forma a reduzir a distância entre os 8,9 mais ricos e os restantes.
- Apoiar as ligas mais fracas financeiramente.
- Obrigar os clubes a comunicar, via Federação nacional, todas as transferências de jogadores, anexando contractos e declarando quem recebeu comissões. A UEFA receberia estes dados, em relatórios sumários das Federações, como forma de evitar a fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
- Introdução de novas tecnologias no futebol – chip a bola, e transmissão dos jogos nos ecrãs dos estádios.
- Determinar minímos de jogadores nacionais e da formação dos clubes nos planteis nacionais – em termos relativos.
- Aumentar o controlo relativo aos jogadores naturalizados a jogar pelas selecções nacionais, evitando a descaracterização destas. Como exemplo, o ultimo Europeu e os jogadores naturalizados nas selecções que aí actuaram.
- Alterar modelo competitivo – Liga dos Campeões deveria ser jogada apenas por campeões e não por clubes que, nalguns casos, não são campeões há vários anos.
- Obrigar a que mais jogos sejam transmitidos em canal aberto
- Proibir a intervenção policial nas bancadas, excepto nos casos em que exista evidente situação de violência.
- Criação de “standing places” com percentagem mínima.
- Determinar um número máximo de dias no qual cada jornada pode ser disputada.

A cada um destes problemas, se denotou evidente preocupação no responsável da UEFA, frisando que nalguns casos, a falta de poder efectivo da UEFA não ajuda à sua resolução. No entanto, concordou que pode fazer pressão e lobby junto das diversas instituições (International Board, FIFA, UE) para desencadear estes processos.
A UEFA irá, então, estudar a documentação recebida, esperando a AAS que tal dê os seus frutos no tempo indicado.
Foi igualmente discutida a situação portuguesa, sobretudo ao nível da corrupção – por ser um tema recorrente hoje em dia, do controlo das TV’s no futebol nacional e o total desrespeito pelos adeptos e apresentada a posição dominante da Olivedesportos no futebol nacional (detentora da publicidade estática, dos direitos televisivos, accionista nos três grandes clubes nacionais, detentora do único canal de TV pay-per-view em Portugal) – como a AAS frisou : “O futebol português é, hoje, “one man show”! “.
Curiosamente, a UEFA demonstrou-se bastante conhecedora desta ultima realidade...

A improvisada apresentação da AAS aos restantes grupo realizou-se, pois, após o almoço e após a reunião com a UEFA. Explicámos os nossos propósitos de grupo, o que pretendemos atingir dos contactos com o clube e com outras entidades e a realidade do nosso país e do nosso clube.
Começámos por sublinhar que éramos do Sporting Clube de Portugal, e não de Lisboa, numa evidente nota de boa disposição.
Frisámos que estávamos todos ali, a transmitir experiências e partilhar estratégias, porque não estávamos preparados, enquanto adeptos, para o que se passa, hoje no futebol. Estivemos, enquanto adeptos, adormecidos durante demasiado tempo e estava na hora de acordarmos e, pelo menos, questionarmos os “dogmas” que nos são apresentados.
Somos o verdadeiro motor do futebol – os jogadores, sem público, não conseguirão manter o nível de vida que hoje detém. É portanto, vital, tomarmos consciência desse “poder” e trabalharmos em conjunto e não isolados dos nossos congéneres.
Deixámos claro que este Congresso não podia ser o fim, mas o inicio de uma árdua batalha pelos nossos direitos e que deveríamos fazê-lo sempre em conjunto.
A AAS sugeriu então, neste contexto, a criação duma estrutura europeia que fizesse a ponte para a UEFA e que actuasse, de alguma forma, como coordenadora de algumas iniciativas/eventos ao nível europeu. Demos o exemplo de ser efectuada uma manifestação pelos adeptos, em todos os estádios da Europa no mesmo fim de semana, com frases do género “Respect the Fans” ou “Respect the Game”, como forma de demonstração de mobilização. Adicionalmente, considerámos que tal estrutura deverá ter um corpo jurídico que forneça, sem custos, aconselhamento jurídico sobre determinadas situações de forma a averiguar até que ponto poderá ser possível, em determinada circunstancia, colocar os dirigentes de um clube em tribunal!

Este foi o final da 1ª fase da nossa estratégia que incluía: constituição legal da AAS e determinação dos seus estatutos, criação do logótipo, evento de kick-off envolvendo a Direcção do clube, participação no Congresso Europeu de Adeptos e reunião com a UEFA.

Concluídos estes primeiros passos, arrancou esta semana a 2ª fase, que se prevê terminar em Março do próximo ano. Nesta 2ª fase, iremos continuar a procurar falar com quem tem poder no futebol, teremos o 1º jantar anual da AAS onde será entregue o prémio da AAS a um sportinguista que se tenha distinguido pelo clube (seja atleta, sócio, colaborador, etc.) e iremos co-organizar um evento ibérico em Lisboa.

A apresentação terminou então com a descrição desta estratégia com algum pormenor bem como estipulando a data de Março de 2009 como a altura de realização de um I Colóquio Ibérico em Lisboa, subordinado a estes temas discutidos no Congresso, onde contamos ter a presença de diversas personalidades políticas e desportivas dos dois lados da fronteira. Esta organização estará a cargo da AAS e da FASF (Federação Espanhola de Adeptos) e já se estão a definir grupos de trabalho dos dois lados para o início desta empreitada.
Não menosprezamos a importância de apoiar outros grupos de diferentes clubes portugueses que estejam interessados em se juntar a esta luta por um ideal – O verdadeiro Futebol, onde somos adeptos e não apenas consumidores.
Desafiamos inclusivamente os adeptos dos dois outros “grandes” do país a colocarem de lado rivalidades e lutarem pelas mesmas questões que nos preocupam a todos.
A surpresa deu, então, lugar a alguns sorrisos e muitos concordaram que esta é, sem dúvida, uma estratégia diferente daquela que costuma ser implementada e que o trabalho em conjunto com Espanha poderá ter os seus frutos dos dois lados da fronteira.

Em jeito de conclusão, ficámos satisfeitos com os trabalhos e com os contactos confirmados e efectuados.
Fica o desafio para todos os sportinguistas. Pegando no exemplo do Hambuger SV, que conta com 50.000 associados e fruto dessa dimensão, têm lugar na estrutura directiva do clube – não com uma pessoa, mas com um departamento e toda a área de adeptos é tratada por eles. Daqui se retira a influência que conseguem exercer junto do clube.

Nós, sportinguistas, também temos de trabalhar em conjunto. Não contra fulano A, B ou C, mas fazendo-nos representar com verdadeiro poder junto do clube. Não para “tomar de assalto” o clube, mas para fazer chegar as nossas mensagens, as nossas ideias.
Enquanto não colocarmos de lado o estigma das “facções” e “oposições”, estaremos sempre sozinhos a falar para um muro.

Na AAS somos do Sporting Clube de Portugal. Nada mais! Mas não nos podemos demitir das nossas responsabilidades enquanto associados do clube!

Associação de Adeptos Sportinguistas"



1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Como é que em Portugal papamos grupos destes? (Não só na bola)

É em casa e na escola que as sociedades constroem uma mentalidade submissa, mas são os << média >> quem mais educam: dizem-nos o que é bom e o que é mau, quem é bom e quem é mau.
Através da violência simbólica ou psicológica inculcam esses significados.
A escola devia ensinar as crianças a ver televisão, a ler jornais e a ouvir rádio porque, se passam mais tempo a ver televisão, a escola deveria pelo menos, proporcionar-lhes formação critica e uma reflexão sobre como são manipuladas. Não é por acaso que existem tantos adeptos do Benfica em Portugal. Apenas a acção e a experiência levam ao verdadeiro conhecimento. O receio de perguntar é um resultado da domesticação.

Este é um tempo em que as pessoas são estupidificadas, não de forma voluntária, acontece que os detentores do poder, são na maior parte das vezes quem detêm os meios para formar ou deformar as opiniões.
Como exemplo e para dar uma ideia do atraso em Portugal podemos dizer que o nosso esquema educativo ainda é consentâneo com a 2ª vaga industrial, há relativamente pouco tempo se começou a falar em termos como choque tecnológico, e-learning, Internet.

A Internet funcionou neste aspecto como um agente democratizador.
Mas como estávamos a dizer o nosso sistema educativo funciona de forma arcaica, produzindo futuros operários que se destinarão numa economia de massas a produzir produtos em série e indiferenciados para outras massas que serão os clientes.
O nosso sistema de ensino tinha um programa a descoberto, que era aquilo que as várias disciplinas declaravam ensinar aos seus alunos, simultaneamente tinham um programa encoberto onde se fazia o apanágio da:
1) Assiduidade e pontualidade;
2) Respeito á hierarquia;
3) E aquela carrada de trabalhos de casa que nunca mais acabavam.

Com isto estavam a preparar os “tais” trabalhadores de e para as massas instruindo-os desde pequenos para:
1) Serem assíduos e pontuais tornando-se imediatamente mais produtivos.
2) Não questionar, nem questionar-se, limitar-se a ser mais uma peça da máquina.
3) Sistematização e habituação a longos regimes horários de trabalho.

A tristeza é que o paradoxo económico mudou e ninguém reparou. Actualmente a busca é feita quase pela personalização dos produtos finais. O objectivo já não passa por ter um Mercedes, mas sim ter um Mercedes com as iniciais no volante ou no puxador.
A democracia acaba quando se cruza a porta e entras na fábrica ou na empresa. Aí manda quem pode. Os poderosos de resto exigem confiança e fé aos cidadãos, premissas para que um sistema de enriquecimento funcione. É sempre mais fácil enganar uma pessoa que confia do que outra que pensa por si própria e dúvida.

As leis e a política fiscal tornam-se neste “jogo” sobretudo instrumentos de domínio e coacção sobre a população. Praticamente ninguém, a menos que seja rico, estude ou seja profissional do ramo consegue compreender as leis e a política fiscal, dois dos instrumentos mais importantes para dominar os seres humanos. Exemplificamos: fala-se da precariedade no trabalho: fala-se da necessidade de mais segurança, mas apenas no contexto policial e militar. A segurança no trabalho já não interessa. Na nossa sociedade só a riqueza e os meios para produção se encontra devidamente protegida e com a colaboração do estado.

A submissão acontece quando deixamos de questionar tudo o que se passa á nossa volta, e aceitamos como válidos os valores que nos impõem. Neste aspecto os jornalistas deveriam funcionar como ampliadores de consciências e não o contrário, tentando reduzir a coacção física e psicológica.
Manter a ignorância aliás, significa manter as pessoas submissas. Um cidadão culto, tenta conhecer o meio que o rodeia e não se tornar num vítima desse mesmo meio.
Como exemplo dessa pequenez, nos últimos anos houve uma explosão de nomes como Cristiano (Ronaldo), Marcelo (Rebelo de Sousa),Belmiro (Azevedo), Catarina (Furtado) ou Diana(Lady Di ou Chaves). As pessoas julgam que dessa forma pelo menos os seus filhos poderão alcançar aquilo que as revistas do coração promovem: as vidas fabulosas do maravilhoso mundo dos reis, das rainhas e do beautiful people em geral.
Obviamente que acabará por originar vidas sentimentais estereotipadas, incrementando a passividade. O objectivo dessas revistas é apenas relatar a vida dos outros para que não se pense na própria, pois no dia em que isso acontecer posso constituir um perigo para quem manda.

Manter as pessoas simples, pobres, preocupadas com as histórias dos famosos, garante cidadãos anestesiados e passivos. É essa a função do entretenimento.
Desta forma consegue-se formatar cidadãos, os média mostram-nos até á exaustão as imagens de crianças pobres e sub nutridas de outros pontos do Globo, para que fique na nossa mente, que afinal nem estamos mal de todo.
Os nossos filhos até vão á escola, comem, não é? A mensagem subterrânea é :
“Não te mexas, não reclames, sê obediente e humilde. Vê lá se queres que te aconteça o mesmo?”

Quando os média nos inundam de violência o efeito mais nefasto é habituar o cidadão de que a vida está cheia de violência.
São pouco mais de 200 famílias que pelo mundo enriquecem através da industria da guerra, como exemplo a máfia que tem interesses na reconstrução ou será destruição do Iraque e do Afeganistão?

Mas há pior: Quando o furacão Katrina devastou Nova Orleães, as televisões mostraram durante dias, os cadáveres a boiar nas ruas, e isto porquê?
Ninguém podia recolher os mortos, porque quem estava autorizado a fazê-lo era apenas 1 funerária ligada á família Bush. Isto é um extremo de crueldade.
Como é que nos podemos defender, de forma a sermos mais livres e menos submissos?
Ampliar os conhecimentos sobre o meio e a sociedade em que vivemos. Descobrir como funciona. O conhecimento é sempre activo. E exige esforço. Depois então sim, tentar transformar a sociedade em nosso benefício e não de uns poucos que continuam a chupar o sangue á humanidade. Se executarmos acções sem conhecer as suas causas, condições ou efeitos, passamos a ser causa, condição e efeito das acções dos outros.

Feito a partir da entrevista de Miguel Carvalho a Vicente Romano Na revista Visão 2 de Novembro de 2006


1906

Luta & Resiste!

Os carteiros...


Para quem nos acusa de conspiração e de acusações infundadas, a publicação de hoje é recheada de factos concretos, são mencionados eventos datas e locais, que com facilidade poderão ser investigadas e comprovadas pelas autoridades competentes. Desde já lançamos o repto a todos os nossos leitores para fazerem uso da nossa secção Formaliza a sua Acusação!
O que hoje reportamos é um reflexo do Portugal de hoje, onde grassa a corrupção e o compadrio.
O sistema utilizado é quase sempre o mesmo a utilização da propriedade de muitos para benefício de pouquíssimos, tal como já expusemos várias vezes neste blog, como nesta publicação e ainda nesta.

A criação do Lápis Azul

Foi criado na administração de Horta e Costa, idealizado por Salema, um Lobby Público que enquadra todas as empresas nacionais cujo maior accionista é o estado: Galp, EDP, CTT, PT e TAP.
Funcionava da seguinte maneira: cada uma das empresas comprometia-se a pagar uma verba em publicidade nos média a troco de censura e filtragem de notícias incómodas ou menos favoráveis a cada uma das empresas e respectivos administradores constituintes do grupo de pressão.
Pode ser comprovado pelos balancetes e contas das várias empresas envolvidas, assim como pela constatação dos montantes pagos e pela publicidade que realmente foi publicada.

O imobiliário

Durante a administração de Horta e Costa, o edifício dos correios na Av. Da República, em 2004, foi vendido a uma imobiliária, que fez o pagamento com um cheque careca, ao invés de invocar deram-lhes 3 meses para poder arranjar o dinheiro, sendo que durante esse período poderiam vender, alugar e ficar com as mais valias.

Um outro edifício da Rua D. Luís I, estava alugado pelo ministério da defesa aos CTT, quando o ministério da defesa reclamou a sua posse, o museu dos correios teve de encontrar uma nova localização.
Foi encontrada a localização ideal na Serra das Minas perto do Cacém. Esse edifício apesar de não apresentar as mínimas condições para albergar o espólio dos correios e da comissão instaladora do museu não ter aprovado o edifício, Salema insistiu na aquisição do edifício para a instalação do museu.

Porque apesar de haver alternativas mais baratas e qualitativamente melhores, os intermediários eram desconhecidos de Salema, e no reino dos compadrios, o conhecimento é tudo, e tem sempre de ser privilegiado.
O que obrigou a que o referido edifício tivesse de sofrer obras avultadas de forma a garantir condições de temperatura, humidade e exposição solar.

Ciclismo, ZOO e Samba

Grande prémio de ciclismo em 2005, luvas em circulação na ordem de 100 mil euros- entre o que estava orçamentado e foi depois contabilizado.

Show das araras no zoo, contabilizado nas verbas da publicidade, diferenças anormais mais uma vez entre o orçamentado e o contabilizado.
De salientar que ambos os eventos tiveram a cobertura ao nível de filmagens da empresa de António Simões, que obviamente foi um dos beneficiários destes desvios, bem como de vários outros que o “carteiro” gerisse ou pudesse deitar a mão.

Selo de D. João VI, patrocinado no Brasil, na Escola de Samba do Bairro da Tijuca.
O Patrocínio consistia no pagamento de 60 mil euros e em troca a escola de Samba do Bairro da Tijuca, fez uma placa de 50 cm que abriria o desfile da escola de samba no desfile.

Os 60 mil euros não contemplavam a viagem e estadia do administrador e da esposa.
Uma pessoa responsável dos CTT por filatelia teve de viajar a expensas próprias para poder estar na apresentação do selo no qual estiveram presentes altas individualidades Portuguesas e Brasileiras.
Essa pessoa pôde constatar que o administrador e a esposa faltaram á cerimónia de apresentação do selo.
Apesar de já não se encontrar nos correios há cerca de 2 meses foi Salema quem pessoalmente tratou de todos os contornos e condições do patrocínio.

Conclusão

Muitos leitores poderão ficar a pensar, mas o que é que isto dos correios tem a ver com o Sporting?
Nós respondemos absolutamente nada. Acontece que as mesmas pessoas que organizaram as golpadas reveladas são as mesmas que estiveram, estão ou vão estar no nosso Sporting Clube de Portugal.
Eles passam a bola uns aos outros, fazendo rodar o tacho de maneira a todos poderem comer da mesma gamela.
E utilizando um raciocínio simples se fizeram isto nestas empresas, que tem mecanismos de controle por parte do aparelho de estado e tiveram sucesso, imaginem os nossos leitores o “estrago” que não farão no nosso Sporting, onde os destinos do Clube são liderados por gente talhada e feita da mesma “massa”, legitimados por uma minoria que tem a maioria dos votos.

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 1 de julho de 2008

1 de Julho de 1906


Parabéns Sporting Clube de Portugal!

A luta vai continuar, até cair o último espartano!

1906

Luta & Resiste!

Salada de Frutas


As escutas telefónicas da PJ a Pinto da Costa :
"SALADA DE FRUTAS"
Independente, 22 de Abril de 2005

António Araújo (AA) - Ó senhor presidente, eu...eu...ligaram para mim a pedir-me fruta para logo á noite. Posso levar a fruta á vontade ?

Pinto da Costa (PC) - Já, foi mandada ( pensando que era dinheiro, segundo a PJ do Porto).

AA - Mas a fruta é para dormir!... É o homem que vai ter consigo de tarde, o JP ( as iniciais de jacinto Paixão), é um rebuçado para logo á noite...

PC - Diga que sim senhor.

AA - Só estou a dar-lhe... a dar conhecimento, ao presidente, senão isso fica...é que eu...é que eu estou sempre a dispor, a dispor, tambem não há necessidade! ( referindo-se ás verbas a pagar pela "fruta", tendo sido combinado um encontro entre ambos, nesse mesmo dia, para falarem sobre a "fruta".

OUTROS TELEFONEMAS DE ANTÓNIO ARAÚJO

" Eu ajudo muito o presidente e você sabe disso!...( Telefonema de AA para Luis Gonçalves, engenheiro que trabalha na SAD do fc porto)."

" Tu lembras-te, uma vez, depois de a gente acabar...o putedo com o Araújo aqui no porto." ( Telefonema do árbitro Paulo Silva da Associação de futebol do porto e da 2ª categoria, relatando a Araújo a conversa com um colega acerca das orgias sexuais.)

AS PROSTITUTAS:

Celina Fonseca: ( Negra, companhia de Jacinto paixão), nome de código " CAFÉ "

"Estive uma hora no quarto com o Jacinto Paixão, com que mantive relações sexuais. Ele disse-me que podia tratá-lo por Paixão e tinha sido o árbitro do jogo no estádio do dragão, daí ter chegado atrasado ao hotel."

Danielle: ( Branca, companhia de manuel Quadrado), nome de código " CAFÉ COM LEITE POUCO ESCURO "

"um deles foi comigo para a casa de banho privativa do hotel, onde mantivemos relações sexuais."

Emanuelle: ( Mulata, companhia de José Chilrito) Nome de código " CAFÉ COM LEITE MUITO ESCURO "

" Um deles, que não o Paixão, com cerca de 30 e poucos anos de idade, era calvo, tinha as pernas grossas e media cerca de 1,60 metros"

Hoje dia 1 de Julho de 2007


"(...)Mas o TIC, para onde regressou o processo, concluiu que o testemunho de Carolina Salgado contém declarações falsas. Através do cruzamento das escutas e dos depoimentos recolhidos, ficou a saber-se que Carolina Salgado não pode ter, ao contrário do que afirmou, presenciado o telefonema entre Pinto da Costa e António Araújo, que ocorreu por volta das 13h00. Tudo porque, segundo revelou ontem o TIC, Carolina ligou para Pinto da Costa às 11h30 (referiu que ia ter com a mãe) e às 15h02 (afirmou que ainda estava no cabeleireiro). Pelo meio, Pinto da Costa recebeu uma chamada às 12h05 para ir almoçar com dois amigos a um conhecido restaurante do Porto. Sendo assim, Pinto da Costa e Carolina só se encontraram ao final da tarde, já no Estádio das Antas. Ou seja, nunca na hora do tal telefonema.(...)"In OJogo

Através das escutas fez-se prova de que Carolina Salgado nunca poderia estar junto a Pinto da Costa, quando foi feito o telefonema a António Araujo sobre a autorização da entrega da fruta para o trio de arbitragem liderado por Jacinto Paixão.
As mesmas escutas são consideradas inválidas como meio de prova, de que o programa foi organizado por Araújo, autorizado por Pinto da Costa e teve como beneficiários directos o trio de arbitragem do jogo Porto x Amadora. São igualmente inválidas as declarações das prostitutas envolvidas que identificaram claramente cada um dos parceiros de ocasião.
O nexo de casualidade que existe em fruta para dormir/prostitutas, a raça pretendida
negra, mulata, branca/ café, café com leite muito escuro, café com leite pouco escuro, foi igualmente negada.

O Porto para quem até ao momento, o que estava a ser julgado até agora em tribunal, não teria qualquer tipo de correlação com a justiça desportiva, fai fazer chegar ao CJ da FPF, que se encontra a julgar o recurso a decisão do TIC em mandar arquivar o processo.
De modo a permitir que as instâncias desportivas portuguesas o possam ilibar, e dessa forma desimpedir a entrada na champions.
Quanto á justiça apenas podemos comentar que a corda partiu pela parte mais fraca, Carolina Salgado, optou-se pelo caminho mais fácil -extrair uma certidão e acusá-la de perjurio, ignorando todas as provas e nexos de casualidade que sustentavam a acusação.
Qual a posição do Sporting Clube de Portugal perante isto?
Ser cúmplice no escândalo ou denunciar os batoteiros?
Continuar a fazer parte da direcção da Liga ou exigir justiça?

1906

Luta & Resiste!

segunda-feira, 30 de junho de 2008


Descontando a infeliz referência a Vale e Azevedo, publicamos um texto de Clara Ferreira Alves, com o qual não podíamos estar mais de acordo:

"Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e
tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa
Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes
houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a
verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são
"abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?Quem se lembra que um dos raros condenados em
Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso" "

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Vou fazer de conta que é normal...vou pedir mais uma imperial!


Mais uma vez, fica provado que este País consegue subverter qualquer tipo lógica que possa haver até nas coisas mais simples.

1)O FCPorto foi condenado em 2008 pelo CD da Liga com a perca de 6 pontos por corrupção tentada em 2004, o processo é dado como fechado e irreversível.

2)O Clube preferiu não recorrer aceitando a penalização de 6 pontos, uma vez que na classificação final tinha deixado os rivais a uma larga distância pontual.
O único recurso que deu entrada foi o de Pinto da Costa tendo em vista limpar o seu nome.

3)Os árbitros envolvidos foram condenados a penas de suspensão e irradiação pelo mesmo órgão, por corrupção consumada.

4)A UEFA, uma vez que o Clube não recorreu, aceitou a acusação de corrupção que lhe foi imputada. Logo ficou sem condições de ir á liga dos campeões, tal como determinam os regulamentos.

5)O conselho de justiça da FPF, rapidamente veio dizer que ao recurso de PdCosta, poderia ser junto um recurso do Clube, uma vez que as acusações eram as mesmas e os factos eram os mesmos.

6)A UEFA, decide aceitar a entrada do FCPorto na Champions, uma vez que o processo ainda não se encontra encerrado, e não conseguiria chegar a uma conclusão em tempo útil, antes das inscrições para a competição.

Comentário: É juntarem-se recursos de instituições aos de indivíduos, porque as acusações que sobre ambos recaem são as mesmas. No entanto como foi referido nos pontos 1) e 3), os mesmos factos apurados acabaram por produzir penas diferentes para uns corrupção tentada para outros consumada.

Este processo foi alvo de uma enorme guerra de bastidores ente os porcos e os andrades, demonstrando se preciso fosse, que os resultados desportivos não são exclusivo de quem tem mais arte dentro de campo.

A notícia do dia é a de que o SLBenfica foi condenado pela FIFA com a perda de 3 pontos em 2007/2008 por não ter pago a clausula de formação de Alcides.O que não deixa de ser irónico, acabando os queixinhas por serem punidos!

Chama-se a atenção dos responsáveis Leoninos para estes e outros truques que possam ser usados na contratação de CMartins, mais um grande Sportinguista que se afasta.

Até nunca poderia ser uma estrela de 1ª grandeza, ou até não jogar, mas entre ter um CMartins num balneário, a destilar sportinguismo e por exemplo um Farnerud, pago a peso de ouro para se manter penteado e com bom ar, penso não haver dúvidas sobre a minha preferência.
Nestes tempos sádicos esquece-se muitas vezes a componente emocional e é ela que permite a superação individual e colectiva, o espírito de corpo, o combate por um ideal!

Como estamos no verão, e a vida tambem é feita disto, deixo-vos com a visão crítica do social nacional, desse grande sportinguista, espartano por direito próprio, Juvenal o Anormal no seu melhor blog do universo com o recomendado rock a lobster.

...Quando vejo aqueles anúncios a detergentes para a roupa em que se vê um zoom das ceninhas de detergente a passar pelas fibras do tecido, não consigo deixar de pensar "este detergente é mesmo bom"...


1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 24 de junho de 2008

AAS na UEFA


Recebemos mais um comunicado da AAS, em que é pedida a colaboração a todos os Sportinguistas, e que passamos a transcrever:

"A Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS informa que no próximo dia 6 de Julho terá lugar em Londres uma reunião com a UEFA com vista à apresentação a esta entidade quais são, no nosso entender, os principais problemas do futebol português, as suas derivações do futebol mundial enquanto negócio global bem como qual poderá ser o papel futuro da UEFA no sentido de proporcionar mais e melhores condições ao desenvolvimento deste desporto e à sua crescente interacção com os seus adeptos.

Da mesma forma aberta proporcionada pelo evento de kick-off da AAS, entendemos abrir a discussão a todos os adeptos sportinguistas, deixando-lhes o desafio de nos enviarem as suas propostas, ideias, sugestões : aquilo que gostariam de transmitir à UEFA. A proposta/ideia mais mencionada, que não conste ainda da agenda da reunião, será incluída na mesma.

Esperamos pelo contributo de todos até ao próximo Domingo, dia 29 de Junho, através do email geral.aas@gmail.com ou pelo blog http://vinteequatrodemaio.blogspot.com/ (espaço de comunicação temporário até inauguração do site oficial da AAS).
Contamos com o contributo de todos, como sempre.
A agenda da reunião será pública no dia 5 de Julho de 2008.

Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS"


1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 17 de junho de 2008

O euro2008 II


Foi público, no fórum promovido pela AAS no passado dia 24 de Maio, o dirigente que mais “comeu” na história do SPORTING e que pelos vistos continua à espreita de uma fresta por onde consiga penetrar novamente, Rui Meireles.
Registei com agrado o frente a frente e a “tourada” daí resultante entre dois touros da ganadaria SAD chamados Maisreles (este bem mais gordo pelo muito que comeu sobretudo quando foi corrido) e Soares FRACO, um quando entrava e o outro quando saía da “arena” entre acusações e dedos estendidos de parte a parte. Sem nenhum cavaleiro, toureiro, bandarilheiro ou forcado por perto, coube ao “campino” Maurício Pouco Vale (Um dos maiores e mais antigos parasitas da história do SPORTING que foi levado lá para dentro no tempo do presidente Sousa Cintra e que por lá continua sem nunca se perceber bem qual o seu papel. Na verdade, nem ele!!!) a difícil tarefa de acalmar as “bestas”.
Maisreles que durante o fórum esteve sempre acompanhado do seu grande parceiro de negociata Amadeus. (Ver o primeira publicação deste blog, e já agora esta, e aqui) Este Amadeus que é filho de um ex-general do exército e que é um excelente ponto de referência em Portugal para interesses angolanos apresentou-se no fórum da AAS julgando que nós somos todos parvos e que correndo a coisa de feição se poderia auto-promover, até que um dos elementos presentes, pedindo a palavra, os incluiu aos dois, Amadeus e Maisreles, na mesma “ganadaria” e que também eles já haviam entrado por más razões na história do Sporting e que como tal serão também julgados como responsáveis pelo destino que o nosso clube tiver. Descontentes com a verdade, levantaram-se e saíram juntos.
Amadeus figura bem conhecida por estar envolvido no recente caso do encerramento da Universidade Independente, facto que levou à sua detenção, era responsável por diplomas de licenciamento passados para Angola em troca de muito dinheiro, por um intercâmbio de estudantes pago com dinheiro e com alguns favores sexuais, sendo que essas estudantes serviam de acompanhantes aos ministros e representantes do governo angolano aquando de vindas a Lisboa e não só… Por várias vezes o podíamos encontrar no restaurante Portofino fazendo despesas na ordem dos 5000 euros, bem como despesas em champagne na ordem dos 1000 euros com altos dignatários do comando metropolitano de Lisboa e em vários night-clubs da capital. Gostava de se refugiar na sua suite situada na Lapa aquando das suas desavenças frequentes com a sua esposa que normalmente terminavam em violência contra essa. Em Alvalade era um senhor em dia de jogo na medida em que conseguia os convites que precisava (cedidos pelo Maisreles, como é óbvio).
Neste momento mostra-se disposto a entrar ou será antes a lavar o "dinheiro de sangue" de Eduardo dos Santos, que para isso o mandatou depois dos bons serviços prestados na UIndependente, a colocar uma lança no Sporting através da entrada da Sonangol, Tag e do Banco de Angola (que se prepara agora para entrar em força).

Maisreles passados 4 dias apresentou-se, desta feita, sozinho na AG extraordinária.
Aí chegado encontrou um terreno mais hostil sendo vaiado e sofrendo até tentativas de “aproximação demasiada” que não passaram disso mesmo (…não se teria perdido nada…nem com ele, nem com o Dias Fogueira que é o único que é outra merda que nunca mais morre…). O que é que este tipo ainda anda aqui a fazer? Que novos interesses o movem? O que justifica que ele se exponha desta forma?
Lembramos que este senhor era dos mais antigos, senão o mais antigo dirigente em actividade na casa Sporting, conheceu muita gente, passou por variadíssimas situações, comprou guerras, eliminou opositores, até ser vitima também ele do seu próprio feitiço.


Quem por certo se diverte com esta situação será o CARTEIRO que conseguiu dar a volta por cima e pode agora ver o Maisreles na mesma situação em que o primeiro ficou quando foi corrido do Sporting em 2002. Já naquela altura se pensava que tinha havido dedo do Maisreles na demissão daquele, que passou a ser CARTEIRO nessa época (Mas que ainda assim não deixou de fazer jogadas sujas nos correios como as que fazia e faz no nosso Sporting como poderemos atestar num próximo post que está quase a sair do forno). Sempre houve alguma inveja do CARTEIRO pela posição que o Maisreles ocupava no nosso Sporting.


Pegando ainda em posts anteriores conseguimos clarificar toda a estratégia desta sanguessuga que se vai pendurando quando e em quem pode. Nunca perdendo de vista o CARTEIRO, foi mantendo as relações com o Maisreles pela influência que este tinha no nosso Sporting e pelas portas que este lhe poderia continuar a abrir, até que a popularidade deste Maisreles desceu à estaca zero e o CARTEIRO ressurgiu numa manobra espectacular de “penduranço” a esta lista dirigente com o auxílio do tal tó (Ver a palavra tó no diccionário) como também já foi referido.

Será que agora o Maisreles vem em busca de vingança?!?!? Ou será que não conseguiu arranjar nenhum “penduranço” como o Carteiro arranjou nos CTT e vem para combater protegido pelos interesses angolanos ao lado do Amadeus?

Conclusão: Toda esta escumalha alimenta interesses que não os do SPORTING!!! Todos são responsáveis pelas trevas que assolam o nosso clube! Todos são responsáveis pela falta de transparência e pelas jogadas obscuras! Todos serão réus! Nós vamos identificá-los todos!! Todos têm de pagar!!



...Até cair o último espartano!

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O euro2008


Parece-nos oportuno divulgar entre os Sportinguistas a maior quantidade de informação
possível sobre uma das cabeças do polvo em Portugal, simultaneamente o futuro maior accionista da equipa de futebol nos tempos sádicos que se avizinham...
Aproveitando igualmente para denunciar como são levadas as relações de poder entre instituições e intermediários, aqui inocentemente expostos nesta peça jornalística do Jornal de Negócios.


Notícia Jornal de Negócios

Olivedesportos cria conflito entre Nike e Modelo por contrafacção de camisolas da Selecção.
A Nike acusou a Modelo Continente de estar a vender camisolas da Selecção Nacional de Futebol não licenciadas, apurou o Jornal de Negócios. Em causa chegou a estar um processo por contrafacção contra a empresa do Grupo Sonae mas a Modelo diz que estava autorizada por escrito pela Olivedesportos. A empresa de Joaquim Oliveira já terá reconhecido o erro.

A Nike acusou a Modelo Continente de estar a vender camisolas da Selecção Nacional de Futebol não licenciadas, apurou o Jornal de Negócios. Em causa chegou a estar um processo por contrafacção contra a empresa do Grupo Sonae mas a Modelo diz que estava autorizada por escrito pela Olivedesportos. A empresa de Joaquim Oliveira já terá reconhecido o erro.

Ambas as empresas são patrocinadoras oficiais da “Equipa das Quinas” mas a Nike terá o exclusivo para os produtos têxteis. E não gostou de ver a Modelo Continente produzir e vender camisolas da Selecção, chegando a preparar um processo por contrafacção.

A Nike considerar-se-á prejudicada na venda dos seus produtos e instou a Federação Portuguesa de Futebol há vários dias. O Jornal de Negócios sabe aliás, que o assunto está a causar incómodo na instituição liderada por Gilberto Madaíl mas não só: a Olivedesportos é a empresa que detém os direitos de imagem da Selecção, sendo a empresa de Joaquim Oliveira quem “intermedeia” a negociação com patrocinadores, incluindo a Nike e a Modelo.

Nuno Jordão, presidente executivo da Modelo Continente, confirmou ao Jornal de Negócios a existência de um processo por contrafacção, explicando que esse era o figurino jurídico a que a Nike podia deitar mão neste processo. Mas esclareceu que a empresa teve o “OK” por escrito da Olivedesportos para avançar com a produção de uma camisola e uma bola de futebol que têm um emblema da Federação “mas não da Nike”, sublinhou. O gestor já falou com a Nike e garante que a Modelo Continente “está de bem” neste processo e “estará também de bem na sua resolução”.

Contactada, a Nike primeiro não respondeu, mas depois de conversar com a Modelo, contactou o Jornal de Negócios afirmando que "desmente categoricamente a existência de um processo contra a Modelo". Cai o processo, mantém-se o litígio que a Olivedesportos terá de resolver.

“Percebo que a Nike se sinta prejudicada”, prosseguiu Nuno Jordão. “Eventualmente, alguém meteu água neste processo mas não fomos nós.” Foi a Olivedesportos? “O ‘OK’, por escrito, que a Olivedesportos nos deu se calhar não devia ter sido dado”, responde.

Contactadas pelo Jornal de Negócios, Olivedesportos e Federação Portuguesa de Futebol não estiveram disponíveis para comentar.

Confirma que a Modelo foi acusada pela Nike de contrafacção?

Em primeiro lugar, deixe-me clarificar que estamos de bem neste assunto. Somos patrocinadores oficiais da Selecção Nacional de Futebol, como é conhecido. Na altura, contactámos a Federação Portuguesa de Futebol, que cedeu a negociação dos direitos de imagem à Olivedesportos. Ora, quando queremos fazer alguma coisa, temos de submeter à autorização prévia de quem detém os direitos. Foi o que fizemos.

Pediram à Olivedesportos?

No seguimento:

Tínhamos a ideia de fazer uma “T-Shirt” e uma bola com o símbolo da Federação, mas não tem símbolos da Nike. Antes de as fabricarmos, pedimos, como entidade de bem, autorização à Federação. A Federação remeteu para a Olivedesportos, que nos enviou por escrito – por escrito! – ‘pode fazer’. Aquilo que está à venda, e que tem o símbolo da Federação mas não o da Nike, teve autorização por escrito da Olivedesportos.

Então a Modelo recusa responsabilidades?

Isto é diferente de dizer que não há um problema. Há. A Nike está a ser prejudicada. Nós temos uma boa relação com a Nike. Eventualmente, alguém meteu água neste processo.

A Olivedesportos?

(Pausa) O que eu sei é que a minha empresa está de boa fé. A Nike actuou e não vou dizer que a Nike não tem razão. Vamos ter de resolver isto os três. Agora, o ‘OK’ se calhar não devia ter sido dado.

Já falou com a Nike?

Já. E a Nike já percebeu que estamos de boa fé.

Já falou com a Olivedesportos?

Não eu, mas já falámos. A Olivedesportos percebeu que se calhar não devia ter dado o ‘OK’.

Foi oficialmente notificado da um processo por contrafacção?

Não, recebemos um telefonema. Não há contrafacção, mas é a essa [figura jurídica] que a Nike se pode agarrar, compreendo.


1906

Luta & Resiste!

Sic Transit Gloria Mundi


Assim caminha a gloria do mundo:

Pedido de indemnização de Valentim Loureiro ao Estado tem audiência preliminar marcada para 16 de Julho
05.06.2008 - 12h44 Lusa
O antigo presidente da Metro do Porto, Valentim Loureiro, reclama ao Estado uma indemnização global de 314 mil euros, num processo cível com audiência preliminar marcada para 16 de Julho no Tribunal de Gondomar, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

A audiência preliminar visa uma tentativa de conciliação e, na falta dela, a análise de viabilidade da acção, bem como a formulação dos quesitos, ou seja, das perguntas a que se deve responder em audiência.

A acção deu entrada no Tribunal Cível do Porto mas acabou por ser encaminhada para a comarca de Gondomar contra a vontade do autor, disse Adriano Encarnação, um dos advogados designados por Valentim Loureiro para este processo.

O que Valentim Loureiro pretende, precisou o advogado, é ser ressarcido pelos prejuízos que afirma ter sofrido ao ser impedido pela Justiça de presidir à empresa Metro do Porto durante um ano.

O seu afastamento temporário foi uma das medidas de coacção aplicada ao também presidente da Câmara de Gondomar e ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, na sequência dos interrogatórios a que foi sujeito no âmbito do processo "Apito Dourado".

Valentim Loureiro reclama 250 mil euros, a título de indemnização por danos morais e prejuízos na sua carreira política.

Este valor é exactamente igual ao que o autarca foi obrigado a pagar de caução quando foi ouvido no Tribunal de Gondomar.

O autarca reclama uma segunda parcela indemnizatória, de 64 mil euros, para compensar o que perdeu em honorários por ter sido forçado a suspender as funções de presidente da Metro do Porto.

O Governo e a Junta Metropolitana do Porto acordaram uma nova forma de gestão da Metro do Porto, mas também concordaram que a alteração não afectaria o mandato dos administradores, que terminou no final de 2007.

A medida de coacção que suscitou o pedido de indemnização de Valentim Loureiro relaciona-se directamente com o alegado pagamento de um favor que teria sido feito ao autarca por um empreiteiro numa obra do metro.

Este processo, conexo ao "Apito Dourado", esteve retido, em Gondomar, cerca de um ano e depois enviado para o MP do Porto, onde foi arquivado.

Na fundamentação da acção cível, Valentim Loureiro considera que a medida de coacção nunca devia ter sido aplicada, apoiando-se num parecer do penalista Costa Andrade que a classificou de "absurda".

Mas como efectivamente o foi, Valentim sustenta que houve "obstrução à justiça", porque não lhe foi concedido o direito ao recurso dessa medida de coacção.

Isto porque Valentim Loureiro apresentou recurso para a Relação, que não chegou a ser apreciado porque entretanto passou um ano sobre a aplicação da medida, sem ter sido deduzida acusação, o que a fez cair automaticamente.

Na contestação a esta acção, o Ministério Público (MP) alegou que Valentim Loureiro não tem razão, já que só era obrigado a deixar a presidência da Metro do Porto, mas podia manter a qualidade de administrador da empresa.

Em fase de recurso está, entretanto, outro pedido de indemnização relacionado com o "Apito Dourado", este movido pelo presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa.

A 1 de Fevereiro deste ano, o Tribunal de Gondomar negou razão ao dirigente portista, que reclamava 50 mil euros do Estado por alegada detenção ilegal para interrogatório, em 3 de Dezembro de 2004, no interior do próprio Tribunal de Gondomar.

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Encontro tinha sido pedido pelo presidente da Liga
Apito Final: Hermínio Loureiro apresentou conclusões ao procurador-geral
05.06.2008 - 14h36 Lusa, PÚBLICO
Hermínio Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, esteve reunido esta manhã com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para apresentar as conclusões e entregar documentação relativa ao processo Apito Final, mas no final não quis prestar declarações.

Hermínio Loureiro chegou ao edifício da Procuradoria-Geral, em Lisboa, pouco antes das 11h00 e saiu após uma hora de reunião, na qual participou também o presidente da Comissão Disciplinar da Liga, Ricardo Costa.

A audiência foi solicitada pelo organismo que rege os campeonatos profissionais de futebol a 19 de Maio, após terem sido conhecidos os veredictos do processo de corrupção desportiva, resultante de certidões extraídas do processo “Apito Dourado”, que decorre na justiça comum.

Três clubes e os seus dirigentes foram sancionados pela Comissão Disciplinar da Liga – FC Porto, Boavista e União de Leiria – por coacção ou tentativa de corrupção de árbitros referentes a jogos da época 2003/2004.

Ao contrário dos outros clubes, o FC Porto optou por não recorrer da pena aplicada (a perda de seis pontos) e, na sequência desta condenação, a UEFA decidiu ontem excluir a equipa da próxima edição da Liga dos Campeões, tendo a SAD portista já anunciado que vai recorrer da decisão.

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Dia 14 de Julho. Quando o juiz António Carneiro da Silva anunciou o dia da provável leitura do acórdão relativo ao processo originário do Apito Dourado, que já conheceu 36 sessões no tribunal de Gondomar, logo um advogado o associou ao feriado nacional francês, que assinala a tomada da Bastilha pelo povo.

Nem de propósito. Uma revolução é o que pode acontecer depois da leitura do acórdão que determinará, ou não, a condenação dos 24 arguidos, entre os quais Valentim Loureiro. Tudo porque o Tribunal Constitucional irá pronunciar-se, no máximo em Setembro, sobre a validade das escutas telefónicas que, conforme já foi reconhecido pelo juiz-presidente do processo, são o núcleo da acusação.

Artur Marques, advogado de José Luís Oliveira (o ex-presidente do Gondomar que está acusado de 47 crimes de corrupção), foi quem avançou com o recurso, invocando o uso indevido de escutas neste tipo de processo. Invoca a defesa de Oliveira que as escutas foram feitas sem controlo da juíza de instrução (Ana Cláudia Nogueira) e sem respeitarem os prazos legais, para além de algumas escutas terem sido indevidamente destruídas.

Artur Marques invoca mesmo a inconstitucionalidade da lei que pune a corrupção no fenómeno desportivo, com base num parecer de Gomes Canotilho.

O advogado de José Luís Oliveira terá agora de fazer as suas contra-alegações no Tribunal Constitucional, ficando à espera de uma decisão que sairá sempre depois do dia 14 de Julho. A questão está longe de ser pacífica, muito embora o juiz de instrução do processo (Pedro Miguel Vieira) tenha contornado, com vários argumentos, uma eventual ilegalidade do uso de escutas no processo.

Prova testemunhal fraca

Caso o Tribunal Constitucional considere nulas as 16 mil escutas do processo, o que pode acontecer? Em princípio, o julgamento terá de ser repetido sem que o Ministério Público possa servir-se das transcrições telefónicas para consolidar a acusação.

Ou seja, os procuradores Gonçalo Silva e Carlos Teixeira ficarão praticamente desarmados, pois a prova testemunhal apresentada nas 36 sessões tem sido, no mínimo, contraditória.

Para além dos inspectores da PJ chamados a depor, o MP apenas marcou pontos quando ao tribunal foram chamados os ourives que forneciam o Gondomar SC na época de 2003/2004, com estes a confirmarem as entregas e o seu destino.

O resto é muita conversa gravada e muito silêncio dos arguidos no tribunal.

In Record

Os dados estão lançados, as movimentações começam-se a sentir...

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Por linhas tortas...



De fora... para já
MÓNICA SANTOS, em Nyon [Suiça]

A Comissão de Controlo e Disciplina da UEFA decidiu-se ontem pela não admissão do FC Porto na Liga dos Campeões de 2008/09 "após analisar matéria envolvendo o alegado suborno a árbitros da Liga Portuguesa em 2003/04". Numa curta comunicação publicada, ao início da tarde, no site daquele organismo, a UEFA explicou que a condenação do clube no processo "Apito Final" corresponde a ao previsto na alínea d) do ponto1.04 do Regulamento de Competições da Champions que determina que nenhum clube pode "estar ou ter estado envolvido em qualquer actividade destinada a viciar ou influenciar o resultado de um jogo".

O FC Porto anunciou imediatamente a intenção de recorrer para o Comité de Apelo da UEFA, ao qual terá de chegar a defesa - baseada nas questões em torno da retroactividade da norma em causa; na sua aplicação a outros clubes e no facto do recurso apresentado por Pinto da Costa no CJ da FPF sobre o "Apito Final" aproveitar ao clube - num prazo de nove dias úteis. A derradeira instância de recurso, em caso de nova decisão desfavorável, será o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça.

A exclusão do FC Porto resulta na entrada directa do Guimarães para a fase de Grupos da Liga dos Campeões e a passagem do Benfica da Taça UEFA para a última eliminatória da Champions, enquanto o Braga acede directamente à Taça UEFA."In Ojogo 5/6/2008

Após muitos anos em que a corrupção e o tráfico de influências era uma maneira de estar no futebol, lembramos entre outros Adriano Pinto e os seus xitos que fizeram história em Portugal.
Pinto da Costa foi condenado por corrupção desportiva e numa jogada de mestre, preferiu não recorrer do castigo de forma a que os pontos fossem retirados ao Porto ainda esta época, já que contava com uma diferença de cerca de 20 pontos para os rivais mais directos.
Na altura a Liga de Clubes decidiu castigar o Clube com a perda de 6 pontos e Pinto da Costa com a suspensão de 2 anos.

O Clube decidiu não recorrer do castigo, Pinto da Costa decidiu recorrer, ora o que aconteceu foi que a Uefa decidiu castigar o Porto com um ano de suspensão das provas europeias, fundamentando o castigo no não recurso da sentença do Clube, por outras palavras - no assumir da culpa nos actos que lhe são imputados.

Mas a esperteza "Tuga way of life",contam-se espingardas e trunfos escondidos, começando a emergir com o argumento que como a acção de contestação de Pinto da Costa foi a única que entrou no tempo, pode-se juntar a esta a contestação do Clube.
Resta saber se a UEFA vai no conto do Papa.

Miserável tem sido a posição do Sporting CP em todo este processo, sendo cumplice na direcção de uma Liga que insiste na protecção a interesses instalados, compadrios e cambalachos. Mas o porque é que é que o Sporting ainda se faz representar na direcção desta Liga?

ps: E o que dizer da entrevista de Pinto da Costa ontem á SIC, como presidente do FCP, não estava suspenso pela Liga? Aguardamos o castigo a esta violação do castigo imposto pela Liga de Clubes.

1906

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