segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Serviço Público para arquivo histórico!
1906
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Vitor Pereira
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Porque hoje é o dia!
Todos ás 17h00 na porta do Hall Vip!
Dar as Boas vindas aos accionistas da SAD!
1906
Luta & Resiste!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Falaram em crise?

Na prespectiva de determinada imprensa o Sporting Clube de Portugal ao empatar com o Nacional abriu um novo quadro de crise!
O quê???? Novo???? Esta crise é endémica e já dura há pelo menos 15 anos, que é o tempo em que esta malta bonita e bem penteada, descobriu o Clube e se acantonou de armas e bagagens, parecendo ter feito uma jura de apenas sair quando já não sobrasse nada!
A ideia era boa! Um universo empresarial que alavancasse o crescimento desportivo do próprio Clube, consolidando-o como uma referência em Portugal, na Europa e no mundo!
Como em muitas boas ideias, falhou na implementação, a transição da ideia para a práctica falhou estrondosamente porque para a implementar foram cometidos erros crassos de casting na escolha de quem iria implementar esta boa ideia...a começar por quem teve a ideia!
E começou a desmoronar por completo quando esta corja dirigente verificou que conseguia fazer passar a sua mensagem, garantindo a impunidade: O Sporting está mal o Sporting está de rastos, isto agora é assim ou nós ou o caos!
Epá não se esqueçam do Jorge Gonçalves!
A grande maioria dos sócios votantes foi na patranha que lhes foi vendida através de rádios, jornais e televisões!
Em ultima análise os culpados de tudo isto foram os sócios, os mesmos que foram encostados á parede com 15 anos de mentiras!
E é nisso que esta corja vai apostar as fichas todas! Auditoria? Não é preciso então todas as decisões foram sufragadas em AG!
Não interessa para nada andar a desenterrar esqueletos do armário! Não é assim? Nós apenas executámos a vontade dos sócios!
Claro que sim!
Claro que remunerar a sra Rita Figueira em 127 mil euro num ano, um valor absurdamente elevado tendo em conta o enquadramento salarial dos advogados no contexto nacional, para se fazer 2 contratos...e mal, é a vontade básica e instintiva do sócio comum!
O sócio comum dá consigo a pensar: " Ora bem, vou adiar a compra da Pstation ao puto, e pagar 13??? meses de cotas, para aquele ganda sportinguista, ganda lider bettencourt se poder orientar com o pagamento do ordenado da Rita Figueira! Epá as coisas não estão faceis, e agora já nem é só ordenado da Rita, é tambem o ordenado do nosso ganda presidente, e das largas dezenas que o Mil Homens (outro ganda Sportinguista)tem posto na Academia, ah! e mais todos aqueles acessores e gajos que não servem para nada, mas que valem o peso em ouro nas 150000 empresas que foram criadas para que os lampiões não saibam como é que estamos (nem os próprios sportinguistas, aliás)!"
Face a isto tudo o nosso Sportinguista comum vira-se para o rebento e exclama: " Puto esquece lá isso da Pstation que noutro dia vi um programa na 2, em que dizia que fazia mal aos olhos, fica para o ano!" e de caminho avisa "O nosso ganda presidente está em sarilhos, temos de o ajudar! Não podemos deixar os lampiões a rir!"
O inédito nisto tudo é que foram os primeiros que foram a correr para as urnas votarem JEB, para salvarem o Clube do caos, são agora os primeiros a dizer que JEB está a mais e tem de se demitir?
O quê? Para quando ele se for embora, vir outro da mesma linhagem: " Bem meus amigos, as coisas agora estão mal, mas sem mim vão estar muito pior!!!"
Epá desculpem lá, mas já vi este filme vezes demais, e até já sei como é que acaba!
E ainda ousam falar em crise???
1906
Luta & Resiste!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Comunicado AAS - Em defesa da verdade

Foi publicado no site da AAS, o seguinte comunicado, e que passamos a publicar:
“No início da presente semana, o clube que o Sporting CP irá defrontar na próxima jornada da Liga Portuguesa, convocou uma reunião do plenário dos seus órgãos sociais, na sequência dos maus resultados da sua equipa de futebol, os quais valeram-lhe mais derrotas nestas quatro jornadas disputadas na época 2010/2011 do que na época passada inteira.
Por isso, a Associação de Adeptos Sportinguistas (AAS) compreende bem, atento o calendário que o dito clube tem (em especial o jogo da próxima jornada) qual o verdadeiro intuito por trás de tal reunião e, em especial, do comunicado que dela resultou e, como não tem memória curta, quer apenas realçar o seguinte:
a) O clube que venceu a Taça da Liga na época 2008/2009 graças a um erro crasso do arbitro Lucílio Baptista e cujo director de comunicação, no final desse jogo, teve o desplante de declarar publicamente, ao lado do troféu, que este fora ganho «com todo o mérito», vem, agora dizer, que «não é ilibando, nem protegendo aqueles que reiteradamente erram que se protege o futebol. Há quem veja e queira fazer-se de cego. A esses, essa cegueira tem de custar-lhes caro». Só podemos concluir, pois, que houve milagre em Carnide, tal como há mais de 2000 anos houve em Jericó…
b) O clube que, na época 2009/2010, ficou famoso pelo comportamento dos seus apaniguados nos túneis dos estádios do nosso país (em especial no do seu próprio),diz, agora, que não vai «montar uma estrutura organizada à margem da lei, nem um modelo de violência e intimidação de agentes desportivos ou jornalistas» e que «agirá sempre no estrito cumprimento da lei, não estando disponível para trilhar caminhos sinuosos que outros percorreram sem problemas de consciência e sem reparo ou castigo da justiça». O Bartimeu de Carnide voltou a ver há pouco tempo. É normal que ainda lhe custe enxergar o próprio umbigo…
A AAS só pode lamentar que somente agora o clube em causa clame por um «campeonato sério» e que apregoe que a «falta de credibilidade que está a atingir a arbitragem enfraquece o futebol», depois de, na época passada, ter andado tão convenientemente) mudo e calado sobre este tema.
Este episódio apenas se encarregou de demonstrar, mais uma vez, para quem quer verdadeiramente ver, que o pior do futebol português não são os jogadores, treinadores, nem mesmo os árbitros, mas sim os seus dirigentes.
Apesar disso, a AAS não pode deixar de terminar, contrariamente também ao que consta do comunicado do referido clube, apelando aos adeptos sportinguistas que apoiem o nosso clube em todos os jogos, começando já pelo embate da próxima jornada no qual queremos que o nosso Sporting Clube de Portugal entre em busca da vitória - justa, limpa e honesta, como poucos sabem estar no desporto.
Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas”
1906
Luta & Resiste!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Na visita a carnide, vamos ser...

...e com mil razões para vencer no coração!!
O próximo derby vai ser disputado sobre intensa pressão, paixão e niveis muito baixos de racionalidade. Esta frase parece aqui um bocado despropositada, pois á primeira vista são estes os ingredientes de qualquer derby que se preze!
Então o que é que está aqui mal? O que é que aqui não faz sentido?
Bem o que está mal, no fundo é criar um clima artificial com a introdução destes supracitados ingredientes, não para espicaçar a própria equipa, ou desmoralizar o adversário, o que seria habitual, mas no sentido de condicionar claramente a seu favor a arbitragem do derby, habitual de alguns anos para cá por parte do benfica!
Ao nível do próprio sector da arbitragem, o autismo que resulta de tê-la a liderar um individuo que durante anos fez gala de subir na hierarquia ajoelhando-se ao poder instutuido a norte, prejudicando significativamente e com dano reiteradamente, durante a sua carreira de árbitro o Clube que dizia ser da sua simpatia, sempre sob o ferrete que tinha de ser isento e imparcial!
Depois deste conjunto de declarações por responsáveis do benfica após o jogo e mais a frio após o plenário dos OSociais do benfica, o que está aqui em jogo e apenas e face á variedade de temas e alvos, apenas um objectivo, condicionar a arbitragem do próximo derby, de forma que em caso de igualdade poder recolher vantagem significativa perante o Sporting Clube de Portugal!
E é apenas isso do que se trata condicionar de forma miserável o prróximo derby a favor do benfica.
O circo á volta já começa a mexer, ouvimos Luis Guilherme da APAF sobre o tema, e quase nem conseguimos acreditar que é o mesmo Luis Guilherme que pediu aplicação de medidas punitivas contra os dirigentes do Sporting após a final da taça Lucílio, como passou a ficar conhecida a taça da liga, após o roubo á vista desarmada perpretrado contra o Sporting e que favoreceu o benfica! Que era de facto o mesmo Luis Guilherme que achou perfeitamente normal a nomeação de Duarte Gomes para o fcporto vs Sporting, após a provocação em Alvalade a membros do nosso quadro técnico!
O que é completamente surreal é o Sporting Clube de Portugal continuar a patrocinar este arraial e a dar o seu aval neste tremendo Hara-kiri!
Não se percebeu, não se percebe como é que esta direcção toma este tipo de decisões completamente contra o sentimento do sócio comum!
O mínimo e no imediato é que haja pelo menos uma reacção dura que previna o espectáculo que já estamos todos a antecipar -a adulteração da verdade desportiva em benefício do benfica!
Face ás mesmas circuntâncias o Sporting e os seus dirigentes foram exemplarmente punidos! Aguardamos, pois a pesada mão justiceira e corporativista do sector da arbitragem, se tiverem coragem para isso obviamente!
Que seja devolvido ao Derby a sua capacidade de ter um resultado imprevisivel, e de que possa ganhar quem jogue melhor e marque mais golos, e não quem chore mais alto e de forma mais estridente!
Num outro registo parabenizamos mais uma vez a AAS pela sua iniciativa pioneira na luta pelos direitos dos adeptos!
Sporting 1906
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
E agora para algo completamente diferente....
Para se fazer ouvir bem alto daqui por 15 dias...
1906
Luta & Resiste!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lido no exelente A Ultima Roulotte e retirado do Ser Sporting
"O ABC da reestruturação
(e as razões pelas quais não faz sentido)
João Mineiro, 25 de Agosto de 2010
Tenho visto na blogosfera leonina, assim como nos jornais desportivos, muita falta de informação (ou desinformação consoante os casos), sobre o que é verdadeiramente o projecto de reestruturação financeira – tal como vem proposto desde o tempo de Filipe Soares Franco. Antes do mais há que esclarecer três pontos:
- Este projecto nada tem de semelhante com o que foi inicialmente negociado em 2005, ao contrário do que deixa entender aqui um blogger anónimo.
- O controlo da SAD não fica assegurado com 51% do capital, uma vez que não estão garantidos 51% dos direitos de voto mas apenas 26,33%.
- A reestruturação financeira não permitirá investimentos avultados no futebol, como adiante se mostra, ao invés do que é dado a entender em asneiras difundidas pela Lusa e publicadas em diversos meios de comunicação.
A operação, tal como estava anteriormente planeada, processar-se-á em 3 passos.
Passo 1 – Operação Harmónio
Uma operação harmónio é uma operação através da qual uma empresa reduz parte do seu capital para cobrir prejuízos acumulados, aumentando-o em seguida através da emissão de novas acções. No fundo, é o assumir da incapacidade de recuperar prejuízos passados, “limpando” os mesmos dos capitais próprios através de uma redução de capital.
Desgraçadamente, esta é a segunda operação do género que a SAD leonina propões aos accionistas em apenas 6 anos. Já em 30 de Junho de 2004 o capital social foi reduzido de 54,9 M.€ para 22 M.€, sendo a diferença de 32,9 M.€ destinada à cobertura de prejuízos acumulados nos exercícios anteriores…
É necessário esclarecer que a operação harmónio agora proposta, com uma redução de capital de 21 M.€ e um novo aumento de capital de 18 M.€, não irá traduzir-se numa entrada de fundos uma vez que o Sporting (Clube) irá participar no aumento de capital através de novo financiamento bancário. Os recursos postos à disposição da SAD serão utilizados para abater dívida bancária no mesmo montante, no âmbito da reestruturação. Trata-se portanto de uma mera operação de recomposição de capitais e absorção de prejuízos.
Passo 2 – Emissão de VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis)
Por sua vez a emissão de VMOC (não são mais que obrigações que pagam juro até à conversão em acções) representa, apenas, substituição de dívida – obrigações emitidas para pagamento de dívida bancária. As obrigações permitem uma maior folga na tesouraria da SAD, através da redução anual do reembolso de capital em dívida de 55 milhões de euros, mas quase nenhuma poupança de custos/juros nos próximos anos. Imagine-se, a título de exemplo, que a entrada de fundos substitui dívida bancária com um prazo de reembolso de 20 anos – em média reduz-se o reembolso durante esse período em 2,75 M.€ por ano. Ou seja, 10% do investimento realizado em jogadores nos últimos meses !!! Ver aqui… Outra opção seria investir este dinheiro em jogadores e galopar em direcção a um passivo de 450 M.€, o que é impensável.
Essa folga de tesouraria, tem no entanto um custo brutal para os Sportinguistas. Ao emitir os VMOC, o Sporting perde a maioria do capital da SAD se não entregar os seus últimos activos à sociedade. As contas são as seguintes:
- Sporting detém actualmente 68,60% do capital da SAD de 42 M.€
- Sporting passará a deter 83,09% do capital da SAD após operação harmónio (assumindo que subscreve a totalidade do aumento de capital), do novo capital social de 39 M.€ (41 – 21 + 18)
- Sporting passará a deter 34,47% do capital da SAD após operação harmónio e emissão de VMOC, do novo capital social de 94 M.€ (39 +55)
A forma “encontrada” para garantir 51% do capital da SAD na posse do Sporting é um novo aumento de capital em espécie, ou seja, a entrega de activos à SAD por parte do SCP. O valor desses activos (X) pode facilmente ser calculado resolvendo a seguinte equação:
[(34,47% * 94 M.€) + X] / (94 M.€ + X) = 50,01%
Ou seja, X = 29,2 M.€.
Estima-se portanto que a SAD irá ficar com um capital final de cerca de 123 M.€.
Passo 3 – Integração da Academia e dos direitos de superfície do Estádio
Conhecendo a avaliação feita à Academia de pouco mais de 20 M.€ – cujo relatório nunca foi público – mas que assumia incompreensivelmente que o novo aeroporto em Alcochete não traz valor acrescentado aos terrenos, e uma vez que esse valor não perfaz os 29 M.€ acima calculados, resta ao Clube passar também para a SAD os direitos de superfície do Estádio José Alvalade.
Resultado final da reestruturação proposta
Antes ainda de revermos as consequências um facto: é absolutamente inaceitável que toda esta engenharia financeira nunca tenha sido claramente explicada aos sócios.
- No Congresso Leonino, realizado em Santarém, José Castro Guedes, mentor do projecto, limitou-se a mostrar alguns slides com as contas da reestruturação financeira numa base de caixa, recusando-se a entregar esses mesmos slides aos 50 sócios/delegados presentes, bem como qualquer outro elemento contabilístico do Grupo Sporting, conforme requerido por 8 delegados presentes, representando 200 votos de sócios. Esse requerimento nunca teve resposta, prevalecendo em Santarém a exposição contabilística de “mercearia”;
- A Sporting Comércio e Serviços foi vendida à SAD sem ser conhecido sequer um balanço da sociedade; a avaliação da Academia nunca foi tornada pública; a autorização para a redução de participação na SAD e trespasse da Academia nunca tiveram aprovação em AG;
- As Assembleias Gerais têm sido um desfilar de silêncios, justificados com a necessidade de “não maçar os sócios”, ou por “falta de condições de segurança”;
- Os pedidos de elementos informativos, ao abrigo do art.20º/1/d dos Estatutos, são constantemente ignorados, motivo mais que suficiente para impugnar qualquer Assembleia Geral. Este pedido e consequente recusa, assinada pelos serviços do Clube, são apenas um triste exemplo;
- A informação enviada para as redacções deixa entender que tudo não passa de uma operação para “dotar a SAD da capacidade necessária de investir na sua equipa de futebol“.
Ora sendo o futebol a única actividade capaz de gerar mais-valias regulares que nos levem à redução do passivo, a venda da sua gestão e capital a terceiros tem de ser explicada de forma transparente. Uma opção pela privatização da principal modalidade do Sporting e pela venda de 50% dos activos que lhe restam exige clareza.
Neste cenário final o Sporting e a intervenção dos sócios ficam limitados a:
- Gestão das modalidades;
- 25% das quotizações dos sócios,
- 50,1% de uma SAD que deixa de controlar – onde terá direito a apenas 26,3% dos direitos de voto. Note-se, a título explicativo, que as acções do tipo B estão limitadas a 10% dos direitos de voto e o Sporting apenas detém 16,33% de acções do tipo A, sem limitações de voto, conforme resulta do artigo 13º dos Estatutos da SAD.
É isto que os sócios querem?
Alternativas
Finalmente chegamos à questão final: existe alternativa?
Claro que sim.
Toda a reestruturação montada não vai permitir mais que uma ligeira redução dos encargos de tesouraria, implicando um custo imediato de alguns M.€ em custos bancários na montagem da operação, obrigando a uma perda total de poder por parte dos sócios com e ao esvaziar do Clube dos seus activos.
Por forma a conseguir o mesmo efeito de tesouraria há que renegociar a dívida bancária para prazos mais alargados, ajustando os reembolsos de capital aos anos de venda de jogadores da formação e oferecendo em contrapartida novos colaterais aos credores. Ou reduzir a massa salarial do Grupo Sporting em 200 mil € /mês. Ou criar um Fundo de Investimento para os passes da formação. Ou criar fundos de Fomento Desportivo. Ou vender o “naming” do estádio durante alguns anos, por doloroso que seja. Ou recuperar a dinâmica de merchandising do Clube através da rede de Núcleos do Sporting.
Ou, a hipótese mais valiosa de todas, com um efeito equivalente à reestruturação proposta pela “Geração da Dívida”. Recuperar/angariar 20.000 sócios – a base de todo o programa Ser Sporting.
Não seria essa verdadeiramente a solução de futuro que o Sporting necessita?"
1906
Luta & Resiste!
Sportinguismo não se explica...sente-se!!!

De Franceschi: “Sporting é como uma mulher que se ama”
Jornal o Jogo terça-feira, 24 agosto 2010
“Equipa tem de perder o medo!”
Ivone De Franceschi pode não rimar com campeão, mas é a isso que soa a todo o ouvido leonino. O italiano que deu instrumental contributo ao Sporting na histórica conquista do título de 1999/2000, terminando com a angústia de 18 anos sem o principal ceptro nacional, calcorreou Lisboa em nome da campanha da Gamebox leonina (ver mais informação nesta página), foi homenageado em Alvalade e, no meio da azáfama, ainda deu uma entrevista a O JOGO. O antigo 25 verde e branco não desgostou do que viu do jogo com o Marítimo, mas deixou recomendações próprias de quem sabe o que custa chegar, ver e vencer.
“Eu bem tinha avisado que vinha a Lisboa dar sorte”, começou por brincar o antigo extremo-esquerdo, que vislumbra qualidade numa equipa leonina que precisa, na sua perspectiva, de acreditar mais em si mesma: “Esta ‘squadra’ tem de perder o medo. Assim que se sentir tranquila, vai poder exprimir-se. Vi muitos jogadores jovens e de qualidade, há ali potencial para fazer mais e melhor.”
Num paralelismo interessante, De Franceschi recorda que quando chegou a Alvalade, há onze anos, o panorama não era diferente. “Quando vim para cá, a equipa não estava bem, e os adeptos estavam descrentes. Tive oportunidade de falar sobre isso com o Costinha. Houve uma mudança de treinador, a equipa foi eliminada das provas europeias por uns nórdicos pouco conhecidos [Viking]. Depois unimo-nos, criámos uma onda positiva e uma sequência vitoriosa. O resto é história!”
Sobre o actual esquadrão leonino, De Franceschi tem algumas referências e um desejo: “Joguei com o Valdés no Bari. Atenção, que tem qualidade. Foi pena não falar com ele, pois estava doente. E, claro, há o Liedson, um grande avançado. Não desanimem. Podemos ser campeões!”
“Sporting é como uma mulher que se ama”
O emblema de Alvalade ficou profundamente marcado na vida de De Franceschi. O actual auxiliar técnico do Pádua coloca os leões entre as paixões da sua vida, numa analogia curiosa: “Para mim, o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres, mas há sempre ‘aquela’, a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!”
Falando como “tifoso”, o extremo-esquerdo vai mais longe. “Em Itália, costumo dizer que o Sporting é a Juventus de Portugal. É enorme, tem adeptos por toda a parte, uma história tremenda. Digo sem hesitar que o clube não fica atrás de uma Juve ou mesmo de um Inter”, atira. Humilde, ainda hoje o transalpino de 36 anos não consegue explicar a enorme empatia entre si e o público leonino. “Foram só oito meses, mas intensos. Joguei bem, as pessoas aceitaram-me, e conquistei aquele campeonato. Hoje, as pessoas olham para mim e lembram-se disso. Sempre fui discreto, só queria jogar futebol e não parecer mais do que sou. Sinceramente não sei porque recebo tanto afecto, recebi mais do que dei, mas a vida tem estes mistérios. Nem tudo o que é belo se explica.”
“Quero vir cá festejar o título no fim da época”
Ao ceder a imagem para divulgar a nova Gamebox leonina, De Franceschi dividiu-se em filmagens entre Lisboa e Pádua. O ex-leão não esperava o convite e anteontem foi ovacionado em Alvalade, com o filho Tommaso às cavalitas. “Foi uma emoção fortíssima. Quando vim a Lisboa pelo Chievo Verona, em 2004, foi lindo. Os adeptos do Sporting são únicos. Quero vir cá no fim de época celebrar o campeonato com eles, e só o clube lembrar-se de mim para estas filmagens já é uma honra. Na história do Sporting, há muitos jogadores mais importantes que eu, mas é um grande prazer”.
“Só aqui me sinto alguém… ‘speziale’”
De Franceschi terminou a carreira no Pádua depois de lhe ser diagnosticada uma malformação cardíaca, em 2007. Olhando para trás, o canhoto sintetiza a importância do passado leonino: “Adoro recordar o espectacular título de 1999/2000, que terminou naquela festa inacreditável. Só aqui me sinto ‘speziale’. Na Serie A, joguei em equipas pequenas, e o Sporting foi o único grande clube na minha carreira e no qual ganhei o meu único título. Em Itália, era um jogador normal, aqui sou sempre um campeão!”
A “bella squadra” de 1999/2000
Schmeichel – “Só falámos duas vezes [risos]. Ele não falava português nem italiano, eu não falava inglês. Não gostava de treinar, mas era o número um. Quando se concentrava, transformava-se numa fera.”
Beto – “Naquela altura dizia-se que ia para o Inter, para o Real Madrid… Era bravo, bom de cabeça e com os pés. Tinha valor, mas perdi-lhe o rasto quando saiu do Sporting.”
César Prates - “Era um grande jogador, veloz, alegre, bom companheiro, mas ainda hoje acho que tinha potencialidades para fazer muito mais, apesar de, mais tarde, ainda ter jogado em Itália.”
André Cruz – “Enorme jogador. O André era um senhor! Fez uma carreira brilhante, jogou pelo Brasil, Milan e Nápoles. A sua experiência e classe fizeram a diferença no Sporting.”
Rui Jorge – “Teve a sorte de jogar no meu flanco [risos]. Lembro-o mais como pessoa. Era meu vizinho no balneário e ajudou-me tanto. Profissional seríssimo e um jogador inteligente.”
Duscher – “Muito bom! Ainda era jovem, mas destacava-se pela sua excelente visão de jogo e grande execução no passe. Claramente acima da média, foi influente no título.”
Vidigal – “Um gladiador no meio-campo. Com ele, não havia bolas perdidas. Corria por mim, por si, por toda a gente. Era o nosso pulmão e depois fez carreira em Itália.”
Pedro Barbosa – “‘Dio santo’! Era um génio do futebol. Não agradava a todos por ser falso lento, mas tinha um inteligência futebolística invulgar. Para o Pedro, pensar o jogo estava acima de tudo.”
Mpenza – “Rápido, agressivo, era bastante atlético, mas também não falava comigo, porque o francês não era o meu forte. Deu-nos uma boa ajuda ali no flanco direito.”
Acosta – “O Beto era o tal atacante de que todas as equipas campeãs precisam. No momento oportuno marcava. Só tínhamos de lhe colocar a bola. O habitual era dar em golo!”
De Franceschi – “Ah, esse [risos]. Jogador veloz, com bom pé esquerdo, que procurava posicionar-se e assistir os avançados. Voltou a Itália triste por não ficar, mas com o dever cumprido.”
Materazzi – “Não foi feliz, mas fez um trabalho honesto. Agradeço-lhe ter-me proporcionado a melhor fase da minha carreira. Creio que lhe consegui dar alguma razão nas escolhas!”
Inácio – “Estou-lhe grato. Disse-me mal chegou que eu não era filho de ninguém. Era igual aos outros. Tinha perdido o Materazzi, a minha referência, e o Inácio disse-me o que eu precisava de ouvir.”
Sem comentários...
Obrigado De Franceschi!!
1906
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
Portugal terra de impunidade e vergonha!

Bem, por este andar ainda nos vão apontar o dedo e dizer que fomos nós a corromper árbitros e a traficar influências!
Tráfico de influência:
Art.º 335 Código Penal (CP)
Comete o crime quem abusar da sua influência junto de uma entidade pública para tentar obter uma decisão a troco de uma vantagem (patrimonial, não patrimonial ou promessa). O tráfico de influência mantém-se quando é utilizada uma interposta pessoa e a vantagem é para terceiro. Punido com pena que vai de multa a 5 anos de prisão.
Hoje colocaram finalmente a cereja em cima deste lindo e belo bolo que se chama apito dourado!
Hoje ficámos com a certeza de que o crime compensa, e de que vale a pena corromper e traficar influências em Portugal! Paraíso de corrupção e de vendidos!
Em caso de problema destroem-se as escutas e acabe-se com o problema, não queremos dar mais dores de cabeça a quem julga!
E como não foi constituida prova apesar de todas evidências trazidas a publico pelas escutas, o Boavista já reclama subida e indemenização!
Quando muito o Boavista poderia reclamar a subida e o pedido de indemenização por ter sido condenado e o fcporto NÃO!
Mas ok! Tudo normal em Queluz ocidental...
Deixamos-vos as pérolas:
" O presidente da Liga, Valentim Loureiro, e o seu filho, o presidente do Boavista João Loureiro, escolheram por diversas vezes os árbitros para os jogos do clube do Bessa na época 2003/04, revela hoje o Diário de Notícias.
O DN, que cita novas escutas telefónicas recolhidas no âmbito do processo "Apito Dourado", adianta que as escutas demonstram que, quer o presidente da Liga de Clubes quer o líder do Boavista, faziam chegar aos árbitros escolhidos a mensagem de uma promoção na carreira a troco de uma "boa" arbitragem.
Um dos jogos que consta das certidões extraídas pelo Ministério Público (MP) de Gondomar é o Boavista-Alverca, que acabou com a vitória dos axadrezados (2-1), que marcaram os golos nos sete minutos de compensação dados pelo árbitro Paulo Pereira, afirma o jornal.
Segundo o diário, "Valentim Loureiro foi quem informou o árbitro da classificação do observador do jogo: oito pontos".
"Já sabe que conta aqui comigo", disse o major ao juiz numa conversa interceptada pela Polícia Judiciária e citado hoje pelo DN.
O jornal diz ainda que em relação ao Boavista-FC Porto (que foi arquivado p or falta de provas que sustentassem uma acusação de corrupção desportiva), Valentim questionou Júlio Mouco, da Comissão de Arbitragem da Liga, por que razão não tinha sido nomeado o auxiliar Devesa Neto.
"Eu tinha acertado com o dr. João Loureiro que seria o Devesa", disse Valentim Loureiro.
No encontro com a equipa do Moreirense, o major não terá gostado da prestação do auxiliar Carlos do Carmo, apesar de o Boavista ter vencido por 1-0.
"Você sabe que ainda neste defeso você estava não sei o quê e eu, aquil o que posso, faço pelos amigos. Bem, da próxima você porta-se melhor, senão puxo-lhe as orelhas", disse Valentim Loureiro ao auxiliar, segundo o DN.
De acordo com o procurador Carlos Teixeira, o modo de actuação de Valentim e João Loureiro passa, além da sugestão de nomes, pelo conhecimento antecipa do dos nomes dos árbitros escolhidos.
"Tal permitia-lhes encetar os contactos com antecedência", diz o diário, dando como exemplo as escutas interceptadas antes do jogo Belenenses-Boavista, arbitrado por Bruno Paixão.
Numa conversa entre João Loureiro e Ezequiel Feijão, ex-árbitro e obser vador da Liga, o presidente do Boavista pede que a equipa de arbitragem seja abo rdada e dá as instruções: "Ele (Bruno Paixão) chegou onde pediu (...), se quer umas viagenzinhas para o ano e tal... temos... temos... de atalhar caminho, pá! Tu pediste... foi-te concedido", revela o jornal.
O DN diz que também antes do jogo Boavista-Beira-Mar, João Loureiro con tactou o observador Pinto Correia para este dar um "toque" ao árbitro Nuno Almedeia.
De acordo com o jornal, a abordagem seria: "Que nós que temos grande consideração..., é malta que o pode fazer chegar onde ele quer... porque ele é ambicioso e tal".
O diário diz ainda que também o Marítimo procurou obter favores dos árbitros.
Numa escuta, António Henriques (ex-dirigente da Federação Portuguesa de Futebol - FPF) garantiu que no jogo com o Nacional, este clube iria ser "bem roubadinho".
No final, o árbitro Martins dos Santos foi escutado a confessar que prejudicou o Nacional: "Queriam lá um penalty, mas eu puni o gajo com amarelo", indica o jornal.
Segundo o diário, foi prometida a Martins dos Santos na subida no escalão da arbitragem do seu filho, André Santos. "Consegue dar-me essa graça que eu responsabilizo-me pela outra", disse Martins dos Santos a António Henriques, da FPF. " In Diário de Notícias
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terça-feira, 13 de julho de 2010
O benfiquismo: uma doença mental...

Damos as boas vindas ao blog Sporting74, publicando um texto da autoria de Bin Laden, e o melhor elogio que podemos fazer é que vai ser apartir de agora, visita obrigatória!
"Os benfiquistas são pessoas como nós, mas padecem do benfiquismo. E o benfiquismo é uma doença do foro mental. E essa é a triste verdade da sua condição!
Os benfiquistas, muitas vezes, são as nossas namoradas, ou nosso irmãos, vizinhos, colegas ou amigos. Não são más pessoas... mas são do Benfica. Levam vidas aparentemente normais até que se tropeça no futebol. Aí deixam de ser quem são e transfiguram-se numa manada ensandecida, acéfala e fanática.
E numa espiral apoplética, algures entre a histeria e a epilepsia, acabam manifestando vários sintomas dos piores defeitos que um ser humano pode exibir: arrogância, demagogia, mentira, dogmatismo, jactância, soberba, venalidade, cobardia, puerilidade... enfim! Deixam de ser os seres humanos que prezamos, admiramos, por vezes amamos, para se tornarem nuns Ogres doentios e desprezáveis para quem 2 balázios nos cornos seriam (se fossêmos pessoas para isso) um gesto de caridade.
Sim! Porque o benfiquista é um alienado mental, uma espécie de drogado incapaz de compreender o mundo em que se movimenta e para quem, as "grandes proezas" do Benfica, funcionam como as doses regulares duma toxina que o mantém distraído, dopado e débil para os desafios que deveria enfrentar na sua vida e em prol da sua comunidade.
Não tenho dúvidas de que serão o clube português com mais adeptos - mas precisamente: veja-se como estão os portugueses! Na mais pura merda, incapazes de dar uma volta às suas vidas e ao seu país... Não por acaso, o Benfica é o clube do regime - e até hoje... de qualquer regime! Lembremos:
"Eusébio é património nacional"
António de Oliveira Salazar
"Creio que seria bom para o país que o Benfica fosse campeão"
José "tirei o curso ao domingo" Sócrates
A evidência mais expressiva do que se afirma, está neste exemplar facto: Quando o regime entra em crise, entram também em cena as "vitórias" do Benfica, porque é preciso "pão e circo" para embalar o povo.
Quando Salazar mergulhou o país numa guerra colonial que fez para distrair os espíritos mais débeis? Patrocinou e favoreceu até à exaustão uma equipa formada, em boa medida, por jogadores das ditas colónias (alguns raptados, como foi o caso do Eusébio) e tentado representar em campo, simbolicamente, o Portugal do Minho ao Timor que teimava em trazer nos cornos. Pois é! A guerra colonial destruía vidas e recursos, mas o Benfica ganhou - nos anos 60 - a hegemonia do futebol português! Futebol, Fado e Fátima... lembram-se?
Mas não recuemos às eras dos Calabotes! Tomemos apenas este dado: na última década e meia, o Benfica foi campeão nacional duas vezes:
1) 2004/2005 - coincidindo com a fuga de Durão Barroso para a UE, a nomeação de Santana "nódoa" Lopes para o cargo de primeiro ministro, a destituição deste e a convocação de novas eleições.
2) 2009/2010 - coincidindo com a grave crise económica e social que o país atravessa, com taxas de desemprego recordes e o empobrecimento geral da população...
Para se ter ideia da crise que ainda por aí vem, refira-se que muito "comentador" já anuncia uma mudança de ciclo no futebol português, augurando uma era de vitórias para o Benfica. Pão e Circo? Pobre povo português ...Pão e Circo!
É por isso que, se o benfiquista é muito mais merecedor de pena do que de ódio pelo seu estado de alienação mental; o clube Benfica, que está permanentemente a ser beneficiado em campo, nos túneis, em cedências de terrenos, na moratória das dívidas, etc., etc.,, etc.; já essa instituição apenas pode ser encarada como aquilo que é: um cancro nojento no seio da sociedade portuguesa, um instrumento de alienação, opressão e exploração do nosso povo.
E é por isso, é mesmo por isso, que eu odeio e desprezo o Benfica...
Mas graças a Deus não nasci Lampião! "
Bin Laden in http://sporting74.blogspot.com
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Aniversário do Sporting - Correio dos leitores

No âmbito do aniversário do 104º Aniversário do Sporting Clube de Portugal, recebemos esta carta do sócio nº6513, que passamos a publicar:
"Não se pode apagar os anos vividos, não se podem empilhar ordenadamente num canto e depois virar as costas deixando-os ali.
Podemos removê-los da mente e esquecê-los, mas não para sempre porque mais cedo ou mais tarde chega o dia em que eles retornam.
E nesse momento damos-nos conta de viver o presente quase como uma mentira.
É esta a coisa mais horrível e simultâneamente mais bela... não nos podemos esconder do nosso passado.
É como uma flecha que faz esquecer as coisas fúteis, vazias e que faz surgir as sensações fortes dos cantos de gáudio e dos gritos de raiva.
Dos abraços e dos encontrões na bancada. Riso e choro que vivemos em épocas diferentes...mas eramos os mesmos e estávamos juntos.
Nos ultimos anos o sonho foi desaparecendo sem darmos conta e tiraram-nos quase tudo. Tiraram-nos o direito de viver a nossa paixão da maneira que aprendemos a vivê-la, com a transmissão das histórias, os exemplos, as recordações e as esperanças de todos. Agora querem tirar-nos a dignidade da intolerância, do protesto, da consciência de tentar cumprir aquilo que pensamos ser o nosso dever. Mas penso que não o conseguirão. Juntos, os que quisermos, teremos o antídoto.
Na noite antes de partir estive no exacto local do velho Alvalade, para sentir aqueles leves murmurios, que durante o dia não se sentem devido ao ruído feito pela cidade à sua volta, para ouvir os fantasmas de um grande Clube que escutados atentamente narravam os acontecimentos que já me tinham sido contados ou mesmo por mim vividos e que todos gostaríamos de continuar a ouvi-los ou a vivê-los. Nenhuma foto, nenhum documento, consegue descrever essas histórias com tanta perfeição nem todas as verdades que queiramos descobrir. Ninguem nos poderá dizer quem ou porquê, melhor que o ar do velho Alvalade...de noite.
Passados todos estes anos, continua a ser Ele o centro, o fulcro, a razão e o motivo. Mesmo demolido, destruído e privado do seu espaço, continua vivo! Sai apenas de noite, para não disturbar, diz ele. Na verdade envergonha-se pelo outro e isso deixa-o nervoso. Por isso pegou-me no coração pelas orelhas e gritou-me para não desistir, para continuar a amar, apoiar e proteger aquela criança vestida de Verde e Branco que, com ranho no nariz e os joelhos esfolados, corre atrás de qualquer bola, aquele rapaz ousado que tem fôlego para tudo e não tem medo de ninguém, aquele homem com os punhos cerrados que luta até cair mas que nunca cai, aquele velhote que abana a cabeça e contesta mas está sempre lá.
Há mais de um século e por mais mil que venham.
Sempre contigo SPORTING!
Faz hoje precisamente um ano que escrevi este texto que acabaram de ler. Como "recompensa" tive o pior ano da história do clube (pelo menos que eu me lembre).
A época acabou e a insatisfação já passou. Já se esqueceram. Já está tudo bem, para a maioria já está tudo bem...mas para mim não e penso que para todos NÓS, que SOMOS de facto SPORTING, não está.
Chegou a hora de MOSTRARMOS quem SOMOS e de nos AFIRMARMOS sem nada a temer.
Vou tentar explicar quem SOMOS.
NASCEMOS e no primeiro vagido MOSTRAMOS de imediato o que SOMOS ao médico que NOS vira para NOS fazer chorar. Funciona como um pontapé nos colhões (do médico como é óbvio) porque a primeira palavra não é mãe, obviamente é “SPORTING” (ou “benficamerda” para os mais precoces) e a partir daí FAZEMOS o contrário de todos os outros, SOFREMOS uma sensação desumana, de tal forma que o sofrimento passa a ser uma sensação normal, ou melhor, METEMOS de parte esse sentimento para que POSSAMOS regozijar-NOS ainda mais naquelas poucas vezes que NOS toca a NÓS disfrutar da glória. No fundo é um retrato da vida da maioria de NÓS, já que TERMOS de NOS levantar todas as manhãs para encarar este mundo de merda não é muito diferente
Ser do carnide ou do porto ou outra merda do género é como procurar o alívio através da droga. Eles são como drogados e NÓS SOMOS os sãos.
Por mais que tente nunca conseguirei compreender como é possível não se ser como NÓS SOMOS.
NÓS SOMOS SPORTING. O SPORTING não é um clube, O SPORTING é uma fé, O SPORTING é um amor, é um matrimónio solene no qual ACEITAMOS a boa e a má sorte, alegrias e sofrimentos. SOMOS o último reduto da liberdade, da coragem e da dignidade. O SPORTING SOMOS NÓS. O SPORTING é um estado de espirito, é o orgulho de COMBATERMOS lado-a-lado, é o sentimento de PERTENCERMOS à minoria. O SPORTING é algo que existe dentro de NÓS e que não sai. O SPORTING é um valor, é sentimento no seu estado mais puro. NÓS IDEALIZÁMOS um clube ao qual QUEREMOS retribuir com sentimento, valor, tornando-o num ideal e num estilo de vida. SOMOS orgulhosos porque RESISTIREMOS sempre, a tudo e a todos.
Nunca NOS VERGAREMOS ao destino, às mortes, aos desastres, às desgraças, aos postes e às traves. As derrotas dentro do campo de jogo, mesmo se humilhantes, nunca NOS arranharão. CAMINHAREMOS sempre em frente, de cabeça erguida, sem NOS ENCONDERMOS. Aos NOSSOS filhos contaremos a NOSSA lenda, a NOSSA história, o NOSSO passado, a NOSSA glória. Essas são as NOSSAS raízes. Um povo sem passado e sem raízes não tem futuro. Por isso a NOSSA lenda deverá ser transmitida para todo o sempre. Mas isso não chega. É fundamental passar para os NOSSOS filhos que “tifare” SPORTING significa ter coragem, coragem de SERMOS diferentes daqueles que, por uma questão de fanfarronice, são adeptos de clubes populares, adeptos das maiorias. É fundamental fazê-los compreender que na vida não é certo ALINHARMOS com as maiorias, porque isso só demonstra debilidade e cobardia. O mais importante é a NOSSA dignidade.
TEMOS dignidade para dar e vender e esta é a única coisa que os poderosos e as maiorias nunca poderão comprar. Aos NOSSOS filhos DEVEMOS narrar aquilo que foi e o que representa o SPORTING e não aquilo que poderá vir a vencer. Óbviamente que sem nunca PERDERMOS a ambição, sem DESDENHARMOS as vitórias...mas TEMOS de ir mais além. As derrotas TORNARAM-NOS fortes, as derrotas não NOS afastaram porque as derrotas não NOS abatem. SOMOS gente que não ALINHAMOS com os poderosos, ODIAMOS as injustiças, os prepotentes, a arrogância e o autoritarismo tanto na vida como no futebol. Os cobardes alinham com o poder enquanto NÓS SOFREMOS humilhações de cabeça erguida, gritando com orgulho a NOSSA diferença e a nossa fé. Sempre orgulhosos de SERMOS SPORTING!
O coração do SPORTING baterá para sempre. SEREMOS NÓS que não DEIXAREMOS que ele páre. Os dirigentes passam, os cúmplices morrem, os jogadores vão e vêm e os cobardes parasitas calam-se e vendem-se aos dirigentes e à polícia, mas alguém de NÓS estará lá sempre pronto para o combate porque é a NÓS que o VELHO ALVALADE pede que as suas memórias sejam transmitidas e que a sua história seja contada. Não são os dirigentes, nem os jogadores e nem os vendidos. SOMOS NÓS os eleitos porque não SOMOS mercenários. SOMOS NÓS que andamos na rua a combater em nome do SPORTING, a gritar o nome do SPORTING, com a altivez e o orgulho por sentir que o SPORTING é NOSSO. O SPORTING é uma entidade NOSSA, é algo que NOS pertence. É um principio, é um ideal, um valor, uma fé, uma força. Algo que DEVEREMOS sempre defender e conservar. É a NOSSA vida ou pelo menos grande parte dela.
Só quem é dos NOSSOS é que sente isto.
Só quem é SPORTING é que entenderá isto.
Há mais de um século e por mais mil que venham!!!
MIGUEL D' ALMADA
sócio do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL nº 6513"
1906
Luta & Resiste!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Direito de resposta AAS

Retirado blog bandeira verde e branca a quem agradecemos a chamada de atenção que foi feita!
Pelo que passamos a publicar o direito de resposta da AAS:
Direito de resposta
Na edição de 25 de Maio de 2010 do Jornal «Sporting», a cara consócia e cronista do nosso jornal, Dra. Maria de Lourdes Borges de Castro, decidiu versar sobre a Associação de Adeptos Sportinguistas (AAS) e sobre os seus elementos, eleitos nas últimas eleições para o Conselho Leonino, numa crónica intitulada “Finalmente os Estatutos”, cujo teor já esperávamos e que está em sintonia com a manifestada recentemente por outros “notáveis” do clube.
A evidente confusão manifestada pela cronista (ou a manifesta tentativa de confundir quem a lê) implica que a AAS e os seus elementos eleitos para o Conselho Leonino se sintam obrigados a prestar os devidos esclarecimentos, ao abrigo do direito de resposta previstos nos artigos 24º e 25º da Lei de Imprensa:
1) Segundo a ilustre cronista (e, ao que parece, a “muita gente idónea”) “é ilegal existir uma associação de adeptos”. A AAS foi constituída nos termos da lei, por escritura pública, a qual se encontra acessível a todos aqueles que visitem o sítio oficial da AAS na internet. Convidamos, por isso, a ilustre consócia (e demais “gente idónea”) a requerer, de acordo também com a lei do nosso país, junto dos tribunais, a dissolução da AAS por ser ilegal. A este propósito questionamos ainda a ilustre consócia se defenderá o mesmo para, p.ex., o «Grupo Stromp»? Ou se saberá a ilustre cronista o número de pessoa colectiva deste grupo? Ou até onde poderemos consultar os seus Estatutos? Importa recordar à ilustre consócia e cronista que, quando se fez sócia há 87 anos, não existiam SADs, nem os clubes eram geridos como empresas. Lamentamos, por isso, que, ao contrário da LPFP e da FPF não tenha estado presente (tal como os demais elementos da direcção do clube) no último Pensar Sporting, onde a Secretária Geral da Associação de Adeptos Europeus (Supporters Direct) pôde elucidar todos sobre esta realidade indesmentível que são as associações de adeptos existentes por essa Europa fora.
2) Causa também grande admiração à ilustre e veneranda consócia que “tenha sido permitido” à AAS “concorrer às eleições, ainda que apenas para o Conselho Leonino. Elegeram três, mas valha-me Deus”. Uma vez que a distinta consócia não está esclarecida quanto ao processo eleitoral (do qual fez parte), devemos informar que quem concorreu às eleições na lista apresentada pela AAS foram associados do Sporting Clube de Portugal, muitos com mais de 20 e 30 anos de filiação e não a Associação de Adeptos Sportinguistas, a qual nem sequer o poderia fazer, perante as regras estatutárias que regem o nosso clube, as quais a ilustre consócia apenas conhece em parte.
3) Deixa ainda a distinta consócia, na sua crónica, uma questão a que entende, ela mesma, responder: “todos os sportinguistas não são adeptos do Sporting? Por isso é que eu chamo de aberração, existir uma associação de adeptos; a única e verdadeira associação de adeptos é o próprio Sporting Clube de Portugal”. Ora aquilo a que a ilustre consócia apoda de “aberração” mais não é do que (mais) uma interpretação errónea da realidade, tal como uma atenta leitura dos estatutos (desde a primeira versão) facilmente o comprova. O Sporting Clube de Portugal é a associação que congrega todos os sportinguistas que entenderam fazerem-se associados do clube. Com efeito, se todos os sportinguistas são adeptos do Sporting, nem todos os adeptos (e sportinguistas) são, infelizmente, associados do clube. Aqui cumpriria, talvez, perguntarmo-nos “porquê?” ou “porque na última renumeração recentemente efectuada tantos associados se foram embora?”. Todavia, trata-se, lamentavelmente, de matéria fora do alcance deste direito de resposta…
4) A terminar a sua magnífica prosa, a respeitável cronista conclui que os membros da associação de adeptos a que entendeu dedicar várias linhas da dita prosa, “são árvores de um pomar que não dá boa fruta. Nesta associação, o que vejo é ânsia de protagonismo, nenhuma ideia válida e muita confusão (…)”. A este propósito lamentamos que a ilustre consócia e conselheira não tenha manifestado tal opinião, pessoalmente, a quatro “árvores” de tal “pomar” que estiveram ao seu lado no último Congresso Leonino na Secção “Desafios do Ecletismo” e que, tal como ela, se comoveram com as palavras do Prof. Moniz Pereira ou, até, no próprio Conselho Leonino do qual fazem parte. Ficámos, todavia, elucidados ao saber que a cara consócia considera que não é necessária nenhuma revisão estatutária no clube, como aquela que a AAS apresentou em Junho de 2009. Aguardaremos, por isso, o seu sentido de voto quando, em breve, a revisão estatutária em curso for apresentada.
Descobrimos, também, que o projecto de desenvolvimento e expansão dos Núcleos não é, no seu entender, interessante, indo contra aquilo que nos foi já manifestado por diversos Núcleos, ou ainda que não se revê no aproveitamento de energias renováveis por parte do Sporting Clube de Portugal - numa iniciativa que visa reduzir custos e aumentar a responsabilidade social do clube.
Não gostaríamos de deixar de terminar sem dizer que concordamos em absoluto com a ilustre Dra. Maria de Lourdes, quando esta diz que há 87 anos, quando o seu pai a fez sócia, “era preciso provar que o pretendente não tinha cadastro e era uma pessoa idónea. Hoje, entra-se automaticamente e, assim, não é possível separar o trigo do joio”.
Com efeito, se ainda hoje fosse assim, teríamos evitado, p.ex., que o nosso clube tivesse que emitir comunicados esclarecendo (supostamente) a intervenção de certos associados do clube na venda do seu património não desportivo. Assim, estimada consócia, é precisamente por os nossos estatutos já não previrem tal disposição, que defendemos a realização de uma auditoria ao Grupo Sporting, para verificarmos quem hoje é, e não devia ser, sócio do Sporting Clube de Portugal. Para, enfim, "separar o trigo do joio"...
Não obstante os termos menos próprios com que nos brindou, mantemos o respeito que sempre tivemos pela sua idade e pela antiguidade de filiação no clube, não nos coibindo, porém, de dizer à ilustre consócia e igualmente a quem (certamente “gente idónea”) lhe fez esta “encomenda” que não nos amedrontam nem nos farão desistir.
A sua crónica, ilustre consócia, acabou, inclusivamente, por nos dar mais força e por se tornar um sinal evidente que estamos no bom caminho para a defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal Continuação de bom trabalho nas suas crónicas.
Saudações Leoninas,
Os Conselheiros Leoninos eleitos pela Associação de Adeptos Sportinguistas em representação dos órgãos sociais da AAS,
Pedro Faleiro Silva
Nuno Manaia Costa
Luis Silva Pires
17 de Maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Yordanov- Nem um passo atrás!
1906
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
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