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terça-feira, 24 de maio de 2011

Golpe de estádio




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Aconselhamos igualmente a consulta desta pagina!

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Salada de Frutas


As escutas telefónicas da PJ a Pinto da Costa :
"SALADA DE FRUTAS"
Independente, 22 de Abril de 2005

António Araújo (AA) - Ó senhor presidente, eu...eu...ligaram para mim a pedir-me fruta para logo á noite. Posso levar a fruta á vontade ?

Pinto da Costa (PC) - Já, foi mandada ( pensando que era dinheiro, segundo a PJ do Porto).

AA - Mas a fruta é para dormir!... É o homem que vai ter consigo de tarde, o JP ( as iniciais de jacinto Paixão), é um rebuçado para logo á noite...

PC - Diga que sim senhor.

AA - Só estou a dar-lhe... a dar conhecimento, ao presidente, senão isso fica...é que eu...é que eu estou sempre a dispor, a dispor, tambem não há necessidade! ( referindo-se ás verbas a pagar pela "fruta", tendo sido combinado um encontro entre ambos, nesse mesmo dia, para falarem sobre a "fruta".

OUTROS TELEFONEMAS DE ANTÓNIO ARAÚJO

" Eu ajudo muito o presidente e você sabe disso!...( Telefonema de AA para Luis Gonçalves, engenheiro que trabalha na SAD do fc porto)."

" Tu lembras-te, uma vez, depois de a gente acabar...o putedo com o Araújo aqui no porto." ( Telefonema do árbitro Paulo Silva da Associação de futebol do porto e da 2ª categoria, relatando a Araújo a conversa com um colega acerca das orgias sexuais.)

AS PROSTITUTAS:

Celina Fonseca: ( Negra, companhia de Jacinto paixão), nome de código " CAFÉ "

"Estive uma hora no quarto com o Jacinto Paixão, com que mantive relações sexuais. Ele disse-me que podia tratá-lo por Paixão e tinha sido o árbitro do jogo no estádio do dragão, daí ter chegado atrasado ao hotel."

Danielle: ( Branca, companhia de manuel Quadrado), nome de código " CAFÉ COM LEITE POUCO ESCURO "

"um deles foi comigo para a casa de banho privativa do hotel, onde mantivemos relações sexuais."

Emanuelle: ( Mulata, companhia de José Chilrito) Nome de código " CAFÉ COM LEITE MUITO ESCURO "

" Um deles, que não o Paixão, com cerca de 30 e poucos anos de idade, era calvo, tinha as pernas grossas e media cerca de 1,60 metros"

Hoje dia 1 de Julho de 2007


"(...)Mas o TIC, para onde regressou o processo, concluiu que o testemunho de Carolina Salgado contém declarações falsas. Através do cruzamento das escutas e dos depoimentos recolhidos, ficou a saber-se que Carolina Salgado não pode ter, ao contrário do que afirmou, presenciado o telefonema entre Pinto da Costa e António Araújo, que ocorreu por volta das 13h00. Tudo porque, segundo revelou ontem o TIC, Carolina ligou para Pinto da Costa às 11h30 (referiu que ia ter com a mãe) e às 15h02 (afirmou que ainda estava no cabeleireiro). Pelo meio, Pinto da Costa recebeu uma chamada às 12h05 para ir almoçar com dois amigos a um conhecido restaurante do Porto. Sendo assim, Pinto da Costa e Carolina só se encontraram ao final da tarde, já no Estádio das Antas. Ou seja, nunca na hora do tal telefonema.(...)"In OJogo

Através das escutas fez-se prova de que Carolina Salgado nunca poderia estar junto a Pinto da Costa, quando foi feito o telefonema a António Araujo sobre a autorização da entrega da fruta para o trio de arbitragem liderado por Jacinto Paixão.
As mesmas escutas são consideradas inválidas como meio de prova, de que o programa foi organizado por Araújo, autorizado por Pinto da Costa e teve como beneficiários directos o trio de arbitragem do jogo Porto x Amadora. São igualmente inválidas as declarações das prostitutas envolvidas que identificaram claramente cada um dos parceiros de ocasião.
O nexo de casualidade que existe em fruta para dormir/prostitutas, a raça pretendida
negra, mulata, branca/ café, café com leite muito escuro, café com leite pouco escuro, foi igualmente negada.

O Porto para quem até ao momento, o que estava a ser julgado até agora em tribunal, não teria qualquer tipo de correlação com a justiça desportiva, fai fazer chegar ao CJ da FPF, que se encontra a julgar o recurso a decisão do TIC em mandar arquivar o processo.
De modo a permitir que as instâncias desportivas portuguesas o possam ilibar, e dessa forma desimpedir a entrada na champions.
Quanto á justiça apenas podemos comentar que a corda partiu pela parte mais fraca, Carolina Salgado, optou-se pelo caminho mais fácil -extrair uma certidão e acusá-la de perjurio, ignorando todas as provas e nexos de casualidade que sustentavam a acusação.
Qual a posição do Sporting Clube de Portugal perante isto?
Ser cúmplice no escândalo ou denunciar os batoteiros?
Continuar a fazer parte da direcção da Liga ou exigir justiça?

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Vou fazer de conta que é normal...vou pedir mais uma imperial!


Mais uma vez, fica provado que este País consegue subverter qualquer tipo lógica que possa haver até nas coisas mais simples.

1)O FCPorto foi condenado em 2008 pelo CD da Liga com a perca de 6 pontos por corrupção tentada em 2004, o processo é dado como fechado e irreversível.

2)O Clube preferiu não recorrer aceitando a penalização de 6 pontos, uma vez que na classificação final tinha deixado os rivais a uma larga distância pontual.
O único recurso que deu entrada foi o de Pinto da Costa tendo em vista limpar o seu nome.

3)Os árbitros envolvidos foram condenados a penas de suspensão e irradiação pelo mesmo órgão, por corrupção consumada.

4)A UEFA, uma vez que o Clube não recorreu, aceitou a acusação de corrupção que lhe foi imputada. Logo ficou sem condições de ir á liga dos campeões, tal como determinam os regulamentos.

5)O conselho de justiça da FPF, rapidamente veio dizer que ao recurso de PdCosta, poderia ser junto um recurso do Clube, uma vez que as acusações eram as mesmas e os factos eram os mesmos.

6)A UEFA, decide aceitar a entrada do FCPorto na Champions, uma vez que o processo ainda não se encontra encerrado, e não conseguiria chegar a uma conclusão em tempo útil, antes das inscrições para a competição.

Comentário: É juntarem-se recursos de instituições aos de indivíduos, porque as acusações que sobre ambos recaem são as mesmas. No entanto como foi referido nos pontos 1) e 3), os mesmos factos apurados acabaram por produzir penas diferentes para uns corrupção tentada para outros consumada.

Este processo foi alvo de uma enorme guerra de bastidores ente os porcos e os andrades, demonstrando se preciso fosse, que os resultados desportivos não são exclusivo de quem tem mais arte dentro de campo.

A notícia do dia é a de que o SLBenfica foi condenado pela FIFA com a perda de 3 pontos em 2007/2008 por não ter pago a clausula de formação de Alcides.O que não deixa de ser irónico, acabando os queixinhas por serem punidos!

Chama-se a atenção dos responsáveis Leoninos para estes e outros truques que possam ser usados na contratação de CMartins, mais um grande Sportinguista que se afasta.

Até nunca poderia ser uma estrela de 1ª grandeza, ou até não jogar, mas entre ter um CMartins num balneário, a destilar sportinguismo e por exemplo um Farnerud, pago a peso de ouro para se manter penteado e com bom ar, penso não haver dúvidas sobre a minha preferência.
Nestes tempos sádicos esquece-se muitas vezes a componente emocional e é ela que permite a superação individual e colectiva, o espírito de corpo, o combate por um ideal!

Como estamos no verão, e a vida tambem é feita disto, deixo-vos com a visão crítica do social nacional, desse grande sportinguista, espartano por direito próprio, Juvenal o Anormal no seu melhor blog do universo com o recomendado rock a lobster.

...Quando vejo aqueles anúncios a detergentes para a roupa em que se vê um zoom das ceninhas de detergente a passar pelas fibras do tecido, não consigo deixar de pensar "este detergente é mesmo bom"...


1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Por linhas tortas...



De fora... para já
MÓNICA SANTOS, em Nyon [Suiça]

A Comissão de Controlo e Disciplina da UEFA decidiu-se ontem pela não admissão do FC Porto na Liga dos Campeões de 2008/09 "após analisar matéria envolvendo o alegado suborno a árbitros da Liga Portuguesa em 2003/04". Numa curta comunicação publicada, ao início da tarde, no site daquele organismo, a UEFA explicou que a condenação do clube no processo "Apito Final" corresponde a ao previsto na alínea d) do ponto1.04 do Regulamento de Competições da Champions que determina que nenhum clube pode "estar ou ter estado envolvido em qualquer actividade destinada a viciar ou influenciar o resultado de um jogo".

O FC Porto anunciou imediatamente a intenção de recorrer para o Comité de Apelo da UEFA, ao qual terá de chegar a defesa - baseada nas questões em torno da retroactividade da norma em causa; na sua aplicação a outros clubes e no facto do recurso apresentado por Pinto da Costa no CJ da FPF sobre o "Apito Final" aproveitar ao clube - num prazo de nove dias úteis. A derradeira instância de recurso, em caso de nova decisão desfavorável, será o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça.

A exclusão do FC Porto resulta na entrada directa do Guimarães para a fase de Grupos da Liga dos Campeões e a passagem do Benfica da Taça UEFA para a última eliminatória da Champions, enquanto o Braga acede directamente à Taça UEFA."In Ojogo 5/6/2008

Após muitos anos em que a corrupção e o tráfico de influências era uma maneira de estar no futebol, lembramos entre outros Adriano Pinto e os seus xitos que fizeram história em Portugal.
Pinto da Costa foi condenado por corrupção desportiva e numa jogada de mestre, preferiu não recorrer do castigo de forma a que os pontos fossem retirados ao Porto ainda esta época, já que contava com uma diferença de cerca de 20 pontos para os rivais mais directos.
Na altura a Liga de Clubes decidiu castigar o Clube com a perda de 6 pontos e Pinto da Costa com a suspensão de 2 anos.

O Clube decidiu não recorrer do castigo, Pinto da Costa decidiu recorrer, ora o que aconteceu foi que a Uefa decidiu castigar o Porto com um ano de suspensão das provas europeias, fundamentando o castigo no não recurso da sentença do Clube, por outras palavras - no assumir da culpa nos actos que lhe são imputados.

Mas a esperteza "Tuga way of life",contam-se espingardas e trunfos escondidos, começando a emergir com o argumento que como a acção de contestação de Pinto da Costa foi a única que entrou no tempo, pode-se juntar a esta a contestação do Clube.
Resta saber se a UEFA vai no conto do Papa.

Miserável tem sido a posição do Sporting CP em todo este processo, sendo cumplice na direcção de uma Liga que insiste na protecção a interesses instalados, compadrios e cambalachos. Mas o porque é que é que o Sporting ainda se faz representar na direcção desta Liga?

ps: E o que dizer da entrevista de Pinto da Costa ontem á SIC, como presidente do FCP, não estava suspenso pela Liga? Aguardamos o castigo a esta violação do castigo imposto pela Liga de Clubes.

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Moralidades...


Também somos da mesma opinião, há que denunciar quem faz pressão sobre os árbitros de forma a condicioná-los nas partidas que vão apitar.
Urge denunciar quem através de meios mais subterrâneos atinge os seus objectivos.
Publicamos por isso uma serie de conversas telefónicas tornadas públicas no âmbito do processo Apito Dourado:

Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.

Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!". (...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!



"Apito Dourado
Pinto da Costa indicou árbitro para a final da Taça de 2002/2003
Por :
09.09.2006
Uma situação idêntica à verificada com Luís Filipe Vieira - que, conforme o PÚBLICO ontem noticiou, escolheu o árbitro que devia estar presente nas meias-finais da Taça de Portugal, na época 2003/2004 - aconteceu com Pinto da Costa, na final da Taça da época anterior. No entanto, nessa conversa, onde Pinto da Costa sugere a Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a indicação do nome de Pedro Henriques, árbitro de Lisboa, o procurador de Gondomar viu indícios de crime. Aliás, foi essa uma das situações pelas quais o presidente dos azuis e brancos foi indiciado e que motivaram a sua detenção, até ser ouvido em primeiro interrogatório, em Dezembro de 2004.

Na mesma escuta, que aconteceu a 26 de Maio de 2003 e que antecedeu a final FC Porto-União de Leiria, Pinto da Costa conversou com Pinto de Sousa sobre a possível nomeação de Isidoro Rodrigues. O presidente do Conselho de Arbitragem deu-lhe conta de que a nomeação não agradava ao presidente dos leirienses, João Bartolomeu, e que este ameaçara fazer um escândalo quando soube que aquele árbitro seria o designado. "O gajo sabe que está para ser o Isidoro... e disse que a equipa não comparece, (...) que é um escândalo. (...) Se o gajo vai para lá todo f... da cabeça, estraga a festa", alertava Pinto de Sousa, sugerindo a Pinto da Costa que pensasse noutra opção.

Na mesma escuta telefónica, transcrita no processo principal do Apito Dourado, o líder dos azuis e brancos apresenta outras hipóteses para o mesmo jogo. Primeiro sugere o árbitro António Costa, depois Pedro Henriques. A escolha acaba por recair no segundo, depois de Pinto da Costa entender ser aquele o árbitro ideal, por ser o primeiro classificado pelo Conselho de Arbitragem. Mas Pinto da Costa diz também a Pinto de Sousa que pode mudar o nome, se assim o entender. "Por mim, estás à vontade. Se vires que te defende mais outro, põe outro", afirmou.

Anexada ao processo em Setembro de 2003, a escuta telefónica levou o procurador a entender que havia indícios de crime. Na opinião de Carlos Teixeira, aquela conversa do líder do FC Porto significava então que o dirigente estava a influenciar a escolha do árbitro e assim tentava obter benefícios para o FC Porto.

Os motivos que o levaram a ter um entendimento diferente para o caso do Benfica são uma incógnita. No entanto, Luís Filipe Vieira ainda poderá vir a ser chamado nas certidões que se mantêm em investigação em Lisboa, para responder sobre a escuta ontem noticiada pelo PÚBLICO e outras obtidas no mesmo processo.

Aliás, segundo o PÚBLICO soube, há mais conversas comprometedoras com o presidente dos encarnados. O interlocutor era normalmente Pinto de Sousa, cujas certidões se mantêm em investigação, mas Luís Filipe Vieira nunca foi interrogado.

Entretanto, o Belenenses anunciou ontem que se irá constituir assistente no processo para tentar perceber se foi de alguma forma prejudicado - era o adversário do Benfica no jogo onde Luís Filipe Vieira recusou o nome de quatro internacionais, acabando por aceitar a designação de João Ferreira, que hoje estará no Bessa a arbitrar também o clube da Luz.

Acompanha assim o Benfica, que já anunciara a intenção de se constituir assistente nas escutas que envolvem o FC Porto e Boavista, bem como o árbitro Pedro Proença, que, no ano passado, manifestou também o mesmo desejo.

Parte das escutas telefónicas onde são intervenientes Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira. O primeiro caso acontece antes da final da Taça de 2002/2003 e o segundo a dois dias da meia-final de 2003/2004."


"Segunda acusação de corrupção
Pinto da Costa acusado por ter dado 2500 euros a árbitro
Por António Arnaldo Mesquita
22.06.2007
Jorge Nuno Pinto da Costa foi acusado de corrupção desportiva activa por uma magistrada do Ministério Público, da equipa coordenada por Maria José Morgado que investiga certidões do Apito Dourado, por ter entregue ao árbitro Augusto Duarte um envelope que, segundo assegurou a sua antiga companheira, Carolina Salgado, continha 2500 euros em notas.

O árbitro que dirigiu o desafio Beira-Mar-FC Porto (0-0), em 18 de Abril de 2004, foi acusado de corrupção desportiva passiva e o empresário desportivo António Araújo viu ser-lhe imputado o mesmo crime que ao líder do FC Porto.

O despacho final já foi notificado aos seis arguidos, metade dos quais viu arquivadas as suspeitas que sobre si recaíam. Esse foi o caso de António Pinto de Sousa, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e dos dois árbitros assistentes de Augusto Duarte - António Perdigão e Domingos Martins.

O inquérito resultou de uma certidão proveniente do processo principal do Apito Dourado, foi arquivado no DIAP do Porto e reaberto pela equipa dirigida por Morgado, na sequência do depoimento de Carolina Salgado, que implicou a reabertura de outras duas investigações: uma relacionada com o FC Porto-Estrela da Amadora, na época de 2003/2004, que já foi concluída com a acusação de Pinto da Costa, de António Araújo, Reinaldo Teles e do trio de arbitragem liderado por Jacinto Paixão. E a outra relativa à agressão a um vereador da Câmara de Gondomar, o socialista Ricardo Bexiga, que ainda está em curso.

A acareação de Carolina Salgado com Augusto Duarte, realizada há dias, na PJ do Porto, terá sido uma das últimas diligências dos investigadores, e a antiga companheira de Pinto da Costa reiterou a sua versão da entrega do envelope com os 2500 euros a Augusto Duarte. A defesa do presidente do FC do Porto já reagiu, pondo em causa a credibilidade de Carolina Salgado, a quem acusa de ter feito "um depoimento falso e motivado por razões de revanche e outras, quiçá mais obscuras".

Os autos vão para a comarca de Gaia e a instrução decorrerá no Porto, onde irá ser avaliada a consistência do libelo que visa Pinto da Costa no inquérito relacionado com o FCP-Estrela da Amadora."

In jornal Publico

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Apito encarnado


Publicamos o texto integral para memória futura, da denúncia anónima entregue na PGR, naquilo que se convencionou chamar o "Apito encarnado". São mencionadas pessoas e locais, relatados episódios de tráfico de influências e enumerados uma série de crimes, deve a polícia investigar estas pistas? Deve ser tomado como irrelevante uma vez que é anónimo? Também o dossiê com que Vieira andava era, e ninguém tentou perceber quem tinham sido os autores da compilação? Os crimes aconteceram efectivamente? Estamos a assistir a uma guerra entre agências de comunicação? Podemos confiar na justiça?

Retirem as vossas conclusões...

"Exmo Sr.
Procurador-Geral da República

Somos um conjunto de funcionários de investigação que serve esta Instituição há muitos anos. Ela, apesar do momento negro que atravessa, ainda nos merece todo o respeito pelo seu passado recheado de excelentes serviços prestados à sociedade.

Decidimos efectuar esta comunicação não só pela razão anteriormente aludida, mas também em respeito pela memória de muitos dos excelentes funcionários que a serviram.

Esta Instituição ao longo dos anos da sua existência tem-se pautado por práticas de investigação, reconhecidas universalmente, tendo por objectivo a descoberta da verdade dos factos.

Assistimos nos últimos anos a algumas tentativas de influenciar investigações, tendo nalgumas delas, devido à sua mediatização, sido públicas tais intenções - recordamos os processos relacionados com a “Moderna” e “Finanças”.

No entanto, nada até agora se assemelhou ao que está a acontecer com o denominado “processo apito dourado”.

A nossa desilusão inicia-se com a análise que efectuámos aos processos ainda sem a intervenção da equipa “milagrosa” e continua com as práticas infames e desprezíveis cometidas por alguns elementos desta equipa.

Deparámo-nos com práticas que pensávamos já estarem arredadas num estado democrático. Todo o trabalho foi efectuado com alvos previamente definidos, tendo sido para tal, cometidas inúmeras ilegalidades e efectuados actos processuais, no mínimo, de validade duvidosa.

Actos iguais cometidos por pessoas diferentes tiveram decisões diferenciadas, o que revela que a equipa do Dr. Carlos Teixeira protegeu nitidamente algumas pessoas.

Analisando quem foi protegido verifica-se que estamos perante a rede de influências das pessoas que prestaram serviços e vassalagem ao S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira.

Nada nos move contra o S. L. Benfica, pois alguns até adeptos somos deste clube e, como é óbvio, queremos que o nosso clube vença sempre, mas não a qualquer preço.

Também não pretendemos ser enganados por quem, com discursos incendiados e dirigidos à populaça vai enganando os adeptos mais distraídos, “sacando” dinheiro ao clube.

Também a nossa conduta profissional impõe-nos a obrigação de não deixar passar em claro esta cabala.

Verificámos que o direccionamento da investigação (custa-nos empregar esta palavra, pois de investigação estes processos nada tiveram) não se ficou só pelos autos, pois o Dr. Carlos Teixeira, não conseguindo vencer o seu benfiquismo primário, entregou informação e peças processuais, previamente seleccionadas, a alguns jornalistas da sua cor, nomeadamente aos Srs. António Gomes e Rogério Azevedo.

Havia que injectar a opinião pública.

Mas vamos a alguns factos:

O Sr. Valentim Loureiro sempre que prestou declarações, e quando ouvido nos vários processos sobre a informação, que lhe era fornecida antecipadamente à sua divulgação pública, das nomeações dos árbitros, disse que a mesma lhe era fornecida quer pelo Presidente, quer por um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga. Em nenhum processo o Presidente de tal Conselho é arguido. O Vogal é-o em todos.

No processo que se encontra em fase de instrução relativo ao jogo Boavista-Estrela da Amadora analise-se a acusação. É uma peça digna de figurar no Guinness World Records. Inocentam-se condutas criminosas e acusam-se práticas legais, distorcendo-as.

Num jogo da Taça de Portugal S. C. Braga-F. C. Porto o Sr. Pinto de Sousa contactou os dois presidentes, quanto às suas preferências para arbitrar o jogo. O do F. C. Porto referiu que poderia ser qualquer um, menos o árbitro X. O do S. C. Braga referiu que não queria os árbitros Y, Z e W. O presidente do F. C. Porto é arguido no processo o do S. C. Braga não. Mas mais. Analise-se as escutas relacionadas com este jogo e verificar-se-á que no final do jogo o Dr. Mesquita Machado ligou ao ex-árbitro Azevedo Duarte todo indignado por não ter sido nomeado um determinado árbitro. Também não é arguido.

Não obstante o Sr. José Veiga ter sido escutado a solicitar que o árbitro, que dirigiria o encontro que a sua equipa realizaria no fim de semana seguinte, fosse contactado para beneficiar a sua equipa e apesar de ter ganho em casa do adversário por 0-1, o Sr. Magistrado entendeu que a matéria apurada não era suficiente.

Critérios ...

Apesar de lhe ter sido fornecida a informação que a seguir indicamos, relacionada com a época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), o Dr. Carlos Teixeira esqueceu-se de lhe dar o devido tratamento:

- As reuniões secretas entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. José Veiga com o presidente e, por vezes, um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga em locais (Bares e Restaurantes) devidamente identificados em Lisboa e cujos funcionários estavam disponíveis para testemunhar.

- As reuniões efectuadas num Restaurante em Penafiel, bastante conhecido da gente do futebol, entre o Sr. José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes.

- As reuniões semanais entre o Sr. José Veiga com um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga na zona litoral centro do País, perto da residência deste último (por coincidência os estágios do S. L. Benfica, nessa época, eram efectuados no litoral e relativamente próximo do mencionado local). Este vogal, por sua vez, levava as indicações ao Presidente das exigências dos Srs. Vieira e Veiga que indicavam os árbitros não só para os seus jogos, mas também para os dos seus rivais.

- As reuniões entre o Dr. João Rodrigues com o Sr. Pinto de Sousa num Hotel de Lisboa.

- As reuniões entre o mesmo João Rodrigues, no mesmo Hotel, com vários árbitros.

- As fortes ligações do Sr. José Veiga aos Laboratórios Internacionais de Doping.

- A promessa de contratação de um jogador do Guimarães. O Sr. José Veiga prometeu-lhe a contratação, caso não jogasse contra o Benfica. O jogador efectivamente não jogou. O Benfica tentou recuar na promessa, mas o jogador ameaçou que “metia a boca no trombone” e lá tiveram que o contratar.

- A promessa de contratação de um jogador do Estoril antes do “famoso” jogo Estoril-Benfica no Algarve. O Sr. José Veiga jantou com ele num Restaurante da linha do Estoril, tendo-lhe prometido a sua contratação, caso facilitasse a vida ao Benfica. As facilidades aconteceram, mas a contratação não.

- As reuniões efectuadas na semana que antecedeu o atrás citado jogo com vários jogadores do Estoril com o Sr. José Veiga e nalguns casos com o seu primo (o homem forte da segurança. Foi o autor da agressão no Aeroporto de Lisboa, quando o Sr. Luís Vieira foi “raptar” o jogador Moretto ao Brasil). Foram efectuados pagamentos pelo primo do Sr. Veiga, ao que consta, ao guarda-redes do Estoril. Sobre estes factos existiu a disponibilidade em falar dum elemento do Estoril. Aliás o homem propunha-se contar, não só, tudo sobre esta “novela”, mas de muitas outras que tinha conhecimento do Sr. Luís Vieira.

- As escandalosas arbitragens dos Srs. João Ferreira, Hélio Santos, Elmano Santos, Bruno Paixão, entre outros. Mas destas não interessava solicitar análises aos peritos.

- As ligações do presidente do Belenenses aos Srs. Luís Vieira, Cunha leal, Tinoco Faria, Pedro Mourão, Frederico Cebola que influenciaram a decisão no caso “Mateus”. Foram inclusivamente denunciados os pagamentos que foram efectuados a alguns destes senhores por alguns escritórios de advogados.

O Gil Vicente também gostará de saber que não foi prejudicado s6 na época passada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Ele pagou ao “paineleiro” Fernando Seara cerca de 100 mil contos (s/ recibo) para conseguir que o Alverca ficasse na 1.ª Divisão (era satélite do S. L. Benfica), prejudicando o Gil Vicente. Consta que o atrás referido “paineleiro” se juntou (falamos de escritório), há relativamente pouco tempo, ao já citado João Correia.

Existiam nos autos indícios quer em quantidade, quer devido à sua relevância que justificariam, caso o Magistrado fosse isento, que os Srs. Luís Vieira, José Veiga, António Salvador, João Rodrigues, Tinoco Faria, Luís Guilherme, Cunha Leal, António Duarte, Pedra Mourão, Frederico Cebola, Paulo Relógio fossem colocados sob escuta, mas tal não interessava.

Consta que houve interferência do Dr. João Correia junto da estrutura sindical do Ministério Público que, como se verifica, terá surtido, até agora, efeito. Será por ele fazer parte do Consel ho Superior do Ministério Público?

Entretanto nova fase surge no “processo apito dourado”.

Aparece um livro e surge a equipa “milagrosa”.

Vamos à sua constituição.

Comecemos pela Dr.a Maria José Morgado.

O seu marido trabalha há alguns anos para o Sr. Luís Vieira recebendo, sem recibo, elevadas quantias em dinheiro, mau grado não se coibir de criticar tudo e todos, nomeadamente as fugas ao fisco.

Quando a Polícia iniciou, com o comando da Dr.ª Maria José Morgado, o afamado processo das Finanças, recordar-se-á V. Ex.ª que o mesmo se tinha iniciado com uma comunicação que circulava no interior das Finanças denunciando a forma como havia sido vendida a Fábrica de Louças de Sacavém.

A mesma fora adquirida por negociação directa por uma empresa de que o Sr. Luís Vieira era sócio por um preço quase anedótico. Na altura apurou-se que viviam no Condomínio Privado que entretanto ali fora construido pela empresa compradora quatro Directores de Finanças.

O que resultou para o Sr. Luís Vieira? Quanto sabemos, até agora, nada.

Na altura em que o processo decorria, o marido da Dr.ª Morgado escrevia pelo Natal no Expresso um artigo que denominava “Conto de Natal”. Fazia-o “camuflado” tentando atingir alvos concretos.

Recordamos que efectuou um direccionado ao Sr. Vítor Santos - Bibi e, no ano em que o processo atrás referido se encontrava em fase de investigação, um que era direccionado à então Ministra da Justiça que, de forma cobarde, intitulou de “Etelvina”.

Acusava-a de ter subido na vida à custa de práticas de baixa índole. Mais tarde ele e a mulher fizeram correr a notícia de que o processo não tinha tido êxito por interferência da Ministra para proteger um Director de Finanças.

Correlacione V. Ex. a os factos e retire as devidas ilações.

Quanto ao Dr. Carlos Farinha, pensamos que terá sido escolhido para a Dr. a Morgado o “premiar” por ele se ter mostrado solidário e ter pedido a demissão quando ela fez o mesmo.

À nomeação do Sr. Sérgio Bagulho já lá vamos.

Quanto aos outros elementos não queremos tecer grandes comentários, mas sempre diremos que estranhamos a nomeação do titular do processo “Mantorras”, processo que se encontrava em investigação.

Terá sido para o processo ser “exterminado” de vez?

Pensamos que sim, pois deram tempo para que o Sr. Luís Vieira montasse a sua estratégica de defesa.

Sobre este processo já nos debruçaremos mas adiante.

Quanto ao Sr. Bagulho eram conhecidas as suas fortes ligações ao clube S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira, com quem era visto frequentemente a jantar em Restaurantes de luxo da baixa lisboeta.

Constava que era o seu novo “Suzano”, ou seja um dos seus homens de mão para efectuar trabalhos sujos, nomeadamente algumas cobranças.

O Luís Vieira conhecia factos que revelados poderiam acabar com a sua carreira e jogava com eles, “obrigando-o” a fazer aquilo que queria.

Era também comum ver-se o Bagulho a “pavonear-se” nos camarotes presidenciais do Estádio da Luz.

Alguém de boa fé nomearia este homem para este processo?

Entretanto, o Dr. Cartas Farinha abandona a equipa, pois tem que ir cumprir uma comissão à Madeira.

Quem é que aparece?

O Sr. Manuel Carvalho.

Nos corredores da Polícia consta que quem o indicou foi o Dr. João Correia, advogado com quem o Sr. Carvalho se reúne com frequência para receber directrizes, quanto ao caminho enviesado a dar ao processo.

Sabemos, e só estamos a constatar um facto, das dificuldades financeiras que o Sr. Carvalho tem passado devido a uma desastrosa incursão no mundo empresarial.

Durante esta fase do processo circulou muito dinheiro com proveniência do Sr. Luís Vieira e com diversos destinos.

A D. Carolina tem sido um dos seus destinos preferidos, tendo o seu último recebimento sido efectuado pelas mãos “sujas” da Sr.ª Leonor Pinhão.

Esta entregou-lhe cinquenta mil euros com a indicação que não os depositasse em Portugal.

A D. Carolina cumpriu e deslocou-se a Tuy, onde efectuou o depósito no Banco Santander.

Outro dos destinos do dinheiro do Sr. Luís foi o pai da D. Carolina que igualmente se deslocou a Espanha para depositar as quantias recebidas.

Já que falámos na Sr.ª Pinhão, ideóloga do livro que originou a reabertura do processo, questionámo-nos de qual a razão da equipa “milagrosa” só ter usado o livro da D. Carolina e não outros escritos de credenciados jornalistas que denunciavam várias ilegalidades cometidas pelo Sr. Luís Vieira?

Será o poder discricionário...

A título exemplificativo referimos o jornalista António Tavares-Teles que quase diariamente denuncia factos relacionados com o Sr. Luís Vieira - vide artigos recentes no jornal “O Jogo” em 8 e 9 de Junho de 2007.

Por que razão não se investigam os artigos dos jornais Público dos dias 29 e 30 de Março de 2007, ambos na pág. 26 e Correio da Manhã de 10 de Maio de 2007-pág. 24?

A escritora do livro (que foi considerado relevantíssimo elemento de prova, tendo originado as reaberturas de inúmeros processos), Fernanda Freitas, disse (citamos): “Estou arrependida por ter pactuado por desconhecimento de causa com falsidades e invenções no texto que escrevi”.

Alguém terá considerado esta afirmação?

Sabemos que existem vários crimes (furtos, fogo posto, tentativas de homicídio), cujos autores materiais já confessaram e imputaram a responsabilidade da autoria moral à D. Carolina.

O que se passa com estas investigações e com a entrevista publicada no Correio da Manhã de 14 de Maio de 2006 em que um indivíduo exibia objectos furtados ao presidente do F. C. Porto e denunciava um plano de extorsão?

Como é possível manter-se em liberdade alguém que cometeu tantos crimes com um grau de perigosidade tão elevado.

Parece-nos, salvo melhor opinião de V. Ex.ª, que o quadro legislativo português não prevê a figura de “arrependido”.

Qual o motivo de tal protecção e que “taxa de juros” seremos obrigados a pagar?

Mas já que falámos em crimes cometidos é altura de abordar a agressão ao Sr. Bexiga.

Uma conceituada jornalista que colaborou com vários jornais de referência ao abordar a D. Carolina sobre a autoria deste crime referiu-lhe:

“Então vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar”.

A D. Carolina retorquiu:
“Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras”.

Para V. Ex.ª fazer um juízo sobre a maquinação que foi montada providencie no sentido de verificar se alguma vez aquele parque possuiu câmaras de filmar.

A resposta que obterá será: NUNCA!

A Sr.ª Pinhão nas reuniões que efectuou frequentemente no Restaurante Le Petit e no Hotel Mundial com a D. Carolina esqueceu-se de pormenores importantes.

Como ideóloga também terá sido a Sr.ª que instigou a D. Carolina a cometer os crimes atrás aludidos?

Retratá-los-á na sua “fita”?

Nem todos são ingénuos Sr.ª Pinhão, mas reconhecemos que a Sr.ª tem alguma esperteza.

No entanto, no dia em que Deus distribuiu a inteligência a Sr.ª acordou tarde, como é habitual, e ficou no final da fila. Infelizmente, este é um dom que não se compra em qualquer Centro Comercial.

Num dos furtos a que atrás fazemos referência foram recuperados pela P. S. P. na residência da D. Carolina alguns dos objectos que haviam sido furtados do escritório do seu ex-companheiro, escritório, cuja existência só os dois conheciam.

Entre os objectos não recuperados figuravam vários quadros.

O semanário Sol publicou a entrega dos objectos recuperados ao presidente do F. C. Porto.

Imediatamente o Sr. Luís Vieira, ao ter conhecimento do artigo publicado, liga à D. Carolina dizendo-lhe que já não quer em sua casa o quadro do Cargaleiro.

O referido quadro foi pelas mãos da Sr.ª Pinhão levado para o Porto e entregue à D. Carolina.

Sabemos que o Sr. Luís Vieira aprecia obras de arte, nomeadamente quadros, e gosta de, quando entende oportuno, oferecer peças valiosas a Presidentes de Bancos.

Depois os financiamentos estão mais facilitados, não é Sr. Luís?

O local de aquisição dos mesmos também é igual e cirurgicamente seleccionado, não é Sr. Luís?

Mas para que V. Ex.ª faça um correcto juízo sobre o “pagante” desta farsa referiremos alguns factos do seu passado.

Comecemos pelos pneus.

A Polícia Judiciária possuía um dossiê sobre a actividade de tráfico de estupefacientes do Sr. Luís Vieira.

O dossiê ainda existirá ou os seus “homens” já lhe terão dado sumiço?

O Sr. Vieira demonstrava o seu receio às pessoas que lhe eram mais próximas na candidatura ao S. L. Benfica, pois dizia: “se eu lá chegar, vem logo à ribalta o esquema do pó nos pneus”.

Nesta altura do negócio dos pneus apareceu um homem morto nas instalações da sua empresa.

Talvez o então titular do processo, um colega já aposentado, queira agora contar a história das ameaças que o Sr. Luís Vieira, acompanhado por um grupo de ciganos, efectuou à sua família numa esplanada em St.a Iria da Azóia.

Quando estes factos forem conhecidos talvez alguns responsáveis de transportadoras que efectuavam o transporte dos pneus queiram divulgar o que efectivamente transportavam.

Também, poderá ser que os responsáveis da empresa de Braga que adquiriu esta empresa ao Sr. Luís Vieira divulguem a forma como foram burlados, pois os elementos contabilísticos da empresa foram previamente falsificados.

Em Julho de 1993 foi julgado e condenado no Tribunal da Boa-Hora pela prática de um crime de roubo.

Foi condenado a 20 meses de prisão.

No acórdão do 3.º Juízo Criminal de Lisboa, o Juiz-Presidente, Afonso Henrique Cabral Ferreira, refere com alguma ironia que “esta história é diga da sétima arte” e destaca que “o Sr. Luís Filipe Ferreira Vieira foi o único que não se declarou arrependido pelo crime cometido”.

Afinal a “queda” para a sétima arte já é antiga...

O Homem que lhe deu a mão e a quem ele deve a fortuna que hoje diz ter, era um Director de uma Instituição Financeira, António Pedra Almeida Gomes, que, entretanto, se aposentou e, como já não era útil, foi “descartado”.

Aliás isso é uma das suas práticas, serve-se das pessoas e depois abandona-as.

Enquanto Presidente do Alverca há muitas histórias, mas focaremos a relacionada com a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se “empurrando” para a descida o Beira-Mar.

Estes factos deram origem a um inquérito no Departamento de Aveiro, pois os mesmos foram conhecidos, após aliciamento efectuado ao guarda-redes do Beira-Mar Palatsi.

O Palatsi deu conhecimento ao então presidente Mano Nunes e deslocaram-se ambos ao Departamento da P. J. em Aveiro.

Apesar do inquérito ter sido distribuído ao elemento mais fanático pelo Benfica daquele Departamento o processo deu alguns “passitos”.

Havia no inquérito informação que revelava haver resultados combinados nas últimas quatro jornadas.

O Sr. Luís Vieira telefonou ao guarda-redes Palatsi dizendo-se director do clube que se deslocava a Aveiro na jornada seguinte.

Esse clube era um dos três que lutava por um apuramento para a Taça UEFA. Quão habilidade maliciosa o homem tem...!

O referido jogo terminou empatado, sem aparentes casos.

Todavia, os seus tentáculos tinham que se estender aos jogos onde o Alverca intervinha.

Aí conseguiu, nalguns casos directamente, noutros por intervenção de outras pessoas os seus objectivos.

Recordámos que um dos homens de quem se serviu foi do então presidente do Benfica, Sr. João Azevedo.

Como é seu apanágio, quando já não lhe servia, esquecendo os serviços prestados, descartou-o, conseguindo mal chegou à presidência do Benfica a sua expulsão de sócio.

Um dos jogos comprados foi em Campo Maior.

Existem actualmente alguns atletas, que então jogavam no Alverca, disponíveis para falar.

Nesse jogo o melhor goleador do Campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida.

Não obstante as facilidades concedidas o Alverca não conseguia marcar.

Já na parte final da partida quando o avançado Mantorras seguia com a bola o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão numa queda digna de um qualquer palhaço numa pista circense.

O Mantorras marcou e o Alverca venceu 0-1.

Outro dos jogos foi na Madeira com o Marítimo.

Aí foi contactado o seu familiar António Simões, então treinador-adjunto.

O resultado para, não dar muito nas vistas. foi um empate.

Não deixou de ser uma surpresa o Alverca ter conseguido empatar no reduto madeirense.

Na última jornada o Alverca recebia o V. Guimarães, candidato à Europa e o Beira-Mar deslocava-se a Vidal Pinheiro, estando o Salgueiros já com uma classificação tranquila.

Houve que atacar nas duas frentes.

Como o V. Guimarães não se vendia, pois pretendia ir à Taça UEFA, havia que comprar o árbitro.

Aí foram contratados com êxito os serviços do ex-árbitro Sr. Pinto Correia.

O Alverca venceu 2-1 (analisem-se as declarações dos responsáveis do V. Guimarães relativas a este jogo), mas não era suficiente.

O Beira-Mar não podia vencer, pois se assim acontecesse seria o Alverca a descer.

O Sr. Pinto Correia recebeu pelos serviços prestados neste encontro um veículo automóvel.

Curioso, também, é o facto deste senhor, depois de abandonar a arbitragem ter iniciado uma actividade, até então para ele, desconhecida, comerciante de pneus - mais uma coincidência.

Vamos ao jogo de Vidal Pinheiro.

Como comprar o Salgueiros para dificultar a vida ao Beira-Mar?

Através do presidente não, pois o Sr. Luís Vieira estava de relações cortadas, devido ao caso “Deco”.

Há uma expressão que o Sr. Luís Vieira profere com frequência: “Se não podemos ir ao General, vamos aos sargentos”.

Se assim o pensou, assim o fez.

Contactou três jogadores, os mais influentes e conseguiu os seus objectivos, pois o Beira-Mar não conseguiu ganhar, apesar da excelente exibição.

O jogo, que pasme-se ninguém estranhou, terminou 4-4.

O pagamento aos três atletas foi efectuado pelo Sr. Manuel Bugarim.

No início da época seguinte, estava o Salgueiros em estágio no Algarve, estes factos chegaram ao conhecimento do seu presidente.

Imediatamente suspendeu os três atletas e rescindiu posteriormente os seus contratos.

Entretanto os dois presidentes conciliaram-se.

Na parte final da época as posições dos dois clubes estavam invertidas, o Alverca em posição já tranquila e o Salgueiros em risco de descer.

O Salgueiros visitava o Alverca e foi combinado que o Alverca facilitaria.

Esta combinação foi conhecida.

No dia do jogo o então Director Desportivo do Alverca, Sr. Couceiro foi avisado telefonicamente que havia conhecimento, por parte de outros clubes, de tal intenção.

Também o titular do processo existente no Departamento de Aveiro foi avisado.

Como seria difícil efectuar a prova à posteriori, o referido investigador decidiu contactar telefonicamente os dois presidentes.

Assim, o jogo decorreu normalmente e o Alverca venceu.

Voltemos aos “passitos” do processo de Aveiro.

O Sr. Luís Vieira já então tinha os seus homens na nossa Instituição.

Foi avisado que as coisas estavam feias, pois haviam acontecido demasiados factos estranhos.

Então, aquela mente matreira decide efectuar uma carta anónima dirigida ao processo onde imputa toda a responsabilidade dos factos ocorridos ao então Presidente da Assembleia-Geral do Alverca, Sr. Eduardo Rodrigues, seu único sócio na empresa que comprara a Fábrica de Louças de Sacavém.

Quando o titular do processo, o tal fanático benfiquista de Aveiro, vem ouvir em declarações o Sr. Eduardo Rodrigues à sua empresa, em Alverca, por coincidência também, estava no gabinete do seu sócio o Sr. Luís Vieira.

Ali se manteve e foi ele que “conduziu” as declarações do seu sócio.

Também o Beira-Mar gostará de saber que não foi só prejudicado na época supra citada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Foi com dinheiro proveniente dele ou do Benfica que o Setúbal se “safou” na última época e o sacrificado foi novamente o Beira-Mar. Vamos aos factos. Recordar-se-ão do episódio do “rapto” do guarda-redes Moretto. Nesse ano o presidente do Setúbal chegou a anunciar que o Benfica é que pagou os ordenados em atraso ao plantei, pois conseguira contratar um jogador que já havia rescindido o contrato com o Setúbal. A História nunca foi realmente conhecida. Talvez o Sr. Rui João Soeiro que entretanto saiu de cena alguma vez fale quanto é que aceitou como dádiva para a sua conta pessoal. Entretanto, os actuais directores (Carlos Costa e Ronald Inácio) do Setúbal sabendo do que se passou contactaram o Sr. Luís Vieira e ameaçaram-no que se não fossem ajudados contariam o que sabiam. Assim, o Sr. Luís Vieira contactou o seu homólogo (e companheiro de negócios) da Naval, entrou com a “massa” e o “caldinho” foi “cozinhado”. Foi um pouco mal confeccionado, pois cheirou a esturrado, mas até agora ninguém notou o cheiro a esturro.

Os negócios entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. Aprígio Santos são a pesquisa de terrenos em conta, nem que pertençam a reservas, pois vendem-nos a preço elevado ao fundo do BPN, havendo um conluio com o seu Presidente, Oliveira e Costa.

O lucro obtido é repartido entre os três, e os accionistas do Banco são severamente penalizados.

Ainda no Alverca fez o negócio “Mantorras”, estando nos dois lados da barricada, o que já de si foi muito estranho.

Na altura, com a concordância do Sr. Vítor Santos - Bibi, engendraram um esquema para sacarem um milhão ao Benfica.

A forma como tal se processaria consta do processo numa cópia manuscrita pelo Sr. Luís Vieira.

Como o Sr. Luís Vieira tentou enganar o Sr. Vítor Santos, este cedeu a informação à TVI, conseguindo impedir a concretização da negociata.

Recordamos que na altura o Sr. José Couceiro foi entrevistado nessa estação sobre esta transferência e quando lhe demonstraram que o Sr. Luís Vieira havia celebrado um contrato de cessão de posição contratual com a PGD, em seu nome pessoal, referiu de imediato que isso era um assunto de Polícia.

Tinha razão o Sr. Couceiro, desconhecia era que o Sr. Luís Vieira a controlava.

Como o dinheiro não saiu como havia idealizado, decidiu comprar jogadores à molhada ao Alverca para poder tirar o dinheiro que pretendia do Benfica.

O desnorteamento para sacar a qualquer preço foi de tal ordem que até venderam ao Benfica um jogador, Anderson, cujas direitos desportivos não pertenciam ao Alverca.

Quando o Sr. Luís Vieira percebeu que o Anderson não era do Alverca tentou que lhe devolvessem esse dinheiro, pois pretendia com ele comprar um apartamento para o seu filho em Miami.

Houve nesta altura um desentendimento com o Sr. Bugarim que não concordava, pois havia outras parcelas relacionadas com outros jogadores vendidos que não haviam chegado ao Alverca.

Esses valores saíram do Benfica em numerário, levantados por um ex-candidato à presidência do V. Setúbal e foram utilizados para adquirir pela empresa Turixira, cujo Presidente do Conselho de Administração era o Sr. Luís Vieira, terrenos na zona de Tavira.

Há três empresários que se quisessem falar poderiam esclarecer toda esta tramóia.

Um está disponível para falar, mas quando ouvido pela P. J. não sentiu confiança suficiente para “abrir o livro”, pudera...!

Outro antes de falar foi contratado a bom dinheiro pelo S. L. Benfica para a função: “estar calado”.

O terceiro está fora do País, mas perfeitamente localizado.

Não temos opinião formada sobre o nosso colega titular do processo “Mantorras”, mas sabemos quem o rodeava e recolhia informação privilegiada.

Foi essa informação privilegiada que levou o Sr. Luís Vieira a combinar com o Sr. Joaquim Oliveira a caixa no 24 Horas da sua ida à P. J..

Tal notícia foi previamente combinada entre os dois e o que se passou foi uma autêntica encenação (lá vem outra vez a queda para a sétima arte) do Sr. Luís Vieira.

Entender-se-á esta combinação, que retirou à P. J. a oportunidade de ouvir como arguido o Sr. Luís Vieira, quando se perceber quem está por detrás da empresa em Off Shore “Spinelli”, proprietária do Alverca.

Serão os Srs. Vieira e Oliveira?

A desorientação foi de tal ordem que ao que consta, para se verem livres de um jogador que tinha contrato até 2008, rescindiram-lhe o contrato por mútuo acordo, mas sem ele saber.

Mas o caso “Mantorras” não é virgem.

Os adeptos do S. L. Benfica deveriam saber qual o destino que os Srs. Vieira e Veiga deram aos dois milhões de euros que dizem ter custado o jogador Kikin Fonseca ao Cruz Azul.

O site sportugal divulgou que o jogador veio a custo zero e eles, imediatamente, venderam-no para que se não falasse mais no assunto.

Outro negócio que era importante perceber foi o do jogador Marcel.

Na véspera da sua concretização, a sua anterior equipa foi jogar ao estádio da Luz.

Foram severamente prejudicados, de tal forma que quem prestou declarações à comunicação social foi o seu presidente, agastadíssimo com o que se passara.

Surpresa das surpresas no dia seguinte aparece a negociar o referido jogador.

Voltemos à época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), nomeadamente à sua preparação, na qual o S. L. Benfica em vez de contratar jogadores contratou pessoas para os órgãos sociais da Liga, controlando-a na sua totalidade.

Este assunto é deveras conhecido do público em geral, pois o Sr. Vieira chegou inclusivamente a tecer declarações em que confirmava nitidamente as suas intenções.

Porém, desconhecerá a maioria das pessoas o que foi negociado com o segundo clube com mais influência nesse ano na Liga (Braga).

O Sr. António Duarte (representante do Braga) e n.o 2 do Sr. Cunha Leal tinha que dizer ámen a tudo o que este último quisesse.

Os dois clubes foram durante a época escandalosamente beneficiados, mas no momento da decisão do campeonato, como o Braga ainda era candidato, ainda houve desentendimentos, mas decidiram oferecer o campeonato ao Benfica com a contrapartida do presidente do S. C. Braga construir, por adjudicação directa, o Centro de Estágio do Benfica, através da sua empresa de construção “Britalar”.

Já que falamos do Sr. Salvador era importante investigar as ligações que possui à Bragaparques e ao Sr. Vieira.

O Controlo dos órgãos da Liga não se limitava aos de maior visibilidade, pois o Sr. Vieira introduziu uma série de elementos que ainda hoje lá se encontram, nomeadamente alguns Delegados.

Um desses Delegados, de nome Reinaldo, foi contratado no Algarve através de um colaborador do Sr. Luís Vieira, o sobrinho do Presidente da Câmara de Albufeira.

Neste momento, já estão na Liga como Delegados dois funcionários das empresas do Sr. Reinaldo.

São os tentáculos do polvo a crescer.

Esse senhor Reinaldo foi o Delegado nomeado para o jogo Benfica-Porto da época 2005/2006 e que impediu, ainda sem as fichas de jogo entregues, a ida ao relvado, antes do início do encontro, de alguns elementos do F. C. Porto, nomeadamente um dos seus médicos e o seu presidente.

Coincidência das coincidências, na época transacta, 2006/2007, o mesmo Delegado foi nomeado para o Benfica-Porto.

Mas quem é este Sr. Reinaldo?

É um fervoroso benfiquista e proprietário de várias empresas no Algarve, direccionadas para a venda e aluguer de habitação.

É para as suas habitações que a Liga envia todos os elementos que têm de se deslocar para o Algarve.

Por outro lado, o Sr. Luís Vieira custeia os alojamentos de férias dos árbitros e árbitros assistentes, observadores, delegados e assim por diante que frequentemente passam férias nas instalações do Sr. Reinaldo.

O que receberá em troca o benemérito Sr. Luís Vieira?

Traçado que está o perfil do “pagante” de toda esta farsa era importante perceber o valor das importâncias que despendeu com a D. Carolina para que avançasse com o livro, para se disponibilizar a prestar as declarações que prestou, bem como com os funcionários da nossa Instituição que deram guarida a tal estratagema.

Sabemos que o Sr. Luís Vieira virá, como é óbvio, atendendo aos seus tentáculos, a ter conhecimento desta comunicação.

Não temos disso receio, apesar das ameaças veladas que alguns de nós já recebemos.

Conhecemos perfeitamente os seus homens, que brindes lhes oferece e como estão estrategicamente colocados.

Até ao nível da Direcção, mas isso há-de ser limpo, nem que para isso joguemos sujo, como o Sr. Luís.

O Sr. Luís frequentemente diz-se um exemplar chefe de família e não paga garrafas de champanhe.

É nosso conhecimento que o Sr. gosta de outros tipos de garrafas, nomeadamente frascos de perfume, não é?

E também conhecemos a sua veia caritativa para oferecer vivendas.

Para já fiquemo-nos por aqui, ok Sr. Luís?

Esta comunicação está a ser efectuada num PC da Instituição, mas que não está distribuído a nenhum de nós.

Talvez o seu homem de Vaiado dos Frades quando decidir descobrir em que local o documento foi efectuado tenha uma surpresa.

Recordaremos, por último, ao Sr. Luís Vieira que é do nosso conhecimento que o que conseguiu com a D. Carolina já havia tentado com a anterior esposa do Sr. Pinto da Costa.

Mal a separação aconteceu, convidou-a para passar a passagem de ano no Hotel Montechoro e, em seguida, tentou inúmeras jogadas, mas infelizmente para si a Sr.ª D. Filomena é uma senhora.

Por fim, sugerimos a V. Ex.ª, Sr. Procurador-Geral, que providencie para serem encontradas instalações para a equipa “milagrosa” na Rua António Maria Cardoso, pois os três episódios que a seguir contamos, assemelham-se a práticas ali, em tempos, realizadas.

1. Quando da audição do empresário António Araújo o mesmo foi aliciado na presença do seu advogado a imputar as responsabilidades ao presidente do F. C. Porto, dando-lhe como contrapartida o arquivamento dos seus processos.

2. A Sr.ª D. Filomena, ex-esposa do Sr. Pinto da Costa, foi ouvida por factos relacionados com a venda de um imóvel, num período em que já estava separada do referido Sr..

Estavam em causa os valores da venda, pois havia a suspeita que o valor de escritura não seria o valor real.

Prometeram-lhe o arquivamento dos autos, desde que se disponibilizasse a falar da vida do seu ex-marido.

Apesar de não ter aceite não se coibiram de lhe efectuar algumas perguntas sobre tal senhor.

3. Não obstante os intensos treinos, as audições da D. Carolina não correram sempre bem.

Assim, à cautela o seu treinador colocava-se atrás do colega que procedia à audição para, por gestos, lhe poder dar indicações sobre alguma dúvida que a mesma tivesse.

Entre outras indicações, recordamos a que se passou quando lhe perguntaram quem recebeu à porta da residência do presidente do F. C. Porto o árbitro Augusto Duarte.

A D. Carolina respondeu imediatamente que foi o seu ex-companheiro, mas eis que o seu treinador brandindo a mão em sinal negativo, lhe dá indicações em “V” com os dedos indicador e médio, sugerindo-lhe duas pessoas e em seguida apontando para si, sugere-lhe que ela também recebeu o referido árbitro.

Assim declarou a D. Carolina, pois é bem mandada.

Realça-se que a D. Carolina quando este episódio se passou encontrava-se doente, inclusivamente acamada, não tendo sido, como é lógico, quem recebeu o referido Augusto Duarte.

Presumimos que as investigações a efectuar nos processos relacionados com o apito dourado deveriam começar pelos processos arquivados, pois atentas as informações de quem não aceitou os arquivamentos será de prever inúmeras anuências aos objectivos da equipa “milagrosa”.

Para tal deverão ser nomeados magistrados e polícias íntegros e sem máculas, para que se possa apurar todas as manigâncias praticadas.

Acreditamos que V. Ex.ª desconhecia todos os factos aqui denunciados e que providenciará para que seja reposta a verdade, culpabilizando os verdadeiros culpados e inocentando os que não cometeram ilícitos.

No entanto, como “o seguro morreu de velho”, enviaremos cópias desta comunicação a diversas entidades para que os factos aqui denunciados não “caiam novamente no silêncio”.

Assim, serão enviadas cópias para:

.Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional;
.Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol;
.DIAP - Porto;
.F. C. Porto e
.Produtora Utopia (como as filmagens começaram há dias, ainda poderão “enriquecer” a personagem do Sr. Vieira).

Aproveitamos a oportunidade para solicitar a V. Ex. a que informe a Dr. a Mizé Tung que também fizemos milhares de quilómetros e falámos (sem ter nada para prometer, nomeadamente arquivamentos) com centenas de pessoas.

Os depoimentos recolhidos são puros e verídicos, pois não houve qualquer tipo de manipulações, nem prévios treinos.

Possuímos gravações de imagem e som, bem como documentação que comprova o aqui exposto e estaremos disponíveis para as ceder, desde que vejamos que o sentido a dar a estes casos seja o sentido da verdade e da justiça.

Fá-lo-emos de forma anónima, como agora, pois não queremos colocar as nossas carreiras em risco.

Mas, caso vislumbremos alguma tentativa de manipulação dos factos, temos jornalistas “prontos” para divulgar como foi criada a maior FARSA DA JUSTiÇA PORTUGUESA.

Se à D. Carolina escreveram um livro indicando-lhe o guião, também poderemos indicar o guião a alguém que queira escrever um livro, eventualmente com o título “Tu, Luís...”.

Lisboa, 3 de Julho de 2007"

1906

Luta e Resiste!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Vira o disco e toca o mesmo?


Para os que criticam o aparecimento de um dossier anónimo contendo graves acusações contra lfvieira, lembramos que foi o mesmo lfv que em setembro de 2006 se andou a pavonear com um dossier anónimo contra pdcosta, chegando a ser recebido inclusive por deputados, políticos e pessoas com responsabilidades tanto na federação como na liga.
O dossier agora revelado faz menção e evidencia factos anteriormente relatados neste 1906 Luta & Resiste.
Nesta guerra de dossiers o que está em causa, é saber até onde vai a influência de cada um dos blocos, quem controla quem, até onde chega a rede de compadrios e de que maneira é que se tentam anular.
Não temos qualquer dúvida em afirmar que tão vigarista é um como o outro e se nos dois dossiers 90% do conteúdo corresponder á verdade, qual é o papel do SC Portugal no meio disto tudo?
Este silêncio ensurdecedor não pode ser resposta!
Tudo bem, é ponto assente que o SC Portugal não está envolvido no processo, o seu nome segue impoluto, a única situação que belisca as nossas cores é apenas esta conivência em fazer parte de uma direcção da liga de clubes na qual já se sabia que o presidente da AG seria Valentim Loureiro e que nos orgãos de disciplina, arbitragem e justiça pontificavam muitos dos que tinham sido indiciados como arguidos do processo apito dourado é reveladora de uma grande ingenuidade ou fruto de outros interesses que continuam a manietar o nosso Clube.
Nem de propósito, hoje ficámos a saber que nunca será pelo responsável máximo da FPF que o processo Apito Dourado conhecerá um fim.
Ele mesmo fez questão de dizer a Paulo Torrão para não se demitir, para ter calma e esperar para ver o que é que dava o Apito Dourado.
Lembramos que de acordo com a acusação do MP, Paulo Torrão falsificava as classificações dos árbitros de acordo com as instruções do então presidente do Conselho de Arbitragem, Pinto de Sousa.
Que acredita na inocência de Paulo Torrão e que ele apenas "quis prestar serviços a mais".
Quais os dividendos desta omertá, desta cumplicidade com quem, objectivamente tanto prejudicou o SC Portugal nos últimos 25 anos?

1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A tão desejada liga



Numa pequena reflexão sobre a entidade que organiza as competições do futebol nacional e analisando a sua formação desenvolvimento e maturidade, encontrámos alguns dados estatísticos curiosos:

1)A LPFP nasceu em Abril de 1989, passados 18 anos os vencedores nas várias competições foram:

89/90 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:E.AMADORA;
Supertaça:FCPORTO
90/91 Campeão:SLBENFICA; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:FCPORTO
91/92 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:FCBOAVISTA;
Supertaça:FCBOAVISTA
92/93 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:SLBENFICA;
Supertaça:FCPORTO
93/94 Campeão:SLBENFICA; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:FCPORTO
94/95 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:SCPORTUGAL;
Supertaça:SCPORTUGAL
95/96 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:SLBENFICA;
Supertaça:FCPORTO
96/97 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:FCBOAVISTA;
Supertaça:FCBOAVISTA
97/98 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:FCPORTO
98/99 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:BEIRA-MAR;
Supertaça:FCPORTO

Apartir de 99/00 a liga passou a organizar os campeonatos de futebol profissional

99/00 Campeão:SCPORTUGAL; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:SCPORTUGAL
00/01 Campeão:FCBOAVISTA; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:FCPORTO
01/02 Campeão:SCPORTUGAL; Taça Portugal:SCPORTUGAL;
Supertaça:SCPORTUGAL
02/03 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:FCPORTO
03/04 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:SLBENFICA;
Supertaça:FCPORTO
04/05 Campeão:SLBENFICA; Taça Portugal:VITORIA FC;
Supertaça:SLBENFICA
05/06 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:FCPORTO;
Supertaça:FCPORTO
06/07 Campeão:FCPORTO; Taça Portugal:SCPORTUGAL;
Supertaça:


2)Desde o ínicio Valentim Loureiro esteve quase sempre na direcção da Liga:
Na comissão executiva esteve quase sempre Guilherme Aguiar, tendo sido substituido em 2002 por cunha Leal, em 2006 eleita Andreia Couto, mais conhecida por ser irmã de Fernando Couto. Antes de Valentim Loureiro como presidente da AG da Liga foi Adriano Afonso(slb).

Mandatos-Presidentes

1989/1991
Data de Eleições: 10 Fevereiro de 1989
Eleito Presidente Direcção - Valentim dos Santos de Loureiro
Tomada de Posse em 14 de Abril 1989

1991/1994
Data de Eleições: 10 Fevereiro de 1989
Em reunião de Direcção (11/02/1994) foi prorrogado o seu mandato por um periodo de 6 Meses

1994/1995
Eleito Presidente - Manuel Damásio
Em reunião de Direcção (28 de Outubro de 1994) foi eleito por um período de 6 Meses

1995/1998
Data de Eleições: 10 Julho 1995
Eleito Presidente - Jorge Nuno Pinto da Costa
Tomada de Posse em 13 de Julho de 1995

1996/1998 (preenchimento Mandato)
Data de Eleições: 13 de Dezembro de 1996
Eleito Presidente - Valentim dos Santos de Loureiro
Tomada de Posse em 23 Dezembro 1996

1998/2002
Data de Eleições: 24 Julhode 1998
Eleito Presidente - Valentim dos Santos de Loureiro
Tomada de Posse em 28 de Agosto 1998

2002/2006
Data de Eleições: 05 Junho de 2002
Eleito Presidente - Valentim dos Santos de Loureiro
Tomada de Posse em 05 Junho de 2002

2006/-
Data de Eleições: 10 Agosto 2006
Eleito Presidente - Hermínio José Sobral de Loureiro Gonçalves
Tomada de Posse em 02 Outubro 2006

3)Tanto a comissão executiva, como a comissão disciplinar quer a comissão de arbitragem e mesmo a comissão arbitral eram disputadas pelo fcp e o slb, e a contagem de espingardas era e continua a ser feita na rua, o alardear da vantagem era difundido públicamente com o objectivo de multplicar dividendos, atemorizando e trazendo para as suas fileiras os não alinhados. Histórica e inesquecível ficou a declaração do Kadafi dos Pneus "Prefiro ter alguém na liga do que um grande jogador!", igualmente célebres e recuando ainda mais no tempo os "chitos" do Adriano Pinto da Associação de Futebol do Porto.
Quando Valentim ainda era Presidente da Liga e na sequência das escutas (passado algum tempo)foi instaurado um processo disciplinar, até agora não foram conhecidos os resultados desse inquérito, talvez porque quem teve a coragem de o fazer, logo a seguir foi obrigado a demitir-se.
Por outro lado a Liga tem no seu regulamento disciplinar a previsão para o tipo de crimes revelados pelas escutas do processo apito dourado

SUB-SECÇÃO I
DAS INFRACÇÕES DISCIPLINARES MUITO GRAVES
Artigo 51.º
(Corrupção da equipa de arbitragem)
1. O Clube que, através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa ou de,
em geral, qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer elemento
da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar e obtiver, daqueles
agentes uma actuação parcial por forma a que o jogo decorra em condições anormais ou
com consequências no seu resultado ou que seja falseado o boletim do encontro, será
punido com as seguintes penas:
a) Baixa de divisão;
b) Multa de € 50.000 (cinquenta mil euros) a € 200.000 (duzentos mil euros).
2. Os factos previstos no número anterior, quando na sua forma de tentativa, são punidos
com as seguintes penas:
a) PROVAS POR PONTOS:
- Subtracção de três pontos na classificação geral e derrota no jogo tentado viciar.
PROVAS POR ELIMINATÓRIAS:
- Desclassificação.
c) A multa referida no número anterior, reduzida a metade.
3. Os Clubes são considerados responsáveis, nos termos dos números anteriores, pelos factos
praticados, directa ou indirectamente, por qualquer dos seus agentes.
4. Não cabem nas previsões dos números anteriores as simples ofertas de objectos meramente simbólicos.

Comentário do autor: Com o ponto 4 deste regulamento penso que fica encerrada a polémica de ter sido revelado que foi encontrada na casa de um árbitro uma camisola do SCP com uma dedicatória de um director desportivo do SCP, na estúpida e inconsequente tentativa dos nossos "mass-mérdia" equipararem a oferta de uma camisola ás pressões e manobras de fcp e slb.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Começamos a conhecer o monstro...


LISTA ARGUIDOS APITO DOURADO

DIRIGENTES DE CLUBES:
Pinto da Costa, pres. FC Porto
João Loureiro, pres. Boavista
João Alberto Bartolomeu, pres. U. Leiria
Fernando Sousa Melo, dirigente do Penafiel
Hernâni da Silva Moreira, pres. Paços Ferreira
Rui Alves, pres. Nacional
Agostinho Duarte da Silva, dirigente Sousense
Américo Manuel Sousa Neves, dirigente Sousense
António Augusto Pinto, dirigente Anadia
António Freitas Candelária, dirigente U. Desp. Santana
Benjamim Castro, dirigente FC Vizela
David Alves Rodrigues, dirigente Vilaverdense
Artur Pinheiro Azevedo, dirigente Amarante FC
Artur Leite Mesquita, dirigente FC Lixa
Aprígio Ferreira dos Santos, dirigente Naval 1.º Maio
Francisco da Silva Borges, dirigente Lusitânia
Joaquim Castro Neves, dirigente Gondomarense
Manuel Simão Ribeiro, dirigente Penafiel
Pedro Miguel Ferreira, dirigente Naval 1.º Maio
Paulo Rodrigues, dirigente Sport Clube Valenciano
Joaquim Barbosa, dirigente Rebordosa
José Luís Oliveira, dirigente Gondomarense
Silva Reis, dirigente FC Marco
António da Silva Veiga, dirigente Estoril Praia
José Manuel Melo, dirigente Machico
António Soares de Almeida, dirigente Progresso
Jorge Manuel Ferreira, dirigente Cinfães
AUTARCAS
Isabel Damasceno, pres. CM Leiria
Ferreira Torres, pres. CM Marco de Canaveses
EMPRESÁRIOS
Alberto Couto Alves, Empresário
Sousa Cintra, Empresário
Joaquim Camilo da Silva, Empresário
António Araújo, Empresário
DIRIGENTES DA LIGA E FPF
Valentim Loureiro, pres. Liga
António Azevedo Duarte, FPF
António Silva Henriques, FPF
Carlos Fonseca Esteves, FPF
Ezequiel Feijão, FPF
Francisco Costa, FPF
António Teixeira Bernardo, FPF
Carlos Olegário, FPF
Carlos Manuel Silva, FPF
Carlos Fernandes Pinto, FPF
Francisco Lopes Ferreira, FPF
João Penicho, FPF
Joaquim Almeida Soares, FPF
José Miguel Mendonça, FPF
João Soares Mesquita, FPF
José António Pinto de Sousa, FPF
Luís Nunes da Silva, FPF
Manuel Nabais, FPF
Paulo Pita da Silva, FPF
Manuel Barbosa da Cunha, FPF
Paulo Porto Gonçalves, FPF
Teresa Barroso Faria, FPF
António Rodrigues da Silva, LPFP
Fernando Santos Mateus, LPFP
João Pinto Correia, LPFP
Júlio Paiva Mouco, LPFP
Mário Borges Graça, LPFP
Carlos Carvalho, Pres. do C. Arbitragem da AF Porto
ÁRBITROS
Domingues Narciso, árbitro
Costa Freire, árbitro
Belarmino Aleixo, árbitro
Bruno Silva Ribeiro, árbitro
Bernardino Santos Silva, árbitro
Amílcar Brito, árbitro
António Batista da Silva, árbitro
Bruno Vicente, árbitro
Carlos Barbosa de Barros, árbitro
Daniel Soares Santos, árbitro
Vasco Costa Vilela, árbitro
José Carreira da Silva, árbitro
José Emílio Pereira Cardoso, árbitro
Jorge Filipe Marques, árbitro
Joaquim Assunção, árbitro
Aníbal Rodrigues Gonçalves, árbitro
António Jorge Silva Neiva, árbitro
Sérgio Teixeira de Jesus, árbitro
Valter Rufo, árbitro
Tomás Rodrigues dos Santos, árbitro
Sérgio Marques da Cunha, árbitro
Rui Manuel Dias, árbitro
Serafim Baía Nogueira, árbitro
José Augusto Pereira, árbitro
José Carlos Vicente, árbitro
José Gavinho Fernandes, árbitro
José Paulo Duarte Esteves, árbitro
Manuel Candeias Quadrado, árbitro
Ricardo Mesquita Moreira, árbitro
Artur Soares Dias, árbitro
Bruno Ribeiro da Costa, árbitro
António Pinto Miranda, árbitro
António Eustáquio , árbitro
Augusto Duarte, árbitro
Bruno Monteiro Pereira, árbitro
Sérgio Pereira, árbitro
Rui Vieira Mendes, árbitro
Pedro Santos Moreira Maia, árbitro
Pedro Sanhudo, árbitro
Manuel Martins dos Santos, árbitro
Leonel da Silva Moreira, árbitro
Carlos Jorge Amado, árbitro
Eduardo Pereira da Silva Gaspar, árbitro
Fábio Pilo, árbitro
Cunha Machado, árbitro
Fausto Sousa Marques,árbitro
Fernando Valente, árbitro
Francisco Vicente, árbitro
Lobato Quintino, árbitro
Francisco Correia Mendes, árbitro
Gonçalo Carvalho Pires, árbitro
Hernâni Bastos Duarte, árbitro
João Andrade Almeida, árbitro
Hugo Campos Moreira, árbitro
Ivan Vigário, árbitro
Hélder Moreira de Carvalho, árbitro
Vladimiro Teixeira da Silva, árbitro
João da Silva Macedo, árbitro
Joaquim Madureira de Freitas, árbitro
Joaquim Paulo Paraty, árbitro
Jorge Saramago, árbitro
Jose António Pereira, árbitro
João Miguel Henriques, árbitro
Joaquim Fernandes Correia, árbitro
José Palma, árbitro
José Chilrito, árbitro
Lucílio Baptista, árbitro
José Manuel Rodrigues, árbitro
José António Pereira, árbitro
Ludovico Areias, árbitro
Marco Bruno Ferreira, árbitro
José Maria Neto, árbitro
Licínio Santos, árbitro
Mário Mendes, árbitro
Nuno Fraguito, árbitro
Miguel Santos Coelho, árbitro
Óscar Coutinho, árbitro
Paulo Moreira Luis, árbitro
Paulo Nobre, árbitro
Rangel Vicente Bernardo, árbitro
Ricardo Lemos Teixeira, árbitro
Rui Geraldes Fernandes, árbitro
Luís Reforço, árbitro
Rui Guedes Correia, árbitro
Pedro Viegas Ribeiro, árbitro
Luís Miguel Lameira, árbitro
Nuno Simões, árbitro
Patrik Pinto, árbitro
Nuno Santos Oliveira, árbitro
Paulo Pereira da Silva, árbitro
Nuno Conceição, árbitro
Nuno Tavares de Almeida, árbitro
Nuno Borba, árbitro
Paulo Barbosa Pereira, árbitro
Pedro Neca, árbitro
Paulo Lourenço Batista, árbitro
Paulo Fernandes Pinheiro, árbitro
Roberto Castro Oliveira, árbitro
Rui Dias Russo, árbitro
Sérgio Sedas, árbitro
Lícino Tavares, árbitro
António Perdigão da Silva, árbitro
Jorge Carvalho e Albuquerque, árbitro
Carlos Xistra, árbitro
Manuel Fernando Pinto Mendes, árbitro
Rogério Santos Silva, árbitro
João Vilas Boas, árbitro
Rui Folha Oliveira, árbitro
Jacinto Paixão, árbitro

Agradecemos a http://relvado.aeiou.pt/

quinta-feira, 14 de junho de 2007

É correr com esta malta toda!


Dia histórico, ou talvez não para o futebol nacional, com a acusação de corrupção activa feita a Pinto da Costa pode-se finalmente ter dado um passo importante para a credibilização desportiva, este processo já tinha sido arquivado por alegadamente não haver nexo causalidade – o fcporto campeão europeu não precisava de corromper o estrela para ganhar o jogo.
Recuando e fazendo o histórico das condenações de árbitros, encontramos a 1ª em 58/59 o árbitro Calabote é acusado de corrupção e afastado da arbitragem, sobre o corruptor e como estamos a falar do slbenfica nada foi feito, provavelmente autocorrompeu-se.
A 2ª aconteceu em 89/90 com o árbitro Francisco Silva, num jogo entre Penafiel e Belenenses, toda a situação com contornos de vendetta, no melhor estilo Siciliano, mais uma vez árbitro irradiado, nada a concluir quanto ao corruptor.
A 3ª situação ocorre em 92/93 num jogo entre Leça e Ac.Viseu, o caso ganhou relevo e ficou conhecido pelo “quinhentinhos” envolvendo Reinaldo Teles do fcporto, e tão evidente que resultou na irradiação de Guímaro, da condenação do presidente do Leça – Manecas e na descida do Clube, sem consequências para Reinaldo.
Em 1996 ocorre o caso Calheiros em que o árbitro vai de férias para o Brasil, através da agência de viagens Cosmos dos irmãos Oliveira, por lapso esquece-se de pagar a viagem, a agência de viagens por sua vez comete um lapso e manda a factura para outro cliente na torre das Antas – fcporto, que novamente por lapso trata de pagar a factura, o caso acabou por ser arquivado depois de se ter verificado que tudo não tinha passado de uma série de equívocos.
A grande ilação a retirar daqui o SC Portugal não está enterrado neste lodo, recorde-se que mesmo actualmente e no âmbito do Apito Dourado tanto Pinto da Costa como o Kadafi dos Pneus e mesmo o Veiga
tem escutas altamente comprometedoras.
Para quem ficou com a impressão que estas pressões na escolha de árbitros não tem nada de mal, as pessoas envolvidas estavam apenas a zelar pelos seus interesses e ninguém tem nada a ver com isso, atente-se no Art.º 335 Código Penal (CP) :
Comete o crime quem abusar da sua influência junto de uma entidade pública para tentar obter uma decisão a troco de uma vantagem (patrimonial, não patrimonial ou promessa). O tráfico de influência mantém-se quando é utilizada uma interposta pessoa e a vantagem é para terceiro. Punido com pena que vai de multa a 5 anos de prisão.
A Liga de Clubes por intermédio de Ricardo Costa que está á frente do organismo que tutela a justiça desportiva garante que tudo não passa de picos de excitação e que não pode colocar ninguém na cadeia, com esta espantosa declaração temos a garantia que por ele continua tudo na mesma, acontecendo uma curiosa e paradoxal pescadinha de rabo na bouca, ora bem a toda poderosa FIFA estabeleceu que nenhum Clube pode apelar para a justiça nos tribunais civis e que as entidades desportivas são competentes para julgar qualquer caso que ocorra, desde corrupção a transferências entre outros.
A liga de Clubes deu força a esta tese condenando o Gil Vicente por ter recorrido a um tribunal civil, na transferência do jogador Mateus e tendo já condenado o Leça á descida devido a corrupção, actualmente a opinião emitida quer pela Liga, quer pela FPF através de Madaíl é que tem de haver condenação nos tribunais civis para gerar alguma reacção por parte da Liga.
Existem claramente 2 pesos e 2 medidas, pois se os envolvidos neste processo fossem Gil Vicente, Penafiel ou Leça, em vez de fcporto, slbenfica ou Boavista fc, já muito a justiça tinha sido aplicada e os “manecas” desta vida sido condenados.
Corrupção é corrupção e para quem diz que o fcporto não precisava de ter corrompido o Estrela para ser campeão, lembramos que o marselha perdeu o título e desceu de divisão no ano em que se sagrou igualmente campeão europeu, após ter sido provada corrupção desportiva com um adversário de valia semelhante ao estrela da amadora.
Curiosa é também a noticia de o BCP através de um balcão do Banco Mello ter financiado através de formas ilícitas a SAD do fcporto.
Continuem a mexer que ainda vão encontrar um nexo de causalidade para lavagens de dinheiro, “desvios” de camiões e tráficos variados.

terça-feira, 29 de maio de 2007

É nossa!


É nossa!
Foia 14ª Taça conquistada pelo grande S.C. Portugal!
Foi a exigência de que falávamos no post anterior, a grande obreira da vitória do S.C. Portugal no Jamor face ao C.F.Belenenses.
A exigência é não esboçar contentamento por ter conseguido o tal 2º lugar que dá acesso directo á liga dos cifrões, mas sim aquelas lágrimas de raiva por não ter atingido o 1º posto.
Bento soube implantar este espírito na equipa de futebol, esperemos que se contagie ás outras modalidades
Exigência é não pensar que agora que o S.C. Portugal venceu a Taça, esta Direcção transfigurou-se e é agora uma cúpula imaculada que corresponde aos anseios dos sócios e adeptos, administrando os bens do Clube com parcimónia, idoneidade e sem jogos de bastidores.
Exigência é ficar contente pelo desfecho no Jamor, mas saber que continua a faltar um pavilhão, estruturas de apoio aos sócios, uma solução para os terrenos do Sporting e transparência nos negócios imobiliários e de atletas.
Exigência é saber que se o Sporting nada tem a haver com apitos dourados e sistemas, apontar e denunciar os donos da bola em Portugal, lutando efectivamente pela sua credibilização.
Exigência é não comer no mesmo prato do que os srs Costa e Loureiro & Loureiro, acabando por ser cúmplice com a falta de aplicação de justiça desportiva, apenas porque o Clube faz parte da direcção da liga.
Exigência é ter bem claro que um sujeito como Vieira que aspira a montar uma réplica do negócio do sr. Costa nunca pode ser nosso consócio.
Exigência é perceber que num País a sério, apenas com algumas das escutas que foram reveladas, já havia Clubes a descer de divisão árbitros e dirigentes irradiados, porque num País a sério, as pessoas exigem!
Não se lembram apenas que são do S.C. Portugal quando existem Domingos iguais ao último.

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Rui Alves também está lá


Ora bem este sr. que já se cruzou no caminho do nosso Clube por algumas vezes, cito de memória o caso Paulo Assunção, em que Soares Franco mandatado para negociar este jogador embarcou em apertos de mão e palmadinhas nas costas e o jogador acabou no Porto, mais recentemente com o jogador Adriano, o Sporting fez uma sondagem para aquisição e este sr. fez o favor de o oferecer ao Porto novamente, sob o argumento de que não pretenderia reforçar um concorrente directo!!???
Este miserável é considerado pela Luta & Resiste como elemento pertecente á já extensa galeria dos inimigos deste Grandioso Clube, porquê?
1)Onde o Sporting aposta em jogadores e na formação de uma equipa competitiva, este vulto aposta, apesar de o negar na oferta de um leque alargado de ofertas sexuais, um bocado como o seu guru Pinto da Costa.
2)Explorando a inépcia dos dirigentes Leoninos tudo tem feito para rebaixar o Clube e as suas gentes, seja com bocas de mau gosto ou com comentários depreciativos.
3)É mais um que dos que até agora o Apito Dourado não conseguiu chegar, apesar de andar lá perto.
É um ser repelente com o mérito indiscutível de ser filho de um humilde calceteiro, ter ido para o continente estudar e conseguido formar-se, onde já não se consegue dar é crédito é a maneira como começou a fazer fortuna na Câmara Municipal do Funchal, onde cada projecto para ser aprovado tinha de lhe sobrar "algum", e assim á custa dos dinheiros ganhos de maneira ílicita conseguiu guindar-se a Presidente do Nacional, terreno fertil para falcatruas onde entre transferências de jogadores, lavagem de dinheiro e ofertas de prostitutas na corrupção activa de árbitros conseguiu prosperar.
E como a vida é um grande circulo, e quando se é trafulha é para sempre, voltou aos negócios sujos da noite, investindo em várias casas de alterne.
Num pequeno aparte, não teve sorte foi com a companheira (escolhida nesses meios), consta que lhe arreava forte e feio, a sra. fugiu para o brasil com um desfalque feito á conta deste animal, que assim começou a ter a sua paga.

E porque o mal não pode triunfar sempre...vais acabar por cair!

1906 Luta & resiste!