sábado, 24 de abril de 2010
Desinfestar depois de usar!
Um grupo de bravos e valorosos Sportinguistas teve a ideia de colocar uma faixa na estátua do Marquês de Pombal com os dizeres: DESINFESTAR DEPOIS DE USAR!
Esta surgiu como resposta á alarvidade lampiã que já anda a pôr os corninhos de fora, primeiro com um reservado no nosso Marquês de Pombal, e depois um reserbado na rotunda da Boavista!
A façanha de ontem cheirou-me a obra dos 300 do costume até porque vinha assinada como Curva Sul!
O terrorismo anda por aí....
Foi o suficiente para ao tentar saber mais pormenores sobre esta fantástica iniciativa, ficar na posse da informação que foi colocada uma 2ª faixa ali bem próximo, prometemos divulgar mal tenhamos a 2ª foto na nossa posse!
Mas podemos já adiantar que se os nosos leitores gostaram desta originalidade no NOSSO Marquês, vão delirar com o resto do trabalho....
1906
Luta & Resiste!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ainda acerca do Derby e algumas coisas á volta....

Pergunta: Quem é que foi o árbitro do ultimo benfica vs Sporting Clube de Portugal?
Resposta: João Ferreira! Epá mas não tem nada a haver....
Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica (João Ferreira é o preferido)
08.09.2006
As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.
A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa (ver texto na página seguinte).
As escutas telefónicas estão apensas ao processo principal do Apito Dourado, mas Cunha Vaz, responsável pelo gabinete de imprensa do Benfica, negou a sua existência. "O sr. Luís Filipe Vieira nunca falou com Valentim Loureiro por causa dos árbitros da Taça. Isso é mentira, até porque quem os nomeava era a Federação. O Benfica nunca escolheu qualquer árbitro", assegurou. Valentim Loureiro, por sua vez, não se disponibilizou para prestar qualquer esclarecimento.
Vieira irritado ao telefone
15 de Março de 2004. Paulo Paraty tinha arbitrado o jogo do Belenenses-Nacional para o campeonato. Por esse motivo, não podia ser indicado para o jogo da Taça, que ocorreria dois dias depois, obrigando Pinto de Sousa, que, à data, liderava o Conselho de Arbitragem, a procurar outra opção. Pinto de Sousa tentaria contactar Vieira para justificar a mudança, mas o dirigente benfiquista deixou de lhe atender o telefone, o que acabaria por levar Valentim Loureiro a envolver-se num jogo que estava fora da alçada da Liga.
"Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro... Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses", lamentava-se Vieira a Valentim, enquanto respondia às sugestões dadas por este. "Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?! F... Isso é tudo Porto! (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero!".
Só o nome de João Ferreira agradou ao presidente do clube da Luz. "O João pode ser", disse, depois de conhecer os candidatos possíveis. A lista era reduzida, porque Pinto de Sousa considerava que o jogo tinha de ser apitado por um árbitro internacional e havia-o dito a Vieira e a Valentim Loureiro.
Nesta conversa com o presidente da Liga, Luís Filipe Vieira estava visivelmente irritado. E confessou a Valentim Loureiro que tinha sido informado de que o árbitro seria Paulo Paraty duas ou três semanas antes. O nome agradava-lhe e a sua substituição foi atribuída a uma manobra do FC Porto, cujo presidente, Pinto da Costa, "controlava tudo", na opinião de Luís Filipe Vieira. No entendimento do dirigente benfiquista, Pinto da Costa decidira até que quem arbitraria o Braga-Porto, também para as meias-finais da Taça, seria Bruno Paixão. "O Bruno Paixão, em Gil Vicente, eu estendi-lhe a mão para o cumprimentar, não me cumprimentou! Como é que esse gajo [Pinto de Sousa] vai nomear esse gajo para apitar?", perguntava Luís Filipe Vieira, não escondendo a indignação e deixando clara a ameaça: "Eu não sou como o Dias da Cunha. (...) Eu vou [à RTP] fazer alguns alertas para o futebol português".
Pinto de Sousa explica-se
Minutos depois, um novo telefonema de Valentim Loureiro a Pinto de Sousa é revelador. O segundo desculpa-se ao presidente da Liga por não ter indicado Paulo Paraty. Este árbitro havia sido sorteado para o jogo da Liga, também com o Belennenses, o que o levou a aceitar a indicação de Vieira e nomear João Ferreira para a Taça.
Ainda na mesma conversa, Pinto de Sousa conta a Valentim que a promessa de que Paulo Paraty seria o escolhido tinha sido feita inicialmente a João Rodrigues (um advogado com ligação ao Benfica), duas ou três semanas antes. Mas assegurou que a nomeação para o campeonato acontecera apenas porque se tinha esquecido de avisar Luís Guilherme, o responsável pela gestão da arbitragem para os jogos da Liga.
Sobre a possibilidade levantada por Luís Filipe Vieira de que o Porto teria escolhido o árbitro para a sua própria meia-final, Pinto de Sousa desmentiu-o. E explicou: "Foi um pedido do Salvador (presidente do Braga). Não indicar nem o Olegário, nem o António Costa".
Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa
Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!". (...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!
Fonte: http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=1296&id=1269576
Os lugares na Liga...
Em 2003, a propósito da contratação de Jankauskas pelo FC Porto, Luís Filipe Vieira afirmou que não estava preocupado, porque "são mais importantes os lugares na Liga do que contratar bons jogadores".
O tempo veio provar que o presidente do SLB sabia perfeitamente o que estava a dizer. De facto, tal como Cunha Leal foi um importantíssimo player enquanto esteve na Liga (quem não se lembra do Estorilgate?), o filho do benfiquista de Canelas (*) não lhe fica atrás e, depois do apito final, a forma como geriu os casos dos túneis fazem dele um forte candidato a águia de ouro (será uma distinção mais do que justa, pelos bons serviços prestados...).
Entretanto, a FC Porto – Futebol, SAD já reagiu num comunicado publicado no site oficial.
(*) O pai de Ricardo Costa era conhecido pela sua fortíssima ligação afectiva ao SLB, a qual é partilhada pelo filho.
Fonte: http://futebolar.portugalmail.pt/artigo/20100220/os-lugares-na-liga
Cunha Leal - A "criada de servir" do Benfica
No dia 13/05/2008, mal se esgotou o prazo da FCP SAD recorrer decisão da Comissão Disciplinar da Liga, que puniu o clube por suposta tentativa de corrupção, o jornal A BOLA fez a seguinte primeira página:
Rapidamente se percebeu que quem estava por trás desta notícia e da estratégia subjacente era o SLB e, particularmente, um seu ex-dirigente e ex-director executivo da Liga de Clubes – o Dr. Cunha Leal.
«O FC Porto, condenado na perda de seis pontos na presente época, por decisão da Comissão Disciplinar da Liga, por tentativa de corrupção no âmbito do processo Apito Final, decidiu não recorrer da sanção aplicada, tendo o prazo de recurso terminado ontem. Assim, perante o trânsito em julgado da sentença da Liga, os dragões, diz Cunha Leal, «podem caber na alínea D do ponto 1.04 do Regulamento da Liga dos Campeões».
in A Bola, 14/05/2008
Comentando esta estratégia benfiquista, Rui Santos escreveu o seguinte, no Record, em 16/05/2008:
«Acredito que o achamento de Cunha Leal foi o atalho encontrado para condicionar os excessos de Valentim Loureiro. Mas, nesta pretensa “nova era”, não faz sentido um jurista (seja ele qual for) pôr o seu “fundamentalismo clubístico” como instrumento manipulador de massas acríticas.
As cunhas desleais não honram o futebol nem os lugares, quando se percebe que o objectivo é prejudicar o FC Porto, para além daquilo que a instituição merece (?) ser prejudicada, a título de uma responsabilidade individual que se transforma em desonra para a colectividade.»
Reagindo a este comentário, Francisco Cunha Leal Carmo solicitou ao Record a publicação de um direito de resposta onde, entre outras coisas, disse o seguinte:
«Porque me chamaram a atenção para o facto de o escriba invocar o meu nome, submeti-me, a contra gosto, ao sacrifício de ler os dislates de tal senhor. (...)
Sou, efectivamente, culpado de ter ousado expressar a minha opinião técnico-jurídica sobre as possíveis graves implicações para o FCP consequentes da aplicação, pela UEFA, do Regulamento da Liga dos Campeões, isto após a condenação do FCP SAD, em acórdão já transitado da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, por ilícito de corrupção na forma tentada. Uma opinião que, sublinhe-se, é acompanhada por vários ilustres juristas, todos certamente a soldo de forças demoníacas.»
Neste ping-pong, a resposta de Rui Santos foi ainda mais demolidora, tendo aproveitado para recordar factos que são de todos conhecidos, mas dos quais, normalmente, a comunicação social lisboeta evita falar.
«Cunhal Leal está indignado. Tem toda a razão para estar. Ele foi mandado para a Liga pelo presidente do Benfica para contrariar o poder do major. Convenhamos que é um grande azar, sobretudo quando quem o mandou para a Liga confessou, perante a estupefacção geral, que seria porventura mais importante ter alguém naquele organismo do que contratar bons jogadores.
O estigma não fui eu quem lho pus. Aceitou-o, porque sabe muito bem ao que foi e não se pode confessar enganado. Se não soubesse ao que ia e se cumprisse o seu dever de isenção, não teria autorizado a farsa que constituiu a marcação do Estoril-Benfica para o Algarve, na jornada 30 do campeonato de 2004-05, cujo desfecho foi decisivo para a atribuição do título nessa temporada.
A sua credibilidade morreu nesse momento. Quem consente um escândalo dessa natureza (embrulhado noutros escândalos da época), quem se cala perante uma situação potencialmente subversiva, inquinando a verdade desportiva, não tem um pingo de moral para vir falar agora, como especialista de coisa nenhuma, a não ser o de defender interesses de um só clube e de uma só cor, de qualquer tipo de regulamentos, numa clara manobra de visar o FC Porto.
As “criadas de servir” dos clubes são, também, na Liga ou na FPF, grandes responsáveis para o estado lamentável a que o futebol chegou. Em causa está apenas a “clubitização da justiça” – e percebo o incómodo que a temática causa para quem aplica os regulamentos apenas em certas condições de pressão e temperatura.
Outro grande azar foi Luís Filipe Vieira ter afirmado – já depois de Leal ter cumprido a missão para a qual tinha sido incumbido – que o Benfica porventura não deveria ter conquistado aquele título de campeão nacional. Realmente, é demasiado azar para quem tanto se esforçou para justificar o “investimento” num director e não em jogadores.
Azar e... falta de nível! É o mais vulgar quando não se tem poder de argumentação.
PS – O extraordinário desempenho como figurante no filme ‘Corrupção’ diz tudo sobre a pobre figura.»
Rui Santos, Record, 21/05/2008
De facto, é chato ouvir ou ler estas coisas e mais chato ainda quando elas são publicadas num jornal como o Record e escritas por um jornalista que é insuspeito de ter qualquer tipo de simpatia pelo FC Porto ou por Pinto da Costa (bem pelo contrário).
Fonte: http://reflexaoportista.blogspot.com/2008/06/criada-de-servir-do-benfica.html
Soares Franco e o Estorilgate
Ontem, na "Grande entrevista" da RTP 1, conduzida por Judite de Sousa, o presidente do Sporting afirmou o seguinte:
"No passado não existiu só Apito Dourado, mas também tráfico de influências douradas. Um exemplo é o jogo que o Benfica jogou com o Estoril no Algarve. Embora pudesse ter cumprido toda a legalidade só foi possível no Algarve porque o presidente do Estoril era do Benfica e o director desportivo da SAD tinha interesses no clube".
De facto, é sabido que o Estorilgate foi um dos maiores escândalos de sempre do futebol português, envolvendo como actores principais da farsa: José Veiga, a Direcção do Estoril, a Direcção do Benfica e Cunha Leal (na altura Director-executivo da Liga).
Aliás, a propósito dos relevantes serviços prestados por este último, Rui Santos chegou ao ponto de o acusar/apelidar de ser um "cunha desleal" e uma "criada de servir" do SLB:
"Ele [Cunha Leal] foi mandado para a Liga pelo presidente do Benfica para contrariar o poder do major. Convenhamos que é um grande azar, sobretudo quando quem o mandou para a Liga confessou, perante a estupefacção geral, que seria porventura mais importante ter alguém naquele organismo do que contratar bons jogadores.
O estigma não fui eu quem lho pus. Aceitou-o, porque sabe muito bem ao que foi e não se pode confessar enganado. Se não soubesse ao que ia e se cumprisse o seu dever de isenção, não teria autorizado a farsa que constituiu a marcação do Estoril-Benfica para o Algarve, na jornada 30 do campeonato de 2004-05, cujo desfecho foi decisivo para a atribuição do título nessa temporada.
A sua credibilidade morreu nesse momento. Quem consente um escândalo dessa natureza (embrulhado noutros escândalos da época), quem se cala perante uma situação potencialmente subversiva, inquinando a verdade desportiva, não tem um pingo de moral para vir falar agora, como especialista de coisa nenhuma".
Por outro lado (onde é que eu já ouvi esta expressão?), as ligações de José Veiga ao Estoril, na altura em que simultaneamente era director-desportivo do SLB, não oferecem quaisquer dúvidas:
«O antigo empresário de futebol e director-desportivo do Benfica, José Veiga, foi multado pela Comissão do Mercados e Valores Mobiliários em 30 mil euros, devido ao facto de não ter comunicado ao mercado a posição que detinha da SAD do Estoril.»
in Jornal de Negócios, 19/03/2008
O Estorilgate ainda teve outros contornos pouco claros, envolvendo pressões sobre jogadores do Estoril (que foram denunciadas pelos treinadores dos canarinhos) e a nomeação de um "árbitro amigo" (Hélio Santos) em final de carreira.
Por tudo isto, não surpreende que Filipe Soares Franco tenha referido o Estoril-Benfica da época 2004/05 como exemplo paradigmático do tráfico de influências no futebol português.
O que eu achei interessante foi a forma inteligente e eficaz como a comunicação social de hoje (com a honrosa excepção do JN) ignorou estas declarações do presidente do Sporting.
Pois, não convém mexer no "lixo encarnado", não vá a procuradora-especial sentir-se pressionada e ser obrigada a investigar o caso...
Fonte: http://reflexaoportista.blogspot.com/2009/01/soares-franco-e-o-estorilgate.html
Os "métodos de treino" de Jorge Jesus
«Domingos não foi de meias-palavras na primeira declaração pública desde que começou o trabalho de campo em Braga. Satisfeito com o rendimento dos jogadores no primeiro teste da época, contra o Freamunde, o treinador não deixou de salientar o cansaço que muitos exibiram e as limitações que sente por ter três jogadores lesionados sem terem realizado um único treino (Matheus, Jorginho e Moisés), aos quais se juntam os intermitentes Leone e Frechaut, que só puderam jogar 28 e 17 minutos, respectivamente.
"É pena que haja cinco jogadores com pubalgias. Não me lembro de um clube com tantos casos destes. Isso limita o trabalho. Os jogadores vão tardar a aparecer", lamentou, recusando imputar responsabilidade ao departamento médico. "Não estou a colocar em causa o departamento médico, mas são muitos casos e gostaria de ter todos os jogadores aptos, até pelo tempo que tiveram de férias, disponíveis."
Mas afinal, de quem é a responsabilidade? "Não me perguntem. Mas não é normal. Desde 1986 que não ouvia falar de pubalgias..." - ironizou, sem nunca referir os métodos de Jorge Jesus como responsáveis por tantas lesões.
Recorde-se que, no ano passado, o Braga terminou a época com apenas 12 profissionais disponíveis para jogar.»
in O JOGO, 10/07/2009
Este artigo publicado em O JOGO deixa muitas mensagens subliminares nas entrelinhas e dá azo a várias interpretações. No meu caso, as queixas do Domingos e as referências aos "métodos de treino" de Jorge Jesus fizeram-me recuar às cinco épocas em que Jorge Jesus treinou o FC Felgueiras - 1993/94 a 1997/98 -, quando este clube subiu da 2ª Divisão B até à primeira liga do futebol português e, se bem me recordo, período em que houve suspeitas e uma investigação sobre alegados problemas de doping.
Gosto pouco do estilo octaviano "vocês sabem do que eu estou a falar" e, por isso, seria importante que algum jornalista tivesse coragem, investigasse e tentasse descodificar o real alcance das declarações de Domingos. In-refexaoportista
Fonte: http://futebolar.portugalmail.pt/artigo/20090712/os-metodos-de-treino-de-jorge-jesus
Lopes da Silva: «Prejudiquei a carreira porque acreditei nele»
TÉCNICO DO BRAGANÇA E O DOPING COM JORGE JESUS EM 1995
“Estou arrependido de ter ficado calado”, foi assim que Lopes da Silva começou por abrir o jogo sobre o caso de doping que, em 1994/95, o afastou dos relvados por 6 meses. O agora treinador do Bragança jogava no Felgueiras, orientado por Jorge Jesus, seu adversário de hoje.
Na hora de recordar os factos, a mágoa não foi escondida. “Prejudiquei a minha carreira por ter acreditado em Jorge Jesus e nos outros responsáveis do Felgueiras. Arranjaram-me um advogado, mas ele queria defender o clube e não a mim”, começou por desabafar Lopes da Silva, prosseguindo: “No intervalo de um jogo com o P. Ferreira deram-nos algo para tomar como sendo vitaminas. Os atletas confiaram! O Jorge Jesus tinha conhecimento do que aquilo era. Fui ao controlo e acusei positivo.”
Fonte: http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=737040&idCanal=5
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Vai mais uma cacholada na terça?
Pode ser que assim inchem mais um bocadinho...
Depois de nesta quinta-feira terem dado um mergulho na Piscina de Fígados (Liverpool, esperamos sinceramente que tenha sido o ensaio geral para mais uma derrota com o Sporting na próxima terça!!
Para quem ainda se interroga e fica perplexo com manifestações de anti-benfiquismo...mas querem o quê?
É TODA a imprensa, é o designio nacional de lhes oferecer o titulo, que é para ver se o povo esquece a crise, é a conversa á gobbels que são 6 milhões, é a conversa furada de tentar vender o estatuto de deuses na terra, epá não há paciência...quem não é só pode ficar cada vez mais anti!
Odeio o benfica convictamente, e já agora obrigado por mais esta alegria!
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O que faz falta?
O que faz falta é animar a malta!
O que faz falta é juntar a malta!
O QUE FAZ FALTA É ACORDAR A MALTA!!!
1906
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Para os mais saudosistas III...
Em mais uma visita ao nosso baú de memórias, podemos apreciar a Torcida Verde, 26 anos de vida que premeiam uma regularidade no apoio e na defesa das nossas cores dignas de reconhecimento!
A Torcida Verde durante anos travou uma luta practicamente sozinha contra-corrente e contra o futebol negócio!
Imagens fabulosas, na defesa do verdadeiro ideal Sportinguista!
1906
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Para os mais saudosistas II...
E continuando na onda de revisitar a história dos nossos grupos de adeptos, antes de mais um derby, focamos hoje a nossa atenção naquele que foi para mim o grupo mais inovador em Alvalade neste ínicio de século!
Imagens de Sportinguismo puro e leal...de arrepiar!
1906
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Para os mais saudosistas...
Vi este video e pude rever pessoas, lugares e situações que já estavam há muito arrumadas nos buracos da memória...
Tão diferente do futebol pipoca que nos é servido actualmente!
Desde a banda sonora, á selecção das imagens...grande espírito...GRANDE SPORTING!!!
1906
Luta & Resiste!
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Mais uma voltinha...mais uma viagem!

Somos um país pequeno, e como todos os países pequenos temos esta característica peculiar de sentir que toda a gente conhece toda a gente, e quando estrala a bomba são quase sempre as mesmas figuras e figurões a aparecerem na fotografia.
Hoje falamos sobre a corrupção existente na compra de submarinos pelo estado português, interessante verificar os nomes que aparecem e os nexos de causalidade existentes segundo o Jornal de Negócios:
Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), de Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, de Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, e do advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros, como “tendo conhecimento das movimentações financeiras” envolvidas para facilitar o negócio.
Resaltam logo á partida as ligações familiares entre Luís, Miguel e o Carlos, este ultimo já focado várias vezes neste espaço devido a ter sido funcionário da SAD e administrador dos CTT, o advogado Vasco Vieira de Almeida já anteriormente associado ao caso Freeport e nesse âmbito alvo de buscas nos seus escritórios, obviamente e tendo funcionários do BES metidos neste esquema, todo o pagamento de luvas terá sido efectuado recorrendo a contas do BES, como não poderia deixar de ser!
Aparentemente nada disto tem a ver com o Sporting, ou que possa interessar aos Sportinguistas.
Apenas aparentemente uma vez que a maior parte destas figuras e figurões se passeia em dias de futebol pelos corredores de Alvalade. E mais uma vez chamamos á atenção que se sequestram o bem público, onde existe o crivo da comunicação social, e de uma serie de controlos, imagine-se os estragos que uma ave rara destas poderá fazer no bem privado e particular, como é o caso do Sporting Clube de Portugal, onde a propaganda provoca uma sonolência tal á esmagadora maioria dos sócios, fazendo-nos caminhar para o abismo, reelegendo sem grande oposição a geração da dívida, nos ultimos 14 anos!
Metáfora:
Após a metáfora usada por JEB acerca de ser o único nas ultimas eleições a ter carta de pesados, que alegadamente lhe daria condições para ser presidente do SCP, lembrámos-nos de uma outra:
O Sporting Clube de Portugal com esta gente e este conjunto de interesses ao leme é como um Submarino com atração pelos fundos, deixem-nos respirar, deixem-nos vir á tona!Vâo-se mas é embora, fazem tanta falta como a fome!
1906
Luta & Resiste!
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Filme da época!
Filme de uma época desastrosa ao nível do futebol senior profissional, que começou na sua preparação ou não, por parte de funcionários de uma SAD, pagos exclusivamente para isso mesmo: prever, planear, ligação entre áreas.
E como a época foi preparada em cima do joelho, as emendas na abertura do mercado de inverno ainda tiveram aspectos positivos no que se refere a joão Pereira e a Pedro Mendes, mas uma tremenda desilusão no que toca aos 6,5 milhões de euros gastos em pongolle...
De tudo resulta uma imagem patética de amadorismo, de uma estrutura em que todos os Sportinguistas acreditavam ser profissional, tal como nos provam os relatórios de contas sobre o vencimento destes funcionários.
Mas admite-se este laxismo, esta vergonha?
Revisto parte do filme da época, o mais constragedor é verificar que o fundo pode ainda não ter sido descoberto, pois faltam 6 jornadas para o fim do campeonato e eis que o presidente do Sporting tenta colocar o cereja em cima do bolo pôdre que foi esta época, permitindo o adiamento do jogo com os coitadinhos, que é para estarem fresquinhos quando nos defrontarem a uma terça-feira á noite! Mas está tudo maluco?
Felizmente nem todos estão de acordo com estas extraviadas decisões, tomadas contra, o sentir fundamental do sócio comum!
A AAS manifestou a sua posição publica através de comunicado, que apoiamos e subescrevemos!
E o Sporting ainda é um Clube de sócios? Ou já não?
O Presidente lidera, o treinador treina, os jogadores jogam, o público apoia!
O Sporting é o único Clube no mundo em que que isto que é uma coisa que parece simples, esteve e está completamente baralhado...
1906
Luta & Resiste!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Alguem sabe o que pode ser isto?
segunda-feira, 8 de março de 2010
BES a face oculta
Grupo EspÃrito Santo já está em mais de 400 empresas - Economia - PUBLICO.PT
"O grupo emprega mais de 20 mil pessoas e vale mais do que as duas holdings criadas para concentrar parte dos activos financeiros e não financeiros, que valem mais de sete mil milhões de euros: cerca de cinco por cento do PIB português.
Apesar de Ricardo Salgado não ser o líder do GES, presidindo apenas ao BES, ele é a figura de proa, considerado o artífice de uma estratégia sustentada numa rede empresarial, que abrange mais de 20 países. E que tem extensões a centenas de sociedades que nascem de holdings sediadas na Suíça e no Luxemburgo e que, pelo facto de não estarem dentro do perímetro de consolidação, têm facilidade em realizar operações cruzadas. Este foi, aliás, um dos pontos, entre vários, que o Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) procurou regulamentar no Código do Bom Governo das Sociedades. A iniciativa foi chumbada o mês passado pelas empresas que integram o PSI20, num movimento aparentemente liderado por Ricardo Salgado.
Entre as prioridades do grupo estão investimentos não só em Portugal, mas ainda Espanha, Brasil e Angola. No centro desta estratégia de expansão está o BES, o que reforça a capacidade de endividamento das empresas do universo do grupo e permite estender os seus interesses a todo o lado, por vezes em aliança com o sector público. É vasto o conjunto de negócios que se cruzam com o Estado, como o turismo, imobiliário, agro-pecuária, saúde, defesa, passando ainda pelas utilities, sectores cuja acção depende de decisões governamentais.
Em declarações ao PÚBLICO, os ex-ministros Luís Mira Amaral e Jacinto Nunes elogiam a estratégia do grupo que tem resultado num crescente poder na economia e sociedade portuguesa. Os dois ex-ministros salientam ainda o facto de a importância do BES ter saído reforçada com a queda de Jardim Gonçalves no BCP e a luta de poder no maior banco privado.
Os problemas com a justiça
À medida que os interesses da família se expandem, maiores são as dores de cabeça. Nos últimos anos as instalações do banco e de empresas do grupo, assim como casas de dirigentes, foram alvo de buscas policiais, com o nome de empresas do GES e o próprio banco a aparecerem associados a investigações em Portugal, Espanha, Brasil e EUA. Em Portugal, além do caso Portucale e das averiguações às contrapartidas com submarinos, o BES (BCP, BPN e Finibanco) surge no centro da Operação Furacão, a maior investigação de sempre à criminalidade económica em Portugal. Em causa estão eventuais crimes fiscais, baseados num esquema de fuga ao fisco, desenhado pelo banco. Américo Amorim é um dos clientes do BES ouvido pelas autoridades, a quem explicou que possui "contactos de muitos anos com o BES e outra empresa do grupo, a Erger", especializada em planeamento fiscal.
Em Espanha, o juiz Garzon ordenou buscas às instalações do BES em Madrid, no quadro de uma investigação que envolvia clientes do banco que eram figuras de topo da sociedade espanhola. Mas o processo foi arquivado. No Brasil, o BES surge mencionado nos inquéritos parlamentares ao caso mensalão. Ricardo Salgado foi ouvido pela justiça como testemunha a pedido das autoridades judiciais brasileiras, mas negou ter sido contactado para financiar o PT de Lula da Silva. Outros nomes que são referidos são os de António Mexia, convocado enquanto ex-ministro das Obras Públicas, e do antigo chairman da PT Miguel Horta e Costa, actual vice-presidente do BESI.Nos EUA a comissão do Senado norte-americano que investiga as contas-fantasma de Augusto Pinochet, divulgou que o ditador chileno tinha uma conta aberta no BES Florida. O PÚBLICO não conseguiu obter uma reacção formal por parte dos responsáveis do Grupo."
In jornal O Público
Actualização
Obviamente o poder da família Espírito Santo na esfera política não é recente, pelo que em seguida publicamos, uma breve descrição da convivência de Ricardo Salgado com Salazar, que saiu na revista Sábado:
"SALAZAR E OS MILIONÁRIOS
Prólogo
Os encontros de domingo à noite
Primeira metade da década de 50. Oito da noite de domingo. Era esse habitualmente o momento reservado para os dois homens mais poderosos do país discutirem grande parte do destino de Portugal. No Palácio de São Bento ou no Forte do Estoril, António de Oliveira Salazar, então à beira dos 60 anos e a meio dos seus 40 anos no poder, recebia Ricardo Espírito Santo, onze anos mais novo.
Além de dirigir o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL), o banqueiro liderava a petrolífera Sacor, que esteve na origem da Galp, e controlava a seguradora Tranquilidade e as Sociedades Agrícolas do Cassequel e do Incomati, em Angola e Moçambique. As suas várias áreas de influência ajudam a explicar como se transformou num conselheiro especial de Salazar para todos os assuntos relacionados com economia, política, diplomacia e artes — e acabou por se tornar também um dos melhores amigos do presidente do Conselho.
Era muitas vezes Maria da Conceição, a protegida a que Salazar deu a alcunha de Micas, que abria a porta de São Bento a Ricardo Espírito Santo: «Tenho hora marcada», dizia-lhe ao entrar, como se precisasse de justificar a sua presença.
O presidente do banco cumprimentava Micas com um beijinho e oferecia-lhe com muita frequência bonecas, chocolates e até amêndoas na Páscoa. Ricardo Espírito Santo estacionava o carro no parque da residência oficial, pendurava o sobretudo no bengaleiro junto à porta de entrada e, se Salazar ainda estivesse ocupado, aguardava na pequena biblioteca junto ao gabinete do presidente do Conselho, no rés-do-chão. Mas raramente tinha de esperar. As conversas entre os dois podiam decorrer no gabinete ou enquanto passeavam pelos jardins de São Bento. Quando terminavam, o ditador acompanhava o amigo até à saída.
Estes encontros semanais entre os dois homens ficaram registados no diário que Salazar mantinha: um livro de capa vermelha e letras douradas onde resumia a sua rotina e indicava os principais assuntos abordados em cada audiência. A 14 de Maio de 1950, por exemplo, recebeu Ricardo Espírito Santo entre as 20h e as 20h45 e anotou à frente:
«Sua viagem e férias, saúde, alguma coisa de negócios».
Salazar só saiu de Portugal três vezes — foi a Paris na juventude e deslocou-se duas vezes à fronteira para se encontrar com Francisco Franco, o ditador espanhol. Aproveitava por isso os relatos das deslocações dos outros para satisfazer a sua curiosidade sobre o mundo. E Ricardo Espírito Santo todos os anos fazia longas viagens para tratar de negócios (do banco ou da empresa de petróleos), por motivos de saúde (frequentava termas), de férias (era praticante habitual de esqui e golfe) ou em busca de peças de arte nos antiquários e nos leilões. Foi esse o principal tópico que Salazar fixou no dia 17 de Dezembro de 1950, depois do encontro de uma hora e meia, das 19h30 às 21h00: «Dr. Ric. Espírito Santo - compras que fez em Roma de objectos de arte».
A situação da Sacor, criada pelo Estado em 1938 para intervir no mercado dos combustíveis, era discutida na maior parte dos encontros.
As entradas nas agendas de 1953 e 1954 revelam que falaram de «vencimentos dos administradores», de «conversas com ministro da Economia sobre terrenos de que a Sacor precisa» e de «como distribuir 37 500 contos a colocar entre portugueses [num aumento de capital]».
As relações com o romeno Martin Sain, o principal accionista da empresa de petróleo, eram alvo de grande atenção do presidente do Conselho. Além de abordarem os temas importantes da Economia como o plano de fomento ou o estado do mercado de capitais, é difícil encontrar um grande investimento que não tenha sido escrutinado e, mais do que isso, aprovado, nestes encontros rotineiros de domingo à noite. Analisaram a criação da TAP em 1953, a lapidagem de diamantes em Portugal, o apoio à empresa de Siderurgia, que António Champalimaud começou a negociar com o Governo em 1952, e a fundação da sociedade de milionários que iria financiar aquilo a que Salazar chamava «o novo grande hotel de Lisboa» — o Ritz, que só seria inaugurado em 1959, quatro anos depois da morte do banqueiro.
A folha de 3 de Março de 1953 revela que Salazar recebeu Ricardo Espírito Santo e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Cunha, às sete e meia da tarde e que discutiram a prenda que o governante deveria oferecer a Franco, no encontro seguinte com o generalíssimo espanhol. Uma hora depois, o ministro saiu mas o banqueiro ficou. Durante mais uma hora, até às 21h30, relatou a Salazar os bastidores da inauguração do seu museu de artes decorativas, cuja cerimónia decorrera nessa semana, intencionalmente a 28 de Abril, para homenagear o presidente do Conselho no seu dia de aniversário.
O costume estava tão enraizado que quando o ditador cancelou um dos encontros semanais, em 1951, Ricardo Espírito Santo manifestou por carta a sua grande tristeza. «Tenho muita pena de não ir aí hoje, a nossa conversa dominical é para mim o maior prazer da semana, mas obedeço na esperança de que serei compensado.» E, em Abril do ano seguinte, quando, por estar na Suíça, foi o empresário a não poder comparecer, enviou outra mensagem. Sugeria que Salazar recebesse Mário de Sousa, administrador do Banco Fonsecas, Santos & Viana, para discutir novas medidas relacionadas com as exportações, mas frisava a importância que atribuía a estes encontros: «Eu agradeço (e não lhe levo a mal!) se lhe dispensar meia horazita de um fim de tarde de domingo, desses fins de tarde que eu tanto aprecio e que quase sempre são o melhor prémio para mim, de uma semana de trabalho! Como vê nem de longe o deixo em paz!
Despediu-se com um post-scriptum que comprovava a sua intimidade com António Ferro, embaixador em Berna e antigo responsável pelos serviços de propaganda nacional, e com as duas mulheres que viviam na casa do ditador — a governanta e a pupila: «P.S. — Peço o favor [de] dar minhas lembranças a dona Maria, e Maria Antónia. O Ferro gostou muito da carta de vossa excelência.»
Quando estava fora do país, o banqueiro esforçava-se por manter a comunicação de domingo com o governante, que anotava estas chamadas no diário com igual deferência: «Pelo telefone, vários e dr. Ric. Esp. Santo».
Em 1954, Ricardo Espírito Santo acompanhou o presidente da República, Craveiro Lopes, numa viagem de barco a Angola e São Tomé e Príncipe. Esteve fora sete domingos: apenas num não conseguiu enviar telegramas dirigidos a «sua excelência o presidente do Conselho» e assinados, simplesmente, Ricardo. Nos seis que enviou, a falta que sentia dos encontros com o ditador foi sempre manifestada de forma crescente: «Sigo bem mas com saudades», escreveu no segundo, a 31 de Maio; a 20 de Junho, manifestava-se «cheio de saudades»; na mensagem do domingo seguinte lia-se: «As saudades são cada vez mais maiores»; e no último notava-se o alívio por estar quase a regressar: «Vou mais contente a pensar que se os deuses nos forem propícios estarei aí no próximo domingo e poderei matar as saudades que já pesam no meu coração. Gostei muito de o ouvir e espero que este já o encontrará no forte.»
Neste telegrama, Salazar anotou a azul a instrução: «Saber quando chega o barco». Um funcionário responderia a lápis: «Chega domingo, dia 11 [de Julho], ao meio-dia». E foi nesse domingo às 19h15 que se reencontraram, no forte de Santo António, no Estoril. Até às 21h00, Salazar recolheu informações sobre o negócio do açúcar e «outros assuntos de África», e, claro, quis saber tudo sobre o que ficou descrito no diário como uma «viagem formidável»."
In revista Sábado
O banqueiro Ricardo Espírito Santo, avô do actual presidente do BES Ricardo Salgado, teve nos anos 40 várias intervenções no universo da espionagem, expressas nas cartas que escreveu a Salazar – as principais são divulgadas pela SÁBADO esta quinta-feira na edição impressa.
A 30 de Dezembro de 1944, já perto do fim da II Guerra Mundial, o banqueiro desejou feliz ano novo ao ditador com um pedido misterioso: “Cumprindo as ordens de Vossa Excelência, junto remeto uma nota com o nome da pessoa que está ausente na sua pátria e cujo regresso conviria impedir”. Um pequeno envelope à parte contém um cartão com o nome Nassenstein, escrito a azul, em maiúsculas e sublinhado.
Cecil Nassenstein era um agente alemão da Gestapo também conhecido por Adolf Nogenstein. Foi colocado em Lisboa em 1942 como diplomata, mas a sua missão era vigiar os espiões americanos e ingleses e decifrar os seus códigos. Sabia falar pelo menos dez línguas (inglês, alemão, francês, português, espanhol, russo, italiano, grego, latim e servo-croata), contou à SÁBADO a neta do espião - Stéphanie Nassenstein, 37 anos, é actualmente uma das responsáveis pelos programas do Forum Económico Mundial, que reúne todos os anos os líderes do Mundo em Davos.
Os relatórios dos serviços secretos britânicos divulgados pelos arquivos nacionais daquele país descrevem-no como um elemento-chave da Gestapo em Portugal. Pode ler uma síntese desses documentos clicando aqui
O pedido de Ricardo Espírito Santo não teve sucesso e o espião conseguiu reentrar em Portugal, onde viveu clandestinamente até 1947, quando foi capturado pela PIDE numa casa da António Augusto Aguiar, em Lisboa.
Estava armado, tal como o agente Herbert Wissmann, que se suicidou com cianeto antes de ser capturado. Nassenstein também tentou matar-se várias vezes, mas foi enviado para Inglaterra durante dois anos, e depois para um campo alemão.
Antes de morrer em 1981, dirigiu uma empresa de plásticos para enchidos e teve um último contacto com o universo da espionagem em 1972: a pedido do governo e com ajuda da Cruz Vermelha, organizou uma troca de espiões em Berlim: devolveum um russo para receber um alemão, que era seu parente afastado e morreu pouco depois de atravessar a ponte.
O banqueiro era um agente alemão para o MI6
Aquela carta de Ricardo Espírito Santo não foi um acaso. Em Abril de 1945, o banqueiro enviou a Salazar quatro relatórios secretos (dois em inglês e dois em francês) sobre “o problema alemão em Portugal após a guerra”, onde se desvenda a presença de 10 agentes da Gestapo no país, que poderiam liderar um movimento clandestino. Os documentos revelam também os planos alemães para organizar a resistência após a derrota na II Guerra.
No livro “Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial”, Irene Pimentel escreve que o banqueiro era um germanófilo: “O MI6 considerava ‘holy ghost’ (espírito santo, em inglês), um agente alemão”. E há registo de um telegrama do embaixador alemão em Madrid enviado ao ministro dos Estrangeiros, que refere o banqueiro português como confidente dos alemães.
Ricardo Espírito Santo já tinha tido um papel importante em 1940 ao acolher os duques de Windsor a pedido do governo português, numa altura em que os alemães chegaram a preparar uma operação para os raptar da casa do banqueiro no Estoril. O plano não se concretizou e os duques embarcaram para as Bahamas, tal como desejava o líder britânico Winston Churchill.
Banco Espírito Santo na lista negra
Durante a II Guerra o Banco Espírito Santo foi posto na lista negra dos aliados por negociar com os alemães. Já depois do conflito, Ricardo Espírito Santo mandou a Salazar um relatório sobre a importância da radiodifusão na II guerra mundial assinado por Humberto Breisky, um nome muito parecido com o de Hubert Von Breisky, encarregado de negócios da Embaixada da Alemanha em Lisboa. (Hubert Von Breisky era o pai do barão Stephan Von Breisky, que ficou conhecido por aparecer nas revistas sociais ao lado de Elsa Raposo). Seguiram-se vários relatórios, não assinados, sobre o que diziam as várias emissoras internacionais sobre Portugal.
Para ajudar a explicar a quantidade de informações confidenciais a que tinha acesso, fonte próxima da família recorda que Ricardo Espírito Santo era um frequentador assíduo das várias embaixadas e cultivava relações de proximidade com diplomatas de vários países, do lado alemão e do lado dos aliados. Segundo o livro “O banco espírito santo, uma dinastia financeira portuguesa”, de Carlos Alberto Damas e Augusto Ataíde, o banqueiro falava sete línguas e foi até convidado em 1950 para ser embaixador de Portugal no Vaticano, mas recusou.
In revista Sábado
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Invasão Madrid

O Sporting já colocou no site oficial do Clube os vários programas para estar presente em Madrid e apoiar a equipa no jogo com o Atlético.
Citando o site a viagem é organizada pela Sporting Chek In "os sportinguistas terão a oportunidade única de viajarem no mesmo avião da equipa por um valor de 299€. Este programa de dois dias (10 e 11 de Março) inclui estadia e transporte em autocarro privativo para as deslocações entre aeroporto, hotel e estádio.
Como alternativa, os sócios e adeptos leoninos poderão optar por um programa, de ida e regresso no mesmo dia, de avião pelo valor de 190€ ou de autocarro por 60€.
A estes três programas acresce o preço dos bilhetes, o qual varia entre 30€ e 50€."
Recordamos que esta Sporting Check In resulta de uma parceria entre o Sporting CP e a Cosmos dos irmãos Oliveirinha, com sede instalada no estádio do Dragão, e que tem a originalidade de pelo menos no que diz respeito ás viagens de avião o seguro de viagem ser feito através de uma empresa chamada Porto Seguros??!??
Incompetência? Subalternização? Demência?
Se acha que tudo isto cheira mal, quer estar presente em Madrid ao preço mais em conta possivel, a AAS teve uma iniciativa que passamos a divulgar neste espaço, chama-se A REDE, e permite que qualquer Sportinguista de qualquer ponto do País que pretenda estar presente em Madrid, para o jogo com o Atlético, o possa fazer ao preço mais conveniente para a sua bolsa, tal como é explicado aqui!
ACTUALIZAÇÃO
Recebemos do nosso leitor Sérgio Bastos informação sobre as viagens low-cost para Madrid, podem consultar este link:
Quais os voos mais baratos para ir ver o Atlético Madrid – Sporting?
http://lowcostportugal.net/companhias-aereas/quais-os-voos-mais-baratos-para-ir-ver-o-atletico-madrid-%e2%80%93-sporting/2010/03/
http://www.sergiobastos.net
http://www.lowcostportugal.net
http://www.ebookportugal.net
De qualquer modo não interessa a maneira como se vai...o que interessa é estar presente e ajudar a equipa a ultrapassar mais este obstáculo!
Força Sporting
VENCE POR NÓS!!!!

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Quando a honestidade se sobrepõe á batota!

Crónica para SportingApoio
"Antes do mais devo informar os sportinguistas que o meu clube do coração é e sempre foi, o Boavista. Sei que há muita gente que não consegue distinguir o sentido lato de um trabalho profissional e não foi por acaso que escolhi contar esta história na minha primeira intervenção neste site.
Estávamos na época 2001/2002, na qual o Sporting fez uma tripla (campeão nacional, Taça de Portugal e Super Taça). Trabalhava eu no Sporting há mais de um ano. A minha missão era a de alertar o presidente das armadilhas que iam colocando no caminho do Sporting e encontrar forma para as combater. Quando fui contratado tive o cuidado de informar que tudo o que pudesse vir a fazer seria dentro da legalidade. Ou seja, provar que com honestidade era possível combater a verdadeira Máfia que governava o futebol português.
O Sporting estava na frente do campeonato nas últimas jornadas e o Boavista tinha sido campeão na época anterior. Boavista e Porto seguiam-nos com uma proximidade perigosa e salvo erro, a 3 jornadas do final do campeonato, o Boavista visitou Alvalade. O jogo era importantíssimo e podia definir o título. Como conhecia demasiado bem o “Sistema”, sabia que iam tentar tramar o Sporting nesse jogo. 15 dias antes soube que o árbitro já estava nomeado quando isso só devia acontecer na semana seguinte .
Fiquei atento, fui falando com várias pessoas e na semana que antecipou o jogo soube que Valentim Loureiro, tinha telefonado ao árbitro e jantado com ele num restaurante da cidade do Porto, facto que viria a ser confirmado, muito mais tarde, através das escutas do processo Apito Dourado.
Fiz um relatório de detalhado para Dias da Cunha contando-lhe tudo o que se estava a preparar para aquele jogo. Depois de ler o meu relatório, o presidente ficou em pânico e sem saber como poderia combater aquela situação. Não havia provas e o regulamento da Liga proibia que se pressionasse a equipa de arbitragem antes de um jogo. A situação não era fácil de resolver porque, para além do mais, o presidente da Liga estava envolvido no problema.
Estudei o assunto e arranjei a solução: Manolo Vidal era o director desportivo do Sporting e antes do jogo tinha de levar as fichas dos jogadores ao árbitro. Ficou então combinado que quando Manolo Vidal fosse à cabine do árbitro diria ao juiz da partida amavelmente: “Então o jantar de terça-feira correu bem?” E ficava à espera da resposta.
Soube depois, que o árbitro, quando ouviu a pergunta de Manolo Vidal ficou lívido e fez de conta que não a ouviu. Foi o bastante para dar a entender ao árbitro que o Sporting sabia o que tinha acontecido e em caso de roubalheira as coisas podiam-se complicar para o seu lado, até porque ele não sabia se tínhamos provas ou não.
O Sporting ganhou e até foi beneficiado num ou noutro lance. Manteve a liderança e conquistou o título. Sem barulho e com honestidade foi vencido um grande problema.
Marinho Neves"
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Á procura de petroleo...

"Inspectores ligados ao sector do crime económico da Judiciária acompanham homólogos belgas nas diligências no Dragão. Estão desde a manhã cedo de hoje, quarta-feira, nas instalações do clube portista e mantém-se em operação de busca e apreensão de documentos e elementos informáticos.
Ao que apurou o JN, procuram documentos relacionados com o empresário Luciano D' Onofrio. O caso tem a ver com transferências de jogadores, alvo de investigação judicial na bélgica.
O F. C. Porto já notificou a Comissão de Mercado e Valores Mobiliários das diligências. "Hoje, pelas 10 horas, elementos da polícia judiciária portuguesa e belga visitaram as instalações do F. C. Porto, em cumprimento de uma carta rogatória oriunda da justiça belga", lê-se no comunciado, colocado online às 15.48 horas
"Nesse sentido, solicitaram diversos elementos relacionados com a empresa International Agency for Marketing que, depois de certificados, lhes foram entregues", informou o F. C. Porto, pode ler-se no site da CMVM."
1906
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