quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sportinguismo não se explica...sente-se!!!


De Franceschi: “Sporting é como uma mulher que se ama”

Jornal o Jogo terça-feira, 24 agosto 2010

“Equipa tem de perder o medo!”
Ivone De Franceschi pode não rimar com campeão, mas é a isso que soa a todo o ouvido leonino. O italiano que deu instrumental contributo ao Sporting na histórica conquista do título de 1999/2000, terminando com a angústia de 18 anos sem o principal ceptro nacional, calcorreou Lisboa em nome da campanha da Gamebox leonina (ver mais informação nesta página), foi homenageado em Alvalade e, no meio da azáfama, ainda deu uma entrevista a O JOGO. O antigo 25 verde e branco não desgostou do que viu do jogo com o Marítimo, mas deixou recomendações próprias de quem sabe o que custa chegar, ver e vencer.

“Eu bem tinha avisado que vinha a Lisboa dar sorte”, começou por brincar o antigo extremo-esquerdo, que vislumbra qualidade numa equipa leonina que precisa, na sua perspectiva, de acreditar mais em si mesma: “Esta ‘squadra’ tem de perder o medo. Assim que se sentir tranquila, vai poder exprimir-se. Vi muitos jogadores jovens e de qualidade, há ali potencial para fazer mais e melhor.”

Num paralelismo interessante, De Franceschi recorda que quando chegou a Alvalade, há onze anos, o panorama não era diferente. “Quando vim para cá, a equipa não estava bem, e os adeptos estavam descrentes. Tive oportunidade de falar sobre isso com o Costinha. Houve uma mudança de treinador, a equipa foi eliminada das provas europeias por uns nórdicos pouco conhecidos [Viking]. Depois unimo-nos, criámos uma onda positiva e uma sequência vitoriosa. O resto é história!”

Sobre o actual esquadrão leonino, De Franceschi tem algumas referências e um desejo: “Joguei com o Valdés no Bari. Atenção, que tem qualidade. Foi pena não falar com ele, pois estava doente. E, claro, há o Liedson, um grande avançado. Não desanimem. Podemos ser campeões!”


“Sporting é como uma mulher que se ama”
O emblema de Alvalade ficou profundamente marcado na vida de De Franceschi. O actual auxiliar técnico do Pádua coloca os leões entre as paixões da sua vida, numa analogia curiosa: “Para mim, o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres, mas há sempre ‘aquela’, a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!”

Falando como “tifoso”, o extremo-esquerdo vai mais longe. “Em Itália, costumo dizer que o Sporting é a Juventus de Portugal. É enorme, tem adeptos por toda a parte, uma história tremenda. Digo sem hesitar que o clube não fica atrás de uma Juve ou mesmo de um Inter”, atira. Humilde, ainda hoje o transalpino de 36 anos não consegue explicar a enorme empatia entre si e o público leonino. “Foram só oito meses, mas intensos. Joguei bem, as pessoas aceitaram-me, e conquistei aquele campeonato. Hoje, as pessoas olham para mim e lembram-se disso. Sempre fui discreto, só queria jogar futebol e não parecer mais do que sou. Sinceramente não sei porque recebo tanto afecto, recebi mais do que dei, mas a vida tem estes mistérios. Nem tudo o que é belo se explica.”


“Quero vir cá festejar o título no fim da época”
Ao ceder a imagem para divulgar a nova Gamebox leonina, De Franceschi dividiu-se em filmagens entre Lisboa e Pádua. O ex-leão não esperava o convite e anteontem foi ovacionado em Alvalade, com o filho Tommaso às cavalitas. “Foi uma emoção fortíssima. Quando vim a Lisboa pelo Chievo Verona, em 2004, foi lindo. Os adeptos do Sporting são únicos. Quero vir cá no fim de época celebrar o campeonato com eles, e só o clube lembrar-se de mim para estas filmagens já é uma honra. Na história do Sporting, há muitos jogadores mais importantes que eu, mas é um grande prazer”.
“Só aqui me sinto alguém… ‘speziale’”

De Franceschi terminou a carreira no Pádua depois de lhe ser diagnosticada uma malformação cardíaca, em 2007. Olhando para trás, o canhoto sintetiza a importância do passado leonino: “Adoro recordar o espectacular título de 1999/2000, que terminou naquela festa inacreditável. Só aqui me sinto ‘speziale’. Na Serie A, joguei em equipas pequenas, e o Sporting foi o único grande clube na minha carreira e no qual ganhei o meu único título. Em Itália, era um jogador normal, aqui sou sempre um campeão!”


A “bella squadra” de 1999/2000

Schmeichel – “Só falámos duas vezes [risos]. Ele não falava português nem italiano, eu não falava inglês. Não gostava de treinar, mas era o número um. Quando se concentrava, transformava-se numa fera.”

Beto – “Naquela altura dizia-se que ia para o Inter, para o Real Madrid… Era bravo, bom de cabeça e com os pés. Tinha valor, mas perdi-lhe o rasto quando saiu do Sporting.”

César Prates - “Era um grande jogador, veloz, alegre, bom companheiro, mas ainda hoje acho que tinha potencialidades para fazer muito mais, apesar de, mais tarde, ainda ter jogado em Itália.”

André Cruz – “Enorme jogador. O André era um senhor! Fez uma carreira brilhante, jogou pelo Brasil, Milan e Nápoles. A sua experiência e classe fizeram a diferença no Sporting.”

Rui Jorge – “Teve a sorte de jogar no meu flanco [risos]. Lembro-o mais como pessoa. Era meu vizinho no balneário e ajudou-me tanto. Profissional seríssimo e um jogador inteligente.”

Duscher – “Muito bom! Ainda era jovem, mas destacava-se pela sua excelente visão de jogo e grande execução no passe. Claramente acima da média, foi influente no título.”

Vidigal – “Um gladiador no meio-campo. Com ele, não havia bolas perdidas. Corria por mim, por si, por toda a gente. Era o nosso pulmão e depois fez carreira em Itália.”

Pedro Barbosa – “‘Dio santo’! Era um génio do futebol. Não agradava a todos por ser falso lento, mas tinha um inteligência futebolística invulgar. Para o Pedro, pensar o jogo estava acima de tudo.”

Mpenza – “Rápido, agressivo, era bastante atlético, mas também não falava comigo, porque o francês não era o meu forte. Deu-nos uma boa ajuda ali no flanco direito.”

Acosta – “O Beto era o tal atacante de que todas as equipas campeãs precisam. No momento oportuno marcava. Só tínhamos de lhe colocar a bola. O habitual era dar em golo!”

De Franceschi – “Ah, esse [risos]. Jogador veloz, com bom pé esquerdo, que procurava posicionar-se e assistir os avançados. Voltou a Itália triste por não ficar, mas com o dever cumprido.”

Materazzi – “Não foi feliz, mas fez um trabalho honesto. Agradeço-lhe ter-me proporcionado a melhor fase da minha carreira. Creio que lhe consegui dar alguma razão nas escolhas!”

Inácio – “Estou-lhe grato. Disse-me mal chegou que eu não era filho de ninguém. Era igual aos outros. Tinha perdido o Materazzi, a minha referência, e o Inácio disse-me o que eu precisava de ouvir.”


Sem comentários...

Obrigado De Franceschi!!

1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Portugal terra de impunidade e vergonha!


Bem, por este andar ainda nos vão apontar o dedo e dizer que fomos nós a corromper árbitros e a traficar influências!

Tráfico de influência:

Art.º 335 Código Penal (CP)

Comete o crime quem abusar da sua influência junto de uma entidade pública para tentar obter uma decisão a troco de uma vantagem (patrimonial, não patrimonial ou promessa). O tráfico de influência mantém-se quando é utilizada uma interposta pessoa e a vantagem é para terceiro. Punido com pena que vai de multa a 5 anos de prisão.

Hoje colocaram finalmente a cereja em cima deste lindo e belo bolo que se chama apito dourado!

Hoje ficámos com a certeza de que o crime compensa, e de que vale a pena corromper e traficar influências em Portugal! Paraíso de corrupção e de vendidos!

Em caso de problema destroem-se as escutas e acabe-se com o problema, não queremos dar mais dores de cabeça a quem julga!

E como não foi constituida prova apesar de todas evidências trazidas a publico pelas escutas, o Boavista já reclama subida e indemenização!

Quando muito o Boavista poderia reclamar a subida e o pedido de indemenização por ter sido condenado e o fcporto NÃO!

Mas ok! Tudo normal em Queluz ocidental...

Deixamos-vos as pérolas:

" O presidente da Liga, Valentim Loureiro, e o seu filho, o presidente do Boavista João Loureiro, escolheram por diversas vezes os árbitros para os jogos do clube do Bessa na época 2003/04, revela hoje o Diário de Notícias.

O DN, que cita novas escutas telefónicas recolhidas no âmbito do processo "Apito Dourado", adianta que as escutas demonstram que, quer o presidente da Liga de Clubes quer o líder do Boavista, faziam chegar aos árbitros escolhidos a mensagem de uma promoção na carreira a troco de uma "boa" arbitragem.

Um dos jogos que consta das certidões extraídas pelo Ministério Público (MP) de Gondomar é o Boavista-Alverca, que acabou com a vitória dos axadrezados (2-1), que marcaram os golos nos sete minutos de compensação dados pelo árbitro Paulo Pereira, afirma o jornal.

Segundo o diário, "Valentim Loureiro foi quem informou o árbitro da classificação do observador do jogo: oito pontos".

"Já sabe que conta aqui comigo", disse o major ao juiz numa conversa interceptada pela Polícia Judiciária e citado hoje pelo DN.

O jornal diz ainda que em relação ao Boavista-FC Porto (que foi arquivado p or falta de provas que sustentassem uma acusação de corrupção desportiva), Valentim questionou Júlio Mouco, da Comissão de Arbitragem da Liga, por que razão não tinha sido nomeado o auxiliar Devesa Neto.

"Eu tinha acertado com o dr. João Loureiro que seria o Devesa", disse Valentim Loureiro.

No encontro com a equipa do Moreirense, o major não terá gostado da prestação do auxiliar Carlos do Carmo, apesar de o Boavista ter vencido por 1-0.

"Você sabe que ainda neste defeso você estava não sei o quê e eu, aquil o que posso, faço pelos amigos. Bem, da próxima você porta-se melhor, senão puxo-lhe as orelhas", disse Valentim Loureiro ao auxiliar, segundo o DN.

De acordo com o procurador Carlos Teixeira, o modo de actuação de Valentim e João Loureiro passa, além da sugestão de nomes, pelo conhecimento antecipa do dos nomes dos árbitros escolhidos.

"Tal permitia-lhes encetar os contactos com antecedência", diz o diário, dando como exemplo as escutas interceptadas antes do jogo Belenenses-Boavista, arbitrado por Bruno Paixão.

Numa conversa entre João Loureiro e Ezequiel Feijão, ex-árbitro e obser vador da Liga, o presidente do Boavista pede que a equipa de arbitragem seja abo rdada e dá as instruções: "Ele (Bruno Paixão) chegou onde pediu (...), se quer umas viagenzinhas para o ano e tal... temos... temos... de atalhar caminho, pá! Tu pediste... foi-te concedido", revela o jornal.

O DN diz que também antes do jogo Boavista-Beira-Mar, João Loureiro con tactou o observador Pinto Correia para este dar um "toque" ao árbitro Nuno Almedeia.

De acordo com o jornal, a abordagem seria: "Que nós que temos grande consideração..., é malta que o pode fazer chegar onde ele quer... porque ele é ambicioso e tal".

O diário diz ainda que também o Marítimo procurou obter favores dos árbitros.

Numa escuta, António Henriques (ex-dirigente da Federação Portuguesa de Futebol - FPF) garantiu que no jogo com o Nacional, este clube iria ser "bem roubadinho".

No final, o árbitro Martins dos Santos foi escutado a confessar que prejudicou o Nacional: "Queriam lá um penalty, mas eu puni o gajo com amarelo", indica o jornal.

Segundo o diário, foi prometida a Martins dos Santos na subida no escalão da arbitragem do seu filho, André Santos. "Consegue dar-me essa graça que eu responsabilizo-me pela outra", disse Martins dos Santos a António Henriques, da FPF. " In Diário de Notícias

1906

Luta e Resiste!

terça-feira, 13 de julho de 2010

O benfiquismo: uma doença mental...


Damos as boas vindas ao blog Sporting74, publicando um texto da autoria de Bin Laden, e o melhor elogio que podemos fazer é que vai ser apartir de agora, visita obrigatória!


"Os benfiquistas são pessoas como nós, mas padecem do benfiquismo. E o benfiquismo é uma doença do foro mental. E essa é a triste verdade da sua condição!

Os benfiquistas, muitas vezes, são as nossas namoradas, ou nosso irmãos, vizinhos, colegas ou amigos. Não são más pessoas... mas são do Benfica. Levam vidas aparentemente normais até que se tropeça no futebol. Aí deixam de ser quem são e transfiguram-se numa manada ensandecida, acéfala e fanática.

E numa espiral apoplética, algures entre a histeria e a epilepsia, acabam manifestando vários sintomas dos piores defeitos que um ser humano pode exibir: arrogância, demagogia, mentira, dogmatismo, jactância, soberba, venalidade, cobardia, puerilidade... enfim! Deixam de ser os seres humanos que prezamos, admiramos, por vezes amamos, para se tornarem nuns Ogres doentios e desprezáveis para quem 2 balázios nos cornos seriam (se fossêmos pessoas para isso) um gesto de caridade.

Sim! Porque o benfiquista é um alienado mental, uma espécie de drogado incapaz de compreender o mundo em que se movimenta e para quem, as "grandes proezas" do Benfica, funcionam como as doses regulares duma toxina que o mantém distraído, dopado e débil para os desafios que deveria enfrentar na sua vida e em prol da sua comunidade.

Não tenho dúvidas de que serão o clube português com mais adeptos - mas precisamente: veja-se como estão os portugueses! Na mais pura merda, incapazes de dar uma volta às suas vidas e ao seu país... Não por acaso, o Benfica é o clube do regime - e até hoje... de qualquer regime! Lembremos:

"Eusébio é património nacional"
António de Oliveira Salazar

"Creio que seria bom para o país que o Benfica fosse campeão"
José "tirei o curso ao domingo" Sócrates

A evidência mais expressiva do que se afirma, está neste exemplar facto: Quando o regime entra em crise, entram também em cena as "vitórias" do Benfica, porque é preciso "pão e circo" para embalar o povo.

Quando Salazar mergulhou o país numa guerra colonial que fez para distrair os espíritos mais débeis? Patrocinou e favoreceu até à exaustão uma equipa formada, em boa medida, por jogadores das ditas colónias (alguns raptados, como foi o caso do Eusébio) e tentado representar em campo, simbolicamente, o Portugal do Minho ao Timor que teimava em trazer nos cornos. Pois é! A guerra colonial destruía vidas e recursos, mas o Benfica ganhou - nos anos 60 - a hegemonia do futebol português! Futebol, Fado e Fátima... lembram-se?

Mas não recuemos às eras dos Calabotes! Tomemos apenas este dado: na última década e meia, o Benfica foi campeão nacional duas vezes:

1) 2004/2005 - coincidindo com a fuga de Durão Barroso para a UE, a nomeação de Santana "nódoa" Lopes para o cargo de primeiro ministro, a destituição deste e a convocação de novas eleições.

2) 2009/2010 - coincidindo com a grave crise económica e social que o país atravessa, com taxas de desemprego recordes e o empobrecimento geral da população...
Para se ter ideia da crise que ainda por aí vem, refira-se que muito "comentador" já anuncia uma mudança de ciclo no futebol português, augurando uma era de vitórias para o Benfica. Pão e Circo? Pobre povo português ...Pão e Circo!

É por isso que, se o benfiquista é muito mais merecedor de pena do que de ódio pelo seu estado de alienação mental; o clube Benfica, que está permanentemente a ser beneficiado em campo, nos túneis, em cedências de terrenos, na moratória das dívidas, etc., etc.,, etc.; já essa instituição apenas pode ser encarada como aquilo que é: um cancro nojento no seio da sociedade portuguesa, um instrumento de alienação, opressão e exploração do nosso povo.

E é por isso, é mesmo por isso, que eu odeio e desprezo o Benfica...

Mas graças a Deus não nasci Lampião! "

Bin Laden in http://sporting74.blogspot.com

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Aniversário do Sporting - Correio dos leitores


No âmbito do aniversário do 104º Aniversário do Sporting Clube de Portugal, recebemos esta carta do sócio nº6513, que passamos a publicar:


"Não se pode apagar os anos vividos, não se podem empilhar ordenadamente num canto e depois virar as costas deixando-os ali.
Podemos removê-los da mente e esquecê-los, mas não para sempre porque mais cedo ou mais tarde chega o dia em que eles retornam.
E nesse momento damos-nos conta de viver o presente quase como uma mentira.
É esta a coisa mais horrível e simultâneamente mais bela... não nos podemos esconder do nosso passado.
É como uma flecha que faz esquecer as coisas fúteis, vazias e que faz surgir as sensações fortes dos cantos de gáudio e dos gritos de raiva.
Dos abraços e dos encontrões na bancada. Riso e choro que vivemos em épocas diferentes...mas eramos os mesmos e estávamos juntos.

Nos ultimos anos o sonho foi desaparecendo sem darmos conta e tiraram-nos quase tudo. Tiraram-nos o direito de viver a nossa paixão da maneira que aprendemos a vivê-la, com a transmissão das histórias, os exemplos, as recordações e as esperanças de todos. Agora querem tirar-nos a dignidade da intolerância, do protesto, da consciência de tentar cumprir aquilo que pensamos ser o nosso dever. Mas penso que não o conseguirão. Juntos, os que quisermos, teremos o antídoto.

Na noite antes de partir estive no exacto local do velho Alvalade, para sentir aqueles leves murmurios, que durante o dia não se sentem devido ao ruído feito pela cidade à sua volta, para ouvir os fantasmas de um grande Clube que escutados atentamente narravam os acontecimentos que já me tinham sido contados ou mesmo por mim vividos e que todos gostaríamos de continuar a ouvi-los ou a vivê-los. Nenhuma foto, nenhum documento, consegue descrever essas histórias com tanta perfeição nem todas as verdades que queiramos descobrir. Ninguem nos poderá dizer quem ou porquê, melhor que o ar do velho Alvalade...de noite.

Passados todos estes anos, continua a ser Ele o centro, o fulcro, a razão e o motivo. Mesmo demolido, destruído e privado do seu espaço, continua vivo! Sai apenas de noite, para não disturbar, diz ele. Na verdade envergonha-se pelo outro e isso deixa-o nervoso. Por isso pegou-me no coração pelas orelhas e gritou-me para não desistir, para continuar a amar, apoiar e proteger aquela criança vestida de Verde e Branco que, com ranho no nariz e os joelhos esfolados, corre atrás de qualquer bola, aquele rapaz ousado que tem fôlego para tudo e não tem medo de ninguém, aquele homem com os punhos cerrados que luta até cair mas que nunca cai, aquele velhote que abana a cabeça e contesta mas está sempre lá.

Há mais de um século e por mais mil que venham.

Sempre contigo SPORTING!

Faz hoje precisamente um ano que escrevi este texto que acabaram de ler. Como "recompensa" tive o pior ano da história do clube (pelo menos que eu me lembre).
A época acabou e a insatisfação já passou. Já se esqueceram. Já está tudo bem, para a maioria já está tudo bem...mas para mim não e penso que para todos NÓS, que SOMOS de facto SPORTING, não está.
Chegou a hora de MOSTRARMOS quem SOMOS e de nos AFIRMARMOS sem nada a temer.
Vou tentar explicar quem SOMOS.

NASCEMOS e no primeiro vagido MOSTRAMOS de imediato o que SOMOS ao médico que NOS vira para NOS fazer chorar. Funciona como um pontapé nos colhões (do médico como é óbvio) porque a primeira palavra não é mãe, obviamente é “SPORTING” (ou “benficamerda” para os mais precoces) e a partir daí FAZEMOS o contrário de todos os outros, SOFREMOS uma sensação desumana, de tal forma que o sofrimento passa a ser uma sensação normal, ou melhor, METEMOS de parte esse sentimento para que POSSAMOS regozijar-NOS ainda mais naquelas poucas vezes que NOS toca a NÓS disfrutar da glória. No fundo é um retrato da vida da maioria de NÓS, já que TERMOS de NOS levantar todas as manhãs para encarar este mundo de merda não é muito diferente
Ser do carnide ou do porto ou outra merda do género é como procurar o alívio através da droga. Eles são como drogados e NÓS SOMOS os sãos.

Por mais que tente nunca conseguirei compreender como é possível não se ser como NÓS SOMOS.

NÓS SOMOS SPORTING. O SPORTING não é um clube, O SPORTING é uma fé, O SPORTING é um amor, é um matrimónio solene no qual ACEITAMOS a boa e a má sorte, alegrias e sofrimentos. SOMOS o último reduto da liberdade, da coragem e da dignidade. O SPORTING SOMOS NÓS. O SPORTING é um estado de espirito, é o orgulho de COMBATERMOS lado-a-lado, é o sentimento de PERTENCERMOS à minoria. O SPORTING é algo que existe dentro de NÓS e que não sai. O SPORTING é um valor, é sentimento no seu estado mais puro. NÓS IDEALIZÁMOS um clube ao qual QUEREMOS retribuir com sentimento, valor, tornando-o num ideal e num estilo de vida. SOMOS orgulhosos porque RESISTIREMOS sempre, a tudo e a todos.

Nunca NOS VERGAREMOS ao destino, às mortes, aos desastres, às desgraças, aos postes e às traves. As derrotas dentro do campo de jogo, mesmo se humilhantes, nunca NOS arranharão. CAMINHAREMOS sempre em frente, de cabeça erguida, sem NOS ENCONDERMOS. Aos NOSSOS filhos contaremos a NOSSA lenda, a NOSSA história, o NOSSO passado, a NOSSA glória. Essas são as NOSSAS raízes. Um povo sem passado e sem raízes não tem futuro. Por isso a NOSSA lenda deverá ser transmitida para todo o sempre. Mas isso não chega. É fundamental passar para os NOSSOS filhos que “tifare” SPORTING significa ter coragem, coragem de SERMOS diferentes daqueles que, por uma questão de fanfarronice, são adeptos de clubes populares, adeptos das maiorias. É fundamental fazê-los compreender que na vida não é certo ALINHARMOS com as maiorias, porque isso só demonstra debilidade e cobardia. O mais importante é a NOSSA dignidade.

TEMOS dignidade para dar e vender e esta é a única coisa que os poderosos e as maiorias nunca poderão comprar. Aos NOSSOS filhos DEVEMOS narrar aquilo que foi e o que representa o SPORTING e não aquilo que poderá vir a vencer. Óbviamente que sem nunca PERDERMOS a ambição, sem DESDENHARMOS as vitórias...mas TEMOS de ir mais além. As derrotas TORNARAM-NOS fortes, as derrotas não NOS afastaram porque as derrotas não NOS abatem. SOMOS gente que não ALINHAMOS com os poderosos, ODIAMOS as injustiças, os prepotentes, a arrogância e o autoritarismo tanto na vida como no futebol. Os cobardes alinham com o poder enquanto NÓS SOFREMOS humilhações de cabeça erguida, gritando com orgulho a NOSSA diferença e a nossa fé. Sempre orgulhosos de SERMOS SPORTING!

O coração do SPORTING baterá para sempre. SEREMOS NÓS que não DEIXAREMOS que ele páre. Os dirigentes passam, os cúmplices morrem, os jogadores vão e vêm e os cobardes parasitas calam-se e vendem-se aos dirigentes e à polícia, mas alguém de NÓS estará lá sempre pronto para o combate porque é a NÓS que o VELHO ALVALADE pede que as suas memórias sejam transmitidas e que a sua história seja contada. Não são os dirigentes, nem os jogadores e nem os vendidos. SOMOS NÓS os eleitos porque não SOMOS mercenários. SOMOS NÓS que andamos na rua a combater em nome do SPORTING, a gritar o nome do SPORTING, com a altivez e o orgulho por sentir que o SPORTING é NOSSO. O SPORTING é uma entidade NOSSA, é algo que NOS pertence. É um principio, é um ideal, um valor, uma fé, uma força. Algo que DEVEREMOS sempre defender e conservar. É a NOSSA vida ou pelo menos grande parte dela.

Só quem é dos NOSSOS é que sente isto.

Só quem é SPORTING é que entenderá isto.

Há mais de um século e por mais mil que venham!!!

MIGUEL D' ALMADA

sócio do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL nº 6513"


1906

Luta & Resiste!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Direito de resposta AAS


Retirado blog bandeira verde e branca a quem agradecemos a chamada de atenção que foi feita!
Pelo que passamos a publicar o direito de resposta da AAS:

Direito de resposta

Na edição de 25 de Maio de 2010 do Jornal «Sporting», a cara consócia e cronista do nosso jornal, Dra. Maria de Lourdes Borges de Castro, decidiu versar sobre a Associação de Adeptos Sportinguistas (AAS) e sobre os seus elementos, eleitos nas últimas eleições para o Conselho Leonino, numa crónica intitulada “Finalmente os Estatutos”, cujo teor já esperávamos e que está em sintonia com a manifestada recentemente por outros “notáveis” do clube.

A evidente confusão manifestada pela cronista (ou a manifesta tentativa de confundir quem a lê) implica que a AAS e os seus elementos eleitos para o Conselho Leonino se sintam obrigados a prestar os devidos esclarecimentos, ao abrigo do direito de resposta previstos nos artigos 24º e 25º da Lei de Imprensa:


1) Segundo a ilustre cronista (e, ao que parece, a “muita gente idónea”) “é ilegal existir uma associação de adeptos”. A AAS foi constituída nos termos da lei, por escritura pública, a qual se encontra acessível a todos aqueles que visitem o sítio oficial da AAS na internet. Convidamos, por isso, a ilustre consócia (e demais “gente idónea”) a requerer, de acordo também com a lei do nosso país, junto dos tribunais, a dissolução da AAS por ser ilegal. A este propósito questionamos ainda a ilustre consócia se defenderá o mesmo para, p.ex., o «Grupo Stromp»? Ou se saberá a ilustre cronista o número de pessoa colectiva deste grupo? Ou até onde poderemos consultar os seus Estatutos? Importa recordar à ilustre consócia e cronista que, quando se fez sócia há 87 anos, não existiam SADs, nem os clubes eram geridos como empresas. Lamentamos, por isso, que, ao contrário da LPFP e da FPF não tenha estado presente (tal como os demais elementos da direcção do clube) no último Pensar Sporting, onde a Secretária Geral da Associação de Adeptos Europeus (Supporters Direct) pôde elucidar todos sobre esta realidade indesmentível que são as associações de adeptos existentes por essa Europa fora.



2) Causa também grande admiração à ilustre e veneranda consócia que “tenha sido permitido” à AAS “concorrer às eleições, ainda que apenas para o Conselho Leonino. Elegeram três, mas valha-me Deus”. Uma vez que a distinta consócia não está esclarecida quanto ao processo eleitoral (do qual fez parte), devemos informar que quem concorreu às eleições na lista apresentada pela AAS foram associados do Sporting Clube de Portugal, muitos com mais de 20 e 30 anos de filiação e não a Associação de Adeptos Sportinguistas, a qual nem sequer o poderia fazer, perante as regras estatutárias que regem o nosso clube, as quais a ilustre consócia apenas conhece em parte.



3) Deixa ainda a distinta consócia, na sua crónica, uma questão a que entende, ela mesma, responder: “todos os sportinguistas não são adeptos do Sporting? Por isso é que eu chamo de aberração, existir uma associação de adeptos; a única e verdadeira associação de adeptos é o próprio Sporting Clube de Portugal”. Ora aquilo a que a ilustre consócia apoda de “aberração” mais não é do que (mais) uma interpretação errónea da realidade, tal como uma atenta leitura dos estatutos (desde a primeira versão) facilmente o comprova. O Sporting Clube de Portugal é a associação que congrega todos os sportinguistas que entenderam fazerem-se associados do clube. Com efeito, se todos os sportinguistas são adeptos do Sporting, nem todos os adeptos (e sportinguistas) são, infelizmente, associados do clube. Aqui cumpriria, talvez, perguntarmo-nos “porquê?” ou “porque na última renumeração recentemente efectuada tantos associados se foram embora?”. Todavia, trata-se, lamentavelmente, de matéria fora do alcance deste direito de resposta…



4) A terminar a sua magnífica prosa, a respeitável cronista conclui que os membros da associação de adeptos a que entendeu dedicar várias linhas da dita prosa, “são árvores de um pomar que não dá boa fruta. Nesta associação, o que vejo é ânsia de protagonismo, nenhuma ideia válida e muita confusão (…)”. A este propósito lamentamos que a ilustre consócia e conselheira não tenha manifestado tal opinião, pessoalmente, a quatro “árvores” de tal “pomar” que estiveram ao seu lado no último Congresso Leonino na Secção “Desafios do Ecletismo” e que, tal como ela, se comoveram com as palavras do Prof. Moniz Pereira ou, até, no próprio Conselho Leonino do qual fazem parte. Ficámos, todavia, elucidados ao saber que a cara consócia considera que não é necessária nenhuma revisão estatutária no clube, como aquela que a AAS apresentou em Junho de 2009. Aguardaremos, por isso, o seu sentido de voto quando, em breve, a revisão estatutária em curso for apresentada.

Descobrimos, também, que o projecto de desenvolvimento e expansão dos Núcleos não é, no seu entender, interessante, indo contra aquilo que nos foi já manifestado por diversos Núcleos, ou ainda que não se revê no aproveitamento de energias renováveis por parte do Sporting Clube de Portugal - numa iniciativa que visa reduzir custos e aumentar a responsabilidade social do clube.

Não gostaríamos de deixar de terminar sem dizer que concordamos em absoluto com a ilustre Dra. Maria de Lourdes, quando esta diz que há 87 anos, quando o seu pai a fez sócia, “era preciso provar que o pretendente não tinha cadastro e era uma pessoa idónea. Hoje, entra-se automaticamente e, assim, não é possível separar o trigo do joio”.

Com efeito, se ainda hoje fosse assim, teríamos evitado, p.ex., que o nosso clube tivesse que emitir comunicados esclarecendo (supostamente) a intervenção de certos associados do clube na venda do seu património não desportivo. Assim, estimada consócia, é precisamente por os nossos estatutos já não previrem tal disposição, que defendemos a realização de uma auditoria ao Grupo Sporting, para verificarmos quem hoje é, e não devia ser, sócio do Sporting Clube de Portugal. Para, enfim, "separar o trigo do joio"...

Não obstante os termos menos próprios com que nos brindou, mantemos o respeito que sempre tivemos pela sua idade e pela antiguidade de filiação no clube, não nos coibindo, porém, de dizer à ilustre consócia e igualmente a quem (certamente “gente idónea”) lhe fez esta “encomenda” que não nos amedrontam nem nos farão desistir.
A sua crónica, ilustre consócia, acabou, inclusivamente, por nos dar mais força e por se tornar um sinal evidente que estamos no bom caminho para a defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal Continuação de bom trabalho nas suas crónicas.

Saudações Leoninas,

Os Conselheiros Leoninos eleitos pela Associação de Adeptos Sportinguistas em representação dos órgãos sociais da AAS,
Pedro Faleiro Silva
Nuno Manaia Costa
Luis Silva Pires

17 de Maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Festejem em cima deste!!!


Tal como o prometido trazemos hoje a sequência da desinfestação no Marquês, mas os Sportinguistas são gente de bem, e não querem que a lampionagem fique sem lugar para os festejos!

Pelo que aconselham o alto do Parque Eduardo VII, onde se ergue a famosa estátua do Cutileiro para a festa!

Obrigado rapaziada! A Nação Sportinguista agradece!

1906

Luta & Resiste!

sábado, 24 de abril de 2010

Uma outra prespectiva da desinfestação...




1906

Luta & Resiste!

Desinfestar depois de usar!


Um grupo de bravos e valorosos Sportinguistas teve a ideia de colocar uma faixa na estátua do Marquês de Pombal com os dizeres: DESINFESTAR DEPOIS DE USAR!

Esta surgiu como resposta á alarvidade lampiã que já anda a pôr os corninhos de fora, primeiro com um reservado no nosso Marquês de Pombal, e depois um reserbado na rotunda da Boavista!

A façanha de ontem cheirou-me a obra dos 300 do costume até porque vinha assinada como Curva Sul!
O terrorismo anda por aí....
Foi o suficiente para ao tentar saber mais pormenores sobre esta fantástica iniciativa, ficar na posse da informação que foi colocada uma 2ª faixa ali bem próximo, prometemos divulgar mal tenhamos a 2ª foto na nossa posse!

Mas podemos já adiantar que se os nosos leitores gostaram desta originalidade no NOSSO Marquês, vão delirar com o resto do trabalho....

1906

Luta & Resiste!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ainda acerca do Derby e algumas coisas á volta....



Pergunta: Quem é que foi o árbitro do ultimo benfica vs Sporting Clube de Portugal?

Resposta: João Ferreira! Epá mas não tem nada a haver....


Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica (João Ferreira é o preferido)
08.09.2006

As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.


A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa (ver texto na página seguinte).

As escutas telefónicas estão apensas ao processo principal do Apito Dourado, mas Cunha Vaz, responsável pelo gabinete de imprensa do Benfica, negou a sua existência. "O sr. Luís Filipe Vieira nunca falou com Valentim Loureiro por causa dos árbitros da Taça. Isso é mentira, até porque quem os nomeava era a Federação. O Benfica nunca escolheu qualquer árbitro", assegurou. Valentim Loureiro, por sua vez, não se disponibilizou para prestar qualquer esclarecimento.

Vieira irritado ao telefone
15 de Março de 2004. Paulo Paraty tinha arbitrado o jogo do Belenenses-Nacional para o campeonato. Por esse motivo, não podia ser indicado para o jogo da Taça, que ocorreria dois dias depois, obrigando Pinto de Sousa, que, à data, liderava o Conselho de Arbitragem, a procurar outra opção. Pinto de Sousa tentaria contactar Vieira para justificar a mudança, mas o dirigente benfiquista deixou de lhe atender o telefone, o que acabaria por levar Valentim Loureiro a envolver-se num jogo que estava fora da alçada da Liga.

"Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro... Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses", lamentava-se Vieira a Valentim, enquanto respondia às sugestões dadas por este. "Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?! F... Isso é tudo Porto! (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero!".

Só o nome de João Ferreira agradou ao presidente do clube da Luz. "O João pode ser", disse, depois de conhecer os candidatos possíveis. A lista era reduzida, porque Pinto de Sousa considerava que o jogo tinha de ser apitado por um árbitro internacional e havia-o dito a Vieira e a Valentim Loureiro.

Nesta conversa com o presidente da Liga, Luís Filipe Vieira estava visivelmente irritado. E confessou a Valentim Loureiro que tinha sido informado de que o árbitro seria Paulo Paraty duas ou três semanas antes. O nome agradava-lhe e a sua substituição foi atribuída a uma manobra do FC Porto, cujo presidente, Pinto da Costa, "controlava tudo", na opinião de Luís Filipe Vieira. No entendimento do dirigente benfiquista, Pinto da Costa decidira até que quem arbitraria o Braga-Porto, também para as meias-finais da Taça, seria Bruno Paixão. "O Bruno Paixão, em Gil Vicente, eu estendi-lhe a mão para o cumprimentar, não me cumprimentou! Como é que esse gajo [Pinto de Sousa] vai nomear esse gajo para apitar?", perguntava Luís Filipe Vieira, não escondendo a indignação e deixando clara a ameaça: "Eu não sou como o Dias da Cunha. (...) Eu vou [à RTP] fazer alguns alertas para o futebol português".

Pinto de Sousa explica-se
Minutos depois, um novo telefonema de Valentim Loureiro a Pinto de Sousa é revelador. O segundo desculpa-se ao presidente da Liga por não ter indicado Paulo Paraty. Este árbitro havia sido sorteado para o jogo da Liga, também com o Belennenses, o que o levou a aceitar a indicação de Vieira e nomear João Ferreira para a Taça.

Ainda na mesma conversa, Pinto de Sousa conta a Valentim que a promessa de que Paulo Paraty seria o escolhido tinha sido feita inicialmente a João Rodrigues (um advogado com ligação ao Benfica), duas ou três semanas antes. Mas assegurou que a nomeação para o campeonato acontecera apenas porque se tinha esquecido de avisar Luís Guilherme, o responsável pela gestão da arbitragem para os jogos da Liga.

Sobre a possibilidade levantada por Luís Filipe Vieira de que o Porto teria escolhido o árbitro para a sua própria meia-final, Pinto de Sousa desmentiu-o. E explicou: "Foi um pedido do Salvador (presidente do Braga). Não indicar nem o Olegário, nem o António Costa".



Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.

Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!". (...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!


Fonte: http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=1296&id=1269576



Os lugares na Liga...

Em 2003, a propósito da contratação de Jankauskas pelo FC Porto, Luís Filipe Vieira afirmou que não estava preocupado, porque "são mais importantes os lugares na Liga do que contratar bons jogadores".
O tempo veio provar que o presidente do SLB sabia perfeitamente o que estava a dizer. De facto, tal como Cunha Leal foi um importantíssimo player enquanto esteve na Liga (quem não se lembra do Estorilgate?), o filho do benfiquista de Canelas (*) não lhe fica atrás e, depois do apito final, a forma como geriu os casos dos túneis fazem dele um forte candidato a águia de ouro (será uma distinção mais do que justa, pelos bons serviços prestados...).

Entretanto, a FC Porto – Futebol, SAD já reagiu num comunicado publicado no site oficial.

(*) O pai de Ricardo Costa era conhecido pela sua fortíssima ligação afectiva ao SLB, a qual é partilhada pelo filho.

Fonte: http://futebolar.portugalmail.pt/artigo/20100220/os-lugares-na-liga



Cunha Leal - A "criada de servir" do Benfica

No dia 13/05/2008, mal se esgotou o prazo da FCP SAD recorrer decisão da Comissão Disciplinar da Liga, que puniu o clube por suposta tentativa de corrupção, o jornal A BOLA fez a seguinte primeira página:

Rapidamente se percebeu que quem estava por trás desta notícia e da estratégia subjacente era o SLB e, particularmente, um seu ex-dirigente e ex-director executivo da Liga de Clubes – o Dr. Cunha Leal.

«O FC Porto, condenado na perda de seis pontos na presente época, por decisão da Comissão Disciplinar da Liga, por tentativa de corrupção no âmbito do processo Apito Final, decidiu não recorrer da sanção aplicada, tendo o prazo de recurso terminado ontem. Assim, perante o trânsito em julgado da sentença da Liga, os dragões, diz Cunha Leal, «podem caber na alínea D do ponto 1.04 do Regulamento da Liga dos Campeões».
in A Bola, 14/05/2008

Comentando esta estratégia benfiquista, Rui Santos escreveu o seguinte, no Record, em 16/05/2008:

«Acredito que o achamento de Cunha Leal foi o atalho encontrado para condicionar os excessos de Valentim Loureiro. Mas, nesta pretensa “nova era”, não faz sentido um jurista (seja ele qual for) pôr o seu “fundamentalismo clubístico” como instrumento manipulador de massas acríticas.

As cunhas desleais não honram o futebol nem os lugares, quando se percebe que o objectivo é prejudicar o FC Porto, para além daquilo que a instituição merece (?) ser prejudicada, a título de uma responsabilidade individual que se transforma em desonra para a colectividade.»


Reagindo a este comentário, Francisco Cunha Leal Carmo solicitou ao Record a publicação de um direito de resposta onde, entre outras coisas, disse o seguinte:


«Porque me chamaram a atenção para o facto de o escriba invocar o meu nome, submeti-me, a contra gosto, ao sacrifício de ler os dislates de tal senhor. (...)
Sou, efectivamente, culpado de ter ousado expressar a minha opinião técnico-jurídica sobre as possíveis graves implicações para o FCP consequentes da aplicação, pela UEFA, do Regulamento da Liga dos Campeões, isto após a condenação do FCP SAD, em acórdão já transitado da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, por ilícito de corrupção na forma tentada. Uma opinião que, sublinhe-se, é acompanhada por vários ilustres juristas, todos certamente a soldo de forças demoníacas.»


Neste ping-pong, a resposta de Rui Santos foi ainda mais demolidora, tendo aproveitado para recordar factos que são de todos conhecidos, mas dos quais, normalmente, a comunicação social lisboeta evita falar.

«Cunhal Leal está indignado. Tem toda a razão para estar. Ele foi mandado para a Liga pelo presidente do Benfica para contrariar o poder do major. Convenhamos que é um grande azar, sobretudo quando quem o mandou para a Liga confessou, perante a estupefacção geral, que seria porventura mais importante ter alguém naquele organismo do que contratar bons jogadores.

O estigma não fui eu quem lho pus. Aceitou-o, porque sabe muito bem ao que foi e não se pode confessar enganado. Se não soubesse ao que ia e se cumprisse o seu dever de isenção, não teria autorizado a farsa que constituiu a marcação do Estoril-Benfica para o Algarve, na jornada 30 do campeonato de 2004-05, cujo desfecho foi decisivo para a atribuição do título nessa temporada.

A sua credibilidade morreu nesse momento. Quem consente um escândalo dessa natureza (embrulhado noutros escândalos da época), quem se cala perante uma situação potencialmente subversiva, inquinando a verdade desportiva, não tem um pingo de moral para vir falar agora, como especialista de coisa nenhuma, a não ser o de defender interesses de um só clube e de uma só cor, de qualquer tipo de regulamentos, numa clara manobra de visar o FC Porto.

As “criadas de servir” dos clubes são, também, na Liga ou na FPF, grandes responsáveis para o estado lamentável a que o futebol chegou. Em causa está apenas a “clubitização da justiça” – e percebo o incómodo que a temática causa para quem aplica os regulamentos apenas em certas condições de pressão e temperatura.

Outro grande azar foi Luís Filipe Vieira ter afirmado – já depois de Leal ter cumprido a missão para a qual tinha sido incumbido – que o Benfica porventura não deveria ter conquistado aquele título de campeão nacional. Realmente, é demasiado azar para quem tanto se esforçou para justificar o “investimento” num director e não em jogadores.


Azar e... falta de nível! É o mais vulgar quando não se tem poder de argumentação.

PS – O extraordinário desempenho como figurante no filme ‘Corrupção’ diz tudo sobre a pobre figura.»
Rui Santos, Record, 21/05/2008


De facto, é chato ouvir ou ler estas coisas e mais chato ainda quando elas são publicadas num jornal como o Record e escritas por um jornalista que é insuspeito de ter qualquer tipo de simpatia pelo FC Porto ou por Pinto da Costa (bem pelo contrário).

Fonte: http://reflexaoportista.blogspot.com/2008/06/criada-de-servir-do-benfica.html



Soares Franco e o Estorilgate

Ontem, na "Grande entrevista" da RTP 1, conduzida por Judite de Sousa, o presidente do Sporting afirmou o seguinte:
"No passado não existiu só Apito Dourado, mas também tráfico de influências douradas. Um exemplo é o jogo que o Benfica jogou com o Estoril no Algarve. Embora pudesse ter cumprido toda a legalidade só foi possível no Algarve porque o presidente do Estoril era do Benfica e o director desportivo da SAD tinha interesses no clube".

De facto, é sabido que o Estorilgate foi um dos maiores escândalos de sempre do futebol português, envolvendo como actores principais da farsa: José Veiga, a Direcção do Estoril, a Direcção do Benfica e Cunha Leal (na altura Director-executivo da Liga).
Aliás, a propósito dos relevantes serviços prestados por este último, Rui Santos chegou ao ponto de o acusar/apelidar de ser um "cunha desleal" e uma "criada de servir" do SLB:
"Ele [Cunha Leal] foi mandado para a Liga pelo presidente do Benfica para contrariar o poder do major. Convenhamos que é um grande azar, sobretudo quando quem o mandou para a Liga confessou, perante a estupefacção geral, que seria porventura mais importante ter alguém naquele organismo do que contratar bons jogadores.


O estigma não fui eu quem lho pus. Aceitou-o, porque sabe muito bem ao que foi e não se pode confessar enganado. Se não soubesse ao que ia e se cumprisse o seu dever de isenção, não teria autorizado a farsa que constituiu a marcação do Estoril-Benfica para o Algarve, na jornada 30 do campeonato de 2004-05, cujo desfecho foi decisivo para a atribuição do título nessa temporada.
A sua credibilidade morreu nesse momento. Quem consente um escândalo dessa natureza (embrulhado noutros escândalos da época), quem se cala perante uma situação potencialmente subversiva, inquinando a verdade desportiva, não tem um pingo de moral para vir falar agora, como especialista de coisa nenhuma".

Por outro lado (onde é que eu já ouvi esta expressão?), as ligações de José Veiga ao Estoril, na altura em que simultaneamente era director-desportivo do SLB, não oferecem quaisquer dúvidas:
«O antigo empresário de futebol e director-desportivo do Benfica, José Veiga, foi multado pela Comissão do Mercados e Valores Mobiliários em 30 mil euros, devido ao facto de não ter comunicado ao mercado a posição que detinha da SAD do Estoril.»
in Jornal de Negócios, 19/03/2008


O Estorilgate ainda teve outros contornos pouco claros, envolvendo pressões sobre jogadores do Estoril (que foram denunciadas pelos treinadores dos canarinhos) e a nomeação de um "árbitro amigo" (Hélio Santos) em final de carreira.

Por tudo isto, não surpreende que Filipe Soares Franco tenha referido o Estoril-Benfica da época 2004/05 como exemplo paradigmático do tráfico de influências no futebol português.

O que eu achei interessante foi a forma inteligente e eficaz como a comunicação social de hoje (com a honrosa excepção do JN) ignorou estas declarações do presidente do Sporting.
Pois, não convém mexer no "lixo encarnado", não vá a procuradora-especial sentir-se pressionada e ser obrigada a investigar o caso...

Fonte: http://reflexaoportista.blogspot.com/2009/01/soares-franco-e-o-estorilgate.html


Os "métodos de treino" de Jorge Jesus

«Domingos não foi de meias-palavras na primeira declaração pública desde que começou o trabalho de campo em Braga. Satisfeito com o rendimento dos jogadores no primeiro teste da época, contra o Freamunde, o treinador não deixou de salientar o cansaço que muitos exibiram e as limitações que sente por ter três jogadores lesionados sem terem realizado um único treino (Matheus, Jorginho e Moisés), aos quais se juntam os intermitentes Leone e Frechaut, que só puderam jogar 28 e 17 minutos, respectivamente.
"É pena que haja cinco jogadores com pubalgias. Não me lembro de um clube com tantos casos destes. Isso limita o trabalho. Os jogadores vão tardar a aparecer", lamentou, recusando imputar responsabilidade ao departamento médico. "Não estou a colocar em causa o departamento médico, mas são muitos casos e gostaria de ter todos os jogadores aptos, até pelo tempo que tiveram de férias, disponíveis."
Mas afinal, de quem é a responsabilidade? "Não me perguntem. Mas não é normal. Desde 1986 que não ouvia falar de pubalgias..." - ironizou, sem nunca referir os métodos de Jorge Jesus como responsáveis por tantas lesões.
Recorde-se que, no ano passado, o Braga terminou a época com apenas 12 profissionais disponíveis para jogar.»
in O JOGO, 10/07/2009

Este artigo publicado em O JOGO deixa muitas mensagens subliminares nas entrelinhas e dá azo a várias interpretações. No meu caso, as queixas do Domingos e as referências aos "métodos de treino" de Jorge Jesus fizeram-me recuar às cinco épocas em que Jorge Jesus treinou o FC Felgueiras - 1993/94 a 1997/98 -, quando este clube subiu da 2ª Divisão B até à primeira liga do futebol português e, se bem me recordo, período em que houve suspeitas e uma investigação sobre alegados problemas de doping.

Gosto pouco do estilo octaviano "vocês sabem do que eu estou a falar" e, por isso, seria importante que algum jornalista tivesse coragem, investigasse e tentasse descodificar o real alcance das declarações de Domingos. In-refexaoportista

Fonte: http://futebolar.portugalmail.pt/artigo/20090712/os-metodos-de-treino-de-jorge-jesus


Lopes da Silva: «Prejudiquei a carreira porque acreditei nele»
TÉCNICO DO BRAGANÇA E O DOPING COM JORGE JESUS EM 1995
“Estou arrependido de ter ficado calado”, foi assim que Lopes da Silva começou por abrir o jogo sobre o caso de doping que, em 1994/95, o afastou dos relvados por 6 meses. O agora treinador do Bragança jogava no Felgueiras, orientado por Jorge Jesus, seu adversário de hoje.

Na hora de recordar os factos, a mágoa não foi escondida. “Prejudiquei a minha carreira por ter acreditado em Jorge Jesus e nos outros responsáveis do Felgueiras. Arranjaram-me um advogado, mas ele queria defender o clube e não a mim”, começou por desabafar Lopes da Silva, prosseguindo: “No intervalo de um jogo com o P. Ferreira deram-nos algo para tomar como sendo vitaminas. Os atletas confiaram! O Jorge Jesus tinha conhecimento do que aquilo era. Fui ao controlo e acusei positivo.”

Fonte: http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=737040&idCanal=5

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vai mais uma cacholada na terça?



Pode ser que assim inchem mais um bocadinho...

Depois de nesta quinta-feira terem dado um mergulho na Piscina de Fígados (Liverpool, esperamos sinceramente que tenha sido o ensaio geral para mais uma derrota com o Sporting na próxima terça!!

Para quem ainda se interroga e fica perplexo com manifestações de anti-benfiquismo...mas querem o quê?

É TODA a imprensa, é o designio nacional de lhes oferecer o titulo, que é para ver se o povo esquece a crise, é a conversa á gobbels que são 6 milhões, é a conversa furada de tentar vender o estatuto de deuses na terra, epá não há paciência...quem não é só pode ficar cada vez mais anti!

Odeio o benfica convictamente, e já agora obrigado por mais esta alegria!

1906

Luta & Resiste!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O que faz falta?


O que faz falta é animar a malta!
O que faz falta é juntar a malta!

O QUE FAZ FALTA É ACORDAR A MALTA!!!

1906

Luta & Resiste!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Para os mais saudosistas III...


Em mais uma visita ao nosso baú de memórias, podemos apreciar a Torcida Verde, 26 anos de vida que premeiam uma regularidade no apoio e na defesa das nossas cores dignas de reconhecimento!

A Torcida Verde durante anos travou uma luta practicamente sozinha contra-corrente e contra o futebol negócio!

Imagens fabulosas, na defesa do verdadeiro ideal Sportinguista!

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