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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Obrigado aos melhores adeptos do mundo!
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Comunicado CFIndependente
Passamos a transcrever o comunicado do Conselho Fiscal Independente sobre o modelo de Auditoria a efectuar no Sporting:
"Comunicado sobre Modelo de Auditoria
Em 14 de Abril de 2011, ao tomar conhecimento, pelos órgãos de comunicação social, de que havia sido excluída das discussões sobre o âmbito e alcance de uma suposta auditoria às contas do “Grupo Sporting”, a Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal (“CI”) temeu pelos objectivos e eficácia da mesma, numa altura em que é generalizadamente reconhecida pelos Sportinguistas a necessidade de esclarecer os actos de gestão que nos conduziram à difícil situação actual.
Desde essa data, fomos chamados a reunir com o actual Presidente, e optámos por não perder a oportunidade de transmitir o que entendemos ser imprescindível às necessidades de informação, responsabilização e pacificação no Sporting – de acordo com o caderno de encargos que propusemos durante a campanha eleitoral e que acolheu o apoio de mais de 1000 associados.
Tendo em conta o comunicado publicado ontem no site do Clube (http://www.sporting.pt/Incscp/pdf/parecercomissaoauditoria_300511.pdf), a CI observa, desde logo, a infeliz alteração da denominação de “auditoria de gestão” e sua substituição por algo inócuo como “acompanhamento da análise da evolução da situação patrimonial” – mais do que uma questão de semântica, tomar como base de partida uma versão soft do que deve ser feito faz recear pela capacidade de, chegados ao término dos trabalhos, se ser capaz de separar a incompetência do eventual dolo, se malogradamente este se vier a comprovar. Fica aquém do que o Clube precisa e do que os sócios exigem. A “análise factual e descritiva da evolução da situação patrimonial do Grupo Sporting” é uma mão cheia de nada. É um “extracto de conta”, onde se mostram quais os levantamentos e depósitos e quando foram feitos. Não explica como e para que fins foram feitos nem quem os fez.
Face a isto, esta “auditoria” traduz-se no seguinte exemplo: Ao verificarmos que a nossa casa foi arrombada e está vazia, a polícia propõe-se, ao invés de investigar como e quem a arrombou e esvaziou, a fazer uma simples lista do que foi roubado e quando!
Congratular-nos-emos porém, a verificar-se, com a realização de uma verdadeira auditoria de gestão, que até há pouco tempo era tida como desnecessária pelos principais responsáveis dos actuais órgãos sociais, e reafirmamos publicamente o que transmitimos de forma muito clara sobre o que deve, no mínimo, constar no “Livro Branco” a apresentar:
a) Contas consolidadas anuais desde 1995, com indicação das relações existentes entre as várias sociedades do Grupo e da análise das transferências de valor entre as mesmas, em particular as que não pertencem a 100%, directa ou indirectamente, ao Sporting Clube de Portugal;
b) Análises financeiras às participadas do Sporting Clube de Portugal, no sentido de se avaliarem indícios de imparidade nas mesmas;
c) Evolução de passivos e activos, relacionando-a com os sucessivos Conselhos Directivos;
d) Gestão e evolução do património do Clube, com explicação detalhada sobre os principais negócios e comissões associadas, não esquecendo a venda dos terrenos do antigo estádio, a construção do novo estádio e academia, a venda do património não desportivo e transferências de jogadores profissionais de futebol;
e) Análise da evolução anual de resultados por área de funcional ou de negócio (futebol, modalidades, marketing e publicidade, merchandising, património, etc);
f) Remunerações directas e indirectas dos Membros dos Órgãos Sociais e relatório sobre todas as entidades com relações especiais com o Sporting Clube de Portugal e suas participadas e os negócios entre estas.
Assim, apelamos a todos os Sportinguistas que pura e simplesmente rejeitem os resultados de qualquer auditoria que não compreenda, como mínimo indispensável, todos os pontos anteriormente elencados. Menos do que isto, e não estaremos perante uma auditoria capaz de explicar aos Sportinguistas como é que chegámos onde estamos e quem nos trouxe até aqui. Menos do que isto é querer enganar os Sportinguistas.
É fundamental identificar o como, o porquê e o quem da situação do Clube a nível financeiro, patrimonial e desportivo nos últimos 16 anos. É fundamental, face a eventuais conclusões nesse sentido, promover a responsabilização civil e criminal por danos causados ao Sporting Clube de Portugal, sendo uma questão de respeito perante os Sócios e um exemplo a transmitir para o país.
Não desistimos de um Sporting transparente e informado sobre o seu passado, para que possa enfrentar com confiança o futuro. Continuamos fiéis aos valores que defendemos e à confiança que mais de 1000 associados depositaram em nós nas últimas eleições.
Independência. Rigor. Verdade.
Lisboa, 1 de Junho de 2011
A Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal"
1906
Luta & Resiste!
"Comunicado sobre Modelo de Auditoria
Em 14 de Abril de 2011, ao tomar conhecimento, pelos órgãos de comunicação social, de que havia sido excluída das discussões sobre o âmbito e alcance de uma suposta auditoria às contas do “Grupo Sporting”, a Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal (“CI”) temeu pelos objectivos e eficácia da mesma, numa altura em que é generalizadamente reconhecida pelos Sportinguistas a necessidade de esclarecer os actos de gestão que nos conduziram à difícil situação actual.
Desde essa data, fomos chamados a reunir com o actual Presidente, e optámos por não perder a oportunidade de transmitir o que entendemos ser imprescindível às necessidades de informação, responsabilização e pacificação no Sporting – de acordo com o caderno de encargos que propusemos durante a campanha eleitoral e que acolheu o apoio de mais de 1000 associados.
Tendo em conta o comunicado publicado ontem no site do Clube (http://www.sporting.pt/Incscp/pdf/parecercomissaoauditoria_300511.pdf), a CI observa, desde logo, a infeliz alteração da denominação de “auditoria de gestão” e sua substituição por algo inócuo como “acompanhamento da análise da evolução da situação patrimonial” – mais do que uma questão de semântica, tomar como base de partida uma versão soft do que deve ser feito faz recear pela capacidade de, chegados ao término dos trabalhos, se ser capaz de separar a incompetência do eventual dolo, se malogradamente este se vier a comprovar. Fica aquém do que o Clube precisa e do que os sócios exigem. A “análise factual e descritiva da evolução da situação patrimonial do Grupo Sporting” é uma mão cheia de nada. É um “extracto de conta”, onde se mostram quais os levantamentos e depósitos e quando foram feitos. Não explica como e para que fins foram feitos nem quem os fez.
Face a isto, esta “auditoria” traduz-se no seguinte exemplo: Ao verificarmos que a nossa casa foi arrombada e está vazia, a polícia propõe-se, ao invés de investigar como e quem a arrombou e esvaziou, a fazer uma simples lista do que foi roubado e quando!
Congratular-nos-emos porém, a verificar-se, com a realização de uma verdadeira auditoria de gestão, que até há pouco tempo era tida como desnecessária pelos principais responsáveis dos actuais órgãos sociais, e reafirmamos publicamente o que transmitimos de forma muito clara sobre o que deve, no mínimo, constar no “Livro Branco” a apresentar:
a) Contas consolidadas anuais desde 1995, com indicação das relações existentes entre as várias sociedades do Grupo e da análise das transferências de valor entre as mesmas, em particular as que não pertencem a 100%, directa ou indirectamente, ao Sporting Clube de Portugal;
b) Análises financeiras às participadas do Sporting Clube de Portugal, no sentido de se avaliarem indícios de imparidade nas mesmas;
c) Evolução de passivos e activos, relacionando-a com os sucessivos Conselhos Directivos;
d) Gestão e evolução do património do Clube, com explicação detalhada sobre os principais negócios e comissões associadas, não esquecendo a venda dos terrenos do antigo estádio, a construção do novo estádio e academia, a venda do património não desportivo e transferências de jogadores profissionais de futebol;
e) Análise da evolução anual de resultados por área de funcional ou de negócio (futebol, modalidades, marketing e publicidade, merchandising, património, etc);
f) Remunerações directas e indirectas dos Membros dos Órgãos Sociais e relatório sobre todas as entidades com relações especiais com o Sporting Clube de Portugal e suas participadas e os negócios entre estas.
Assim, apelamos a todos os Sportinguistas que pura e simplesmente rejeitem os resultados de qualquer auditoria que não compreenda, como mínimo indispensável, todos os pontos anteriormente elencados. Menos do que isto, e não estaremos perante uma auditoria capaz de explicar aos Sportinguistas como é que chegámos onde estamos e quem nos trouxe até aqui. Menos do que isto é querer enganar os Sportinguistas.
É fundamental identificar o como, o porquê e o quem da situação do Clube a nível financeiro, patrimonial e desportivo nos últimos 16 anos. É fundamental, face a eventuais conclusões nesse sentido, promover a responsabilização civil e criminal por danos causados ao Sporting Clube de Portugal, sendo uma questão de respeito perante os Sócios e um exemplo a transmitir para o país.
Não desistimos de um Sporting transparente e informado sobre o seu passado, para que possa enfrentar com confiança o futuro. Continuamos fiéis aos valores que defendemos e à confiança que mais de 1000 associados depositaram em nós nas últimas eleições.
Independência. Rigor. Verdade.
Lisboa, 1 de Junho de 2011
A Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal"
1906
Luta & Resiste!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Mais tarde ou mais cedo...

A verdade virá á superfície!
Apresentamos hoje um estudo feito por Margarida Boa Baptista, Doutorada em Ciências do Desporto e Professora Auxiliar da FMH – UTL.
Deixamos apenas como aperitivo as conclusões do estudo sobre a Sporting SAD:
"CONCLUSÕES
A existência de estabilidade financeira tem de se
constituir, definitivamente, como um vector indispensável
para a prossecução dos objectivos ligados à
competitividade desportiva numa organização como
a Sporting, SAD, pelo que, torna-se fundamental
garantir aturadamente o equilíbrio financeiro de
organizações desta natureza.
Os resultados apurados evidenciam o desequilíbrio
financeiro em que a Sporting, SAD viveu ao longo da
primeira década da sua existência, só ultrapassado
nas últimas três épocas, em muito propulsionado
pelas decisões de engenharia financeira tomadas
durante a época de 2004/05. Não podemos deixar de
sublinhar que tais medidas podem acarretar graves
riscos de encobrir a realidade muito negativa dos
resultados correntes da organização, os quais, não
tendo em consideração os proveitos decorrentes das
mais-valias de transferência de jogadores, atingiram
o somatório exorbitante de quase 200 milhões de
euros de prejuízo ao longo dos primeiros dez anos
que analisámos.
Esperamos, com o nosso trabalho, ter estimulado a
atenção do adepto apaixonado para uma das áreas
mais importantes da gestão do desporto, a área
financeira. Desprezar esta área é um erro que pode
trazer, num prazo mais ou menos lato, consequências
irreversíveis para o futuro dos clubes de futebol.
Em futuros trabalhos e na posse de informação contabilística
mais detalhada, é nosso propósito não só
aprofundar a análise iniciada a esta sociedade desportiva,
adoptando metodologias alternativas, como
também, utilizando indicadores análogos, verificar e
comparar o comportamento económico e financeiro
das SAD do Porto e do Benfica."
Ver documento completo aqui:
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rpcd/v9n2/v9n2a15.pdf
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Toda a Verdade sobre o Património Não Desportivo

A actual direcção teve várias bandeiras eleitorais. A saber:
Diminuição do Passivo para cerca de 150M€
Venda do Património não desportivo
Manutenção da maioria da SAD
Construção de um pavilhão
Sabemos que o Passivo do SCP situa-se, hoje, e segundo as declarações de Soares Franco no Nucleo de Mafra em 280M€. (Ver notícia aqui)
Sabemos que não temos pavilhão, nem sabemos o que foi feito, se o foi, para que o mesmo existisse.
Sabemos ainda pouco sobre a venda de participação do Clube na SAD – a eterna tentação de vender
A venda do PND foi uma das bandeiras do programa eleitoral da actual direcção. Para a actual direcção o encaixe financeiro que esta venda geraria era indispensável para reduzir o valor do Passivo – que se situava nos 277M€ em 2006, dados do SCP.
No primeiro prospecto informativo que foi divulgado, dizia-se que o PND iria gerar encaixe entre 50 a 55M€.
Posteriormente na apresentação do negócio em AG já se falava em encaixe não inferior a 50M€.
Sabemos hoje que o negócio foi feito da seguinte forma:
Fracções Valores de venda
EVA
Valores de venda 15M€
Valor rendas/ano 0,986M€
Custo de construção 11,43M€
Secretaria
Valores de venda 0,5M€
Valor rendas/ano ----
Custo de construção ----
Holmes Place
Valores de venda 13,27M€
Valor rendas/ano 0,717M€
Custo de construção 6,50M€
Clínica CUF
Valores de venda 3,2M€
Valor rendas/ano 0,174M€
Custo de construção 0,56M€
Alvaláxia
Valores de venda 19M€
Valor rendas/ano 1,3M€
Custo de construção 17,25M€
Comissões 4% -2M€
(Acerto rendas Alvaláxia* -1M€)
*eventual
-----------------------------------------
TOTAL
Valores de venda 48,9M€
Valor rendas/ano 3,2M€/ano
Custo de construção 35,74M€
(47,9M€)
NOTAS IMPORTANTES:
1.A direcção assume, na proposta apresentada ao CL, que apenas o Alvaláxia dá prejuízo – 0,9M€/ano. No seu conjunto o PND era viável e rentável para o clube.
2.Relativamente ao prejuízo do Alvaláxia a anterior direcção tinha tomado medidas no sentido de se encontrar um acordo a MDC – compradora dos terrenos do antigo estádio e empresa com experiência na gestão de centros comerciais – para que esta explorasse o Alvaláxia.
3.Sobre o negócio realizado há que referir que o SCP negociou o Alvaláxia da seguinte forma:
=>Valor de venda: 19M€
=>Condições: 9M€ a pronto pagamento e os restantes 10M€ a 3 anos.
=>Garantias adicionais: o SCP compromete-se com o comprador em como o valor das rendas não é inferior a 1.644.439€ ao fim de 6 meses do negócio se realizar. De referir que o valor das mesmas rendas à data da celebração do negócio era de 1.280.000€. Ou seja o SCP garante que as rendas vão subir mais de 360.000€/ano, coisa que não conseguiu que acontecesse durante a sua gestão na exploração do espaço. Se isso não acontecer o SCP terá de cobrir a diferença por um período de 3 anos, o que corresponde um total, findo esse prazo, de 1M€.
4.Concluindo, podemos dizer que o valor de venda efectivo do Alvaláxia se situou entre os 19M€ e os 18M€, dependendo do valor das rendas.
5.De estranhar também o valor das comissões de 4%. Qualquer imobiliária para aquisição de imóvel a partir de 1M€ baixa de forma significativa o valor da sua comissão. Num negócio envolvendo mais de 50M€ o SCP paga de forma escandalosa 4%.
6.De estranhar ainda que no início do ano de 2009 o Passivo do SCP não tenha baixado na proporção de encaixe de receitas da venda do PND e da venda do jogador Nani.
7.Mas também sabemos que o SCP recebeu ofertas de 2 grupos internacionais – um holandês e outro inglês – que ofereciam mais dinheiro – 54M€ - e pagavam a pronto. E tanto quanto se sabe a negociação seria efectuada directamente com os interessados dispensando por isso o valor de comissões no negócio.
8.E sabemos também o porquê da recusa do SCP relativamente a estes negócios:
a) Não contemplavam a recompra dos imóveis, caso assim o SCP entendesse.
b) Não garantiam que o SCP continuaria a gerir o condomínio do EVA.
CONCLUSÃO:
O SCP OBTEVE UMA MENOS VALIA ENTRE OS 6,1M€ (54M€ - 47,9M€) E OS 5,1M€ (54M€ - 48,9M€).
1906
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O cerco vai começar a apertar....

Neste blog denunciámos alguns ilícitos cometidos por figuras integrantes da actual nomenclatura, foi com satisfação que registámos esta notícia ontem, prova cabal de que não se pode enganar toda a gente durante todo o tempo.
Denunciámos neste espaço aqui, neste local e ainda aqui alguns comportamentos menos lícitos, por parte de pessoas que estiveram ligadas a estes 13 anos de projecto Roquette, se para estes (os visados pela notícia de ontem) o cerco está a quase a fechar, e a justiça prestes a ser feita.
Para muitos dos ainda compõem o actual elenco directivo e que se julgam acima da lei com o estatuto intocáveis o cerco vai começar a apertar.
Vamos denunciar nas próximas publicações e de forma sucinta, a enorme farsa que foi o projecto Roquette, de que Dias da Cunha e Soares Franco foram executores.
A única diferença que se establece entre estes dois executores é apenas uma, temos Dias da Cunha como homem honesto, já Soares Franco depende.
A título de exemplo: Hoje foi a reunião da junta da area metropolitana de Lisboa com o objectivo de discutir o ordenamento do território da nova cidade aeroportuaria de Lisboa, no qual o Sporting esteve representado pelo BCP.
Recordamos que o novo aeroporto de Lisboa é um Projecto de Interesse Nacional (PIN), por isso passa por cima dos PDM, REN, RAN, etc.
A pergunta que deixamos é: Quanto é que irão valer os terrenos da Academia que todos julgámos ser do Sporting mas afinal já são do BCP?
A justiça vai ser feita!
E nessa altura os mentores, os coveiros e a gentalha que faz parte da corte como o Menezes, Paulo Abreu, Dias Ferreira, Oliveira e Costa não serão esquecidos.
1906
Luta & Resiste!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Assembleia Geral 17 de Abril de 2009

Recebemos na caixa de comentários uma prepectiva do que se poderá passar no dia 17 Abril, que passamos a publicar na íntegra:
"Não se iludam: o referendo é a última tentativa/manobra do FSF para ludibriar os sócios e finalmente aprovar o seu plano financeiro antes de se ir embora. Passo a explicar:
normalmente um referendo exige apenas uma maioria simples (>50%) dos votos p/ aprovar o q quer q seja. Ou seja, penso q o q vai ser proposto aos sócios na AG do dia 17 de Abril é uma alteração dos estatutos de modo a q as vendas de património do clube e outros assuntos de natureza financeira não necessitem de uma maioria qualificada de 2/3 (66.66%) como é actualmente o quase mas q possam ser decididas com uma maioria simples de 50% (o nome é irrelevante, chamaram-lhe referendo apenas p/ dar um ar mais democrático à marosca).
Só q p/ fazerem essa alteração dos estatutos precisam da aprovação dos sócios c/ uma maioria qualificada de 75%!!! E é esse o objectivo da AG de 17.
Perguntam então os mais crédulos ou inocentes: então mas 75% não é mais difícil de obter do q 66.66%? Qual é a vantagem?
Resposta: A vantagem é q os assuntos a votação são diferentes. A aposta do FSF é q na AG de 17, a votação será "apenas" p/ aprovar a alteração de estatutos p/ incluir a figura do referendo. O FSF deve acreditar q como esta alteração deve parecer aos sócios uma questão pouco polémica, conseguirá obter a tal maioria de 75%.
Se o conseguir, então na AG de 11 de Maio, irá então a votação o seu plano financeiro (mais ou menos o mesmo q já foi chumbado antes) e q nessa altura já não precisará de uma maioria qualificada de 66.66% mas sim de 50% o q é muito mais fácil (teria passado na última AG)!!
Um sócio q seja a favor do referendo mas contra o plano financeiro, verá a dia 11 de Maio como foi ludibriado na AG de 17 de Abril caso tenha contribuído p/ a alteração dos estatutos!!
PORTANTO A AG DE 17 DE ABRIL É SUPER-IMPORTANTE PQ É MUITO MAIS FÁCIL RECUSAR ESTA FRAUDE NA AG DE 17 DE ABRIL DO QUE DEPOIS NA AG DE 11 DE MAIO!!!
Aliás a própria Direcção já confirmou q se a alteração dos estatutos for chumbada eles desconvocam a AG extraordinária de 11 de Maio.
Portanto caros amigos sócios, não se deixem ludibriar e poupem terem de ir votar mais uma vez a 11 de Maio através de uma massiva reprovação à alteração dos estatutos na AG de 17 de Abril!!!"
1906
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Radiografia da Militância

Permitindo alguma discordância com o espartano que concluiu o último artigo acerca da Miltância, a culpa não é do Franco, nem da direcção, nem mesmo da oposição, tal como diriam os Rage against the Machine: Eu sei quem são os meus inimigos: o compromisso (do mal menor), a conformação,a assimilação,a submissão, a ignorância, a hipocrisia e a elite, afinal de contas tudo aquilo que faz o sonho americano.
Com estes ingredientes lá vâo conseguindo cozinhar os Sportinguistas em lume brando...
E esses são de facto os nossos inimigos, o Franco e a restante pandilha só lá estão porque alguém os legitimou e ainda por lá se mantem porque ao que parece ainda não incomodou verdadeiramente os Sportinguistas. As propostas apenas são aprovadas porque os sócios lhe dão aval.
O facto de ter surgido neste mandato:
=> Uma delapidação do património, por valores abaixo do sequer anunciado e com comissões galácticas pagas a intermediários já a contas com a justiça.
=> A admissão que não se tem jeito para regatear com a Câmara e com os bancos (Não tem jeito para lutar pelos interesses do Sporting?)
=> A admissão pública da desvalorização do estatuto do sócio em relação ao accionista.
=> A admissão pública de se QUERER tornar um clube cada vez mais pequeno, com a extinção das modalidades, quando se sabe que o maior contribuinte para o passivo astronómico foi a irracional gestão do futebol.
=> Uma quebra na intransigência da luta pela verdade desportiva (Apito Dourado), na expectactiva de vir a ser “bafejado” pela sorte do SISTEMA.
=> A cumplicidade com a Cacicagem do Futebol, do qual Valentim, Oliveira e Pinto da Costa são os rostos, lembrar sobretudo quando ainda no mandato de Dias da Cunha e quando Costa estava no chão e era fácil bater, Franco ter produzido esta espantosa declaração: “O PAPA MORREU!”, o que é que mudou entretanto?
=> Uma Oligarquia com a simpática colaboração do Conselho Leonino, pseudo-notáveis e dos Donos das Claques (estes últimos claramente comprados com o famoso protocolo), que nas Ag's do Clube lá fazem o frete de levantar os seus votinhos quando ouvem “proposta do Conselho Directivo”, provocando esterilidade no debate de ideias e das possiveis mais valias que daí poderiam surgir.
=> Uma estrutura invisível para a SAD, com a iminência parda Telles e com Barbosa em modo silencioso, e aqui concordo com o último artigo, empurrando o odioso e truculência para Bento.
=> Erros vários a nível de gestão e de análise de como o Clube deve ser gerido, dos quais os afastamento dos Sportinguistas é apenas a ponta do iceberg.
Todos estes factos que foram enumerados bastariam cada um em si mesmo para se dizer basta a esta Direcção!
Curiosamente não foi por nenhuma destas razões que os Sportinguistas se levantaram em protesto, foi preciso o Leixões SC ganhar em Alvalade para se ouvir exasperação dos Sportinguistas.
Porquê agora? Porquê devido a um mero mau resultado desportivo?
Acontece que esta Direcção assemelha-se em muito aquelas equipas que por vezes desaguam em Alvalade: Na retranca e a aposta firme em adormecer o jogo!
O problema, neste caso, é que forma feitas promessas, prometeu-se que a venda do património não desportivo serviria para amortizar o passivo e possibilitar uma grande equipa de futebol sénior que permitiria a conquista de títulos nacionais e europeus.
A futebolização do Clube tem destas consequências!
A militância pode ser observada através da estatística orientada de Oliveira e Costa e da sua Eurosondagem, quando Afra começou a ser pressionado pelo falhanço das políticas de Marketing e pelo afastamento dos adeptos de Alvalade devido aos preços o que é que aconteceu?
Uma singela sondagenzita da Eurosondagem no jornaleco O Jogo (Quem é amigo, quem é?) a indicar que o afastamento resultava da Crise e do mau futebol! Ambas tem costas largas, e com elas a culpa dilui-se por muitos ou por outros que não o original Afra, e assim sempre se ganha mais um salariozito sem grande esforço! Brilhante Afra és o maior, eles é que não te percebem!
O único que percebe é o grande Oliveira e Costa um Oligarca-dependente, sofre deste mal desde que coligiu a lista de 100 nomes pseudo-notáveis que “pressionaram” a recandidatura de Franco, depois de o mesmo ter afirmado que não era candidato. O expcional Oliveira e Costa lá descalçou a bota ao Ricardo Salgado, que já estava a ver as suas acçõezitas do BES a baixar devido aos créditos malparados no Sporting!
Mas esta surpreendente personagem não se esgota aqui, cheio de truques foi capaz de invocar numa proposta á mesa da AG os muitos inscritos, a hora tardia e a sonolência da nossa simpática consócia Borges de Castro para encerrar a AG no Atlântico, aquando da importante discussão da venda do património, os votos do Cleonino e dos alinhados fizeram o resto.
Não nos esquecemos igualmente dos arregimentados que fizeram Claque e apuparam Dias da Cunha não o deixando explicar aquilo que sabia no processo da venda do património. Nessa altura fizeram uma tripleta, calaram Dias da Cunha, elegeram o Marinho (possuía igualmente a qualidade de ser eng. civil na CML) para as modalidades na lista de Franco e contribuíram para opacidade e obscurantismo de todo o processo da venda do património.
É agora o mesmo Franco e seus correlegionários quem se insurge com o facto de ser insultado nas AG's do Clube, quem com ferros mata...
É no fundo tudo isto que contribui para a destruição da identidade Clubistíca, o esmagamento da Militância e o afastamento dos adeptos!
Now action must be taken
We dont need the key
Well break in
Nós vamos continuar a lutar por um Sporting diferente.... e voçês?
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
A eterna ilusão, os reais criminosos e os autênticos resistentes!

A eterna ilusão:
-Da estrutura comercial que julga que ao aumentar o preço dos bilhetes sócio\adepto nos dias de jogo faz com que se consigam vender mais GameBoxes.
-A mesma estrutura comercial que anunciou para 06\07 a venda de 34 mil e ficou pelas 32 mil e pouco, já em 07\08 era objectivo primário a venda de 35 mil boxes, após o presidente ter colocado a fasquia nas 40 mil e ter vendido apenas 33.500,nesta época as previsões eram para a venda de 33 mil GB, sendo que apenas se encontram vendidas 26.829 GB é premiada porquê? A quem tentam eles enganar eles próprios? Á C.social?, os sócios? ou a CMVM?
-Da direcção por quererem transformar um Clube Universal, Eclético e transversal a toda a sociedade num clube regional,futeboleiro e elitista. Para rir se não fosse para chorar o conceito "CORPORATE", que introduziram de forma pioneira no futebol nacional.
-Do departamento de comunicação e imagem que tem a absoluta certeza de controlar toda a imprensa desportiva pela a coação, quando as notícias não interessam. (jogo com o Belenenses).
-O mesmo departamento de comunicação e imagem que se lembra de colocar uma imagem a fazer pouco de um comentador desportivo (por acaso ou talvez não-Sportinguista!), mas que se esquece de anunciar as datas das Assembleias Gerais do Clube.
-Dos jogadores cuja falta de identidade com o Clube com os seus adeptos e valores, e numa altura de crise de vendas dos lugares anuais são os próprios quem aconselham os adeptos mais críticos a ficar em casa, de modo a poderem continuar no pedestal. Em que repetem até á exaustão que se desejam transferir para um grande da europa, até o poderiam pensar, mas ao verbalizarem estão a ofender a casa que fez deles homenzinhos. Colocando isto de forma a ser perceptivel para esta direcção: destroem a identidade dos adeptos com o Clube, provocando a perda de receitas e bilheteira e merchandising.
-Desta direcção continuar a fazer parte da direcção da liga, continuando a cooeperar e ajudando a credibilizar, personagens, cujas manobras foram expostas com o Apito Dourado.
-Desta direcção em omitir a denuncia e o combate a um sistema que sempre extraiu o Sporting da competição através de meios pouco convenionais. Preferindo uma postura passiva e de comprometimento com o regime, quando supostamente teria pelo menos moral, para o fazer.
-Do ecletismo que primeiro era para esquecer, na altura das eleições já era para fazer resurgir e agora é apenas um sonho impossível de alcançar.
-De um pavilhão, para as modalidades do Clube, e para de vez em quando não ser preciso alugar o pavilhão Atlãntico para a realização das AG´s.
-Dos sócios e adeptos do Clube por continuarem a dar crédito aós 13 anos em que apenas mudaram as moscas. Não cultivando a política de exigência que está no código genético do Clube! Escolhendo sempre o mal menor, é necessário cortar com esta mudança na continuidade que não passa por ser apenas mais do mesmo!
Os reais criminosos:
Os sócios que deram crédito a esta direcção e os elegeram sob falsas promessas eleitorais e após um processo de venda do património não desportivo que foi tudo menos claro.
José Roqqette o pai de um projecto ganhador e extra-desportivo, mas que mal saiu da presidência, tratou de vender todas as acções que detinha, dando um voto de confiança ao seu próprio projecto e a quem lhe sucedia.
Porque nós sabemos a fraude que foi o negócio do Totta, né? Muito provavelmente a entrada no Sporting serviu apenas para creditar uma imagem demasiado chamuscada durante o processo Totta\Santander, era o medo de se tornar outro Mário Conde?
Dias da Cunha sucessor de Roquette, seguiu o projecto e inaugurou o novo estádio, como pessoa honesta contribuiu para o despoletar do processo apito dourado, reunindo evidências que ajudaram a desmontar o embuste que é o futebol nacional. Obviamente teve erros de gestão, mas mais que os erros de gestão foram os erros por omissão, em que se calou aquando do processo João Pinto e de outros jogadores ajudando no encobrimento dado a algumas iminências pardas do regime ou em que não desmontou a farsa de Franco acerca da crise devido aos juros(Tendo negociado o empréstimo que foi de 237 M€ para construir tudo Estádio e Academia(dados de 2005), na altura em que se fizeram as projecções a Euribor estava a cerca de 5%, correspondendo a um juro de cerca de 11 M€ / ano. Se entretanto as taxas andaram pelos 3% aprox., o valor do juro andou pelos cerca de 6 M€ / ano. Fonte Forumscp), ou seja o Sporting actualmente até pode estar a pagar mais relativamente ás condições iniciais, mas durante a maior parte do tempo pagou muito menos do que era inicialmente suposto. Por outro lado cometeu um grave erro estratégico propondo ás claques um protocolo insultuoso em que linhas gerais propunha um silêncio tácito a troco de dinheiro.
Soares Franco, sobre ele deixamos apenas algumas pérolas de um pensamento inovador, o facto de não ser ele quem manda também poderá ter influência nestes ditos:
«Sou do Sporting por causa do futebol e não tenho empatia pelo ecletismo» CM 12.07.2005
«RECORD – Vai ser candidato à presidência do Sporting?
SOARES FRANCO – Não. Há cerca de um ano, já tinha dito a Dias da Cunha que não queria ser presidente do Sporting e, ao longo deste ano, fiz uma reflexão profunda e cheguei a uma conclusão definitiva. Sou sportinguista por causa do futebol. É do futebol que eu gosto. Não tenho grande sensibilidade nem empatia pelo eclectismo. Confesso assumidamente que não vibro com as vitórias das outras modalidades.» entrevista ao Record a 13.07.2005
«(…)Por outro lado, não tenho dúvidas de que, mais tarde ou mais cedo, o eclectismo de que falei vai acabar. Este não é o modelo do futuro. Eu acredito na especialização. Há uma série de modalidades que acabaram. A verdade é que toda a competição no atletismo, na natação, na ginástica, no andebol, não dá dinheiro nenhum.» entrevista ao Record a 13.07.2005
«Quero um clube só de futebol, sem sócios mas com adeptos que não se intrometam na gestão nem tenham voto nas eleições dos corpos sociais» CM 12.07.2005(Fonte ForumSCP).
As Claques deixaram-se corromper, em troca do vil metal. Os que foram considerados outrora os bastiões e o último reduto do Sportinguismo deixaram-se enlamear através de um protocolo repugnante. Todos sem excepção perderam o nosso respeito enquanto Sportinguistas.
Os autênticos Resistentes:
Neste cenário de adormecimento colectivo são poucos os que vão contra este "vox populi" instituido, sendo que os sócios e adeptos na maior parte das vezes quando confrontados com uma algum argumento que ponha em causa a estabilidade deste imenso prédio construído ao longo de 13 infindáveis anos, apenas dizem: "Estes são maus? E as alternativas? Não vejo nada..."
É este sebastianismo, esta esperança num Senhor doutor da alta finança que virá de vez pôr ordem nisto tudo, que vai fazendo definhar a crença em nós próprios.
Não se discutem ideias, antes procuram-se nomes, tentam-se descortinar alinhamentos e enumerar facções.
São poucos os que procuram lutar e denunciar este estado de coisas e de fazer valer os interesses dos Sportinguistas, não deveria ser este um dos papeis principais da Direcção do Clube? Os já abordados neste blog AAS, Leão de Verdade tem agora a companhia de um outro movimento o ICS - INDEPENDENTES CURVA SUL.
Nas suas palavras caracterizam-se como "ICS- Não é um grupo ultra, nem casual, não é uma claque, não está ligado a qualquer claque, não tem organização e não faz nem tem qualquer tipo de material identificativo. Apoia-se o Sporting Sempre com espírito crítico, na luta pelos valores da Instituição.
Sempre que se achar oportuno fazer-se-á frases sobre os temas que se achar útil abordar. A faixa é só "fachada", só a levamos quando nos apetecer, pois não necessitamos de rótulos para apoiar o Sporting Clube de Portugal. Qualquer um pode-se achar ICS desde que tenha este espírito."
As suas acções no jogo de pré-época com o PSV(João Moutinho) e no jogo com o CFBelenenses(preço bilhetes) foram notadas.
E com tal impacto que obrigou a horas extras ao departamento de comunicação e imagem, e a alguns recados para algumas redações(Salema és sempre o mesmo!).Sejam Benvindos! Fazem falta!
1906
Luta & Resiste!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Para quem delega o Sportinguismo e acima de tudo acredita que é tudo gente de bem e bonitos e sérios e honestos e....

Existem muitas maneiras de esfolar um coelho.
No caso do Sporting, em particular, existem várias maneiras de enganar os Sportinguistas, vamos reavivar algumas memórias com a ajuda do blog 442 e dar-lhes um cheirinho de como o futuro pode ser SÁDico:
Gosto muito do seu blog, sei que vocês aí em Portugal estão roidinhos com esta historia da Castle Shore (e têm cometido o erro de lhe acrescentar um espaço a mais) e portanto aqui vai uma tentativa de explicação de toda esta trama axadrezada.
- O banco Bank Turquoise Ltd., sediado na Turquia e que opera principalmente na ilha de Chipre ( parte turca - como uma sociedade offshore) detem o capital da empresa CastleShore (assim mesmo, sem espaço).
- A empresa Castleshore, sediada em Swindon (não Londres), tem 1 (um) empregado em Inglaterra, subcontratando os seus serviços a empresas diversas (duas das empresas muitas vezes presentes estão referenciadas como não confiaveis)
- O empregado, o gerente, chama-se Leo Clements e tem cadastro na ilha de Malta.
- A empresa Castleshore dedica-se á construção e principalmente á escavação arqueologica e é classificada como suspeita em tráfico de peças arqueologicas.
- A empresa Castleshore é uma das principais doadoras para instituições particulares de cariz social do condado de Wiltshire.
- A empresa Castleshore negoceia tambem em objectos arqueologicos, vendendo-os a colecionadores particulares.
- Investigações feitas por entidades oficiais esbarram sempre no HSBC que detem através de Sahismail Bedirhanoglu (um dos grandes accionistas do HSBC) a maioria do capital do Bank Turquoise e com quem detem tambem o Turquoise Funding.
- A CastleShore esteve envolvida em várias transferencias de juniores do Swindon Town para o campeonato cipriota através de um dos directores, Mike Diamandis.
- A Castleshore foi uma das empresas contratadas para recuperar o estádio do Swindon Town. Bob Holte, um dos directores na altura e responsavel pela obra, é referenciado como ligado ao banco Turquoise.
- Uma companhia portuguesa, Best Holdings SGPS S.A., á qual está ligado José Veiga investiu no Swindon Town. José Veiga foi inclusivamente apresentado como Director Geral do clube apos a saida do SL Benfica.
- José Veiga é amigo de Mike Diamandis, a pessoa que realmente controla o Swindon Town, que é filho de um armador grego e que detem uma posição relevante no HSBC."
Outra:
Temos o Liverpool
Temos o Estoril, onde aqui e aqui, onde podemos apreciar como é que elas se fazem.
Não foi Soares Franco por estas alturas Presidente do Estoril?
(Actualização- Soares Franco foi presidente do Estoril muito tempo antes,deixou em 93.Ver negócio Helder e Mario Jorge, Obrigado Master Kodro!)
Entretanto no nosso Clube o que era já não é, e o principal promotor da venda do património não desportivo, o tal que ajudou Franco a fazer o negócio, já diz que foi tudo aldrabice e que não recebeu dinheiro nenhum.
Porventura os primeiros sinais, tal como no Estoril de que quem parte e reparte fica sempre com a melhor parte? Começam a ser preocupantes os parelos que se podem traçar entre as situações que sucederam no Boavista e no Clube da Linha.
Se são estas as faces visiveis do investimento Português, só podemos dizer: mal vai o País, mal vai a justiça que deixa gente desta á solta.
Afinal não podemos levar a mal se o pomposo projecto de restruturação financeira passar amanhã, se até os ingleses do Liverpool foram enganados...
Numa coisa os SAD´s tem razão, os tempos são outros!
Mas nem por isso devemos baixar a guarda...
1906
Luta & Resiste!
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segunda-feira, 5 de maio de 2008
Tal como o azeite...
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...a verdade vem sempre á tona!
Podem enganar muita gente o tempo todo, mas nunca conseguirão enganar TODA a gente ao mesmo tempo!
1906
Luta & Resiste!
ps: Creditos ao scan pelo blog sportinguista ÚLTIMA ROULOTE!
sábado, 29 de dezembro de 2007
Realidade informativa

No suplemento Sport do Correioda manhã foi hoje publicada uma entrevista, que optámos novamente por publicar na integra:
"- Correio Sport – Por que motivo saiu do Sporting?
- Rui Meireles – O presidente Soares Franco disse-me que o resultado de um estudo pedido a uma empresa externa apontava para uma estrutura empresarial assente na direcção-geral comercial, à qual ficariam subordinadas todas as restantes áreas. Foi entendido não haver espaço para mim.
- Ficou convencido?
- Eu sou uma pessoa incómoda, penso pela minha cabeça e não presto vassalagem. Após a saída de Dias da Cunha, passei a ser um alvo a abater pelo poder que tinha. Foi necessário gastarem largas dezenas de milhares de euros por um estudo que sustentasse a minha saída. A solução foi um fato à medida.
- Sentiu-se traído por Pedro Afra, actual director-geral do grupo Sporting?
- Traído não. Já conheço Pedro Afra há vários anos e conheço a forma insinuante como gere a sua carreira junto do poder. O Sporting não pode funcionar numa base de ‘compadrio’. Quando tal acontece vão chegar pessoas incompetentes a lugares críticos.
- Era preciso fazer um despedimento colectivo na Sporting Património e Marketing?
- Era preciso reduzir o número de efectivos do Grupo Sporting e não apenas da Património e Marketing. O despedimento colectivo foi um acto irresponsável, de falta de coragem, afrontação e de inexistência de argumentos válidos. Quando a vida de pessoas está em jogo, não se pode fazer despedimentos colectivos por um lado e tomar medidas despesistas por outro.
- Colocava limites a Carlos Freitas ou a Paulo Andrade, ex-administrador da SAD, nas contratações?
- Havia um acordo com a banca que implicava limitações, nomeadamente no investimento em novos jogadores.
- Dias da Cunha é arguido no processo João Pinto. Surpreende-o?
- Foi constituído arguido, porque lhe solicitei que na qualidade de administrador procedesse à assinatura de um contrato. Caso fosse administrador, teria sido eu a assinar o documento e seria eu o arguido.
- José Veiga actuou como empresário ou amigo de João Pinto?
- Como empresário. Os amigos, entre aspas, não recebem comissões.
- É verdade que o Sporting pagou a João Pinto de maneira que ele fugisse aos impostos?
- É completamente falso.
- Está preocupado com a cotação das acções do Sporting?
- Estou preocupado com a falta de credibilidade na indústria do futebol. A cotação das acções resulta em parte desta falta de credibilidade.
- Investidores estrangeiros devem entrar na Sporting SAD?
- O projecto de reestruturação que defendo tem na abertura de capital a investidores fortes, nacionais ou estrangeiros, um dos seus principais alicerces. Numa estrutura societária em que considero só haver razão para existir o clube e a Sporting SAD, importa transferir valor para a empresa cotada, nomeadamente através do Estádio e da Academia. Em termos de mercado a sociedade desportiva passará a ser mais apetecível para os grandes investidores. Com a entrada de novos fundos haverá uma melhoria dos capitais próprios, uma redução do endividamento e dos juros bancários, libertando recursos para investir no futebol e nos serviços aos sócios e accionistas.
- Equaciona a hipótese de o clube ter directa ou indirectamente uma participação minoritária na SAD?
- Não é nenhum drama. Sempre defendi que dificilmente conseguimos cativar capitais mantendo o clube a maioria do capital. O clube teria a participação máxima permitida por lei que é de 40 %.
- Defende a extinção de modalidades como meio de contenção de custos?
- Sim. O próprio Soares Franco era um acérrimo defensor desta posição quando não era presidente. Lamento que o presidente tenha optado por uma gestão populista e não por uma gestão racional em prol dos reais interesses do Sporting.
- Está de acordo com o rumo que o Sporting está a tomar?
- Tenho assistido a uma gestão populista, de exteriorização de muita vaidade e de pouca contenção verbal. Não consigo identificar motivos para satisfação da actual gestão. O processo com a Câmara de Lisboa tarda em concretizar-se, a receita da venda do património não desportivo não proporcionou a redução prevista no passivo financeiro, as dificuldades financeiras e de tesouraria agravaram-se, os resultados desportivos tardam em aparecer e a aproximação aos sócios e adeptos do Sporting continua a ser uma aposta adiada.
- Soares Franco disse que o Projecto Roquette deu um prejuízo de 50 milhões de euros.
- Foi um projecto pioneiro, mas o Sporting está a pagar erros crassos, alguns decorrentes desse pioneirismo, outros pelos excessos cometidos e que a vaidade dos principais mentores não deixou estancar.
- Quando saiu estava prevista uma renegociação do Project-Finance do Sporting?
- Comecei a dar passos importantes para fazer ajustamentos aos planos da dívida financeira, no entanto surgiram iniciativas novas que entorpeceram o processo e um ano e meio depois do início das minhas iniciativas não se conhecem os resultados.
- O Sporting depende da Banca?
- Já devia ter uma gestão equilibrada, em que o peso do serviço da dívida financeira fosse cada vez menor na estrutura dos fluxos de tesouraria. A gestão seguida em nada abona a favor de uma redução da dependência da banca.
- O Sporting ainda precisa de alienar mais património?
- A construção de um Estádio exclusivo do Sporting foi um erro e que muito está a penalizar a actividade desportiva com a dispersão dos recursos financeiros. A alienação do restante património (Estádio e Academia) é um cenário possível, mas só deve ser ponderado depois de esgotadas outras alternativas como é o caso do naming do Estádio.
- Pedro Barbosa só entrou no Sporting pela amizade com Carlos Freitas e Paulo Bento?
- Não sei o que ele faz no Sporting para além daquilo que vejo nos jogos. No entanto, estou convicto de que não foi o factor amizade que prevaleceu na sua contratação, até porque Pedro Barbosa viu a remuneração-base ser duplicada no espaço de um ano.
- Concorda com o prémio de 86 mil euros pago a Carlos Freitas?
- Foi Soares Franco que me pediu para o pagar. Mas os prémios de gestão devem ser atribuídos. Eu próprio recebi 29 mil euros, prémio que teve a ver com a minha intervenção num acordo com a Banca. Foi o único em 12 anos.
- Admite candidatar-se à presidência do Sporting?
- Não, mas o futuro a Deus pertence.
- Arrependeu-se de ter jantado com Abrantes Mendes.
- De maneira alguma. Depois das eleições acedi a um convite de um amigo comum para que jantássemos juntos e a primeira coisa que Abrantes Mendes fez foi pedir-me desculpa pelos ataques pessoais. E nunca me fez uma pergunta sobre a vida interna do Sporting.
- Abrantes Mendes dava um bom presidente para o Sporting?
- Se conseguir arranjar uma boa equipa, o que não foi o caso na última candidatura e ele sabe disso, poderá ser um bom presidente do clube.
- Soares Franco deve recandidatar-se?
- Há poucos meses disse que não sabia se ia acabar o mandato, o que constituiu um factor de instabilidade evitável, agora vem dizer que já está a trabalhar na recandidatura.
- O Sporting tinha necessidade de um estádio com 50 mil lugares?
- Para o nível médio de assistências é excessivo. Defendi que o Estádio do projecto inicial, com 42 mil lugares, era a melhor solução, não só porque teria um custo substancialmente mais baixo, como teria permitido a construção de um pavilhão multidesportivo no espaço onde foi erguido o Alvaláxia (solução de recurso) e também porque o Estádio seria ainda mais acolhedor com o público praticamente em cima do recinto de jogo, à inglesa, com uma forte pressão dos adeptos em geral e das claques em particular.
- Soares Franco foi insultado pelas claques...
- Durante vários anos tive a responsabilidade de gestão das claques que conduziu à criação de um protocolo, actualmente suspenso. Sou favorável à existência de claques mas de acordo com um conjunto de regras e responsabilidades para ambas as partes. Mas sou completamente contra as reacções desencadeadas no jogo com o Louletano para a Taça de Portugal. As claques têm o direito à indignação mas a forma como o fizeram é condenável.
- Diz ser favorável à existência de claques...
- No caso do Sporting as claques têm sido a principal mola de incentivo para os jogadores, acompanham a equipa a todo o lado. Em tempos fiz-lhes um desafio, sem sucesso, para que se unissem e formassem uma só claque no topo sul. Seria a maior claque portuguesa que faria de Alvalade um autêntico inferno. Tenho esperança de que um dia isso venha a acontecer.
ERROS DE CÁLCULO (Opinião do jornalista João Querido Manhã)
Uma polémica de bastidores entre um director financeiro e um grupo de administradores pode ter um efeito devastador para a imagem de uma instituição bancária, mas é praticamente insignificante na vida de um clube de futebol.
Pouco ou nada preocupados com o processo entre o presidente Soares Franco e o ex-director financeiro Rui Meireles, os sportinguistas por estes dias só querem perceber e avaliar o alcance do ‘levantamento’ do seu goleador contra a disciplina férrea do treinador Paulo Bento. De algum modo, porém, uma coisa tem a ver com a outra.
Rui Meireles foi uma figura cinzenta escura ao longo dos doze anos que serviu o Sporting, numa área administrativa, mas com salário de futebolista mediano, beneficiando de uma posição estratégica ao serviço do presidente José Roquette, o homem que introduziu no Sporting o conceito de clube empresa em que, num quadro de autêntico caos orgânico, acabaram por florescer os conceitos administrativos e multiplicar-se as empresas e serviços, um prometido paraíso de gestão que redundou no agravamento do quadro geral das finanças do clube, em consequência dos resultados negativos acumulados por toda essa actividade improdutiva, parasita do futebol.
Conhecido como o ‘homem do BES’ nos ‘mentideros’ do clube, cultivou o low profile característico da rapaziada das finanças, mas não deixou de sentir o apelo do futebol, já na gestão de Dias da Cunha, quando a equipa leonina ficou nas mãos da linha burocrática. Sem sensibilidade desportiva, cometeu o erro fatal de abandonar um jogo marcante, quando a equipa perdia copiosamente, em Paços de Ferreira, deixando os jogadores e o treinador José Peseiro à mercê da fúria dos adeptos.
Esse erro de cálculo foi-lhe fatal, bem como o alinhamento com o candidato Abrantes Mendes, derrotado nas eleições que se seguiram à demissão de Dias da Cunha. O seu profundo conhecimento da crítica condição financeira do clube permitiu-lhe manter o emprego durante mais dois anos e agora ameaça prolongar-se como uma sombra da restruturação empreendida por Soares Franco.
O presidente do Sporting veio anunciar uma redução do défice na ordem dos 28,5 milhões de euros, mas o ex-director financeiro desmente-o e ainda levanta suspeitas sobre o destino de mais 24 milhões resultantes da venda do património imobiliário.
Sem as consequências dramáticas, inclusive para a estabilidade económica do clube, de um possível confronto entre Liedson e Paulo Bento, as alegações de Rui Meireles lançam uma nuvem de descrédito sobre uma instituição cotada em bolsa, com custos irreparáveis sobre a sua imagem, aos olhos dos investidores.
Quando Meireles foi afastado, embora negando a indemnização milionária que tanto indispusera os membros do Conselho Leonino, o presidente Soares Franco elogiou o profissional e desmentiu a ideia de um confronto entre as partes, resultante do alinhamento declarado dele com uma lista opositora, no processo eleitoral. Percebe-se agora a fragilidade dessa cordialidade, em contraste com as ameaças de procedimento cível e de expulsão de sócio. Outro clamoroso erro de cálculo, com um lesado único: o Sporting.
Nuno Miguel Simas "
1906
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Realidade informativa

Optámos por publicar na íntegra a entrevista dada ao Record, pelo presidente do SCPortugal:
PRESIDENTE DO SPORTING EM ENTREVISTA EXCLUSIVA A RECORD
Sobre o Futebol :
RECORD – Em época de Natal, é quase obrigatório começarmos por falar de compras e presentes?
FILIPE SOARES FRANCO – Podemos falar do que quiserem, mas sobre essa matéria? O Sporting tem uma estrutura profissional dentro da SAD. A única coisa que faço é quando se chega ao último processo de decisão. Quando têm tudo acordado entre eles, eu entro.
R – Tem uma almofada para a eventualidade de necessitar de reforços em Janeiro. Quais são os valores em causa?
FSF – Não revelo e por uma razão muito simples – a SAD é uma empresa cotada e a partir de determinados valores de investimento que faz é obrigada a dar nota à CMVM. Enquanto as coisas não estiverem bem planeadas e definidas nada devo adiantar.
R – Atendendo à actual conjuntura, reconhece que é preciso reforçar a equipa?
FSF – Não sei se é preciso reforçar a equipa porque ainda ninguém teve uma conversa comigo sobre esse assunto.
R – E qual é sua sensibilidade? Considera que a equipa precisa de ser reforçada?
FSF – Considero é que o Sporting ao longo desta época tem tido um conjunto de situações, nomeadamente no capítulo das lesões, que obrigaram a repensar todo o seu esquema de jogo. Aliás, é claro e é público. O Sporting tinha contratado dois jogadores com características semelhantes, que o Paulo Bento queria porque faziam muita pressão na frente, o Derlei e o Liedson. Queria ainda um jogador que tivesse velocidade, o Djaló, e outro de área para determinados jogos, o Purovic. Era isto que estava idealizado. Infelizmente, um dos pilares fundamentais de toda a estratégia do Sporting teve uma lesão logo no início da época e isto fez com que o esquema de jogo tivesse de ser mudado. O Sporting passou a ter de jogar sempre ou com o jogador de área, e ele não foi contratado para fazer uma posição diferente, ou com o jogador veloz, que também não fazia exactamente a mesma posição de Derlei. Não tendo a equipa sido preparada ao longo da pré-época para jogar daquela maneira, acabou por ressentir-se na confiança e nas exibições.
R – Sendo o ponta-de-lança um objectivo prioritário, como parece ser, admite que a contratação seja por compra ou por empréstimo?
FSF – Tudo depende do tipo de oportunidade que aparecer. O Sporting não tem dinheiro para comprar um avançado por 9 ou 10 milhões de euros. E por isso?
R – Está fora de causa?
FSF – Está completamente fora de causa!
R – Isso quer dizer que o Sporting nunca gastará tanto dinheiro num jogador?
FSF – Não. Quer dizer que hoje não tem dinheiro. Tomara eu? Não há no mercado nenhum avançado de reconhecido mérito e valor, afirmado no futebol, com categoria internacional, por menos de 9/10 milhões de euros. Não existe! Pura e simplesmente não existe. E, portanto, a política que o Sporting tem seguido, não tendo 9 ou 10 milhões de euros para investir, é fazer aquilo que tem feito com a sua formação. É comprar jogadores ainda jovens, com potencial valor, que possam valorizar-se. O caso do Purovic é típico.
R – Na reabertura de mercado, o Sporting não poderá correr o risco de estar à espera que um jovem possa integrar-se?
FSF – O Sporting não se desvia da sua linha de contratações.
R- Portanto, o critério será idêntico àquele tem sido seguido?
FSF – O critério tem de ser o mesmo ou parecido. Tem de se fazer o que o Sporting tem feito, que é contratar jogadores a título de empréstimo antes de fazer a opção de os comprar. Porque quem tem pouco dinheiro para fazer investimentos tem de saber racionalizar o investimento que faz, tem de estar mais seguro. Ninguém tem a pretensão, julgo eu, de acertar 100 por cento nas suas contratações. E nestas regras do futebol, se contratamos um jogador temos de levar o contrato até ao fim. Isto não é uma empresa normal.
R – E se aparecer, como no Verão, a possibilidade de empréstimo de alguém como Maxi López? O conceito é diferente da cedência de Izmailov, porque uma coisa é ter um jogador cedido pelo Lokomotiv e outra é ter um do Barcelona?
FSF –Estamos abertos a todo o mercado dos empréstimos. Não sei qual é o conceito do Maxi López e não me preocupo com isso. Preocupo-me, isso sim, com os nossos conceitos e com o que nós conseguimos fechar.
R – Mas já garantiu que não vai comprar só por comprar. Dentro dessas limitações que focou agora, é possível adquirir um jogador com provas dadas?
FSF – Não sei, não sei. Devem perceber mais de futebol do que eu. Não sei se é ou não possível.
R – Dentro das limitações?
FSF – Se eles [na SAD] aparecerem com nomes, é porque acham que é possível. Não sou propriamente um especialista na área do futebol. Não sou. Gosto muito de futebol, mas não passo o meu tempo a ler e a recolher informação sobre futebol.
R – O que resulta das conversas que tem tido com Paulo Bento, do atraso em relação ao líder, das lesões? Está preparado para usar a tal almofada para reforços?
FSF – Se disse que tinha uma almofada é porque estou preparado para usá-la.
R – Só para o ataque?
FSF – Não! Apenas dei o exemplo daquilo que se passou no ataque. Até pode ser que seja para outras áreas. Pode haver algumas mexidas. É preciso ter alguma paciência e calma para ver como o mercado se comporta.
R – Já tem uma ideia exacta do número de jogadores a contratar? Há sempre oportunidades?
FSF – Não tive ainda conversas sobre essa matéria.
R -- O técnico disse-lhe, objectivamente: “Queremos um defesa, um médio e um ponta-de-lança”?
FSF – Não disse rigorosamente nada.
R – Há um carácter de urgência, por o mês de Janeiro poder ser decisivo para o Sporting? Isto é, tem a disputa da Taça da Liga?
FSF – ?. Temos um calendário muito apertado.
R – Isso significa que tem de antecipar as contratações, ou melhor, não deixar que elas se arrastem até 31 de Janeiro, quando costumam aparecer as melhores oportunidades?
FSF – Não devemos cometer um erro, pelo simples facto de podermos eventualmente ter a pressão de fazer as coisas mais depressa.
R – Mas poderá acontecer, num cenário complicado, o Sporting distanciar-se mais do FC Porto e perder até o acesso à final da Taça da Liga?
FSF – Não gosto de falar sobre suposições ou cenários. E o problema não é o valor técnico da equipa. O campeonato não nos tem corrido favoravelmente, mas soubemos dar a volta na Taça da Liga; batemo-nos na Liga dos Campeões; e ganhámos a Supertaça ao FC Porto no início da época. Portanto, eu não crucifico, não vejo que o panorama da seja tão negro como vocês o pintam? Acho que existe um problema de motivação, no campeonato, fruto do atraso pontual que temos.
R – Insistindo no tema “mercado” – o Sporting estará disposto a ultrapassar um pouco a tal almofada que tem para investir em reforços, assumindo o risco, para depois garantir o retorno através do acesso directo à Liga dos Campeões e respectivo encaixe financeiro?
FSF – O que é “um pouco”?
R – Está disposto a arriscar? A assumir um investimento um “bocadinho” maior do que o Sporting pode?
FSF – Não sei o que consideram um “bocadinho”, portanto não sei responder à pergunta.
R – Também não sabemos qual é a almofada, por isso também não podemos precisar?
FSF – Quando se estabelece um ‘plaffond’ de investimento, se variar mais 5 por cento para cima ou para baixo não faz grande diferença. Mais do que isso não. Ou há ‘plaffond’ ou não há. E nós temos um. Uma coisa é certa: o Sporting já viveu 102 anos e tem de viver, pelo menos, mais 102 anos. Portanto, não pode fazer uma política de curto prazo. Eu não estou disposto, enquanto for presidente, a estabelecer uma política de curto prazo. Enquanto eu for presidente, o Sporting terá uma política de médio/longo prazo, de forma a que possa ser um projecto desportivo de sucesso. E, se não for comigo, que seja com o meu sucessor. Eu tudo farei para que seja comigo, mas, se não for, que seja com o meu sucessor e que ele tenha as bases para poder construir esse projecto. Agora, investir fora do baralho, para ter sucesso e deixar o clube numa situação não sustentada, não faço.
R –O número de reforços poderá estar directamente relacionado com o número de saídas em Janeiro?
FSF – Desconheço.
R – Não pôs essa condição à SAD?
FSF – Eu não. Eu disse que tinha uma almofada, que é com o plantel que temos. Não é condicionada a alterações no grupo que temos.
R – Não era possível ter feito mais para manter o Caneira ou o Ricardo?
FSF – Não. Pelo Caneira não podia fazer absolutamente nada.
R – Mas é essa a ideia que passa na opinião dos sócios. Se havia 25 milhões do Nani, não era possível arranjar 4 milhões para oferecer pelo Caneira?
FSF – Mas quem é que lhe disse a si que não o fizemos. O Caneira saiu do Sporting porque o Valencia quis.
R – Mas, o Sporting fez alguma proposta concreta ao Valencia para adquirir o passe do Caneira?
FSF – Fez. Fez tudo o que era possível fazer, até onde achou que poderia fazer para ficar com o Caneira. Agora, isto tem as condições da negociação.
R – Está de alguma forma arrependido por não ter mantido um desses jogadores? O Caneira, o Tello, o Ricardo? eram dos mais experientes da equipa.
FSF – Eu tenho a maior pena que todos eles tenham ido embora. Vou dizer-lhe com franqueza: não tínhamos condições para renovar com o Tello, como ele saiu; não tínhamos condições para segurar o Ricardo, por aquilo que ele pretendia; o Caneira foi-se embora porque o Valencia quis; e o Nani porque bateram a cláusula de rescisão. Ponto. Eu não podia fazer absolutamente nada.
Sobre o pavilhão:
R –Durante as eleições disse que queria construir um pavilhão, agora fala em projectar um pavilhão. Porque é que mudou de discurso?
FSF – Não mudei. Também disse que ia resolver o passivo do clube até finais de 2006. Estamos em finais de 2007, ainda não consegui resolver o problema do passivo e enquanto não resolver não me posso candidatar a fazer mais investimentos. Não posso e não devo.
R – Há alguma área estudada para o pavilhão? Já existem possíveis parceiros? Fala-se da Caixa Geral de Depósitos?
FSF – Existe uma série de coisas faladas, mas nada materializado porque enquanto o Sporting não tiver luz verde para fazer isto não o pode fazer. Preciso de ter resolvido o problema do loteamento, não só pelo processo do loteamento em si como também por causa do espaço do loteamento, assim como preciso ter resolvida a questão de refinanciamento do Sporting. São duas questões vitais. No dia em que estiverem resolvidas poderemos pensar nisso. Agora, isto não depende de nós? As decisões administrativas da Câmara não dependem de mim. Esta última decisão que ainda vai a votação já era para ter ido, mas resolveram remeter para um comissão que tinha de fazer um relatório. Não estou disposto a ceder mais! Não consigo perceber: quando há boa fé de todas as forças partidárias para resolver o problema, quando sabem que vai para agenda um tema como este, que é tão quente e tão importante para o Sporting, deixam chegar ao dia da assembleia, à hora da assembleia, para colocar uma proposta para isto ir a uma comissão. Chama-se a isto, a meu ver, jogo político puro.
Sobre Liedson:
R – Fala-se na possibilidade de Liedson sair. Qual é a sua posição sobre o tema?
FSF – Mas quem é que falou que o Liedson podia sair?
R – Diz-se até que pode sair por menos dinheiro do que previsto…
FSF – Não estou preocupado com isso. O Liedson está bem integrado no clube e sente-se bem no Sporting.
R – O próprio Liedson diz que pretende ficar mas que, se surgir uma oportunidade, não a descarta. Por outro lado, é um jogador que tem 30 anos e que terá ambições de jogar noutro campeonato, com mais visibilidade, como o seu empresário já veio a público dizer…
FSF – Os clubes portugueses – mas só falo do Sporting – que têm recursos financeiros abaixo dos seus competidores europeus só têm duas formas de se defenderem do ataque dos clubes europeus sobre os jogadores que fazem parte da sua equipa. Primeiro, ter contratos relativamente longos, com aqueles jogadores que quer. Segundo, ter cláusulas de rescisão e épocas em que elas possam ser aplicadas. É o que nós temos feito. Mas, se aparecerem condições excepcionais, que nós não podemos acompanhar, temos de nos cingir às regras do mercado.
R – Isso poderá querer dizer que os sportinguistas terão de estar preparados para a eventualidade de perder Liedson?
FSF – Não. Se aparecesse algum clube europeu que batesse a cláusula de rescisão e quisesse o Liedson, e ele preferisse esse clube a ficar no Sporting, eu nada poderia fazer. Mas é a única arma que tenho para me defender. E eu não quero que o Liedson saia do Sporting.
R – Poderá sair já em Janeiro?
FSF – Não.
R –Tem-se sido muito focada a melhoria dos contratos de Liedson e Polga por causa de questões fiscais. Esse dossiê já lhe chegou às mãos? Admite reavaliar essa questão ou é assunto fechado?
FSF – Não. Esse é um assunto que tem estado há algum tempo em cima da mesa e o Sporting tem abertura para falar dele. Mas devo dizer que desde as últimas negociações com o Polga e com o Liedson que esses assuntos estão muito minorados, se não estão já solucionados. Agora, houve um pequeno ajustamento que nós temos de pensar.
R – Quando a equipa da SAD chega ao presidente do Sporting com um possível reforço, a sua intervenção é meramente sob o ponto de vista financeiro ou dá a sua opinião sobre o assunto? Colocamos esta questão concretamente a propósito de Rochemback: perante um nome como Rochemback, vacilava ou era de caras, se porventura fosse viável?
FSF – Primeiro, dentro do Sporting nunca se falou de Rochemback. Quem falou de Rochemback foram os media, porque ele veio a Portugal recuperar de uma lesão e esteve na Academia, onde tem melhores condições do que no clube que ele representa, que é o Middlesbrough. O Rochemback não é um problema. Quando me chegam com uma proposta, o que faço, primeiro, é satisfazer a minha curiosidade. Também sou curioso. Gosto de saber porquê, para onde, quais são as razões, qual é a sustentabilidade daquilo. Depois pergunto, normalmente, de onde é que vem, que informações é que temos, antes de discutir a componente financeira. Sou curioso…
R – De onde vem? Refere-se ao clube, ao empresário?
FSF – De onde é que vem a informação; de que clube; como é ou não é [o jogador].
Sobre Derley e Paredes:
R – O facto de vir de determinado empresário suscita alguma dúvida ou reserva?
FSF – Nunca.
R – Nunca vetou uma contratação?
FSF – Não. Mas se querem uma revelação dessas, posso dizer-lhes que quando me falaram do Derlei ia-me caindo o cabelo todo.
R – Foi difícil convencê-lo?
FSF – Não. Não. Ao princípio, apanhei um choque.
R – Arrependeu-se dessa reacção inicial?
FSF – Não, não é arrepender-me, mas? ‘O Derlei? Do Benfica?’
R – E se lhe vierem falar do Rochemback?
FSF –Eu não falo sobre “ses”, mas sobre factos. Falei do Derlei, porque foi um facto. Agora, o “se” não existe.
R – Já pensou em renovar com Derlei?
FSF – Não. Tenho o maior carinho e estima pelo Derlei, tenho apreciado muito o esforço que ele tem feito no sentido de acelerar a sua recuperação, mas o Derlei é um jogador maduro, com alguma idade, que teve uma lesão que é grave, que já teve essa mesma lesão no outro joelho. Portanto, é preciso saber em que moldes é que ele está recuperado e como é que ele próprio se sente, para nos podermos sentar à mesa e avaliar o assunto.
R – Admite a possibilidade de renovar com ele, se essa recuperação for favorável?
FSF – Admito todas as possibilidades com o Derlei, desde que o dossiê me chegue, para eu poder dizer sim ou não.
R – Há reforços desta época que o tenham desiludido profundamente?
FSF – Não. Desta época, não.
R – E da outra?
FSF – Há jogadores que hoje, reconhecidamente, não contrataria.
R –Paredes?
FSF – O Paredes é um exemplo típico. É um facto. Não tem jogado e não tem sido opção do técnico. E era um grande jogador, reconhecido, com currículo, que tinha feito uma grande época e várias temporadas no FC Porto.
R – Em relação a Izmailov, já foi assumido publicamente que é um jogador que o Sporting quer manter. Pode ser esse o primeiro reforço de Janeiro?
FSF – Não. Falamos no fim da época. Não temos de nos pronunciar em Janeiro sobre decisões que temos de tomar até Maio ou Junho.
Nani e Miguel Veloso:
RECORD –Nani tinha uma cláusula de 20 milhões de euros mas saiu por um valor superior. Um mês e meio depois, Alex Ferguson veio dizer que, se calhar, era preferível ele ter ficado mais uma época no Sporting?
FILIPE SOARES FRANCO – ?E dois ou três meses depois diz que ele é lindamente bem utilizado e o professor Carlos Queiroz diz que ele se integrou lindamente no Manchester e que hoje em dia é um jogador essencial para o plantel, etc., etc. Portanto, não são só os treinadores portugueses que se dizem e desdizem. Os ‘sirs’ da vida também se dizem e desdizem e cometem alguns erros de apreciação.
R – A hipótese de ele permanecer mais um ano foi falada?
FSF – Não. Mas era bom que vocês soubessem porque é que eles pagaram os 25, 5 milhões de euros?
R – E foi porquê?
FSF – Pesquisam tanta coisa e esta não são capazes de pesquisar?
R – Era por ele já ter um acordo para renovar?
FSF – Isso não obriga a nada!
R - O Sporting assegurou direito de preferência sobre Nani caso ele venha para Portugal directamente do Manchester?
FSF – Estou convicto que não é só se ele vier para Portugal. O Sporting terá sempre o direito de preferência sobre a venda do Nani.
R – O Miguel Veloso é um caso, para já, adiado para o final da época. Mas não foi surpreendido pelas declarações que ele fez após o jogo com a U. Leiria, quando disse que para ficar também era preciso que fizessem alguma coisa. Como é que interpretou isso?
FSF – Ele já corrigiu essas declarações.
R – Foi um desabafo inoportuno ou uma declaração infeliz?
FSF – Nem uma coisa nem outra. Acho que é o resultado da razão por que eu me aborreci com a situação dele. Estamos a falar de um jovem jogador, que tem 21 anos e que integrou o plantel principal na época passada, sem ninguém acreditar seriamente que iria ser o titular. Ele teve uma oportunidade e, de repente, começou uma ascensão surpreendente. Quando começou a nova época, porém, não havia semana que não aparecesse uma página ou um artigo sobre o Miguel Veloso, a dizer que ou era o Arsenal, ou o Chelsea, ou o Manchester , ou o Real Madrid, ou o Barcelona, ou o Inter, ou o Milão ou? a minha tia, a minha prima!
R – Mas isso também aconteceu com Nani. E depois?
FSF – Não, não, não? Primeiro, com o Nani passou-se muito menos e muito mais para o fim da época. O Nani – as pessoas esquecem-se – no ano passado por esta altura era assobiado no estádio. Hoje têm todos pena dele, mas no ano passado fartou-se de ser assobiado. Portanto, é natural que um jovem de 21 anos que vê um amigo dele que saiu do Sporting e foi para o Manchester e vingou, com toda esta campanha a enaltecer as suas qualidades, a dizer que ele tem oportunidades no clube A, B, C, D, E ou F, às tantas tenha uns desabafos, uma frase menos feliz, por acreditar nele próprio. Eu não digo que ele não deva acreditar nele próprio. Essas coisas têm é de ser mais bem geridas no campo emocional, de forma que as pessoas se possam concentrar e focalizar naquilo que é essencial para um jogador e para a vida dele. Não para o Sporting, para a vida dele, que é fazer todos os anos uma época melhor do que a anterior. Um grande jogador é aquele que todos os anos faz uma época melhor do que a anterior. E, para isso, tem que trabalhar muito e concentrar-se na sua profissão, na sua vida pessoal, e estar focalizado naquilo que ele quer ser.
R – Receia pelo futuro do Miguel Veloso?
FSF – Não. Não tenho receio nenhum sobre a vida do Miguel Veloso, porque ele tem uma enorme potencialidade. Mas – de uma forma geral, porque o Miguel Veloso não é excepção –, tem de estar muito focalizado na sua profissão.
R – Censura este apelo pela moda?
FSF – Não tenho de censurar, porque não tenho sequer o direito de me intrometer na vida privada do Miguel Veloso. Mas espero que ele esteja sempre muito focalizado com aquilo que quer da vida dele como profissional e que tenha incutido no seu espírito competitivo que para ser um grande jogador todas as épocas tem que fazer melhor do que na época anterior?
R – Foi com base neste tipo de situações que fez o seu recente discurso na Batalha, ao afirmar que o Sporting dá um contrato aos 16 anos mas depois quer que os jogadores o cumpram até ao fim?
FSF – Claro. Eu expliquei na Batalha que o Sporting não tem todo o programa que tem na formação para ser campeão de infantis, juvenis e juniores. O programa de formação do Sporting é produzir jogadores para a sua equipa principal. Não contratamos jogadores com 16 ou 17 anos para sermos campeões de juniores. Esqueçam.
R – Em relação a Miguel Veloso há dois factores que podem ser avaliados. Um é a escolha que ele já fez na direcção de uma carreira paralela, ao estabelecer um contrato com uma agência de moda. Outro, é o enquadramento que ele tem por parte do empresário. Inclusive, escreveram-se notícias dando conta que alegadamente Paulo Barbosa preferiria o Real Madrid e Miguel Veloso o Arsenal. Como avalia este tipo de actuação?
FSF – Não me pronuncio sobre isso. O Miguel Veloso tem um contrato com o Sporting e é com o Sporting, por enquanto, que tem de se preocupar, em cumprir esse contrato. Se alguma vez houver motivo para não o cumprir, o primeiro que tem de saber é o Sporting.
R – Falou pessoalmente com o jogador durante este período?
FSF – Não. Não tenho por costume ter conversas pessoais com os jogadores, sem ser cumprimentá-los e falar com eles uma ou duas vezes durante o ano, quando o faço em conjunto, como sucedeu recentemente.
R – Porque sentiu essa necessidade de ir ao balneário falar com o grupo?
FSF – Porque a equipa estava a sofrer de elevados níveis de ansiedade, sem razões para ter de passar por isso.
Ódios de estimação:
RECORD – Considerava Rui Meireles e Carlos Queiroz seus amigos?
FILIPE SOARES FRANCO – Nem um, nem outro. O dr. Rui Meireles nunca foi meu amigo, apenas uma pessoa que conheci dentro do Sporting e que aprendi a respeitar como profissional. Sempre tive consideração por ele e manifestei isso quando saiu. Enquanto esteve ao serviço do Sporting, prestou serviços relevantes ao clube. O assunto Carlos Queiroz é um assunto que não gostava de comentar? Mas devo dizer com objectividade que não o conheço de lado nenhum. Se calhar cumprimentei-o três ou quatro vezes na minha vida. Não é meu amigo. Nem sequer conhecido.
R – Considera normal a reacção de Alex Ferguson?
FSF – Não vou comentar mais nenhuma reacção seja de quem for sobre essa matéria, que foi demasiadamente empolada para a importância que teve. Tenho a consciência daquilo que disse e quando disse. Não fiz mais do que dois comentários breves e curtos.
R – Mas como reage ao pedido de retratação de Alex Ferguson?
FSF - Já disse o que tinha a dizer sobre essa matéria.
R – Sente-se triste por ver o Sá Pinto a defender o Iordanov?
FSF – Nada. Tanto o Sà Pinto como o Oceano têm o direito de defender o Iordanov mas acho que ambos deviam conhecer em detalhe o problema para poderem ser testemunhas abonatórias. E, assim, teriam de conhecer as duas versões. Nem um nem outro pediram ao Sporting qualquer esclarecimento sobre a situação do Iordanov para poderem fazer um juízo de valor sobre o assunto. Mas, pelas declarações públicas que fizeram, parece-me que queriam que o Sporting chegasse a um entendimento com o Iordanov?
R – O Iordanov diz que é no local, no dia e na hora que o Sporting quiser. Reiterou-o muito recentemente?
FSF – Eu sei. Mas ainda nenhum jornal relatou exactamente aquilo que eu disse sobre a situação do Iordanov. Há obrigações entre partes: as formais e institucionais e as de índole moral ou comportamental. O Sporting deu a mão ao Iordanov. Não se desaparece durante quatro meses sem um telefonema a dizer se está na Roménia ou na Grécia. Não duvido um mílimetro que se esteve a tratar mas censuro a conduta. Esse comportamento não pode acontecer entre pessoas e entidades que se querem relacionar a bem. Sou o actual presidente do Sporting e não tenho de fazer juízos de valor sobre o passado.
R – Mas o Sporting pode ser obrigado a realizar o jogo de homenagem ?
FSF – O Sporting honrará qualquer decisão que o Tribunal tome sobre essa matéria. Não me sinto com conhecimentos de causa para fazer juízos sobre essa matéria. Não tenho problema nenhum nem com o Iordanov, nem com o Oceano, nem com o Sá Pinto, nem institucional nem pessoal. Só tenho factos relatados em cima de uma mesa e perante isso achei por bem que era melhor ir a Tribunal.
Paulo Bento, Carlos Freitas e Pedro Barbosa e o Sporting é no 7º piso:
RECORD – No final do jogo com a U. Leiria, Paulo Bento viu pela primeira vez lenços brancos e houve contestação aberta. Isso não o fez vacilar na intenção de mantê-lo e tentar torná-lo no Alex Ferguson do futebol português?
FILIPE SOARES FRANCO – Eu, no jogo com o Louletano, também fui ofendido pelas claques e não pensei em demitir-me do Sporting. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
R – Mantém confiança plena em Paulo Bento. É isso que está a dizer?
FSF – Permitam-me que responda assim: nem respondo à vossa pergunta.
R – Subscreve todos os actos de disciplina da equipa que o treinador tem assumido?
FSF – Até hoje todos. E mesmo as opções que ele tem tomado em prol do lançamento dos jovens no plantel. Agora, o que é preciso é a massa associativa do Sporting perceber que nós temos um projecto a prazo, corporizado na formação, apostando nos jovens para fazer uma grande equipa. Isto, às vezes, demora mais tempo do que nós queremos, exactamente porque eles são jovens.
R –Esse momento de contestação de que falamos em relação a Paulo Bento atingiu de forma mais ampla e contínua o administrador Carlos Freitas. No contexto de toda a polémica, o prémio de 86 mil euros por sucesso desportivo parece-lhe normal, numa campanha em que o Sporting só ganhou a Taça?
FSF - Foi transmitido à CMVM, está no relatório e contas do Sporting. 86 mil euros comparativamente com os prémios que são atribuídos pelos nossos concorrentes, correria o risco de dizer que é quase ridículo. Ganhámos uma Taça de Portugal e fomos apurados para a Liga dos Campeões. O Carlos Freitas recebeu um prémio, tal e qual como recebeu a equipa técnica, tal e qual como recebeu ou pode receber o director de futebol e como recebe toda a equipa de futebol. Os prémios estão estipulados em função do êxito. Quando há receitas adicionais, eles têm prémio, quando não as há, não têm direito a prémio.
R - Qual é a importância do Carlos Freitas e do Pedro Barbosa na estrutura do futebol do Sporting?
FSF - Se foram contratados é porque têm importância. O Carlos Freitas está há muitos anos no Sporting. Já fez muitas omeletas com muito poucos ovos, já teve de inventar alguns ovos, já fez óptimas omeletas, médias e más omeletas. Isso acontece a todos. Os terceiros que apreciam o trabalho de Carlos Freitas dizem exactamente isso. Nós, dentro da administração do Sporting, temos um enorme apreço pelo trabalho que ele desenvolve. O público em geral não se apercebe por vezes do trabalho que ele faz. Pensam que ele só compra e vende jogadores, que vai ao supermercado e compra e vende jogadores. Ele é um verdadeiro gestor de activos e nessa função tem de fazer muito mais do que comprar e vender. Tem de acompanhar e integrar esses jogadores, gerir as suas carreiras e acompanhá-los, até no campo psicológico. O tempo consumido, independentemente de ter de fazer, igualmente, prospecção, contactos com os empresários e todo o resto do trabalho, é ciclópico. É preciso compreender bem qual é a função e considero que mesmo no Sporting não é, em geral, bem compreendida, tal como entre a própria imprensa.
R - No Sporting? Também a nível de organização?
FSF – Não. Estou a falar em termos de adeptos, mas posso dizer que muitas vezes há algum desconhecimento entre alguns membros dos órgãos sociais do clube acerca do contudo funcional do trabalho de Carlos Freitas.
R - Ficou aliviado pelo facto de ele ter optado por ficar no Sporting após o auto-imposto período de reflexão? Seria um problema?
FSF – Não era um problema. Há frases feitas que não deixam de ter o seu fundo de verdade, como as que dizem que “numa organização só faz falta quem está” e que “os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis”. Com isto só quero dizer que independentemente da valia e da falta que as pessoas possam fazer numa organização, esta tem de reagir pela positiva quando tem problemas. Ninguém quer ter uma pessoa contrariada, porque deixa de ser um activo para passar a ser um passivo, porque é uma pessoa desmotivada que não cumpre bem a missão e, por isso, só pode trazer problemas e não alegrias. É muito importante saber resolver esses problemas mais cedo do que mais tarde. Garanto, no entanto, que na altura em que ele decidiu permanecer fiquei contente. Trata-se de um activo que faz falta ao clube. Obviamente que se ele quisesse sair, não era eu que o ia impedir.
R – Admite, porém, que ele é avaliado pelos resultados desportivos?
FSF – Tal e qual como eu. Nem mais nem menos. O Carlos Freitas tem uma função para cumprir dentro de determinadas regras e pressupostos que não é ele que dita. É o Conselho de Administração da SAD que os dá. Nem sempre pode fazer tudo o que quer, nem como ele quer, nem trazer ou vender pelo Sporting como ele quer. São necessários consensos e é preciso que as pessoas percebem que ele não é responsável total e absoluto, é sim responsável dentro do quadro e do enquadramento das funções que pode exercer.
R – Falou em omeletas. Considera que ele fez uma boa omeleta esta época?
FSF – Claro que sim. O Sporting investiu 7 milhões de euros. Entre reforços, pagamentos de empréstimos e de passes gastou essa verba. Está contabilizado.
R - Era o ‘plaffond’ que existia?
FSF - Não.
R – No início da época falou-se em 9 milhões de euros. Isso quer dizer que sobram 2 milhões para Janeiro?
FSF – Isso são vocês que estão a deduzir.
R – É a tal almofada para reforços?
FSF – O montante da almofada não vem só daí.
R - Ainda em relação a Carlos Freitas, uma das críticas que ficou da polémica com Carlos Queiroz foi que o Sporting faria contratações por catálogo. Não é assim?
FSF - Se tirarem Queiroz da pergunta, eu respondo?
R - É que foi a última pessoa a utilizar?
FSF - ?Mas eu não respondo ao Carlos Queiroz.
R - Não respondeu, há pouco, à importância que o Pedro Barbosa tem na estrutura do futebol. O que faz o ex-capitão?
FSF - Tem uma importância fulcral dentro da estrutura. É o director do futebol, que acompanha o Paulo Bento, que organiza toda a logística do clube dando apoio ao Eurico Gomes. Tem também alguns contactos com os jogadores e está permanentemente presente no dia-a-dia do futebol. Está no Sporting há cerca de um ano e tem um espaço enorme para progredir. Pode ser um belíssimo dirigente do futebol do Sporting.
R – Pode ser como o Rui Costa no Benfica, ou seja, pode ser futuro presidente do Sporting, tal como Luís Filipe Vieira disse de Rui Costa no Benfica?
FSF – Não sou o presidente do Benfica, não indigito sucessores, porque isto não é uma monarquia e não me pronuncio sobre essa matéria. O ser um excelente profissional não quer necessariamente dizer que tenha capacidade para ser um excelente presidente do Sporting. São duas coisas diferentes.
R – Pensa nele apenas e só como futuro dirigente do futebol ou pode englobar uma função mais abrangente no Sporting?
FSF - Pode evoluir. O campo de progressão de uma pessoa é quase ilimitado. Eu quando tinha a idade do Pedro Barbosa era director da Vista Alegre ligado à área da exportação e, hoje em dia, tenho uma actividade própria e dei um salto qualitativo de director para gestor e de gestor para empresário. A margem de progressão depende da energia, da força de vontade, das competências e da dedicação das pessoas.
R – Por falar em presidência, admite recandidatar-se?
FSF – Nunca falei sobre isso. É muito que cedo para tratar dessa questão. A vida de presidente do Sporting nem sempre é totalmente compatível com alguém que tem uma vida profissional intensa e com alguém que considera para si próprio que merece de ter um pouco de vida própria. Costumo dizer, por graça, que à segunda, quarta e sexta gosto de ser presidente do Sporting, às quintas, terças e sábados não gosto e no domingo depende do resultado do jogo. É uma boa forma de caricaturar... Devo dizer que gosto imenso de ser presidente do Sporting. Tenho grande motivação para cumprir esta missão e vou, seguramente, cumprir esta missão até ao fim. Só quando chegar perto do fim farei uma avaliação, primeiro sobre o meu desempenho e, depois, sobre a necessidade e vontade que os sportinguistas tenham de que continue. E da minha própria motivação para continuar. Mas estamos ainda longe, muito longe...
R – Se não avançar, considera que há soluções credíveis?
FSF – Não tenho que achar ou deixar de achar. Isto não é um reinado. Não apontamos delfins. Nessa altura, que apareçam os candidatos que têm de surgir. Devo dizer que uma das coisas que gostava era que o Sporting, como o dirigismo em geral no país, fosse revitalizado. É preciso uma nova geração que se interesse por estas causas. A vida competitiva que existe em Portugal por vezes não permite que as pessoas tenham tempo para dedicar a estas causas. Há muitos interesses que apareceram na sociedade e que levam as pessoas a fugir destas funções. De certa maneira, é preocupante? O Sporting tem tido uma cultura que não sei se no futuro será boa – os órgãos sociais, nomeadamente o Conselho Directivo, não é remunerado e, portanto, o presidente do Sporting é não remunerado. E perde muito tempo no clube. Hoje sou muito criticado por ter dito uma vez que dedicava uma hora por dia ao clube. Vou ser completamente claro: trabalho no 6.º andar e o Sporting é no 7.º. Portanto, as horas que dedico ao Sporting confundem-se. Estou a erguer um projecto empresarial onde tenho alguns milhares de pessoas que dependem de mim e precisam de ter a minha confiança e atenção. Portanto, não podem perceber que o Sporting é a minha primeira prioridade. O Sporting não é minha primeira prioridade em termos de vida. Agora, dedico ao Sporting todo o tempo que precisa e dedico às minhas empresas todo o tempo que elas necessitam. Tenho feito tudo isto abdicando do tempo que reservo para mim próprio, para a minha família, para os meus filhos e para a minha vida pessoal. Chego a passar semanas e semanas – e quando digo isto não é exagero – sem ter um único dia para mim. Isto não é sustentável por muitos anos?
R – Os problemas com a Câmara poderiam fazê-lo abdicar mais facilmente da presidência do Sporting?
FSF – Não. Mais facilmente continuarei a bater com a cabeça na parede até acabar o mandato.
A falta de símbolos no Clube:
Há espaço no Sporting para Sá Pinto? Chegou a fazer-lhe uma proposta?
FSF – Hoje em dia, dentro da SAD do Sporting, no lugar onde penso que o Sá Pinto se revê, com a estrutura e modelo que temos do negócio, não há espaço. Não podemos criar empregos só pelo facto das pessoas serem uma referência do Sporting e Sá Pinto é, sem dúvida, uma referência do clube. Na altura em que decidiu ir jogar para o Standard de Liége, foi-lhe oferecido um lugar dentro da estrutura do futebol profissional, que ele entendeu não aceitar, porque ainda queria prolongar a sua carreira de jogador. Foi isso, pelo menos, que nos transmitiu. Eu penso que tem muito a ver com a forma como acabou a época no Sporting. Estou a exprimir o que me vai na alma e nunca falei com o Sá Pinto sobre essa matéria, mas foi, para mim, uma reacção mais emocional do que racional.
R - Nessa altura, aconselhou-o a formar-se e a valorizar-se, dando-lhe esperanças de regresso. Ele está a formar-se, provavelmente, com esse objectivo?
FSF –É preciso haver oportunidade, mas os comboios não passam muitas vezes pela mesma estação. Por isso, para se ter uma oportunidade também é preciso saber apanhar o comboio quando este está a andar.
R - Não há lugar para Sá Pinto em termos de organização ou em função das pessoas que estão actualmente na estrutura?
FSF - O Sporting não tem lugares em função das pessoas e não cria lugares para pessoas. Tem um modelo organizativo que está publicado e é escrito desde o tempo do Dr. José Eduardo Bettencourt e é actualizado todos os anos. Foi, no ano passado, num encontro na Beloura e este ano voltará a sê-lo, nos princípios de Janeiro, na Academia com toda a estrutura do futebol e formação profissional. Daí nascem os modelos organizativos e a forma como nos queremos estruturar e preparar para o futuro.
R – Está prevista alguma mudança de fundo em termos de organização?
FSF – Estes encontros são modelos de reflexão. Há sempre propostas de alterações ao modelo organizativo. Posteriormente, vê-se se são aprovados ou não em função do debate, que é participativo.
R - Qual é a importância e contributo de Tomaz Morais nessas reuniões, sabendo-se que ele tem uma relação próxima com Paulo Bento?
FSF – O Tomaz Morais teve um acordo com o Sporting em que fundamentalmente organizou esses encontros, não só dos modelos organizativos como da componente psicológica e motivacional. Infelizmente, por compromissos que teve relativamente ao râguebi e à ida de Portugal ao Mundial e a problemas familiares, ao longo desta época não tem sido possível contar com a colaboração dele. Nesta altura, não há nenhum vínculo com ele.
R - Gostava de o ter como quadro do Sporting, sem ter de dispensá-lo à selecção de râguebi?
FSF - Nesta altura e pela forma como evoluiu a estrutura organizativa não sei se, tal como Sá Pinto, há cabimento para haver emprego em ‘full-time’ para uma pessoa com as qualidades e competências do Tomaz Morais. Mas podia haver uma plataforma para uma colaboração entre o Tomaz Morais e o Sporting.
Passivo, Cardozo e a CML:
RECORD – O que leva Rui Meireles, ex-director financeiro do clube que conhecia e conhece a realidade do Sporting, dizer que a venda de património não tinha abatido passivo?
FILIPE SOARES FRANCO – Tem de lhe perguntar a ele, não me pode perguntar a mim.
R – Mas se é tão claro, o que é que pode levar a essa dúvida?
FSF – É completamente claro e transparente! Não tenho nenhuma dúvida sobre aquilo que estou a dizer e o dr. Rui Meireles também não, porque foi ele que passou o cheque no dia a seguir. Ele sabe que amortizou 28.5 milhões do Project Finance e que 16.5 milhões foram para abater o défice de tesouraria, até porque ele confirmou na própria entrevista que havia um défice de tesouraria. Isso ele confirma?
R –O Sporting continua a ter défice de tesouraria? De quanto?
FSF – Tem. Tem? Vamos fazer as contas assim, para você perceber. Se o Sporting tivesse mantido o endividamento que tinha – 270 milhões de euros – à taxa de juro actual, isso é que era bom! Eu faço todos os empréstimos a 4,5 por cento, que é a Euribor. Em cima disso há o ‘spread’, que é o que os bancos aplicam? Agora, a Euribor está a 4,78 ou 4,79 e, em cima disso, há 2 por cento de ‘spread’ e o imposto de selo. Dá 7. Multiplique 7 por 270 milhões de euros e faça-lhe a conta? 19 milhões de euros de serviço de dívida, fora aquilo que tem que amortizar. Isso é só custo. A tesouraria é o que faz o desembolso e nós temos de desembolsar. E, no Project Finance, o Sporting é obrigado a pagar 27 milhões de euros se não conseguir renegociar a sua dívida. Ora, 27 milhões é mais de metade do total das receitas do Sporting. Portanto, enquanto o Sporting não conseguir reformular o seu refinanciamento terá sempre défice de tesouraria. O dr. Rui Meireles não deu novidade a ninguém, nem a ele próprio. O que fez foi, sabendo de tudo isto, mandar uma mensagem preocupante para os sócios. Só temos, salvo o erro, e não lhe quero mentir, 230 e tal milhões de euros de passivo. Tínhamos 270 milhões antes do património? Obviamente que temos défice de tesouraria mas porque existem desembolsos para fazer.
R – Está há uma ano e meio na presidência do Sporting e a um ano e meio de sair. Nestes 18 meses vai ter de renegociar essa dívida?
FSF – Estamos a renegociar essa dívida.
R – Esse processo vai ficar concluído até ao final do seu mandato?
FSF – Espero que sim!
R – Mas se não renegociar vai continuar a ter défice na tesouraria?
FSF – Sinceramente, espero que consiga! Mas as condições em que operamos não têm ajudado muito. E sabe porquê? Não é por falta de vontade e de iniciativa do Sporting. Dos dois bancos financiadores, infelizmente para todos, um tem passado por grande perturbação interna que não tem facilitado nada o processo de decisão. Isto dificulta muito os ‘timings’. Mesmo assim, acredito que vamos conseguir porque já conseguimos sensibilizar o BCP para a necessidade da reformulação.
R – O seu objectivo era chegar aos 150 milhões num ano?
FSF – Entre os 150 e os 170 milhões?
R – E está nos 200 milhões, com a Câmara?
FSF – Estamos em cerca de 230, mas espero que, em breve, a Câmara aprove o interface e o processo do loteamento. O protocolo com a Câmara diz que é em Março, portanto até Março. Se isso se concretizar, o endividamento baixará substancialmente e andará entre os 200 e os 210 milhões. A partir daí, temos de fazer uma operação que está na reestruturação da dívida, para baixar o passivo para os 150/160 milhões.
R – Aí será só engenharia financeira? O ‘naming’ do estádio, que chegou a ser opção, não é hipótese neste momento?
FSF – O estádio tem um ‘naming’: Estádio José Alvalade. Isso seria fazer mais uma rotura total com o passado, porque é tirar o nome do fundador e junta-lo a uma entidade que possa patrocinar... Para isso, é preciso que, culturalmente, o Sporting esteja preparado e não sei se está. Eu, pelo menos, não sinto que esteja. E ainda vai demorar algum tempo a mudar um conjunto de mentalidades, no fenómeno desportivo e associativo, não só no Sporting mas também noutros clubes.
R – Isso aplica-se também à alienação de acções da SAD? Chegou a dizer que era preciso mudar mentalidades?
FSF – Eu não disse que era a alienação. Eu disse que não era necessário ter a maioria de uma SAD para ter o domínio da SAD. São duas coisas completamente diferentes.
R – Estamos a falar do aumento do capital social da SAD?
FSF – Não estamos a falar de aumento de capital nenhum, eu não posso falar sobre o aumento de capital ?
R – Mas disse, no início da entrevista, que íamos falar de tudo?
FSF – ?
R – Um dos seus objectivos não era alienar 27 por cento do capital da SAD?
FSF – Até ficar com 51. Isso faz parte do plano de redução do passivo, mas não posso dizer nada sobre isso.
R – Não se pode, pelo menos, saber se já existem parceiros definidos?
FSF – Não posso falar sobre essa matéria.
R – E quando é que vai poder falar?
FSF – Quando estiver fechado. E comunicado à CMVM.
R – Quer dizer que já encontrou parceiros?
FSF – Não quer dizer nada. E não posso fechar isto sem ter o acordo dos bancos. O que tenho de dizer aos bancos é que chego aos 150 milhões de uma maneira? certo? E, depois, vamos partir dos 150 milhões. Portanto, primeiro tenho de fechar esta equação para depois chegar lá e vender isto. Só depois posso. Até lá não!
R – Porque é que em Dezembro de 2006 disse que a dívida chegaria aos 150 milhões em Junho de 2007? E porque é que houve esse atraso?
FSF – Facílimo! Tínhamos 50 milhões da venda de património, mais 30/35 dos projectos imobiliários. Isto faz 85 milhões. Se tivéssemos concretizado tudo isto na altura que disse, não tínhamos sofrido o desgaste da dívida financeira até hoje e não tínhamos sido penalizados pelo contínuo crescimento das taxas de juro. Depois, derrapámos também com a venda do património, porque primeiro foi chumbado. Só me deixaram vender sete ou oito meses depois? Tudo isto custou uma pipa de massa! A venda deste património deve somar qualquer coisa como 40 milhões. Se você puser, fazendo uma taxa média de 6 por cento, 30 milhões a 6 por cento, dá 1,8 milhões por ano. Se não forem 32 e forem 30, ponha-lhe 2 milhões? Passaram sete anos, faz 14 milhões sem a capitalização de juro. Se o fizer dá uns 16 milhões. Se lhe tirar os primeiros dois anos, que era o normal o projecto demorar na câmara até ser aprovado, temos, só de prejuízo directo, 13 ou 14 milhões de euros.
R – Isso é em relação à Câmara?
FSF – Não, não é em relação à Câmara. Isto são as razões pelas quais o Sporting não pode comprar o Cardozo. É importante a massa associativa perceber isto, e não estou a fazer censura aos outros clubes, atenção! Mas o FC Porto teve uma situação excepcional: o Plano de Pormenor das Antas foi aprovado em situações fantásticas e a Academia ou o centro de treinos foi dado. Não teve que investir. Portanto, o endividamento do FC Porto comparado com o do Sporting é comparar a estrada da Beira com a beira da estrada. E em relação ao Benfica? Fez os mesmos protocolos que nós com a Câmara mas recebeu-os em 2003. Antes do Euro. Foram lá e bancaram tudo. E, na altura em que falei da questão do pavilhão, o presidente do Benfica diz: ‘Vou estar atento se a Câmara der mais um euro ao Sporting do que ao Benfica’. Mas o Sporting, relativamente ao Benfica, já leva uma desvantagem de 12 milhões de euros por causa da derrapagem dos projectos na Câmara?
R – Mas, quando se candidatou, não acreditava que, nesta altura, já teria conseguido sanear as contas?
FSF – Acreditava! Mas passava-lhe pela cabeça que, em termos políticos, houvesse algum partido na Câmara de Lisboa, depois de o Sporting ter feito o que fez por Lisboa para o Euro’2004, ter sido o primeiro clube a fazer o seu estádio, ter sido o primeiro clube a fazer uma Academia, ter sido o primeiro clube a reformular e a reestruturar uma zona urbana que estava completamente degradada, ao fim de sete anos ainda não ter os seus projectos aprovados na Câmara? Passava-lhe pela cabeça que primeiro fosse o PS a não querer votar e agora é o PSD que umas vezes vota contra e outras vezes a favor? A mim não! Partidos que aprovaram tudo, na Câmara, no executivo, na Assembleia Municipal, que ratificaram protocolos, uma, duas, três, quatro vezes? Com uma instituição de utilidade pública, com tudo o que o Sporting já deu à cidade de Lisboa, não me passava pela cabeça?
R – E já lhe passou pela cabeça tomar uma medida radical em relação à Câmara?
FSF – Não sou capaz? Por uma questão de educação e formação não sou capaz? E às vezes tenho pena de não ser capaz? Já pensei várias vezes que não devo ser presidente do Sporting porque, enquanto for, não consigo alterar os meus padrões de conduta, a minha postura, os meus princípios e os meus valores. Agora, este país muitas vezes não está formatado para quem tem os meus padrões de conduta.
R – Acha que essa atitude faz mal ao Sporting?
FSF – Acho. Acho mesmo que faço mal ao Sporting. Se olhasse para a vida de outra maneira já tinha, pelo menos, agitado muito mais os problemas do que agitei.
R – Sente que há má vontade política contra o presidente do Sporting?
FSF – Não. Sinto que os interesses políticos se sobrepõem, muitas vezes, aos compromissos que as pessoas assumem.
R – Não querendo meter consigo, tem mesmo azar?
FSF – ?
R – Mas tem mesmo. Quer renegociar a dívida com a banca e o banco atravessa problemas. Deseja ver os projectos imobiliários aprovados e os elementos da Câmara não se entendem. Há eleições e de aprovação nada? Isto é muito azar?
FSF – Não. Tive mais azar ainda logo no princípio, não foi aí? Tive uma campanha do António Dias da Cunha a dizer que eu não devia vender património?
R – Era a posição do antigo presidente do Sporting?
FSF – ...
R – Houve mesmo uma tentativa deliberada de fazer cair Dias da Cunha?
FSF – Graças a Deus, tenho perfeitamente documentada e escrita a altura em que saí da administração da SAD e porque saí. Tenho a consciência totalmente tranquila sobre isso. E sei que disse na altura que gostava que ele fosse o presidente do centenário do Sporting. Portanto, não tenho qualquer problema sobre essa matéria.
R – Mas saiu das sociedades ?
FSF – Se estiver frontalmente contra um conjunto de decisões, se acha que vão prejudicar o futuro dessa mesma sociedade e se não tem capacidade de inverter essas decisões, a única coisa que pode pedir é que não o façam ser solidário com isso.
R – Mas não quer revelar essas decisões?
FSF – Se quisesse, tinha-o feito na altura. Mas o dr. Rui Meireles sabe. Garanto-lhes que sabe. Se ele quis dizer o que disse a responsabilidade é dele mas que ele sabe, sabe.
R – Qual é o passivo consolidado do Sporting?
FSF – À volta de 230 milhões de euros.
R – E como é que se chega a este passivo?
FSF – Os investimentos que o Sporting fez andaram à volta de 190 milhões de euros. Na Academia, no estádio, no Holmes Place, na clínica, no Alvalaxia? Houve projectos imobiliários que vendemos em conjunto como o Holmes Place, a Clínica CUF, o Alvaláxia e a sede. Projectos que, em termos de caixa, davam prejuízo ao Sporting. Fundamentalmente porque o Alvaláxia perdia dinheiro. O consolidado disto era um prejuízo acumulado ao longo dos anos. O arrastamento dos projectos da Câmara já nos custou 14 milhões de euros e nos primeiros anos a SAD perdeu muito dinheiro.
R – Se era para perder dinheiro porque é que se fez o projecto imobiliário?
FSF – Quando chega a um cruzamento tem sempre várias opções. Não conheço tudo em pormenor mas o projecto empresarial que o Sporting tinha e pôs no papel na altura em que constituiu a SAD – e que passava por uma empresa multimédia, um projecto de franchising e por estes projectos imobiliários – era rentável. Não consigo ir recuperar hoje os documentos que estiveram nessa origem mas o merchandising renderia hoje ao Sporting cerca de cinco milhões de euros por ano. O projecto multimédia rende zero e era para valer muito dinheiro pois íamos vender os conteúdos e uma série de coisas, coisas da economia não real que havia na altura. Mas a nova economia foi um flop em todos os mercados, países e continentes. A base de sustentação era essa e tudo isso aconteceu no Mundo. O projecto imobiliário assentava em dois projectos sólidos: o Holmes Place, que se veio a verificar que era; e a clínica CUF, que rendia muito menos porque não tivemos fundos para a acabar e foram eles que terminaram. Já o centro comercial foi feito por causa do Euro 2004 – o estádio era para ter para 40 mil lugares e um pavilhão. Hoje em dia, nem temos um estádio com 40 mil lugares nem um pavilhão. Hoje, um estádio de 40 mil lugares serviria perfeitamente os interesses do Sporting e era excelente que tivéssemos um pavilhão? Mas isso não censuro. De todo! Estou a constatar factos e eu não censuro as opções tomadas porque, quando foram feitas, tinham fundamento. Essa coisa de acertar no totobola à segunda-feira é porreira, mas ninguém sabe o futuro. Os dirigentes do Sporting eram pessoas superiormente inteligentes, com boas visões estratégicas. O dr. José Roquette já fez empresarialmente coisas muito melhores do que eu. Não creio que não acreditasse na visão que estava a ter do negócio. E quando decidiu, fe-lo bem. O único erro que foi cometido foi passar o estádio dos 40 para os 50 mil lugares porque está provado hoje em dia que não se constrói um centro comercial sem ter um operador na mão. É exactamente como fazer um hotel: se quer vender um hotel já necessita ter a cadeia garantida. Acabámos por ter de ser nós a explorar o centro comercial?
R – Em termos práticos quanto é que o Sporting perdeu?
FSF – 50 milhões de euros, contas redondas.
R – Considera que há má vontade?
FSF – Não. É jogo político. Não é incompetência política. É jogo político puro.
R – Mas porque é que o Sporting não toma uma posição de força?
FSF – Porque o Sporting tem um mau presidente. Tem um mau presidente para defender essas causas, porque se eu fosse?
R – Quais são os princípios que um presidente deve ter para essas causas irem para a frente?
FSF – Maus princípios de conduta.
R – Existe concorrência desleal?
FSF – Se quiser exercer pressão política séria e se quiser utilizar uma instituição de utilidade pública como o Sporting como arma, com a capacidade de mobilização que o Sporting tem, e fazer disto uma arma de arremesso político, consegue. Mas comigo não! Garanto-lhes que um presidente do Sporting, no dia em que sentir que a Câmara o está deliberadamente prejudicar, se quiser mobilizar uma manifestação em frente aos Paços do Concelho, organiza à vontade!
R – Já pensou nessa hipótese?
FSF – Não consigo. Não faço isso porque não corresponde à minha forma de estar na vida. As coisas têm de ser resolvidas pelas entidades competentes, com princípios e valores de bem. É bom que na vida não seja preciso socorrermo-nos destas armas para resolvermos aquilo que nos devem e que devem resolver. Não vou utilizar essas armas.
R – É uma pessoa desiludida com os políticos em Portugal?
FSF – Não se pode generalizar. Não sou um desiludido com os políticos em Portugal. Sou um desiludido com alguns políticos?
R – ?Com os da Câmara de Lisboa?
FSF – Não tenho razões de queixa de nenhum dos presidentes da Câmara ao longo do processo de loteamento. Todos se portaram impecavelmente bem. De qualquer modo, eles são presidentes da Câmara, não são um partido que está dentro da Câmara. Mas tive algumas desilusões com o PS e com o PSD
R – O que é que já foi feito em termos de reorganização empresarial do Sporting?
FSF – O Sporting tinha quatro directores-gerais, hoje tem um. Tinha mais cerca de 30 funcionários e uma série de actividades, nomeadamente na área da comunicação, que eram negativas e que hoje estão equilibradas. Tinha também um sistema informático que não funcionava e que está em vias de corresponder às necessidades que o clube tem.
R – Quanto é que esta estrutura custa menos do que a anterior?
FSF – 1.1 milhões de euros por ano.
R – Quando é que espera que o Sporting fique financeiramente estável?
FSF – Espero que, até Junho, o Sporting fique financeiramente estável. Espero? Mas isso não depende de mim. Nós fizemos tudo! Comprometi-me a vender o património, vendi; comprometi-me a lutar para que os projectos imobiliários fossem aprovados e estão a ser; comprometi-me a reestruturar e reorganizar o Sporting, já o fiz; falta-me agora concretizar dois projectos: fechar o problema financeiro do Sporting e propor a construção de um pavilhão.
R – Falou nos 230 milhões de passivo. Tem alguma meta para o eliminar?
FSF – Até Junho de 2008, espero reduzir para os 150/160 milhões de euros.
R – E eliminá-lo na totalidade?
FSF – Isso é uma equação surreal – há sempre um montante de dívida que se consegue suportar e, depois, porque o património tem sempre o seu valor. Não serve para nada estar a pagar impostos em vez de juros. O dinheiro vai sempre para o mesmo lado. É preferível não fazer o esforço financeiro de alavancar a actividade para pagar endividamento e canalizar esse esforço para uma equipa mais competitiva e que obtenha melhores resultados.
Racionalismos vs ecletismos:
R – As modalidades do Sporting estão em perigo?
FSF – Não! O problema não está aí. O problema está no que os sportinguistas querem que o Sporting seja. Entre 80/90 por cento das receitas que o Sporting gera estão ligadas ao futebol. Só há uma margem de 10/15 por cento que estão ligadas às modalidades. Não só às modalidadas mas ao universo do Sporting. Depois, o clube tem uma série de outros custos para suportar: o museu que custa dinheiro, a estrutura do Conselho Directivo, relações públicas, secretárias? Tem também uma estrutura de núcleos... O que acontece é que as modalidades, no seu todo, não dão dinheiro, dão prejuízo. A partir daqui passa por uma decisão dos sportinguistas. A especialização implica rentabilização e o Sporting não pode ter modalidades de alta competição se não forem rentáveis, porque significa que estamos a tirar dinheiro bom para colocar em cima de problemas. Não consigo resolver nenhum problema mandando dinheiro bom para cima do problema. Isso é escamotear o problema! O Sporting perdia, em média, 10 milhões de euros por ano em média.
R – Isso era devido às modalidades?
FSF – Era devido à estrutura que tinha. Não tinha feito o novo estádio, não tinha uma Academia, não tinha feito os investimentos que fez. Não digo que vou acabar com o ecletismo, mas também não vou decidir sobre essa matéria. A alta competição no Sporting tem de ser para competir e ganhar. Ou se tem alta competição para competir e para ganhar – e deve-se ter –, e elas têm ou devem ser autosustentáveis, ou senão o que é que estamos a fazer: a tirar dinheiro da formação para pôr nessas modalidades, a tirar dinheiro do futebol profissional para pôr nessas modalidades, a tirar dinheiro da quotização para pôr nessas modalidades? No fundo, é mandar dinheiro para cima de um problema. Depois, temos outro tipo de modalidades, as modalidades onde temos competição e praticantes como a ginástica, a natação ou o karaté.
R – Essas são autosustentáveis?
FSF – Essas são “superhabitárias”. Os praticantes pagam. O Sporting, quando nasceu, foi fundado para fomentar o desporto, para ter praticantes. Não nasceu para ter atletas profissionais. Agora, é uma equação que eu não vou decidir?
R – Mas pretende fazer um referendo sobre as modalidades?
FSF – Não!
R – Mas então como é que os sportinguistas vão decidir?
FSF – No dia em que tiver o clube devidamente estruturado, vou apresentar as contas a todas aos sportinguistas numa Assembleia Geral e eles vão saber directamente o que cada uma custa. A partir daí, vão começar a formular uma opinião?
R – Existe alguma modalidade de alta competição que se autosustente?
FSF –Não, nem o próprio futsal.
R – Qual a solução?
FSF – O futsal está a caminho do equilíbrio. Mas há uma modalidade que o Sporting não vai acabar seguramente nunca, que é o atletismo.
R – O Sporting já fez um apelo ao Governo referente ao atletismo. Como é que está essa situação?
FSF – O Sporting é o clube que até mais medalhas deu a Portugal no atletismo. Cinquenta por cento das vezes que estes atletas correm, competem com a camisola da Selecção Nacional e são pagos pelo Sporting e não pela Selecção. O Governo tem um papel fundamental no fomento e na dinamização do atletismo de alta competição no país. É completamente inaceitável que não tenhamos Em Lisboa uma pista coberta. Com os campeões que temos produzido em pista coberta nas várias modalidades, é inaceitável que o Governo não possa sacrificar do meio dos seus orçamentos 15 ou 20 milhões de euros para fazer uma pista coberta. As medalhas que Portugal ganhou em pista coberta valem muito mais do que os 15 milhões de euros de investimento que depois pode ser autosustentado.
R – Há uma dívida moral relativamente ao atletismo do Sporting?
FSF – Sim. O Governo tem essa dívida moral, que nunca conseguirá pagar. Nem que faça hoje uma pista coberta em Lisboa!
R – O Sporting também tem uma dívida moral com a história e tradição do hóquei em patins no clube?
FSF – Como podia ter com o ciclismo? Mas o Sporting tem hóquei em patins de formação, não tem de competição mas tem de formação.
R – Como é que se entende que João Lagos, conhecido sportinguista, patrocine a equipa de ciclismo do Benfica e não do Sporting?
FSF – Porque os projectos empresariais não se decidem em função da cor da camisola. Decidem-se em função dos projectos que são apresentados. O Sporting não apresentou ao João Lagos nenhum projecto de ciclismo.
R – Porquê? Não considera que poderia ser rentável?
FSF – Não sei se pode ser rentável ou não. Não tenho as contas do Benfica. Duvido que o projecto de ciclismo do Benfica seja rentável, mas admito que até possa ser. O ciclismo é uma modalidade extremamente popular e se o Sporting pudesse encarar algum dia o ciclismo como modalidade devia fazê-lo. É preciso alguém dentro do Sporting que possa pilotar esse projecto, levar esse projecto para a frente. O ciclismo leva o Sporting a todos os pontos de Portugal. A Volta a Portugal tem grande popularidade. Pude assistir a duas etapas na última edição e fiquei fascinado, mas nesta altura não temos nenhuma estrutura interna para respondermos a esse tipo de desafio. Enquanto não sentir o Sporting financeiramente estável não avanço para mais desafios que possam pôr em risco a estabilidade financeira do clube.
Alianças com Porto, Benfica, análise do Apito Dourado e Vitor Pereira:
RECORD – Como estão as relações do Sporting com o Benfica e com o FC Porto?
FILIPE SOARES FRANCO – As relações com todos os clubes, à excepção do Nacional, são relações institucionalmente correctas e saudáveis.
R – Normalmente, nunca há equidistância em relação aos outros dois grandes. Neste momento há?
FSF – Julgo que sim. Da minha parte há o respeito e consideração por eles como concorrentes e adversários. De certa maneira e por uma questão de história, haverá mais rivalidade com o Benfica, muito embora o FC Porto seja o clube com mais títulos conquistados nos últimos anos e ser o adversário a superar em termos de êxitos desportivos, mas não vejo razão para não existirem relações correctas.
R – Mas almoça publicamente com o presidente do Benfica e não o faz com o presidente do FC Porto. Há alguma razão especial para isso?
FSF – Almocei com o presidente do Benfica a solicitação de um jornal que queria fazer um número sobre o centenário do dérbi e, por acaso, até jantei com o presidente do FC Porto, quando o Sporting foi ao Dragão.
R – De qualquer modo, o presidente Filipe Soares Franco não parece muito atreito a alianças. Por que razão?
FSF – Porque neste mercado, neste negócio, não tem de haver alianças quando não há razões para as fazer. No meu mercado, o da construção, temos de fazer alianças, às vezes porque há que fazer consórcios para concorrer a determinada obra. Neste caso, não há nada que me obrigue a uma aliança com A, B ou C, porque sou sempre um concorrente directo dele.
R – Acredita, então, nos manifestos como aquele que foi feito entre Dias da Cunha e Luís Filipe Vieira?
FSF – Isso é completamente diferente. O manifesto tinha um único objectivo, o de lutar pela transparência do futebol. Só não foi um êxito, porque houve muitos clubes que não aderiram ao manifesto. Não antevejo que nada no futebol português se faça verdadeiramente sem probabilidade de retrocesso ou desvios nos seus objectivos se não englobar de uma forma sincera, verdadeira e transparente os três maiores clubes de Portugal.
R – Foi um dos grandes defensores da Taça da Liga. Está a corresponder às suas expectativas?
FSF – O modelo organizativo, totalmente. O calendário, totalmente. A forma como algumas equipas encararam a prova, obviamente não.
R – Está a referir-se ao FC Porto e ao Benfica?
FSF – Se nós chegássemos a esta altura e tivéssemos em prova o Sporting, o Benfica, o FC Porto e o Sp. Braga ou o V. Setúbal ou o V. Guimarães?
R – Quer dizer que vai bater-se pela alteração das regras da prova, obrigando as equipas?
FSF – Não, não, não? Porque isso depende da gestão que cada equipa entende fazer do seu plantel e da importância que dá à Taça da Liga. Agora, terei uma enorme alegria se o Sporting ganhar a primeira Taça da Liga. Ficará na história. Terei imenso orgulho.
R – Mas vai rever a forma de encarar a Taça da Liga na próxima época?
FSF – Eu? Eu não.
R – É a favor de o vencedor ter acesso a uma competição europeia?
FSF – Para isso, a Taça da Liga tem de ter currículo. Sem currículo não se consegue fazer nada. Não é regulamentando internacionalmente e impondo uma regra para a Taça da Liga que nós vamos descobrir se ela é ou não importante para a competitividade das equipas portuguesas.
R – Está satisfeito com a actual direcção da Liga de Clubes?
FSF – Com a direcção da Liga, de uma forma geral, estou e estou de acordo até com as normas e com os projectos que o Dr. Hermínio Loureiro tem posto em cima da mesa. Com todos os órgãos da Liga não estou e, por vezes, isso faz-me ter algumas opiniões, sobretudo no campo da imagem da Liga e da actuação do próprio presidente, que não tem autoridade nem responsabilidade sobre as áreas disciplinar e de arbitragem.
R – Mas acha que devia ter?
FSF – Não, não? Mas tem de pugnar para que a Liga seja um órgão exemplar nas várias decisões que toma. Portanto, quando faz a sua lista tem de ter a certeza absoluta de que está a escolher pessoas que têm os mesmos padrões de conduta, valores e princípios e que vão actuar da mesma forma que ele actua.
R – Considera que ele não conhecia bem as pessoas?
FSF – Eventualmente.
R – Está desiludido com a actuação de Vítor Pereira?
FSF – Estou. Mas fundamentalmente? Vou repetir isto, porque já o disse várias vezes? Primeiro, não tenho nada contra o senhor Vítor Pereira, até porque acho que não o conheço pessoalmente. Sou capaz de o cumprimentar, se o encontrar, mas não o conheço pessoalmente. Sobretudo, no que estou extremamente desiludido com ele é com a dualidade de critérios que ele tem tido ao longo desta época. E isso preocupa-me.
R – Quer dar uns exemplos?
FSF – Não vale a pena. São sobejamente conhecidos.
R – Ainda não conseguiu ganhar a sua batalha de criar um organismo autónomo para a arbitragem?
FSF – Mas vou ganhar. Mas vou ganhar. Estou convencidíssimo que vou ganhar. Porquê? Estou convencido.
R – Como vê a esta distância o processo Apito Dourado?
FSF – É um caso que foi espoletado pelo Sporting, com muito mérito do Dr. Dias da Cunha, e do qual se desligou no dia em que o processo foi aberto pela Justiça. Considerei que a Justiça tinha de ter o seu espaço de manobra sem ser pressionada para realizar a sua tarefa. Como os portugueses em geral, eu também estou desiludido com o tempo que se tem demorado a avaliar as consequências do Apito Dourado. Espero, tal e qual como prometeram, que fique concluído em tempo oportuno no decorrer desta época. É um processo que tem duas áreas de actuação: a desportiva que se prende com as consequências desportivas sancionadas ou não pelos órgãos da Liga e da Federação, e a da justiça propriamente dita, que é a área criminal e que não me compete a mim avaliar.
A Academia e a formação de jovens valores:
RECORD – Os talentos não ficam mais do que uma época nos seniores e saem com cláusulas de 25/30 milhões. Será preciso começar a negociar essas cláusulas para os 50 milhões?
FILIPE SOARES FRANCO – Saem todos! Saem todos! Saem todos!
R – Mas, se tiverem uma cláusula de 50 milhões…
FSF – A cláusula é negociada, não é imposta. Quando se faz um contrato com um jogador, ele tem de ser negociado. Ou julgam que há algum jogador com 18 anos que aceita uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros?
R – Então, como mantê-los mais tempo?
FSF – Não é possível. Se aparece cá alguém e bate a cláusula de rescisão, não é possível.
R – A aposta terá de ser claramente na formação. O Sporting tem de formar cada vez mais jogadores como Nani, Simão ou Quaresma para poder tornar-se competitivo. Não há outra forma. Ou há?
FSF – Há, a forma de ter equipas competitivas e criar mais receita no futebol. E o meio de criar mais receita é, nomeadamente, os clubes terem mais adeptos e assistências nos jogos. O futebol em Portugal já só pode crescer através das receitas. Nós, no Sporting, não podemos reduzir mais custos na área do futebol para nos rentabilizarmos. Temos de crescer é nas receitas. E isso é um trabalho ciclópico que temos pela frente. Todos!
R – Há outros valores emergentes na Academia. Quais são, neste momento, as preocupações do Sporting, tendo em vista as cláusulas de rescisão e a garantia de activos a longo prazo?
FSF – A minha preocupação no Sporting é precisamente não revelar quem são esses talentos, para que não digam que estão a ser cobiçados [risos]…
R – Há um nome incontornável e que já é cobiçado, que é o Adrien Silva.
FSF – Desconheço.
R – Mas, não é uma preocupação da administração da SAD?
FSF – Renovar é. O Adrien é um talento em embrião. Tem muito, muito, muito para trabalhar, antes de ser um senhor jogador. Acreditamos nele, mas daí a dizer-se que ele já está a ser cobiçado e que vão pagar e que vão fazer…
R – Rui Patrício já é um valor mais seguro?
FSF – Tem 19 anos. Como guarda-redes tem muito para crescer. Se fosse o Stojkovic a fazer o que o Rui Patrício tem feito, se calhar tínhamos outro tipo de reacção. Mas é natural, ele tem 19 anos.
R – O Sporting teve um protocolo de cooperação com o Manchester United. Colheu alguns benefícios práticos desse acordo?
FSF – Que eu conheça, não houve um grande benefício desse protocolo mas colhemos uma coisa positiva: uma excelente relação com o Manchester United.
R – Mas nada ficou beliscado com esta última polémica?
FSF – Da minha parte, não. E creio que da parte do CEO do Manchester, do administrador delegado e do presidente executivo, também não.
R – Houve também um protocolo que acabou por não dar em nada com o Roeselare, que previa a ida de jogadores no âmbito da formação…
FSF – Vocês sabem mais coisas do Sporting do que eu [risos]…
R – Mas admite fazer acordos na América do Sul e África?
FSF – Temos, no papel, um projecto de internacionalização da Academia que gostávamos de levar à prática. Mas isso implica criar dentro da SAD uma estrutura completamente autónoma e dedicada a esse projecto.
R – África é um filão que gostaria de explorar?
FSF – Não só. Hoje em dia não é só África. Precisamos de ter consciência de que, para recrutar novo e bom, dentro das nossas capacidades, temos mais hipóteses nos países ditos emergentes do que em países desenvolvidos onde o bem-estar é outro, onde os clubes estão bem implantados com observadores, formação…
R – Uma Academia em Angola chegou a ser ou é uma hipótese?
FSF – Foi um projecto que esteve no papel. Em termos conceptuais, a ideia foi-nos apresentada mas nunca chegou a ser implementada porque, para isso, seja em que país for, é preciso um parceiro local disposto a investir e alguém que esteja ligado a três valores muito importantes: a língua, a percepção do Direito e a noção de inserção numa comunidade. Enquanto não dominarmos estas variáveis não estamos seguros e a única forma de o fazer é ter um parceiro local.
R – Essa estrutura vai arrancar?
FSF – Falta o tal encontro de quadros do clube em Janeiro.
R – Hoje em dia contrata-se cada vez mais cedo. Há uma questão relacionada com aquele miúdo de Braga que tem 8 anos e não pode jogar, porque o Benfica e o Sporting estão em guerra…
FSF – Desculpe, não há guerra nenhuma! O Sporting tinha um protocolo com os pais da criança, que previa a vinda dele para a Academia quando tivesse idade para o fazer. Até lá era jogador da Bragafut, competia pelo Bragafut e, eventualmente, viria à Academia realizar uns estágios e participar em alguns torneios. A situação do Benfica é diferente porque o Benfica inscreveu esta época o rapaz como seu jogador. A validade do contrato é só de um ano. É um problema entre o Benfica, o Bragafut e o rapaz.
R – Como vê a concorrência a este nível? O Benfica e o FC Porto estão, também, mais despertos e a apostar muito nesta área…
FSF – É com enorme orgulho que vejo o Benfica e o FC Porto a procurarem conhecer as melhores práticas do Sporting, montando projectos e tentando melhorá-los. Aí temos uma grande vantagem competitiva porque existe uma organização bem estruturada, profissional e competente montada há muitos anos. Por isso, acredito que, durante alguns anos, vamos conseguir vencer nessa competitividade.
R – Não sente minimamente ameaçada essa supremacia?
FSF – Sinto. Por isso, temos de fazer mais e melhor.
R – A criação de Academias com a marca Sporting espalhadas pelo país foi mais um passo que lhe permite estar à frente da concorrência?
FSF – Essa foi uma das decisões produzida num dos encontros em que reunimos as equipas de formação e a profissional. Chegámos à conclusão que, para manter o caminho vitorioso, era preciso enraizar essa pesquisa e recrutamento de forma mais sólida no País. Lançámos esse projecto, no ano transacto, com experiências piloto e este ano estamos a dinamizar. Aliás, o FC Porto quer implementar qualquer coisa do género com a marca “Dragon”...
Modelo a seguir:
RECORD – Que clube europeu serve de modelo ao Sporting?
FILIPE SOARES FRANCO – O Sporting tem o seu projecto próprio, que é muito distinto da realidade dos outros clubes europeus, até porque estes vivem noutras sociedades, com outra cultura e com outros padrões de vida. Há alguns anos, dizia-se que o Sporting tinha de se inspirar no Ajax pela afinidade em termos de formação, mas o Ajax não tem sido, nos últimos anos, o clube vencedor da Holanda, que tem estado sempre na Liga dos Campeões…
R – Para José Roquette, o clube modelo era o Manchester United…
FSF – Não digo que não seja um clube modelo, mas é outra realidade. O Manchester United não tem sócios, só tem accionistas. Praticamente só tem uma modalidade. É uma grande organização, eficiente, muito bem gerida e com uma maximização total das receitas. Pertence, porém, a outro campeonato e a outro negócio. O Manchester United, se foi comprado, não foi com muitos capitais próprios. Não se bancou o dinheirinho… Se pensarem no grupo Sporting, na SAD e na dívida consolidada adaptada ao Manchester, e se for apurar a dívida dos ingleses, terá uma grande surpresa..
R – Qual é o clube do campeonato do Sporting que pode servir como modelo?
FSF – Daqueles que eu conheço, o mais parecido é o Lyon. E considero que o Ajax tem muitas afinidades. Embora o Lyon seja também outra realidade, é uma instituição que aposta na formação, é bem gerida, organizada e está numa área metropolitana mais parecida com a nossa.
R – O Sporting já foi estudar como funciona o Lyon?
FSF – Já visitámos o Lyon e, mais recentemente, o Ajax. Perceberam-se as vicissitudes dos holandeses e como é que o Ajax superou alguns problemas. Conseguiu-o muito à conta dos patrocínios que obteve, nomeadamente do banco ABN, que é o grande financiador e impulsionador do futuro do clube.
R – É com base nesse tipo de modelos que o Sporting tem recrutado jogadores muito novos em detrimento de futebolistas seniores já feitos?
FSF – É por uma questão prática. Enquanto tivermos as taxas de juro e a dívida que temos no país, não podemos libertar dinheiro para determinados investimentos e para aumentar a massa salarial. Por isso, é importante num projecto desportivo dar machadadas na dívida em alturas de crise. Se conseguirmos ser o clube equilibrado que fomos nos últimos anos, esse dinheiro pode ser canalizado para o projecto desportivo.
"Não quero imitar o benfica":
RECORD – Perante uma conjuntura desportiva algo desfavorável, como pensa mobilizar as pessoas tendo em conta a estratégia de atingir os 100 mil sócios a curto prazo?
FILIPE SOARES FRANCO – Há uma única mensagem a passar. Primeiro, embora nós possamos fazer tudo para ganhar, nem sempre se ganha. Segundo, o Sporting tem que ser vivido com alguma emoção e muita paixão. E, depois, a equipa será tanto melhor e corresponderá tanto melhor, quanto mais for apoiada.
R – Quando pretende atingir os 100 mil sócios?
FSF – Gostava que isso acontecesse no ano de 2008.
R - O importante é como os captar…
FSF - É verdade e aí temos de fazer exactamente o que o FC Porto e o Benfica fizeram em relação ao futebol de formação do Sporting, isto é, analisar aquilo que foi feito pelos nossos directos concorrentes e por outros concorrentes na Europa.
R - Pode optar por imitar o projecto do kit do Benfica?
FSF – Não posso, não devo e não quero imitar o projecto do kit do Benfica, mas não me importo nada de reconhecer que tenho de me inspirar numa campanha tipo kit do Benfica por forma a promover um projecto com melhorias relativamente a esse.
R - Depois dos contactos que tem mantido com os núcleos, grupo Stromp e outras organizações ligadas ao clube, continua a considerar que o Benfica é maior do que o Sporting?
FSF - Em termos de adeptos e sócios, é maior do que o Sporting. O Sporting ainda não conseguiu passar dos 85 mil sócios, enquanto o Benfica tem registados mais do que esse número e diz que são mais de 150 mil. Nessa área, não há como negar. O que temos de pensar é em procurar ser melhores do que os nossos adversários. No dia em que formos melhores, teremos a grande oportunidade de sermos maiores. Nesta altura, não somos maiores, muito embora em vários segmentos de mercado sejamos melhores.
O problema somos nós:
R – Como analisa reacções como a da Juventude Leonina?
FSF – Não admito por uma questão cultural, de padrões e princípios de vida. As claques que têm protocolos com o Sporting são ajudadas para apoiarem o Sporting. Não patrocinamos claques para irem vaiar jogadores...
R – Que tipo de ajudas dá o Sporting às claques?
FSF – Facilita-se bilhetes, têm retorno sobre os sócios que angariam, sede no clube e uma série de facilidades. Têm também um número de bilhetes quando há uma final da Taça e, quando vão com o clube ao estrangeiro, têm um determinado número de bilhetes salvaguardado.
R – Suspendeu esse apoio depois dos últimos incidentes?
FSF – Não. As claques têm multas conforme as atitudes que tomam.
R – Portanto, foram multadas…
FSF – É um regulamento que está a ser aplicado. Mas estou convencido que o problema não é propriamente das claques mas de alguns grupos de pressão que estão à margem e que, quando estas estão mais fracas, aproveitam-se delas para tomar um conjunto de atitudes que não são meritórias. E não são meritórias porque as pessoas não dão a cara.
R – Quer revelar algum rosto desses grupos de pressão?
FSF – Não.
R – Mas sabe quem são?
FSF – Claro que sim! Ou achamos que sabemos… Os grupos de pressão são como os bloguistas. Não aceito bem que pessoas escrevam com base no anonimato. Tenho total desprezo por quem escreve sob o anonimato. Não leio blogues, nem tenho tempo...
R – Devolver a camisola do capitão do Sporting é já uma situação limite…
FSF – O João Moutinho já respondeu a essa questão. São os jogadores que têm de reagir sobre o que lhes vai na alma. Não compete ao presidente do Sporting fazer muitos mais comentários depois do que o capitão do clube fez sobre essa matéria.
R – Mas é o próprio clube que está em causa…
FSF – O João Moutinho já disse tudo o que havia para dizer sobre essa matéria.
R – Já recuperou a confiança no Conselho Leonino?
FSF – Essas afirmações têm a ver com uma única situação – uma informação que entendi que devia dar ao Conselho Leonino sobre o despedimento colectivo que se estava a preparar. Essa informação saiu no dia a seguir nos jornais. Teve a ver com isso.
R – Existe a possibilidade de se formar uma espécie de Conselho Geral em detrimento do Conselho Leonino?
FSF. – Não. Já várias vezes se falou no Conselho Leonino, no Conselho Directivo e até já se falou em termos de Assembleia Geral que devia haver uma reformulação do regulamento do Conselho Leonino e dos Estatutos. Essa incumbência foi dada ao presidente do Conselho Leonino, que é o presidente da AG. Não me meto nessa matéria. Não quero regular os estatutos do Sporting.
R – Mas é necessária essa reformulação?
FSF – É preciso haver uma actualização. Faz sentido. Não tenho problema nenhum em ter o Conselho Leonino que tenho, nem tenho problema nenhum de o Conselho Leonino ser eleito pelo método de Hondt. Não tenho problema nenhum sobre essa matéria… No entanto, penso que, a partir do momento em que há eleições, existem órgãos sociais que ganham e, em princípio, não deveria existir oposição dentro desses órgãos.
R – Sente essa oposição?
FSF – Não. Vivo bem com ela. Não tenho qualquer problema com isso.
R – Liga esses grupos de pressão a elementos de oposição do Conselho Leonino?
FSF – Não tenho esse tipo de problema na vida, falo com toda a gente. Não houve nenhum elemento do Conselho Leonino que me tenha pedido um esclarecimento que não tenha dado, que não tenha tido toda a informação. Ninguém nesse órgão que possa repreender-me por ter faltado eticamente aos meus deveres e obrigações.
1906
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