quinta-feira, 9 de abril de 2009

Assembleia Geral 17 de Abril de 2009


Recebemos na caixa de comentários uma prepectiva do que se poderá passar no dia 17 Abril, que passamos a publicar na íntegra:

"Não se iludam: o referendo é a última tentativa/manobra do FSF para ludibriar os sócios e finalmente aprovar o seu plano financeiro antes de se ir embora. Passo a explicar:

normalmente um referendo exige apenas uma maioria simples (>50%) dos votos p/ aprovar o q quer q seja. Ou seja, penso q o q vai ser proposto aos sócios na AG do dia 17 de Abril é uma alteração dos estatutos de modo a q as vendas de património do clube e outros assuntos de natureza financeira não necessitem de uma maioria qualificada de 2/3 (66.66%) como é actualmente o quase mas q possam ser decididas com uma maioria simples de 50% (o nome é irrelevante, chamaram-lhe referendo apenas p/ dar um ar mais democrático à marosca).

Só q p/ fazerem essa alteração dos estatutos precisam da aprovação dos sócios c/ uma maioria qualificada de 75%!!! E é esse o objectivo da AG de 17.

Perguntam então os mais crédulos ou inocentes: então mas 75% não é mais difícil de obter do q 66.66%? Qual é a vantagem?
Resposta: A vantagem é q os assuntos a votação são diferentes. A aposta do FSF é q na AG de 17, a votação será "apenas" p/ aprovar a alteração de estatutos p/ incluir a figura do referendo. O FSF deve acreditar q como esta alteração deve parecer aos sócios uma questão pouco polémica, conseguirá obter a tal maioria de 75%.

Se o conseguir, então na AG de 11 de Maio, irá então a votação o seu plano financeiro (mais ou menos o mesmo q já foi chumbado antes) e q nessa altura já não precisará de uma maioria qualificada de 66.66% mas sim de 50% o q é muito mais fácil (teria passado na última AG)!!

Um sócio q seja a favor do referendo mas contra o plano financeiro, verá a dia 11 de Maio como foi ludibriado na AG de 17 de Abril caso tenha contribuído p/ a alteração dos estatutos!!

PORTANTO A AG DE 17 DE ABRIL É SUPER-IMPORTANTE PQ É MUITO MAIS FÁCIL RECUSAR ESTA FRAUDE NA AG DE 17 DE ABRIL DO QUE DEPOIS NA AG DE 11 DE MAIO!!!

Aliás a própria Direcção já confirmou q se a alteração dos estatutos for chumbada eles desconvocam a AG extraordinária de 11 de Maio.

Portanto caros amigos sócios, não se deixem ludibriar e poupem terem de ir votar mais uma vez a 11 de Maio através de uma massiva reprovação à alteração dos estatutos na AG de 17 de Abril!!!"

1906

Luta & Resiste!

3 comentários:

Anónimo disse...

Postei isto no www.forumsporting.com mas penso q tb será útil pô-lo aqui:

"Não se iludam: o referendo é a última tentativa/manobra do FSF para ludibriar os sócios e finalmente aprovar o seu plano financeiro antes de se ir embora. Passo a explicar:

normalmente um referendo exige apenas uma maioria simples (>50%) dos votos p/ aprovar o q quer q seja. Ou seja, penso q o q vai ser proposto aos sócios na AG do dia 17 de Abril é uma alteração dos estatutos de modo a q as vendas de património do clube e outros assuntos de natureza financeira não necessitem de uma maioria qualificada de 2/3 (66.66%) como é actualmente o quase mas q possam ser decididas com uma maioria simples de 50% (o nome é irrelevante, chamaram-lhe referendo apenas p/ dar um ar mais democrático à marosca).

Só q p/ fazerem essa alteração dos estatutos precisam da aprovação dos sócios c/ uma maioria qualificada de 75%!!! E é esse o objectivo da AG de 17.

Perguntam então os mais crédulos ou inocentes: então mas 75% não é mais difícil de obter do q 66.66%? Qual é a vantagem?
Resposta: A vantagem é q os assuntos a votação são diferentes. A aposta do FSF é q na AG de 17, a votação será "apenas" p/ aprovar a alteração de estatutos p/ incluir a figura do referendo. O FSF deve acreditar q como esta alteração deve parecer aos sócios uma questão pouco polémica, conseguirá obter a tal maioria de 75%.

Se o conseguir, então na AG de 11 de Maio, irá então a votação o seu plano financeiro (mais ou menos o mesmo q já foi chumbado antes) e q nessa altura já não precisará de uma maioria qualificada de 66.66% mas sim de 50% o q é muito mais fácil (teria passado na última AG)!!

Um sócio q seja a favor do referendo mas contra o plano financeiro, verá a dia 11 de Maio como foi ludibriado na AG de 17 de Abril caso tenha contribuído p/ a alteração dos estatutos!!


PORTANTO A AG DE 17 DE ABRIL É SUPER-IMPORTANTE PQ É MUITO MAIS FÁCIL RECUSAR ESTA FRAUDE NA AG DE 17 DE ABRIL DO QUE DEPOIS NA AG DE 11 DE MAIO!!!

Aliás a própria Direcção já confirmou q se a alteração dos estatutos for chumbada eles desconvocam a AG extraordinária de 11 de Maio.

Portanto caros amigos sócios, não se deixem ludibriar e poupem terem de ir votar mais uma vez a 11 de Maio através de uma massiva reprovação à alteração dos estatutos na AG de 17 de Abril!!!"

alentejo disse...

Sem tréguas!

Mindo disse...

Primeiro devo dizer que Filipe Soares Franco deu uma goleada a António Dias da Cunha a nível de preparação, retórica e comunicação.

O FSF veio preparado para o debate e o objectivo era só um: destabilizar Dias da Cunha e descredibilizar-lo e penso que conseguiu plenamente o que pretendia.

Quem saíram a perder foram os sócios já que muito pouco se escalreceu. Sabendo que geralemente as pessoas só se lembram de 20% do conteúdo de um discurso e fixam muito mais o lado visual do debate, o que é que as pessoas vão relembrar?
Será mais ou menos isto:

* O Dias da Cunha é que é o culpado do buraco financeiro e dos problemas actuais do Sporting;
* O Dias da Cunha assinou contratos sem comprender o que assinava;
* O Dias da Cunha não se lembra nem de números nem de detalhes importantes do que se passou;
* Aonde o Filipe Soares Franco se baseava em documentos oficiais do Sporting Clube de Portugal, Dias da Cunha refugiava-se em documentos obscuros e aonde certos nunca foram destinados a ser públicos;
* Afinal de contas o Dias da Cunha está senil e a única esperança que sobra para o Sporting é o Filipe Soares Franco.

Embora tenha de admitir que Dias da Cunha contribuiu mais para reforçar a posição de Filipe Soares Franco do para outra coisa, penso que Filipe Soares Franco não foi honesto no seu debate, atacou constantemente Dias da Cunha de maneira subtil porque conhece bem o seu opositor e sabe como o destabilizar.

O problema de Dias da Cunha reside no facto de este não aceitar que a sua memória já não é a mesma de há 15 ou 20 anos e que precisa de documentos e de uma boa preparação para fazer frente a um Filipe Soares Franco que sabendo da importancia do debate preparou-se muitissimo bem.

Agora aqui vai o que o debate realmente divulgou e o que relamente foi dito ou não:

* Filipe Soares Franco foi Vice-Presidente do António Dias da Cunha com participações nas diversas sociedades do Universo Leonino, como é que FSF pode declarar não ter conhecimento do buraco financeiro, e só depois de Dias da Cunha ter voltado do Moçambique é que tal buraco apareceu, metendo medo a Ernesto Ferreira de maneira que este não se candidatasse e deixase caminho aberto a Soares Franco? Ou seja em nem 15 dias apareceu o tal buraco, quando em 2 anos ninguém o tinha visto.

Dias da Cunha entre dois ataques conseguiu fazer algumas perguntas que ficaram sem resposta mas que são fundamentais:

* Aonde está o dinheiro da venda de património não desportivo, da venda de Nani e das receitas de 3 anos seguidos na Champions?
* Como é que o FSF vai impedir que o Sporting Clube de Portugal perca a maioria na SAD?

A essas 2 perguntas FSF chutou para canto e conseguiu guardar a bola fora dos 16 metros, sem por isso dar respostas satisfatórias.
A primeira pergunta limitou-se a questionar a credibilidade do movimento Leão de Verdade, sem responder a questáo que era pertinente e justificada.

A segunda penso que era importante os sócios perceberem a verdadeira e única natureza dos VMOC's.

O FSF sabe que para adquirir novos investidores, o Sporting terá forçosamente que abdicar da maioria na SAD, pois quem é que está disposto a investir dinheiro numa sociedade, sem ter o controlo sobre a maneira como esta é gerida?

Os VMOC são uma solução subtil para que tal aconteça, fazemos as contas juntos:

1. O Sporting vai baixar o preço das acções com a emissão de novo capital por 20 mio de EUR;
2. O investimento será feito a partir da venda de VMOC por 55 mio de EUR
3. Para garantir o valor da SAD, os direitos do Estádio (bilheteira, concertos etc) e a Academia passará para a SAD. O seja o todo o activo e passivo do Sporting estará na SAD (o que ficará no Clube?)
4. Depois desta operação o Sporting terá sempre 50,1% do capital da SAD

Até aqui tudo bem, só que o que o Dr. Filipe Soares Franco não disse é que se o Sporting não conseguir rembolsar 60 mio de EUR dos VMOC em 5 anos (capital + juros) os investidores poderão obtar por convertir a divida que detém em acções da SAD leonina.

Visto o número limitado das acções no mercado (o número marginal que está em circulação não chega para cobrir os 60 mio), o Sporting terá por força de abdicar das suas acções em favor dos investidores, logo deixará de ter a maioria na SAD.

O exemplo dado pelo FSF é correcto desde que os VMOC's sejam rembolsados e não convertidos em acções.

Afinal toda está jogada não é nada mais do que uma OPA sobre o Sporting favoravél aos investidores já que receberão as acções a um preço fixo de 1 € (bastante abaixo da quotação actual e probavélmente da quotação futura), e isto sem que os sócios tenhem algo a dizer!

Repito para que seja bem claro: Os sócios não terão nada a dizer! Porquê?

* Os sócios são sócios do Sporting Clube de Portugal e não da SAD
* O Património passa a pertencer à SAD
* Os estatutos do Clube não se aplicam à SAD

Visto que o Sporting Clube de Portugal deixará de ter a maioria na SAD, e que nada poderá ser feito para evitar a conversão dos VMOC's pois o Sporting assinará o contrato de emissão logo será obrigado a cumprir o que ali está estipulado.

Todos sabem que os estatutos do Sporting Clube de Portugal exigem que qualquer estádio do Sporting Clube de Portugal terá de ter o nome de José de Alvaldade. A partir do momento aonde os direitos do Estádio transitarem para a SAD, nada impede à SAD de por o nome do Estádio à venda assim depois da Academia Puma, poderemos ter o Estádio Coca-Cola, Viagra ou probavelmente Rennie ou Compensan.

Ninguém se ilude, a próxima assembleia é vital para o Sporting, votar SIM é abrir o caminho para o fim do que o Sporting Clube de Portugal representa.

Pode até ser que o caminho do FSF seja o único possivel, mas antes de tomar uma decisão irreversivél gostaria que tal se passasse depois das eleições, gostaria de saber se a direcção de FSF diminuiu efectivamente o passivo, já que vendemos jogadores e investimos muito pouco nos útlimos anos, logo se o passivo aumentou esta direcção terá sida pior do que a anterior.

Uma vez as perguntas sobre as contas actuais do clube eslarecidas, então sim deveremos tomar uma decisão!

O FSF já tinha dito que vender o património desportivo seria a única solução para a sustentabilidade do Sporting Clube de Portugal, e o que é que vemos hoje? O passivo practicamente não diminuiu.

Quem me garante do sucesso deste caminho? Depois de vender a nossa alma, o que é que nos resta?

O facto do Dias da Cunha não ser bom em retórica, não impede que tenha razão quando ao falso rumo que o Sporting está a levar.

Não ei se o meu post terá algum impacto, sinceramente pouco me importa, mas o que importa é que tenha tentado algo.

Eu moro no Luxemburgo, sou sócio correspondente, não tenho direito de voto e mesmo que tivesse não poderia me deslocar a Portugal para ir votar...mas voceses podem!

Os sócios tem como dever de salveguardar os interesses superiores do Sporting Clube de Portugal!
Devem todos ir votar, votem todos NÃO!

N.B: SE de facto o Dias da Cunha tinha já vendido o património não desportivo nos ditos contratos, então os contratos são nulos. Os estatutos do Sporting Clube de Portugal são claros! A venda de património tem ser avalizada por maioria de 2/3 dos sócios. Se foi o Dias da Cunha que vendeu o património, porque foi então preciso tanta romaria para comsumir o que estava acordado?
Essa clausula é pura e simplesmente inválida já que ultrapassa os poderes de quem assinou e os bancos sabem disso, e foi por isso que nunca obrigaram o Sporting a cumprir.

Embora a explicação do Dias da Cunha tivesse sido confusa, é a única correcta porque o Dias na Cunha não tinha o poder de vender o património do Sporting sem acordo dos sócios, da mesma maneira que o FSF não o pode fazer hoje.

Então porque será?

P.P.S: Vamos fazer um bocado de contas:

O capital actual é de 42.000.000 €:

- Redução de capital para 21.000.000€

- Aumento de capital de 20.000.000€ para 41.000.000€

- Aumento de capital de 41.000.000€ para 96.000.000€ por intermedio do lançamento de VMOC's no valor de 55.000.000€.

Neste caso o Sporting continua com a maioria na SAD, logo o que acontecrá quando se os investidores decidirem de transformar os 55.000.000 € de VMOC's em acções?
Aonde fica a maioria do clube?


Saudações leoninas
Mindo