Recebemos um comunicado da AAS que passamos a publicar na íntegra:
"No rescaldo de (mais) um resultado indigno dos pergaminhos do Sporting Clube de Portugal, a Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS tem a comunicar o seguinte:
1) Ao longo destes últimos anos temos vindo a assistir a uma transfiguração do Sporting Clube de Portugal, com a perda de um pavilhão próprio, com a extinção de modalidades com historial no clube e com o definhamento das poucas ainda existentes.
2) Tal política vem sendo seguida pelas últimas direcções do clube em nome de um fortalecimento do futebol do mesmo (designado como o seu «core-business»), com toda a legitimidade que lhes é conferida pelos programas que foram sufragados nas respectivas eleições.
3) No que respeita a esta direcção em particular, foi assumido que o seu projecto passava pela concretização de «Um Sporting Europeu», tendo ainda sido assumido este ano, frontalmente, a luta pelo título nacional consubstanciada na frase «Quero ser Campeão!».
4) Esta equipa técnica teve sempre toda a solidariedade da direcção do clube, mostrando total sintonia em todas as decisões tomadas.
5) No dia 10 de Março de 2009, o Sporting ficou na história do futebol português e europeu pelas piores razões possíveis, precisamente 45 anos depois da maior conquista do clube nas competições europeias de futebol.
6) As responsabilidades por esta triste página da história do nosso clube não deverão ser personificadas em ninguém, mas sim assumidas com a mesma solidariedade evidenciada até aqui pela direcção do clube e pela sua equipa técnica, na devida altura e com a humildade e contrição que uma altura destes exige. Da mesma forma, afirmar que a Sporting SAD irá “assumir as suas responsabilidades” serão apenas palavras vãs se não estiverem acompanhadas de acções condizentes com a gravidade do sucedido.
7) Existiam muitos Sportinguistas que, ontem, não sabiam bem que Sporting querer. Muitos hoje, pelo menos, sabem bem que Sporting não querem – ESTE! Na AAS sabemos que Sporting não queremos mas sabemos, sobretudo, que Sporting queremos!
Uma última e importante palavra para os verdadeiros e únicos leões que estiveram em Munique: os cerca de 2000 presentes na bancada, verdadeiros portadores do estandarte leonino e guardiães da divisa do Sporting, esquecida por muitos que representam o nosso clube e incomparáveis com quaisquer outros. É uma honra ter-vos como companheiros de clube!
Ao ESFORÇO no acompanhamento do clube por toda a parte, à DEDICAÇÃO sem limites ao Sporting Clube de Portugal e à DEVOÇÃO incondicional ao ideal expresso pelos fundadores do clube apenas não é correspondida pela GLÓRIA de quem deveria envergar a camisola do Sporting Clube de Portugal com orgulho, brio, raça e honra!
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS"
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
A REDE !

Deixamos então o press-release que nos foi enviado pela AAS, neste seu contributo de inegável Sportinguismo:
"Já conhece “A REDE”?
Em preparação há algumas semanas, a Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS, apresenta o seu nóvel projecto intitulado “A REDE”.
Este projecto tem como principal objectivo aproximar todos os sportinguistas do país, gerar sinergias entre todos e permitir que todos se possam deslocar aos estádios onde o Sporting Clube de Portugal joga ao mais baixo preço possível.
Para cumprir tal desiderato, a Associação de Adeptos Sportinguistas tem, desde hoje, disponível uma nova secção no seu sítio oficial na internet, que colocará gratuitamente ao serviço dos núcleos sportinguistas e outras organizações do universo leonino e onde estes poderão anunciar as viagens que planeiam organizar, bem como o meio de contacto com o respectivo organizador.
Pretende-se, com tal iniciativa, obter sinergias entre todos os sportinguistas do país a dois níveis :
Ao nível individual : em qualquer parte do mundo, qualquer sportinguista poderá consultar o sítio oficial da AAS e, a qualquer momento, saber que núcleo está a organizar excursões para ir ver o Sporting Clube de Portugal, bem como qual o excursão a partir mais perto da sua área de residência.
Ao nível dos núcleos : permite que qualquer núcleo possa verificar que outros núcleos sportinguistas estão a organizar excursões para ir ver o Sporting Clube de Portugal. Na eventualidade de um determinado núcleo não conseguir ter a sua excursão completa por falta de adesão, pode procurar verificar qual o núcleo mais próximo a organizar uma excursão e juntarem-se na organização da deslocação, viabilizando a mesma por força de tal sinergia.
Permite igualmente criar um ponto central de informação para que os sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal que não tenham contacto com qualquer núcleo se possam informar das deslocações em planeamento e ter assim a possibilidade não só de viajarem bem acompanhados, como de reduzir significativamente as despesas.
Este espaço está disponível no sítio da AAS desde o dia 5 de Março de 2009 e o jogo inicial para o arranque desta iniciativa é precisamente o jogo da Final da Taça da Liga, no Estádio do Algarve, contra o SL Benfica.
A todos os núcleos que pretendam publicitar a sua excursão, basta para o efeito enviar um email para geral@aasporting.com com indicação do Nome do Núcleo, ponto de partida, meio de contacto (email ou telefone) e nome da pessoa a contactar (opcional).
Este é um serviço totalmente grátis que a Associação de Adeptos Sportinguistas coloca ao dispôr da nação leonina. Aproveite este espaço que é inteiramente seu!
Agradecemos, para o efeito e em especial, a colaboração dos associados AAS Jorge Brázia e Bruno Martins e ao blog “A Norte de Alvalade, bem como a todos os outros blogues que entenderam juntar-se a esta iniciativa. O nosso obrigado por permitirem que esta iniciativa chegue o mais longe possível, a todos os sportinguistas do mundo.
Na sequência deste lançamento, aproveitamos para apelar à comparência de todos os sportinguistas no próximo jogo no Estádio José Alvalade para que todos possamos ganhar mais 3 pontos rumo ao objectivo final : o título de campeões nacionais!
Na festa de Alvalade, indiquemos o caminho. O único caminho:
“Rumo ao título! Sporting Sempre!”
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS"
1906
Luta & Resiste!
terça-feira, 3 de março de 2009
Imaginação & Tiros de Canhão

Imaginação
Com imaginação poderíamos visualizar um treinador, vamos buscar por exemplo o melhor do mundo - José Mourinho.
Peguemos então na equipa que o melhor treinador do mundo está a treinar - o Inter e num exercício esforçado de imaginação coloquemos as seguintes palavras serem pronunciadas por Mourinho:
"Espero que o ambiente no Meazza nos dois jogos em casa seja positivo. Com o Basileia, fomos assobiados e ainda ontem [Sexta] o A.C. Milan ganhou três pontos com o apoio que teve."
Novamente num exercício esforçado de imaginação, pergunto: O que é que sucederia a Mourinho? Qual seria a reacção dos dirigentes do Inter? E já agora dos adeptos?
Quem é que se pode rever em palavras deste teor?
Nada de surprendente: os adeptos foram transformados em meros "paga e não bufes" nesta era das SAD´s estas coisas fazem-lhes confusão...a exigência!
Quer dizer primeiro transformam-nos em clientes e agora é em quê? Majoretes????
Se me tratam como cliente, se eu pago, eu tenho direito a exigir! Ou como se diz na minha terra: Se paguei, tenho de comer!
Com os que até concordam com as infelizes palavras de Bento, não me surpreendo são fruto de 13 anos de projecto sadístico, são os mesmos que até saem a rir depois de levarmos 5-0, ou mandam mails com piadinhas parvas em nome do fair-play.
Tiros de Canhão
O Sporting num jogo que podia decidir o título de campeão e nos poderia aproximar da liderança, esvaziou o tambor da arma nos pés, o calibre dos projecteis de grandes dimensões fez estragos irreparáveis, e que se vão fazer sentir até ao fim da época, tudo isto no espectacular intervalo de 5 dias.
1.Preparação do jogo, poupança de jogadores com o Bayern, o que resultou só, na pior derrota em casa de uma equipa nesta fase da LC.
2.Agendamento da partida, primeiro autorizámos, depois de enganados, viemos para a comunicação social carpir mágoas.
3.Paulo Bento para para beber café na Atalaia e é informado que o Veloso está inapto. Reacção? Informar o mundo da potência informativa existente na Atalaia e que andou aos gritos com o médico do Sporting.
4.Vukcevic fica repentinamente com um surto de gripe e não pode estar presente no Dragão.
5.Nomeado joão Ferreira não fez qualquer jogo na Liga Sagres e andou grande parte da época desaparecido em combate (No líbano - O homem é militar). A nomeação do 4º árbitro também foi a gosto.
6.No dia de jogo Soares Franco senta-se ao lado de quem no dia anterior os responsáveis pelo futebol acusaram de engano e tentativa de aproveitamento desportivo.
7. Antes do jogo começar os adeptos marcados pela derrota 0-5 em casa frente ao Bayern, exibem uma tarja "25-02-2009 A vergonha da nossa cara". O jogo decorre de acordo com as melhores tradições nacionais dos últimos anos, o Sporting é APOIADO DURANTE TODO O JOGO PELA SUA MASSA ADEPTA, conseguindo-se sobrepôr ao apoio dado pelos adeptos do FCPorto. O Sporting Clube de Portugal empata a zero.
8.O jogo acaba e os jogadores, segundo o relato de Pereirinha na CS festejam todos abraçados e a parabenizarem-se uns aos outros.
9.Bento aproveita o facto de se ter aberto a dita tarja antes do ínicio do jogo, para tecer as seguintes considerações:
"Espero que o ambiente em Alvalade nos dois jogos em casa seja positivo. Com o Basileia, fomos assobiados e ainda ontem [Sexta] o benfica ganhou três pontos com o apoio que teve."
10.A AAS manda um comunicado para a CS, rejeitando as palavras de Bento. E desde dirigentes a simples adeptos, continuam a achar que o que afinal o que está bem, é como o Bento diz, os outros são um exemplo, a AAS não tem representatividade, e o Bento já levou 3 x seguidas a equipa á LC, e ganhou 5 títulos.
Como é que mesmo assim, com todos estes ataques á tão nomeada militância, ainda sobrevivem militantes?
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
É dos livros...

SCPortugal vs Bayern Munchen
(...)a bem servir-se da natureza da besta, deve dela retirar as qualidades da raposa e do Leão, pois este não tem qualquer defesa contra os laços, e a raposa contra os lobos. Precisa, pois, de ser raposa para conhecer os laços e Leão para aterrorizar os lobos.
Maquiavel in O Principe, sec.XVI
Comentário:
Rodar e poupar jogadores com o Bayern? Ah! Afinal era disto que falava Soares Franco quando prometeu uma equipa para a europa...
Continuamos a ganhar fama na europa, podia era começar a ser por melhores motivos!
FCPorto vs SCPortugal
E tão simples, são os homens, e obedecem tanto ás necessidades presentes, que aquele que engana sempre encontrará quem se deixe enganar.
(...)Jamais existiu homem que possuísse maior segurança em asseverar, e que afirmasse com juramentos mais solenes o que, depois, não observaria.
No entanto, os enganos sempre lhe correram à medida dos seus desejos, pois ele conhecia muito bem este lado da natureza humana.
Maquiavel in O Principe, sec.XVI
Comentário:
Mais uma vez embrulhados pelo Sr. Costa, recapitulemos:
1)O Sporting aceita antecipar o jogo para sábado, porque o Porto tinha uma eleminatória para a taça de portugal com o Estrela da Amadora na quarta-feira seguinte????? AH!AH!AH!AH!
2)Sabendo á partida que o Porto tinha jogado na champions na terça e que o jogo com o Bayern seria quarta.(erro crasso)
3)Confirmada a antecipação para sábado, o Porto trata de adiar a eleminatória com o Estrela para dia 22 de Março, numa altura em que o campeonato é interrompido para se jogar a final da taça da liga.
4)A Liga confirma primeiro a antecipação e a FPF o adiamento.
A pergunta:
São os outros que são superprofissionais, ou no Sporting é tudo amador? Pá temos uma SAD e tudo, não era suposto termos gente a tratar destes detalhes?
É que até parece fácil...
1906
Luta & Resiste!
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Direcção do Sporting,
sócios,
Sporting
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Mais do que um jogo...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
AAS Pensar Sporting II - Conclusões

Recebemos da AAS um press release que passamos a transcrever na íntegra:
Publicação de Relatório II Pensar Sporting e
Sporting-Benfica
Tal como previamente anunciado, está desde hoje disponível para download e consulta o relatório elaborado pela Associação de Adeptos Sportinguistas, em www.aasporting.com, referente ao evento “II Pensar Sporting” que teve lugar no passado sábado dia 14.
Aproveitamos para desafiar, incitar todos os sportinguistas a marcarem o seu lugar para a festa do próximo sábado frente ao rival de Carnide, chegando às imediações do estádio com antecedência, apoiando incessantemente a equipa durante os 90 minutos e tornando o Estádio José Alvalade num autêntico vulcão em ebulição e intimidante para os nossos adversários.
Rumo ao título! Sporting Sempre!
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
“II Pensar Sporting”
Recebemos um comunicado da AAS, fazendo um resumo das principais ideias em debate no seminário por eles organizado e que passamos a publicar na íntegra:
“II Pensar Sporting”
Teve lugar no Hotel Vila Galé Ópera****, em Lisboa um seminário organizado
pela Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS subordinado ao tema “Pensar
Sporting”.
O mote foi dado e os participantes envolveram-se afincada e apaixonadamente
no diagnóstico de determinados problemas do clube, bem como em medidas
passíveis de serem executadas para ultrapassar alguns dos problemas identificados.
Debateram-se temas transversais à organização Sporting Clube de Portugal,
desde a sua cultura, as modalidades, a relação clube SAD terminando com uma discussão sobre os sócios e adeptos.
Este evento será o ponto de partida para um relatório que a AAS está a
preparar e que será publicado na próxima 5ª Feira em www.aasporting.com.
Este relatório pretende disponibilizar informação detalhada sobre o evento e
espelhar as conclusões a retirar do mesmo, transmitir as recomendações da AAS perante o diagnóstico efectuado e apresentar os resultados de um inquérito efectuado aos presentes sobre temas transversais da actualidade do clube. O relatório “II Pensar Sporting” contará ainda com a participação de uma entidade internacional.
Apesar disso, entendemos destacar 6 ideias-chave identificadas pelos
participantes :
1. O Sporting terá sempre de ter uma liderança carismática
consubstanciada numa mensagem, interna e externa, forte no apelo e
divulgação de sportinguismo, de forma a ser capaz de estabelecer
rupturas sempre que necessário no sentido de levar o clube a trilhar o
seu próprio caminho, liderando neste sentido todo o futebol nacional;
2. Imperativo clube manter a maioria do capital social na SAD, sob pena da
inversa levar ao definhamento final e até à morte do clube – algo que
não está previsto no corrente plano financeiro que incluí as VMOCs – a
ser, ainda, votado em Assembleia-Geral;
3. Aumento da transparência do clube perante os seus associados – seja
pela apresentação de documentos quando solicitados, seja pelo
esclarecimento total quanto a medidas a implementar ou a serem
votadas em Assembleia-Geral;
4. Identificação das Modalidades/Ecletismo como ponto de partida para a
recuperação da mística leonina – quer através da formação de jovens ou
da possibilidade oferecida a jovens de praticar desporto (em diversas
modalidades) com regularidade nas instalações do clube;
5. Re-erguer o orgulho em ser sportinguista, dinamizando os núcleos e
proporcionando condições a que o máximo de pessoas se possa deslocar
ao estádio para ver um determinado jogo. Numa expressão: renovar os
hábitos de presença dos sportinguistas em Alvalade.
6. Dignificação e glorificação de ex-atletas - aqueles que são ou se tornarão,
no futuro, símbolos do clube.
Neste evento estiveram representados:
- Conselho Leonino do Sporting Clube de Portugal,
- Movimento Independente de Reflexão Sportinguista “Ofensiva 1906”,
- Blog “Centúria Leonina”,
- Movimento “Leão de Verdade”,
- Membros da iniciativa “Star Tracker”,
- Associados Associação de Adeptos Sportinguistas,
- Orgãos Sociais da Associação de Adeptos Sportinguistas
- Associados e Adeptos do clube que não se enquadram em nenhum dos
anteriores grupos,
Em representação do Sporting Clube de Portugal, foram convidados igualmente o vice-presidente do clube – Mário Patrício e o director de comunicação Miguel Salema Garção que, apesar de apreciarem e apoiarem a iniciativa, declinaram o convite alegando compromissos pessoais e profissionais, respectivamente.
Aproveitamos para agradecer públicamente a todos os que marcaram presença e participaram activamente neste debate, enriquecendo-o com as suas intervenções numa inegável demonstração de militância sportinguista, em especial para os que se deslocaram de fora de Lisboa. Bruxelas, Grandola,Porto, Coimbra e Lisboa foram algumas das cidades originárias dos participantes.
Foi um pequeno passo para um grande desígnio chamado Sporting Clube de
Portugal.
O Sporting ficou, com certeza, mais forte, mas nada terminou aqui...tudo
começa!
Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS
1906
Luta & Resiste!
“II Pensar Sporting”
Teve lugar no Hotel Vila Galé Ópera****, em Lisboa um seminário organizado
pela Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS subordinado ao tema “Pensar
Sporting”.
O mote foi dado e os participantes envolveram-se afincada e apaixonadamente
no diagnóstico de determinados problemas do clube, bem como em medidas
passíveis de serem executadas para ultrapassar alguns dos problemas identificados.
Debateram-se temas transversais à organização Sporting Clube de Portugal,
desde a sua cultura, as modalidades, a relação clube SAD terminando com uma discussão sobre os sócios e adeptos.
Este evento será o ponto de partida para um relatório que a AAS está a
preparar e que será publicado na próxima 5ª Feira em www.aasporting.com.
Este relatório pretende disponibilizar informação detalhada sobre o evento e
espelhar as conclusões a retirar do mesmo, transmitir as recomendações da AAS perante o diagnóstico efectuado e apresentar os resultados de um inquérito efectuado aos presentes sobre temas transversais da actualidade do clube. O relatório “II Pensar Sporting” contará ainda com a participação de uma entidade internacional.
Apesar disso, entendemos destacar 6 ideias-chave identificadas pelos
participantes :
1. O Sporting terá sempre de ter uma liderança carismática
consubstanciada numa mensagem, interna e externa, forte no apelo e
divulgação de sportinguismo, de forma a ser capaz de estabelecer
rupturas sempre que necessário no sentido de levar o clube a trilhar o
seu próprio caminho, liderando neste sentido todo o futebol nacional;
2. Imperativo clube manter a maioria do capital social na SAD, sob pena da
inversa levar ao definhamento final e até à morte do clube – algo que
não está previsto no corrente plano financeiro que incluí as VMOCs – a
ser, ainda, votado em Assembleia-Geral;
3. Aumento da transparência do clube perante os seus associados – seja
pela apresentação de documentos quando solicitados, seja pelo
esclarecimento total quanto a medidas a implementar ou a serem
votadas em Assembleia-Geral;
4. Identificação das Modalidades/Ecletismo como ponto de partida para a
recuperação da mística leonina – quer através da formação de jovens ou
da possibilidade oferecida a jovens de praticar desporto (em diversas
modalidades) com regularidade nas instalações do clube;
5. Re-erguer o orgulho em ser sportinguista, dinamizando os núcleos e
proporcionando condições a que o máximo de pessoas se possa deslocar
ao estádio para ver um determinado jogo. Numa expressão: renovar os
hábitos de presença dos sportinguistas em Alvalade.
6. Dignificação e glorificação de ex-atletas - aqueles que são ou se tornarão,
no futuro, símbolos do clube.
Neste evento estiveram representados:
- Conselho Leonino do Sporting Clube de Portugal,
- Movimento Independente de Reflexão Sportinguista “Ofensiva 1906”,
- Blog “Centúria Leonina”,
- Movimento “Leão de Verdade”,
- Membros da iniciativa “Star Tracker”,
- Associados Associação de Adeptos Sportinguistas,
- Orgãos Sociais da Associação de Adeptos Sportinguistas
- Associados e Adeptos do clube que não se enquadram em nenhum dos
anteriores grupos,
Em representação do Sporting Clube de Portugal, foram convidados igualmente o vice-presidente do clube – Mário Patrício e o director de comunicação Miguel Salema Garção que, apesar de apreciarem e apoiarem a iniciativa, declinaram o convite alegando compromissos pessoais e profissionais, respectivamente.
Aproveitamos para agradecer públicamente a todos os que marcaram presença e participaram activamente neste debate, enriquecendo-o com as suas intervenções numa inegável demonstração de militância sportinguista, em especial para os que se deslocaram de fora de Lisboa. Bruxelas, Grandola,Porto, Coimbra e Lisboa foram algumas das cidades originárias dos participantes.
Foi um pequeno passo para um grande desígnio chamado Sporting Clube de
Portugal.
O Sporting ficou, com certeza, mais forte, mas nada terminou aqui...tudo
começa!
Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
II Pensar Sporting

Recebemos um press release da AAS, que passamos a trancrever na íntegra:
II Pensar Sporting
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Prosseguindo a actividade inovadora que caracteriza o primeiro ano de existência da Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS, irá ter lugar no próximo sábado, num hotel em Lisboa, um seminário organizado pela AAS subordinado ao tema “Pensar Sporting”.
Esta segunda edição do evento irá juntar sportinguistas com diferentes visões
do clube para que, todos juntos, debatam temas da actualidade do clube.
Durante o dia de sábado, entre as 10h e as 17h30, precisamente no “Dia dos Namorados”, cerca de 30 sportinguistas darão o exemplo da seriedade e da
responsabilidade com que encaram o Sporting Clube de Portugal, numa
discussão que se pretende profícua e objectiva.
Contaremos com sportinguistas do Porto, grande Lisboa, Alentejo e Bruxelas.
Consideramos que o Sporting Clube de Portugal atravessa, entre outras,
dificuldades ao nível da comunicação entre e com os seus adeptos e
associados. De facto, e sobretudo em alturas pré-eleitorais, tendem a existir
movimentações e diversas reuniões entre sócios do clube, normalmente entre
pessoas que partilham a mesma visão para o clube.
Neste contexto, consideramos este evento uma “lufada de ar fresco” no
ambiente interno do clube, esperando que fique demonstrado um verdadeiro
exemplo de como os sportinguistas se devem considerar mutuamente,
independentemente da forma como pensam ou vislumbram o futuro do clube.
Será no entanto, “apenas” mais um pequeno passo...por um grande desígnio
chamado Sporting Clube de Portugal.
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Ver mais televisão...ou talvez não?

Agradecemos o conselho para vermos mais televisão, um engraçado teaser lançado pelos nossos consócios da CL, baseado na inside information que Soares Franco não se iria recandidatar.
Sabendo que o acessor de Soares Franco faz parte da CL, e que é actualmente associado da Vieira de Almeida e Associados precisamente na área de imobiliário, urbanismo e ambiente, esperemos que os recentes desenvolvimentos no caso Freeport não lhe belisquem a imagem numa futura candidatura aos orgãos sociais do Clube.
Neste período pré-eleitoral o interesse pelo bem do Clube é ofuscado pelas várias fogueiras de vaidades que se vão acendendo um pouco por todo o lado, acontece é que alguns telhados podem não ser tão resistentes como se julgam, e ás vezes tambem se partem.
Relativamente a ver mais televisão, somos da opinião que massifica, gostamos mais do popular adágio: ler jornais é saber mais...
1906
Luta & Resiste!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O pai do projecto...

Roquette, o homem que foi escolhido em 1996 pelos Sportinguistas para salvar o Clube de um buraco 40 milhões de euros, defendendo uma estrutura empresarial, em que através das melhores prácticas empresariais e imobiliárias, livraria o Sporting Clube de Portugal de estar dependente da bola que batia na trave, depois de em 1995 ter falhado Santana Lopes como o seu testa de ferro na presidência.
Avançando 10 anos, foi a vez de o director financeiro do Clube - Rui Meireles, resumir aquela que foi uma gestão séria, honesta e visionária com a apresentação em AG do impressionante numero de 420 milhões de euros.
Depois disso já foram apresentados mais numeros: 340M, 275M, 210M, 270M, 240 e novamente 240M. Em 2006 quando Soares Franco foi eleito o objectivo era colocar a dívida nos 150M euros,entretanto, vendeu-se património do Clube e venderam-se jogadores, prometeu-se uma equipa para a Europa...passados 3 anos em 2009 Soares Franco establece que o seu plano passa por colocar a dívida nos 150 mil euros.
Até hoje foi este o resultado do profissionalismo de homens como Carlos Freitas, Rui Meireles, Soares Franco, Ribeiro Telles, Silva e Costa, Bettencourt, Pedro Afra, José Nobre Guedes, Frederico Pinto Basto, Rogério Alves, Dias da Cunha, Rita Figueira, Rolando Olveira(Filho de Joaquim Oliveira), Pedro Mil-Homens, Paulo Abreu, Dias Ferreira, Salema, Norton de Matos, Carlos Janela, Batalha Ribeiro, Neutel, horta e Costa, Diogo Gaspar Ferreira, Menezes Rodrigues, Oliveira e Costa e outros tantos notáveis, em suma uma lista (incompleta) que só por si dava um blogue, mas onde todos estes nomes defendiam a visão de Roquette tambem conhecido como pai do projecto.
Um Projecto que criou 18 empresas, em que o passivo da maior parte delas era "provocado" por empresas pertencentes ao Universo Sporting. Rigor, seriedade, transparência ou apenas contabilidade criativa?
Hoje dia 21 de Janeiro de 2009 lembrámos-nos novamente do pai do projecto, sociológicamente seria interessante até, estudar este cognome e relacioná-lo com o facto de alguns fazedores de opinião (a maior parte deles pertencente á corte roqueteira) se sentir orfã na ausência de nomes presidenciaveis, ao invés do escrutinio de projectos e alternativas.
Mas como estávamos a dizer hoje lembrámos-nos do paizinho, esse homem santo que começou por nos servir o fervor palavroso de Santana, as omissões e erros de casting de Dias e o monolitismo de Franco, o Correio de Manhã apresenta-nos algo já tinha merecido a nossa atenção neste espaço em 31/12/2008 e aqui a 6/10/2008.
As tropelias realizadas extra futebol pelo "paizinho" Roquette, neto de um Fundador do nosso Sporting, o mesmo Fundador, agora renegado pelo último delfim do seu projecto: " Não podemos ficar amarrados aquilo que foi um sonho de um fundador" - Soares Franco.
Afinal de contas, "É muito simples. José Roquette julgava que o Sporting era uma operação tão fácil como o Totta, em que ele, numa operação ilegal, ganhou 20 milhões de contos [cem milhões de euros] sem pagar um tostão de impostos e, ainda por cima, acabou por comprometer aquele que foi recentemente eleito Presidente da República, Cavaco Silva."
Deixamos apenas a cronologia:
10/07/1989
Estado procede à privatização da 1.ª tranche do Banco Totta & Açores (BTA). Banesto, em aliança com o grupo português de José Roquette, venceu por 50 cêntimos a oferta do Banco Hispano Americano (BHA): 21,5 euros por acção contra 21 euros. No fim do Verão, o Banesto tinha 3,32% e o grupo de Roquette 7,86% do BTA.
29/07/1989
Acordo entre Banesto e o grupo português, assinado por Javier Abad e José Roquette, cria a sociedade Valores Ibéricos e estabelece que 'o controlo do BTA era o objectivo do Banesto', relata Mario Conde no seu livro.
29/10/1989
Sonae e Banesto anunciam em Lisboa um acordo no qual o Banesto, em aliança com José Roquette, passaria a controlar 30% do BTA. 'Mediante uma contrapartida adequada, o grupo liderado por Belmiro de Azevedo aceita retirar-se da disputa', dizia o comunicado, pelo BTA.
31/07/1990
Estado procede à privatização da 2.ª tranche do BTA. Governo autoriza que a participação estrangeira aumente de 5% para 10%. Banesto passa a deter 9,50%, Valores Ibéricos 28% e Roquette, a título individual, 2,5%. Aliança Banesto-Roquette controla 40% do BTA.
27/12/1991
Mario Conde, presidente do Banesto, e José Roquette assinam o 'pacto de La Salceda'. Roquette, segundo o livro de Conde, 'comprometia-se a vender as suas participações no banco – a pessoal e a posição na Valores Ibéricos – ao Banesto.' Com esta operação, 'o Banesto completava, pois, um investimento que lhe permitira apoderar-se de 50% do Totta & Açores: 68 700 milhões de pesetas.'
22/04/1992
Braga de Macedo, então ministro das Finanças, reúne pela primeira vez com os accionistas privados do BTA. No almoço-trabalho, estão presentes Mario Conde, José Roquette, Alípio Dias, dirigente do BTA, Elias da Costa, secretário de Estado do Tesouro. 'Ficou claro, nessa reunião, o interesse estratégico do Banesto no BTA', disse o ministro na comissão eventual de inquérito parlamentar ao processo de privatização do BTA.
17/05/1993
Braga de Macedo reúne com Mario Conde, José Roquette, Roberto Mendonza, vice--presidente da J. P. Morgan. Conde afirma no seu livro que o ministro foi informado de que 'o Banesto controlava 50% do BTA e que era necessário encontrar uma saída para a situação.' E 'Braga de Macedo reagiu, manifestando uma surpresa que, naquele momento, parecia autêntica'. O ministro disse à comissão parlamentar que, 'durante a conversa, se tornou claro que os accionistas estrangeiros tinham uma influência na gestão do BTA muito superior à participação social que afirmavam ter'.
03/07/1993
Em Estepona, perto de Marbella, onde estava a decorrer um seminário do Banesto, Mario Conde revela a jornalistas portugueses que o Banesto controla 50% do BTA e dá informações sobre as sociedades portuguesas que haviam adquirido as acções.
03/12/1993
Braga de Macedo, antes de sair do Ministério das Finanças, determina o envio do processo BTA/Banesto à Procuradoria-Geral da República.
28/12/1993
Banco de Espanha abre um processo contra Mario Conde, o conselho de administração do Banesto e quatro directores-gerais. A nota de culpa, que seria entregue em Maio de 1994, inclui as operações no BTA correspondentes à 'realização de actos fraudulentos e utilização de pessoas interpostas'.
14/07/1994
Inicia funções a Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar ao processo de privatização do BTA.
In Correio da Manhã 21/01/2009
CONTINUEM A VER TELEVISÃO...
1906
Luta & Resiste!
Marcadores:
corrupção,
sócios,
Sporting,
tráfico de influências
sábado, 17 de janeiro de 2009
Cumplìces no crime

Órgão criado em 1968, por altura da elaboração dos novos Estatutos do Clube, que substituiu o Conselho Geral e o Conselho dos Presidentes, herdando do primeiro a competência de indicar os Presidentes da Assembleia Geral, da Direcção e do Conselho de Fiscal.
Cúmplices no crime
Em 1989 uma alteração estatutária transformou o Conselho Leonino num órgão consultivo, retirando-lhe os seus principais poderes e reduzindo para 30 o número de sócios componentes.
Nos Estatutos de 1996 foram ampliadas as competências do Conselho Leonino e aumentado o número de sócios componentes deste órgão, que voltou a ter um peso importante dentro do Sporting Clube de Portugal, mantendo-se no entanto na condição de órgão consultivo.
Maria de Lurdes Inês Borges de Castro Sócia nº 6
Mário Ferreira da Cunha Rosa Sócio nº 36
Marcelo Alfredo Godinho Rebanda Sócio nº 14.982
Artur Luís Ferreira da Cunha Rosa Sócio nº 43
Francisco Piano de Oliveira Martins Sócio nº 198
Romeu Adrião da Silva Branco Sócio nº 347
Augusto José Calixto Pires Sócio nº 433
Carlos Alberto Araújo Sequeira Sócio nº 438
Eduardo Barroso Garcia da Silva Sócio nº 745
Francisco Piano de Oliveira Martins Sócio nº 198
João Ribeiro da Fonseca Sócio nº 978
Frederico Pinto Basto Sócio nº 13.503
Francisco Calheiros e Menezes Sócio nº 2.090
José Alfredo Holtreman Roquette Sócio nº 2.363
Paulo Luís Ávila de Abreu Sócio nº 2.391
João Paulo Viegas Soares Sócio nº 2.910
Silvino Gomes Sequeira Sócio nº 3.119
António Carmona Rodrigues Sócio nº 3.464
Aureliano Oliveira das Neves Sócio nº 5.142
Tomás Guerra Neta Sócio nº 5.213
José de Sousa Cintra Sócio nº 5.226
José Bernardes Dinis Sócio nº 6.582
Carlos Fontão de Carvalho Sócio nº 6.947
Manuel Rogério de Sousa Brito Sócio nº 6.955
Mário Santos David Sócio nº 8.063
Nuno Galvão Teles Sócio nº 8.823
Pedro Duarte Teles Baltazar Sócio nº 16.164
Jorge Sacadura Almeida Coelho Sócio nº 18.133
Rui Manuel Oliveira Costa Sócio nº 20.616
Vítor Melícias Lopes Sócio nº 25.037
José Vicente Moura Sócio nº 28.771
Manuel Gonçalo Cordeiro Ferreira Sócio nº 1.858
Miguel Rocha Ferreira Roquette Sócio nº 2.179
Carlos Maria Horta e Costa Sócio nº 5.088
Luís Filipe Arruda D'Orey Sócio nº 5.220
Leonardo Mathias Sócio Sócio nº 5.961
António Horta Osório Sócio nº 9.227
Pedro Teixeira Duarte Sócio nº 9.427
Luís Aguiar de Matos Sócio nº 1.966
Arnaldo Adérito João Sócio nº 11.752
Carlos Alberto Teixeira Sócio nº 18.724
José Eduardo Vera Jardim Sócio nº 9.817
José Nascimento Alves Sócio nº 18.076
Joaquim Manuel Nunes Sócio nº 4.768
Abílio Francisco Fernandes Sócio nº 3.952
Manuel Ascensão Pinto Sócio nº 30.057
Nuno Alexandre Paiva Sócio nº 9.815
Carlos Paiva Raposo Sócio nº 11.980
José Luís Castro Sócio nº 5.149
Eduardo Amaro Júlio Sócio nº 21.077
António Bessone de Basto Sócio nº 3.450
De salientar que o Conselho Leonino herda o legado do extinto Conselho Geral tendo como principal função constituir-se como "corpo consultivo que se destina a manter as tradições gloriosas do Sporting Clube de Portugal e a zelar pelo seu prestígio e continuidade dentro do pensamento dos seus fundadores"
1906
Luta & Resiste!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Foi bonita a tua festa pá...

A nossa homenagem aos mentores com o agradecimento á respectiva marioneta:
Foi bonita a festa pá!
Fiquei contente
E ainda guardo renitente,
um velho cravo para mim!
Já murcharam a tua festa pá!
Mas certamente,
esqueceram uma semente,
nalgum canto do jardim!
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar...
Sei tambem quanto é preciso pá
Navegar, navegar...
Canta a primavera pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim...
Chico Buarque - Tanto mar
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Como arruinar um País...

Numa altura em que se fala de crise, de fraudes no mercado de capitais e no dia que marca o arranque do assalto ao poder na SAD do Sporting, deparámos com este interessante artigo no Jornal de Negócios - Como dar cabo de um país de João Pinto e Castro, que passamos a transcrever na íntegra:
A Companhia da Escócia começou por angariar fundos em Londres, mas o governo inglês, receando a concorrência que o projecto faria à Companhia das Índias Orientais, opôs-se à ideia. A Companhia teve então que virar-se para o mercado doméstico de capitais, onde não teve dificuldade em angariar 400 mil libras em poucas semanas (o equivalente a 40 milhões de libras na actualidade). O entusiasmo em torno do projecto era tal que toda a gente na Escócia – rica, pobre e remediada – se endividou para comprar acções da Companhia, cujo activo equivalia a metade de todo o capital disponível no país.
Em Julho de 1698 partiu para o Panamá a primeira expedição, que integrava cinco navios e transportava 1.200 pessoas. A tragédia foi fulminante: o clima inóspito e as doenças rapidamente dizimaram um bom número de colonos. De modo que, após ser-lhes negada ajuda pelas colónias inglesas da América, o estabelecimento foi abandonado em Julho de 1699. Entretanto, como na época não havia telefone nem Internet, uma segunda expedição vinha a caminho com mais 1.200 pessoas, tendo sofrido igual destino. No final, regressou à pátria um navio com 30 sobreviventes. Em resultado, a Companhia da Escócia viu-se arruinada e, com ela, toda a nação. Aparentemente, nenhum dos promotores do empreendimento tinha a mínima ideia das condições reais do local onde haviam persuadido um país inteiro a aplicar somas colossais.
Em 1707, uma Escócia exangue resignou-se a assinar o Acto de União com a Inglaterra. Em compensação, a Inglaterra acordou pagar aos investidores da Companhia 398 mil libras. Por outras palavras, o país foi vendido. Só em 1999, três séculos mais tarde, a Escócia conseguiu recuperar o seu Parlamento.
Na época, o ódio popular incidiu mais sobre os ingleses do que sobre os promotores do "Darien Scheme", apesar da evidente estupidez do projecto e da colossal insensatez dos seus líderes, que não hesitaram em mobilizar uma nação inteira para investir em algo cuja viabilidade jamais fora suficientemente investigada. No final, os investidores recuperaram melhor ou pior o seu dinheiro; mas milhares de pessoas perderam a vida e o país a sua independência.
Esta tragédia não foi um caso isolado. A história das origens da sociedade anónima de responsabilidade limitada é uma enciclopédia da fraude, cujos pontos altos foram a Companhia do Mississípi e a Companhia dos Mares do Sul. Com tanta trapaça, o Parlamento inglês decretou a sua proibição em 1720.
Adam Smith condenava em 1776 as sociedades anónimas por concederem a uma clique a possibilidade de manipular a maioria dos investidores e conquistar um poder desmesurado sobre a economia e o Estado. Como conseguiram então sobreviver e disseminar-se elas apesar de um currículo tão negativo e de opositores tão influentes? A má razão é que isso interessava aos poderosos endinheirados; a boa, que, fora o Estado, só elas estão em condições de canalizar pequenas poupanças para volumosos investimentos em actividades que beneficiam de grandes economias de escala.
De modo que uma espécie de contrato social instituiu a tolerância da sociedade anónima a troco da sua sujeição a uma regulamentação apertada. Ainda assim, foi só em 1900 que, por entre acusações de socialismo, a lei inglesa impôs, por exemplo, a obrigatoriedade de apresentação aos accionistas de contas auditadas.
Os sucessos recentes na Islândia recordam-nos que, ainda hoje, é possível os desmandos de aventureiros descontrolados levarem um país à ruína. Mas os estudantes de economia são poupados ao conhecimento de eventos como o relatado, não vá dar-se o caso de ficar abalada a sua confiança nas teorias muito limpinhas que lhes explicam como as economias funcionam. É muito mais conveniente fazê-los crer que tudo se resume a encontrar o ponto de intersecção da oferta e da procura, ignorando a importância das relações de poder na determinação do resultado final.
Sabemos há séculos que as sociedades anónimas se prestam a toda a espécie de abusos quando a sua actuação não é convenientemente regulada. Em casos extremos, podem semear a miséria e arruinar países. Mas foi preciso chegarmos junto ao abismo para esta verdade ser recuperada e reconhecida.
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Direcção do Sporting,
Joaquim Oliveira,
Olivedesportos
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
COMUNICADO DA A.A.S.
Recebemos um comunicado da Associação de Adeptos Sportinguistas, que passamos a trancrever na íntegra:
A “nova” reestruturação financeira delineada para o Sporting Clube de Portugal
Como é do conhecimento público, o presidente da Direcção do Sporting Clube de Portugal apresentou os seus planos para a reestruturação financeira do clube. Anunciado como um novo plano, importa recordar que em anterior Assembleia-Geral as medidas agora propostas foram recusadas pelos associados do Sporting Clube de Portugal. Razão pela qual aparecem de novo, camufladas num “novo” plano de reestruturação financeira.
O “novo” plano assenta em dois pontos basilares :
1. Emissão de VMOCs (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) no valor de 55 M€, por parte da Sporting, SAD
2. Passagem dos direitos televisivos da Sporting Comércio e Serviços do clube para a SAD a troco de 55 M€.
É crucial para o futuro do Sporting Clube de Portugal que todos entendam o que está em causa, antes de criticarem ou manifestarem apoio a estas medidas. A figura das VMOCs obriga o emitente – Sporting SAD, no caso – a proceder ao reembolso do valor em espécie, na data de vencimento. No caso, propõe-se que o reembolso seja efectuado através da entrega de acções da Sporting SAD. Se for tido em conta o valor actual do capital social da Sporting SAD – 40 M€, facilmente se percebe que o Sporting deixará de ter qualquer hipótese de ter a maioria do capital da SAD após o vencimento das VMOCs. A emissão de VMOCs foi objecto de decisão na Assembleia Geral de Maio de 2008, ou seja, há menos de um ano.
Aliada a esta operação, surge a “venda” dos direitos televisivos da Sporting Comércio e Serviços à Sporting SAD no valor de 55 M€. Valor este utilizado, posteriormente, para abater o passivo do clube. É ainda de realçar que um dos accionistas da Sporting SAD detém o monopólio de negociação dos direitos televisivos nos campeonatos profissionais portugueses.
Mais uma vez, esta deliberação foi levada à consideração dos associados do Sporting na assembleia magna de Maio de 2008. A direcção do clube pretende colocar novamente a votos esta mesma medida. E, mais uma vez, se impõe a pergunta: porquê nova deliberação quando esta já foi a votos?
Paralelamente, prepara-se um Congresso Leonino onde um dos temas em análise é precisamente o “Modelo de Sustentabilidade Financeira do clube”. Não será legítimo que os associados pretendam dar valor a esse mesmo Congresso e adiar eventuais medidas desta dimensão para depois do Congresso? Não será de esperar moções interessantes por parte dos diversos associados que permita outro tipo de plano de reestruturação financeira para o Sporting Clube de Portugal? Não será também legítimo respeitar as decisões anteriormente tomadas em Assembleia-Geral do clube (o orgão máximo do Sporting Clube de Portugal) pelos sócios ?
Nós, na AAS, exigimos que tal orgão estatutário seja respeitado e não sejam tomadas, pelo menos até final deste mandato, medidas hipotecárias do futuro do Sporting Clube de Portugal.
Nós, na AAS, não nos revemos num clube-empresa onde os associados se tornam meros consumidores com as nefastas consequências que daí advêm: 27.000 sócios efectivos com as quotas em dia e uma grave crise de "militância". Com as dramáticas situações que outros clubes-empresa atravessam nos dias de hoje – Chelsea à venda, Newcastle United abandonado por anterior dono, por exemplo. Veja-se o exemplo do
Hamburger SV. Clube que compete na exigente Liga alemã mas que, evitando a “entrada do negócio no seu futebol”, se mantém hoje apenas como uma Associação e compete pelos primeiros lugares da I Liga Alemã – está actualmente a apenas dois pontos do I classificado.
Nós, na AAS, vemos as SADs como uma imposição legal como forma de aumentar o rigor e a transparência na gestão dos clubes em Portugal e não o contrário. “Porque o futebol deve ser um desporto de alta-competição gerido como um negócio e não o contrário” – Andy Durnham, Secretário de Estado do Desporto em Inglaterra.
(Declaração emitida em Londres, no Congresso da organização Supporters Direct para a qual a AAS foi convidada.)
Foi lá que o futebol nasceu. Foi lá que algumas destas situações se manifestaram pela primeira vez. Aprendamos, de vez, com os erros dos outros. Pelo presente, e sobretudo pelo futuro do Sporting Clube de Portugal!
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS
1906
Luta & Resiste!
A “nova” reestruturação financeira delineada para o Sporting Clube de Portugal
Como é do conhecimento público, o presidente da Direcção do Sporting Clube de Portugal apresentou os seus planos para a reestruturação financeira do clube. Anunciado como um novo plano, importa recordar que em anterior Assembleia-Geral as medidas agora propostas foram recusadas pelos associados do Sporting Clube de Portugal. Razão pela qual aparecem de novo, camufladas num “novo” plano de reestruturação financeira.
O “novo” plano assenta em dois pontos basilares :
1. Emissão de VMOCs (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) no valor de 55 M€, por parte da Sporting, SAD
2. Passagem dos direitos televisivos da Sporting Comércio e Serviços do clube para a SAD a troco de 55 M€.
É crucial para o futuro do Sporting Clube de Portugal que todos entendam o que está em causa, antes de criticarem ou manifestarem apoio a estas medidas. A figura das VMOCs obriga o emitente – Sporting SAD, no caso – a proceder ao reembolso do valor em espécie, na data de vencimento. No caso, propõe-se que o reembolso seja efectuado através da entrega de acções da Sporting SAD. Se for tido em conta o valor actual do capital social da Sporting SAD – 40 M€, facilmente se percebe que o Sporting deixará de ter qualquer hipótese de ter a maioria do capital da SAD após o vencimento das VMOCs. A emissão de VMOCs foi objecto de decisão na Assembleia Geral de Maio de 2008, ou seja, há menos de um ano.
Aliada a esta operação, surge a “venda” dos direitos televisivos da Sporting Comércio e Serviços à Sporting SAD no valor de 55 M€. Valor este utilizado, posteriormente, para abater o passivo do clube. É ainda de realçar que um dos accionistas da Sporting SAD detém o monopólio de negociação dos direitos televisivos nos campeonatos profissionais portugueses.
Mais uma vez, esta deliberação foi levada à consideração dos associados do Sporting na assembleia magna de Maio de 2008. A direcção do clube pretende colocar novamente a votos esta mesma medida. E, mais uma vez, se impõe a pergunta: porquê nova deliberação quando esta já foi a votos?
Paralelamente, prepara-se um Congresso Leonino onde um dos temas em análise é precisamente o “Modelo de Sustentabilidade Financeira do clube”. Não será legítimo que os associados pretendam dar valor a esse mesmo Congresso e adiar eventuais medidas desta dimensão para depois do Congresso? Não será de esperar moções interessantes por parte dos diversos associados que permita outro tipo de plano de reestruturação financeira para o Sporting Clube de Portugal? Não será também legítimo respeitar as decisões anteriormente tomadas em Assembleia-Geral do clube (o orgão máximo do Sporting Clube de Portugal) pelos sócios ?
Nós, na AAS, exigimos que tal orgão estatutário seja respeitado e não sejam tomadas, pelo menos até final deste mandato, medidas hipotecárias do futuro do Sporting Clube de Portugal.
Nós, na AAS, não nos revemos num clube-empresa onde os associados se tornam meros consumidores com as nefastas consequências que daí advêm: 27.000 sócios efectivos com as quotas em dia e uma grave crise de "militância". Com as dramáticas situações que outros clubes-empresa atravessam nos dias de hoje – Chelsea à venda, Newcastle United abandonado por anterior dono, por exemplo. Veja-se o exemplo do
Hamburger SV. Clube que compete na exigente Liga alemã mas que, evitando a “entrada do negócio no seu futebol”, se mantém hoje apenas como uma Associação e compete pelos primeiros lugares da I Liga Alemã – está actualmente a apenas dois pontos do I classificado.
Nós, na AAS, vemos as SADs como uma imposição legal como forma de aumentar o rigor e a transparência na gestão dos clubes em Portugal e não o contrário. “Porque o futebol deve ser um desporto de alta-competição gerido como um negócio e não o contrário” – Andy Durnham, Secretário de Estado do Desporto em Inglaterra.
(Declaração emitida em Londres, no Congresso da organização Supporters Direct para a qual a AAS foi convidada.)
Foi lá que o futebol nasceu. Foi lá que algumas destas situações se manifestaram pela primeira vez. Aprendamos, de vez, com os erros dos outros. Pelo presente, e sobretudo pelo futuro do Sporting Clube de Portugal!
Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS
1906
Luta & Resiste!
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